foto: Kristin Smith/Free Images

por Marco Aurélio Mello

As opiniões estão divididas nas redes sociais.

Como é de costume.

No campo progressista, há os que votam no Ciro, mas há os que não votam de jeito nenhum.

Nos gramados da Rússia há os que vão torcer pela seleção brasileira e há os que não.

E há, claro, todos os outros, com seus modos e argumentos.

Respeito.

Democracia é isso!

Ninguém quer que todos pensem do mesmo jeito e tenham as mesmas razões.

Quem quer unidade são os regimes imperiais e totalitários, as ditaduras, tenham ou não fardas.

A história é feita de avanços e retrocessos.

Mas, por incrível que pareça, no final das contas, estamos sim evançando.

É que quando o pêndulo volta bate aquele desespero.

A onda que quebra na praia primeiro espalha a água, que depois drena, reflui e torna a voltar como onda outra vez.

Resistir é enfrentar como rochedo a braveza e a leveza do mar.

Nosso processo histórico pode ser, ou de aprofundamento do desmonte, ou de redução de danos.

Dividir só é bom para quem lucra com isso.

Cada um na sua onda e na sua brisa.

Precisamos insistir num mundo unido pela diversidade de marrons, pretos, brancos, pardos, amarelos, vermelhos, arco-íris e furta-cores.

Podemos nos regozijar vendo um gol do artilheiro.

Ou não.

E que mal há nisso?

O post Eu e a onda, ou a brisa apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo