Duas faces da moeda O estímulo do presidente aos atos que estão sendo chamados por sua claque para o próximo domingo, dia 26, fará dele sócio de jogada que embute duplo risco. Na avaliação de aliados e políticos de diversos matizes, manifestações de pequeno porte seriam associadas à perda de capital político de Jair Bolsonaro. Se forem amplas e virulentas, porém, no tom emanado nas convocações, as mobilizações tendem a alimentar percepção de que ele pretende emparedar os Poderes na base do grito.

Caminho do meio O general da reserva Paulo Chagas, apoiador de Bolsonaro, prega uma terceira via. Diz que fará o possível para que os atos sejam grandes e pacíficos. “Vou me empenhar para que vá o máximo de pessoas para, ordeira e veementemente, dizer que é preciso romper a inércia e que o Brasil precisa andar.”

Caminho do meio 2 Chagas endossa uma parte das queixas embutidas no polêmico texto compartilhado por Bolsonaro na sexta (17) e diz que “o Congresso precisa parar de fazer oposição por oposição”, mas prega entendimento.

Gaste saliva “Tem que ter um processo de cooptação das pessoas da melhor forma, no sentido da conscientização de que tem um programa que foi aprovado pela maioria e precisa ser executado.”

Força do pensamento Antes da turbulência política escalar, Paulo Guedes (Economia) trabalhava para se distanciar dos focos de divergência dentro do governo. O ministro vinha afirmando que não queria mais se ligar às disputas intestinas. “Só quero saber do que pode dar certo”, dizia, segundo aliados, como um mantra.

Vem comigo A pessoas próximas, Guedes havia manifestado intenção de falar com Bolsonaro sobre a necessidade de centrar esforços no que considera a chave para a sobrevivência da classe política: a recuperação da economia.

Direto e reto O ministro subiu o tom na última semana, dizendo inclusive que pode faltar dinheiro para programas como o Bolsa Família.

Direto e reto 2 A fala foi considerada “alarmista” por deputados. Aliados rebatem. Dizem que Guedes tenta compartilhar responsabilidades por crer que ninguém vai ganhar “brincando com o caos”.

Mando eu O presidente Jair Bolsonaro disse a aliados que vai decidir “pessoalmente” o nome do próximo procurador-geral, o que alimentou a sensação de que conselhos que vierem de gente de fora de sua família terão pouco peso na escolha.

Cabe mais um O ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República José Robalinho Cavalcanti iniciou um giro pelo Congresso em busca de apoio. Ele se inscreveu na disputa que levará a uma lista tríplice de nomes.

Pelas beiradas Aliados de Raquel Dodge, a atual procuradora-geral, dizem que, embora fora da disputa promovida pela ANPR, ela segue no páreo pelo apoio que tem no Congresso e entre integrantes do STF e até do Planalto. Bolsonaro, recentemente, referiu-se a ela como “séria”.

Da FSP

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