MonthAbril 2018

Juíza Lebbos, que curso de Medicina a senhora frequentou para alegar “não urgência” e vetar a visita dos médicos a Lula?

por Conceição Lemes

Desde que chegou à Polícia Federal, em Curitiba, em 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não passou por qualquer avaliação médica de rotina como habitualmente  vinha fazendo.

Motivo: a juíza Carolina Lebbos , da 12ª Vara Federal de Curitiba, vetou a visita de um dos médicos indicados pela sua defesa.

Em despacho nesta quinta-feira (25/04), às 15h8, indeferiu o pedido  sob o fundamento de que “não há urgência”.

Por isso, hoje a  defesa protocolou um novo pedido (veja abaixo) à juíza, reiterando o feito em 20 de abril, para que ela autorize Lula a ser atendido periodicamente e sempre que necessário pelos médicos já indicados.

A defesa observa que tem a informação de que outras pessoas custodiadas na superintendência da Polícia Federal do Paraná recebem atendimento dos médicos indicados por eles.

Data vênia, juíza Carolina Lebbos, que curso de Medicina a senhora frequentou para alegar “não urgência” e vetar a visita dos médicos do ex-presidente?

O ex-presidente tem 72 anos e sofre de diabetes e hipertensão arterial.

A senhora sabia que a idade avançada, a pressão alta e o “açúcar” no sangue são importantíssimos  fatores de risco para infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)?

Sabia que infarto e o AVC podem ocorrer de repente  sem  terem tempo de mandar um aviso prévio para a digníssima juíza?

Para agravar a situação, o encarceramento pode ter desestabilizado essas doenças crônicas que vinham tão bem controladas.

Lamentavelmente, quer queira ou não a sua postura é um atentado à vida de Lula.

Portanto, se algo grave acontecer ao ex-presidente, a senhora terá responsabilidade.

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Publicação de: Viomundo

Benedita da Silva: Oferecido de bandeja ao mercado, servidor público não será bode expiatório de Temer

Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

O servidor público não será bode expiatório de Temer

por Benedita da Silva*, especial para o Viomundo

No último dia 8 de abril, a Medida Provisória 805/2017 perdeu a eficácia.

Com ela, Temer queria aumentar de 11% para 14% a alíquota da contribuição previdenciária dos servidores públicos federais – ativos e aposentados – cuja remuneração esteja acima do teto do INSS.

De acordo com o Ministério do Planejamento, esse aumento atinge 711.446 servidores, com grande impacto na área do magistério federal.

Essa MP já tinha sido suspensa por liminar do ministro Ricardo Lewandowski (STF) e estava no Congresso.

A razão da liminar é que a MP 805 penalizava duplamente os servidores, com aumento da alíquota e adiamento dos reajustes salariais para 2019.

As entidades dos servidores denunciavam a MP como um confisco na remuneração, cujo único objetivo é fazer caixa.

De fato, o Ministério do Planejamento admite que a MP iria gerar uma “economia” de R$ 7 bilhões.

Economizar em cima da remuneração dos servidores públicos, inclusive dos aposentados, não faz nenhum sentido diante dos sucessivos perdões de bilhões de reais de dívidas em impostos e contribuições previdenciárias que o governo Temer concede ao agronegócio, aos banqueiros e grandes empresários.

A não votação da MP 805/17, do arrocho do servidor e a retirada de pauta da PEC 287/16, da reforma da Previdência, sem dúvida representam importantes vitórias e não apenas para os servidores públicos.

Caso fosse aprovada, a reforma da Previdência endureceria bastante as condições de aposentadoria dos servidores públicos.

Entretanto, enquanto durar a intervenção federal no Rio de Janeiro qualquer emenda à Constituição estará impossibilitada.

Por mais que o ilusionismo midiático tente justificar essa política de terra arrasada de um governo ilegítimo, saído de um impeachment sem crime de responsabilidade, a sociedade já começa a perceber claramente o que está sendo feito e contra quem: as vítimas são os trabalhadores assalariados, os servidores públicos e o povo em geral.

