Paraná

Iniciativa da Frente Brasil Popular pretende fortalecer a mobilização e o trabalho de base

Gabriel Pansardi Ruiz |
Encontro teve análise de conjuntura, debate e contribuição dos militantes para identificação dos desafios da classe trabalhadora Wellington Lenon

Cerca de 220 pessoas de 53 cidades do Paraná se reuniram em Curitiba neste sábado (14) em um Curso de Formação de Formadores do Congresso do Povo, para fortalecimento do trabalho de base e de mobilização da população. O Congresso do Povo foi lançado em dezembro do ano passado durante a 2ª Conferência Nacional da Frente Brasil Popular (FBP), realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), no interior paulista.

A mesa de abertura teve a participação de José Reinaldo Carvalho, integrante do Comitê Internacional Lula Livre e militante do PCdoB, além da professora Marlei Fernandes, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e dirigente da Sindicato dos Professores das Redes Públicas Estadual e Municipais do Paraná (APP-Sindicato).

José Reinaldo fez uma análise de conjuntura desde o golpe de 2016, ressaltando a postura imperialista dos EUA na geopolítica internacional e apontando desafios para o país. “A nossa luta não será em linha reta. Haverá muitos avanços e recuos, por isso é preciso aplicar uma estratégia permanente de forças, para aglutinar energia em prol da tão esperada e necessária revolução popular”, ponderou.

Luta contra o fascismo

Para a professora Marlei, o Brasil está “dando de cara” com o fascismo. “Temos que pensar em nos proteger. Você tem o exemplo da caravana do Lula, alvejada por tiros, e de uma mulher que foi literalmente atacada, agredida, na saída da caravana”, citou. “Por isso, temos que reconstruir os laços de amor, caridade e solidariedade. Essas pessoas são o povo, somos nós. Temos que voltar a fazer reunião, a ir nas escolas, procurar espaços nos bairros. E não estou falando em reunião com 200 pessoas. Se for com cinco, oito pessoas, já está ótimo. É assim que vamos retomar”, sugeriu a professora.

Contribuição militante

Depois de duas horas de exposição, o espaço foi aberto para as contribuições de militantes. Adriana Gomes, da coordenação regional do MST em Ponta Grossa, fez uma autocrítica ao trabalho de base nos últimos anos. “Temos que diagnosticar a base para fazer o nosso trabalho, para saber do que se trata, com mais sensibilidade e sabedoria”, alertou. “Retomar também os costumes de Lenin, de fazer grupos de leituras, para o povo entender o que está acontecendo. Porque, sem ter diagnósticos, vamos chegar nos lugares para fazer o trabalho de base e podemos voltar de lá com essa gente até mesmo contra nós, avaliou”.

Além da análises de conjuntura, José Reinaldo Carvalho aproveitou a oportunidade para lançar o livro “Outubro Vermelho – 100 anos 1917-2017”, em que assina um dos artigos. Todos os 40 exemplares da obra foram vendidos durante o curso.

“A conquista da paz e o impedimento de uma 3ª Guerra Mundial é fruto do trabalho Revolução Russa de 1917. Ter essa visão histórica é um instrumento importante para as lutas do nosso tempo”, afirmou o militante comunista.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog