Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o Parlamento Europeu estuda medidas contra a prisão ilegal de Lula. A União Europeia deverá ser o primeiro bloco econômico a impor sanções ao Brasil devido ao processo contra o ex-presidente brasileiro com o fim de tirá-lo da eleição. As sanções que o Brasil sofrerá por ter prendido Lula ilegalmente vão piorar a crise econômica por aqui.

O clima reinante internacionalmente em relação ao Brasil não poderia estar pior. Recentemente, o Blog da Cidadania reproduziu reportagem do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) que mostrou a péssima repercussão nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e até no Oriente médio por conta da prisão de Lula.

Agora, outras notícias se somam e mostram que a comunidade internacional está analisando a sentença do juiz Sergio Moro contra Lula e não está encontrando as provas que ele e a mídia brasileira dizem existir contra o ex-presidente.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, após a prisão de Lula o Parlamento Europeu começou a estudar o processo do ex-presidente e as primeiras indicações são as de que a condenação imposta a ele por Sergio Moro foi um “exagero”, como disse no SBT a âncora Raquele Sheherazade em matéria recente sobre o caso.

O Estadão afirma que, além do abuso contra Lula, a União Europeia está preocupada com a morte de Marielle Franco e com a violência dos militares contra a população pobre do Rio, no âmbito da intervenção federal.

Há cerca de 10 dias, Elizabeth Throssell, porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira em Genebra, também disse que o caso Lula está preocupando a entidade devido, entende-se, à falta de provas de sua condenação e, também, devido à rapidez com que o ex-presidente foi encarcerado.

E as reações na Europa continuam aumentando. Após o Partido Democrático (PD), mais uma legenda política italiana criticou a prisão de Lula. O fundador do partido Movimento 5 Estrelas (M5S), Beppe Grillo, afirmou que o petista é alvo de “perseguição” e denunciou um “golpe de Estado” no Brasil.

Na Espanha, a prefeita de Barcelona, Ada Colau, se disse preocupada com a “deriva autoritária” que vive o Brasil por conta da prisão de Lula, assassinatos políticos e atentados, referindo-se ao caso de Marielle e ao ataque a bala ao ex-presidente Lula.

Um ato pela liberdade de Lula foi realizado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica.

Outro apoio de peso é do ex-primeiro ministro espanhol Felipe Gonzalez. Segundo a Folha, ele criticou duramente a prisão de Lula. O comunicado de González –que se refere a Lula como “amigo”– registra também que, apesar da Lei da Ficha Limpa, o ex-presidente deveria poder ser candidato à Presidência até que receba uma “sentença firme”.

Apesar de já ter deixado o poder, o ex-premiê espanhol González segue sendo uma importante figura política na Espanha, e uma das mais respeitadas até hoje

Mas é na fala da eurodeputada do Bloco Nacionalista Galego e de outros eurodeputados de diferentes partidos políticos do Parlamento Europeu que pediram a libertação de Lula, como você vai ver no vídeo ao fim do post, que reside uma grave ameaça ao Brasil.

O que ocorre é que toda essa má repercussão deve piorar fortemente a crise econômica brasileira nos próximos meses, porque o Parlamento Europeu já está cogitando adotar sanções econômicas contra o Brasil

Além disso, que investidor nacional ou estrangeiro quererá investir um centavo em um país conflagrado no qual a Justiça joga pessoas na cadeia sem provas e sob desculpa falsas, permite atentados políticos como contra Lula e Marielle etc?

O único consolo é que todos esses cretinos que seguem Bolsonaro vão se dar mal tanto quanto os brasileiros lúcidos e civilizados que repudiam os atos de ódio e violência dessa escória que está afundando o Brasil mais um pouco a cada dia.

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