A ideologia neoliberal procura disfarçar sua perversidade social por trás da falácia do “Estado mínimo” e da suposta “eficiência do mercado”.

O que se vê, no entanto, é um Estado mínimo, para o povo, mas um Estado máximo para grandes empresários. Temer está viabilizando com rapidez a captura do Estado pelo chamado mercado.

Por isso a cabeça do servidor público é oferecida pelo governo na bandeja do neoliberalismo, como símbolo da “moralização” do Estado.

Certamente eles farão novas tentativas para aprovar os projetos encomendados pelo mercado, mas a resistência contra eles se torna mais forte e consistente.

A MP 805/17 fazia parte da mesma família de medidas antipopulares, como as que atingem toda a população que trabalha por salário ou no mercado informal.

*Benedita da Silva é deputada federal (PT-RJ).

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Publicação de: Viomundo

MST serve comida da fazenda, sem agrotóxicos, na Feira da Reforma Agrária


Gastronomia

Do campo para a cidade, o espaço Culinária da Terra funcionará durante todo o evento, entre os dias 3 a 6 de Maio

Letícia Fialho |
A Feira da Reforma Agrária contará com uma diversidade de alimentos saudáveis do MST MST

A 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), ocorre entre 3 e 6 de maio, no Parque da Água Branca, em São Paulo, e emprestará à maior cidade da América Latina, conhecida pelas avenidas e arranha-céus, as cores e sabores aconchegantes do campo.

Os visitantes poderão levar para casa produtos direto da roça, orgânicos e sem agrotóxicos, oriundos de 23 estados, e também provar pratos regionais típicos da culinária brasileira.

A influência das culturas africana, indígena e portuguesa marcam o gosto da culinária regional da Bahia, cuja diversidade estará representada na feira. Entre as opções de moqueca, será possível experimentar de tucunaré com camarão, de suburi, de dourado e de vermelho com camarão.

Iguaria típica da região amazônica, o tacacá, originário dos povos indígenas paraenses e muito popular nos estados do Acre, Pará, Rondônia, Amapá e Amazonas, também poderá ser degustado durante a Feira.

Com um número maior de cozinhas, espaço ampliado e com a participação de mais de 250 pessoas, o espaço Culinária da Terra tenta repetir o sucesso da edição anterior, na qual foram servidas cerca de 10 mil refeições.

“O espaço culinária vai trazer para feira os nossos sabores, os nossos gostos e o nosso jeito de fazer comida. A nossa relação não só com a produção, mas também de preparar. Vamos aproximar as duas realidades, a realidade de produção de produto pra feira e a realidade da transformação desse produto na comida” diz Antonia Ivoneide, da direção nacional do MST.

Agende-se:

3ª Feira Nacional da Reforma Agrária

Local: Parque da Água Branca

Endereço: avenida Francisco Matarazzo, 455, São Paulo (SP), CEP 01156-000

Horários: Das 8h às 20h

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

UNE Volante chega ao Recife para debater política, educação e cultura na universidade


ITINERANTE

Atividade integra a campanha “Universidade não se vende, se defende”, encabeçada pela União Nacional dos Estudantes

Vinícius Sobreira |
A atividade vai circular por 13 universidades em 11 estados brasileiros; Em Pernambuco, o tema escolhido é a cultura Divulgação/UNE

Na próxima sexta-feira (27), o Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebe a UNE Volante, promovendo atividades de arte e cultura gratuitamente para estudantes tanto da própria instituição como de outras universidades que estejam interessados em participar. A UNE Volante é parte da campanha “Universidade não se vende, se defende”, encabeçada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade representativa dos estudantes universitários do Brasil. A atividade vai circular por 13 universidades em 11 estados brasileiros. Pernambuco é o terceiro estado do percurso.

