A ex-candidata estadual pelo PSL Cleuzenir Barbosa, que denunciou coação de auxiliares do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, R$ 12 mil das doações que recebeu para familiares. Do diretório do PSL em Minas, ela recebeu R$ 60 mil.

Dos R$ 60 mil recebidos do fundo eleitoral, Cleuzenir registrou como despesa R$ 8.775,00 em nome do marido, Luiz Henrique Pereira, e R$ 4 mil para o irmão, Wilson Antonio Barbosa.

De acordo com Cleuzenir, os valores pagos ao marido são referentes ao ressarcimento pelo uso dos automóveis do casal, um HB20 e uma moto Honda CG 150, para fazer campanha. O mesmo valor foi lançado na prestação de contas como doação do marido à campanha de Cleuzenir. “Eu rodei tanto com o meu carro que perdi a garantia porque extrapolei a quilometragem que precisava fazer a revisão”, justifica.

Ela diz que precisou usar os veículos da família porque o PSL só liberou o dinheiro para campanha em 18 de setembro. Depois que o recurso foi transferido para a então candidata, foi alugado um outro carro, mas os da família seguiram sendo usados. Para o restante do período, foram lançados como despesa para locação de veículos R$ 3,5 mil, menos da metade do que foi desembolsado ao marido.

Já os valores para o irmão, justifica a ex-candidata, foram para remunerá-lo pela coordenação da campanha. “Ele foi o principal coordenador”, afirmou.

Cleuzenir declarou em depoimento ao Ministério Público em dezembro de 2018 ter sido coagida por dois assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio a devolver R$ 50 mil dos R$ 60 mil recebidos do PSL de Minas Gerais para campanha. Os auxiliares seriam Haissander Souza de Paula, que foi assessor parlamentar de Marcelo Álvaro, e Lilian Bernardino, que recebeu R$ 65 mil de verba do fundo eleitoral, mas obteve apenas 196 votos. (Juliana Braga)

Do Estadão

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