Em cada estado, a UNE Volante traz uma temática diferente para ser debatida e praticada através de oficinas. O tema escolhido para Pernambuco é a cultura, pensando o papel da universidade como espaço de produção cultural e de elaboração de políticas públicas para a cultura. A principal atividade do dia 27 ocorre no auditório do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), a partir das 9h da manhã: uma mesa de debate com a presença da presidenta e vice-presidenta da UNE, além de artistas pernambucanos e pensadores da cultura do estado.

A tarde será de oficinas de produção de cultura, teatro, literatura, música, dança e turbante, além de uma homenagem ao Movimento de Cultura Popular (MCP), encabeçado pelo pedagogo pernambucano Paulo Freire entre os anos 1950 e 1964, centrado em alfabetizar as camadas mais pobres através da arte e cultura populares. Ao fim do dia, haverá uma noite cultural com shows gratuitos dentro da universidade.

A estudante de teatro Rosa Amorim destaca o papel da arte nesse momento histórico do Brasil. “Nesta conjuntura política, o diálogo entre os estudantes se faz extremamente necessário, porque precisamos debater o projeto de universidade que queremos para nós e para as próximas gerações. Mas como fazer o debate político chegar ao máximo de estudantes? Através da arte e da cultura. E isso tem tudo a ver com o que é a UNE Volante”, pontua.

Inquietações

À frente da construção dessa passagem da UNE por Pernambuco está a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), entidade estadual de representação dos estudantes universitários. A presidenta da UEP, Manuella Mirella, vê a passagem da UNE Volante no estado como algo histórico. “Em tempos de repressão, retirada de direitos e ataques à democracia, nós trazemos o debate político para dentro da universidade e mostramos que somos filhos deste momento histórico, uma época que pede política. É colocar a política no centro do debate”, diz Manuella. “Precisamos politizar a universidade. Este é o nosso maior desafio e será o nosso maior ganho”, completa a estudante, que fez questão de lembrar da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 395, de 2014, que propõe o pagamento de mensalidades nas universidades públicas.

Ela destaca ainda que, no contexto da UNE Volante, algumas universidades do estado também sediam o Festival Inquietações. “O festival dialoga muito com a temática escolhida pela UNE para Pernambuco, porque apontamos a ausência de espaços de cultura nas universidades. Outras têm esses espaços, mas os estudantes não podem utilizá-los. É algo que precisa ser regulamentado, porque, no momento, muitas universidades não permitem atividades culturais”, diz Manuella. “E no nosso estado isso é fundamental, porque temos uma relação muito forte com o que já foi chamado de ‘folclore’, mas que hoje é reconhecido como cultura popular. Essa cultura é um caminho para debatermos nossa história e a política”, completa.

Para ambas entrevistadas, construir na UFPE a passagem da principal entidade de representação estudantil do país é um desafio extra, porque a UFPE, apesar de sua importância, não tem um histórico recente positivo em relação à representatividade estudantil. “A UFPE é uma universidade que está há mais de 7 anos sem Diretório Central de Estudantes (DCE). E esta universidade receber a UNE Volante neste momento é dizer para os estudantes que este é o momento de nos organizarmos, de escutarmos uns dos outros as principais questões que envolvem a nossa vida na universidade”, diz Rosa. “Precisamos fazer o debate político através da arte e cultura enquanto despertamos o sonho de uma nova sociedade”, avalia Amorim, que também é militante do Levante Popular da Juventude.

Para ela, já passou da hora de os estudantes se organizarem para enfrentar os desafios. “O momento do Brasil é de extremo ataque a esse projeto de educação que busca incluir as camadas mais pobres na universidade. Então precisamos retomar o movimento estudantil, porque precisamos impedir a retirada de direitos na educação. Não podemos ficar parados assistindo isso acontecer”, reclama Amorim. “Marcar esse espaço na UFPE mostra que queremos construir um DCE também aqui. Através de um Diretório Central é muito mais fácil dialogar com os estudantes”, completa Manuella, que milita na União da Juventude Socialista (UJS).

De acordo com as entrevistadas, durante a semana haverá atividades de mobilização de estudantes para participarem do evento na sexta-feira (27). E a mobilização não se restringe à UFPE. Na vizinha UFRPE já foi realizado, na última quinta-feira (19), o Festival Inquietações. Segundo a presidenta da UEP, também está confirmada a chegada de um ônibus saindo de Caruaru e trazendo estudantes da região Agreste para participar do evento.

UEP Itinerante reproduzirá modelo

A UNE Volante surgiu na década de 1960, durante o governo popular de João Goulart, já no contexto de polarização e tensão pré-golpe militar. Naquele momento a UNE circulou o Brasil debatendo a reforma universitária e, na opinião de Rosa Amorim, “praticamente fundando o movimento estudantil em vários centros de ensino”, já que teve centralidade em estimular a fundação de centros acadêmicos (CAs), diretórios acadêmicos (DAs) e diretórios centrais de estudantes (DCEs). Como a atividade deste ano está inserida no contexto da campanha em defesa de universidades públicas, gratuitas e de qualidade, os locais escolhidos para sediar a UNE Volante são as universidades públicas.

Manuella Mirela pontuou ainda que a entidade estadual deve circular todas as regiões de Pernambuco realizando festivais culturais e trazendo debates políticos urgentes para os estudantes. “Sabemos as dificuldades da UNE para circular todas as universidades do país. Então também cabe a nós fazer com que o debate alcance os estudantes que não poderão participar da UNE Volante”, diz a estudante. O lançamento da UEP Itinerante ocorre no dia de atividades da UNE Volante, passando posteriormente noutras cidades. De acordo com a entrevistada, o roteiro ainda não está fechado, mas o plano é passar em pelo menos uma universidade de cada região.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Processo de Azeredo já dura 5 vezes mais que o de Lula. Sem conclusão

Em 22 de novembro de 2007, o então presidente do PSDB Eduardo Azeredo foi denunciado formalmente pelo procurador Antônio Fernando de Souza junto ao Supremo Tribunal Federal como um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema chamado “mensalão tucano”.

Segundo o Ministério Público, o mensalão tucano foi um esquema de caixa dois organizado com vistas à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Em 14 de setembro de 2016, o Ministério Público denunciou por crime de corrupção o ex-presidente  Lula e a sua esposa, Marisa Letícia, morta no começo do ano passado devido a problemas emocionais relativos à perseguição sofrida pelo marido.

Em dois anos e sete meses após denúncia do MP,  o caso do “triplex” atribuído a Lula já está praticamente terminado ao menos para o réu, que está preso. Já o caso Azeredo foi denunciado há DEZ ANOS e cinco meses e não produziu efeito nenhum até hoje.

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Publicação de: Blog da Cidadania

Azeredo e Aécio integram direção do PSDB

É difícil para o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se afastar, como quer, do peso que representam para sua candidatura ao Palácio do Planalto o senador Aécio Neves (MG) e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

Aécio é réu por negociar propina com Joesley Batista, do grupo J&F, e Azeredo, condenado em segunda instância pelo chamado mensalão mineiro.

Ambos fazem parte da executiva nacional do PSDB, órgão máximo de comando da legenda por onde passam todas as decisões partidárias.

No PSDB, todos os ex-presidentes são membros da executiva. Então, mesmo que Aécio desista de disputar eleição, ele continuará a influenciar nos rumos do partido, a exemplo de Azeredo.

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João Paulo Rillo: Candidato liberal sempre esconde do discurso o que fará na prática

Foto: GOVESP

O CUSTO OCULTO DE ELEGER UM LIBERAL

por João Paulo Rillo*

 A cada dia, fica mais aparente que o que vínhamos entendo como crise de representação pode ser, em boa parte, uma conquista da narrativa liberal que promove o sequestro do Estado e da ideia de Política apostando em sua desqualificação.

Em um país como o Brasil, o liberalismo econômico tem um grande desafio existencial: como conquistar hegemonia suficiente para vencer nas urnas sendo uma ideologia que interessa apenas a uma parte ínfima da população?

Mesmo com a construção incansável e vitoriosa de certas narrativas  –  investimento público vira “gasto”, políticos servem apenas a interesses próprios e “não me representam”, corruptores privados são vítimas -, ainda assim, é difícil acreditar que alguém se elegeria dizendo simplesmente que quer menos Estado.

E, no entanto, muitos governam exatamente dessa maneira. Elegem-se com um discurso de bem-estar social mas, depois, contam o conto da austeridade, ainda que sejam os mesmos há décadas no poder. Como é o caso do Estado de São Paulo.

Não é prometendo diminuir o que é público e alimentar os interesses privados que Geraldo Alckmin vem se elegendo governador de São Paulo há uma eternidade.

E, certamente, não será assim que se apresentará diante do Brasil. Mas esta é a política que pratica. Alckmin é um radical do liberalismo econômico que não fica nada abaixo de Michel Temer.

O Estado de São Paulo está sendo destruído pela política do caos, em que programas e equipamentos públicos são deliberadamente minguados para que possam, com mais facilidade, serem entregues à iniciativa privada.

Enquanto isso, um programa de desonerações sem qualquer transparência abre mão de um montante equivalente ao de áreas públicas essenciais.

Durante os últimos dois mandatos de Alckmin, a iniciativa privada recebeu mais de R$ 110 BILHÕES em exonerações.

É o suficiente para manter TODOS OS GASTOS DO ESTADO DE SÃO PAULO DURANTE SEIS MESES, sem colocar a mão no bolso.

Uma noção do peso dessas desonerações só é possível quando as comparamos aos números investidos pelo governo em áreas essenciais – e que o governo trata como “no limite”.

A desoneração prevista para 2017, por exemplo, foi de R$ 14,6 bilhões, o equivalente ao Orçamento anual de TODAS as maltratadas universidades paulistas, mais um “troco” de 40%.

É o equivalente a mais da metade de tudo o que se gasta com Saúde no Estado de São Paulo (25,3 bi). É mais do que pagamos anualmente para quitar a dívida pública do Estado (12,6 bi).

Pior: esses são os valores estimados, já que, segundo ressalva do próprio Tribunal de Contas do Estado, essas desonerações são obscuras, sem detalhes de quem e quanto recebe.

Nem TCE nem a Assembleia Legislativa sabem exatamente quanto Alckmin concedeu em benefícios fiscais e como esse privilégio é compensado pelas empresas.

Sem dados precisos sobre isso, como avaliar a contrapartida social desse dinheiro dados a empresários?

Será que há alguma?

Ouvi esta semana uma entrevista do hoje governador Marcio França, que nos últimos três anos e meio foi, ao mesmo tempo, vice-governador e Secretário de Desenvolvimento do Estado.

Ele falava da falta de valorização dos policiais civis e militares de São Paulo. Dizia que a categoria precisa ser valorizada e que tem planos para isso.

Enquanto França participava do governo, no entanto, os policiais não receberam sequer o reajuste inflacionário que a lei determina. Os delegados chegaram ao pior salário do país. O déficit de profissionais passou de DOZE MIL VAGAS.

Alguém pode argumentar que vice é um cargo decorativo, e que a pasta de França não era responsável por policiais. Pode ser.

Mas, como secretário, era responsável pela USP, que está hoje com o Hospital Universitário praticamente fechado e caindo em todos os rankings de avaliação; da UNESP, que sequer consegue pagar o 13º salário a seus servidores e vive com a corda no pescoço; pelos professores das ETECs e Fatecs que há anos lutam para que o Estado pague, pelo menos, o piso mínimo nacional que a Justiça já determinou (e pensar que essas categorias já vinham de anos de arrocho sob Rodrigo Garcia…).

O custo de eleger um liberal está sempre ausente de seu discurso. Mas conduz suas ações.

*João Paulo Rillo é deputado estadual (Psol-SP).

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Moro  perde uma

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Publicação de: Viomundo

Artigo | O caso do triplex saiu da esfera do razoável e virou uma tragédia


Lula Livre

O triplex não existe com está no processo. A pena é arbitrária e injusta. E há um inocente preso e isolado dos seus

Frei Sérgio Antônio Görgen* |
As fotos e filmagens demonstram que tudo isto é a mais descarada mentira. O elevador “privativo", a reforma, os móveis não existem MST

O caso do tríplex, que dizem ser de Lula, com a prisão e confinamento do presidente, saiu da esfera do razoável e entrou para a contabilidade das tragédias.

Tragédia já começa com o nome: tríplex. Dá a ideia de algo grande, suntuoso, luxuoso, coisa de rico, inadequado para um peão de chão de fábrica, mesmo tendo sido presidente. É a força do símbolo. Mexe com o inconsciente coletivo e manipula o senso comum. Usou-se um nome pomposo com o objetivo de impressionar e enganar. No caso, o tal tríplex que dizem ser do Lula, são três pequenas casas uma em cima da outra. Porque são três andares, apelidaram “tríplex”.

O filósofo grego Sócrates, quando envolto em um cipoal de acusações mentirosas e levado a julgamento em praça pública, disse na hora de sua defesa: “é difícil em tempo curto desfazer grandes mentiras”.

Assim, o tempo, muitas vezes, é um dos maiores inimigos da verdade. Quando a verdade sobressai, “tudo já está consumado”, a injustiça feita, os túmulos lacrados e da tragédia sobram as lições e os bustos dos heróis injustiçados.

O desafio destes tempos trágicos e de comunicação rápida é encurtar o tempo de desfazer mentiras. Lula foi condenado e trancafiado numa cela solitária, proibido de receber amigos – eis o conteúdo da tragédia – por ter recebido como pagamento de propina um tríplex que não existe. E se o tríplex não existe, extingue-se a propina. A pena é arbitrária e injusta. E há um inocente preso e isolado dos seus.

Vejam então o que escreveu o juiz Moro na sentença condenatória sobre o tríplex e as reformas ali operadas pela empresa que teria pago a propina:    

“381. Os custos da reforma atingiram R$ 1.104.702,00 e incluíram a instalação de elevador privativo no apartamento triplex, cozinhas, armários, readequação de dormitórios, retirada da sauna, ampliação do deck da piscina e até compra de eletrodomésticos.

385. Ali se encontram a Nota Fiscal 423, no valor de R$ 400.000,00, emitida em 08/07/2014, a Nota Fiscal 448, no valor de R$ 54.000,000, emitida em 18/08/2014, a Nota Fiscal 508, no valor de R$ 323.189,13, emitida em 18/11/2014. Todas elas foram emitidas contra a OAS Empreendimentos e têm por objeto “execução de obra de construção civil, localizada no endereço Rua General Monteiro de Barros, 638, Vila Luiz Antônio, Guarujá, SP”. Total de cerca de R$ 777.189,00.

386. Também ali encontram-se planta para reforço metálico do térreo do apartamento triplex, cobertura, no Edifício Mar Cantábrico, a Nota Fiscal 8542 emitida, em 15/09/2014, pela GMV Latino America Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 798,00, relativamente à venda de óleo para elevador, a Nota Fiscal 8545, emitida, em 16/09/2014, pela GMV Latino America Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 47.702,00, relativamente à venda de elevador, a Nota Fiscal 103, emitida, em 20/10/2014, pela TNG Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 21.200,00, relativamente a serviços de instalação de elevador, com três paradas, na “obra solaris, Guarujá”. Esses serviços e obras contratadas pela Tallento foram incluídos nos preços cobrados desta para a OAS Empreendimentos.

389. Além da reforma realizada pela Tallento Construtora no apartamento 164-A, a OAS Empreendimentos contratou a Kitchens Cozinhas e Decorações para a colocação de armários e móveis na cozinha, churrasqueira, área de serviços e banheiro, no montante de R$ 320.000,00.”

As fotos e filmagens, feitas pela UOL e militantes do MTST, demonstram que tudo isto é a mais descarada mentira.  O elevador “privativo”, “com três paradas” não existe, a reforma não foi feita, cozinha gourmet é uma fantasia, não há móveis de luxo, não há decorações, a piscina é uma banheira, não há eletrodomésticos.

Imaginem, R$ 320.000,00 para instalar o que se demonstrou que não existe. Deve ter é outra corrupção grave a ser investigada por aí. Cheiro de prova fabricada, fumaça de fraude processual, indícios de erro jurídico grave. Há que se investigar imediatamente.

 Caso se adotasse a teoria do “domínio do fato” ou a teoria das “provas indiciária”, aplicadas contra Lula, com esta descrição constante na sentença, comparada com as fotos do tríplex realmente existente, a lava jato estaria demolida.

Porém, o que temos é o inverso. Um brasileiro inocente, preso e humilhado, com todos os recursos judiciais negados.  Restará a Moro e aos três do Quatro de Porto Alegre três saídas:

1º – Provar que as imagens mostradas ao mundo são de outro apartamento e não do que o Presidente é acusado de ter recebido. O apartamentinho mostrado nas fotos, Dona Marisa pagou, e, se quisesse, poderia ter sido dela.

2º – Reconhecer o trágico erro, anular a sentença e libertar o Lula para ser candidato a presidente do Brasil.

 º – Moro, Gebran, Paulsen e Laus, com Fachin, Barroso, Carmem Lúcia, e outros que façam por merecer, abrirem a cadeia de Curitiba, num processo de rebelião popular, libertarem o Presidente e lá entrarem para permanecer por 12 anos e um mês, para respeitar a lei da reciprocidade.

E a cadeia de Curitiba, se a parte decente do Judiciário – acredita-se que exista – não despertar a tempo e interromper a pataquada, se transformará na Bastilha brasileira, com desfecho semelhante.

*Frei Sérgio Antônio Görgen, é da ordem franciscana Ordem dos Frades Menores e ex-deputado estadual do Rio Grande do Sul

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Jeferson Miola: Globo reage com jornalismo-lixo à decisão de o STF tirar das mãos de Moro as delações contra Lula


Reprodução do You Tube

Stf tira delações contra Lula das mãos do Moro e Globo reage com jornalismo-lixo

por Jeferson Miola, em seu blog

A Globo reagiu com um jornalismo-lixo à decisão da segunda turma do STF de tirar das mãos do Moro as delações contra Lula, para transferi-las para a jurisdição devida, que é a justiça federal em SP.

O Jornal Nacional dedicou 14 segundos para a formalidade de comunicar a decisão do stf e, em seguida, dinamitou Lula durante quase 8 minutos numa reportagem enviesada e acusatória – uma proporção 35 vezes maior de tempo televisivo para acusar e condenar do que o tempo televisivo para comunicar formalmente o fato [a decisão do stf favorável a Lula].

No Jornal das 10, da Globo News, o porta-voz da Lava Jato Merval Pereira se disse “surpreso” com a decisão do stf.

Com semblante preocupado, Merval passou então a ditar suas erudições jurídicas para concluir que “há o perigo” de que esta decisão possa causar a nulidade não somente da parte das delações usadas ilegalmente por Moro contra Lula, como de todo este processo – que é de nítida perseguição judicial.

A preocupação do Merval não é à toa. A decisão do stf quebra um pilar fundamental da perseguição ao Lula, que é a inconstitucionalidade da tramitação dos processos contra o ex-presidente “coincidentemente” pelas mãos de Sérgio Moro, que não é o juiz natural dos casos.

Os desdobramentos concretos da decisão do STF são imponderáveis; é difícil predizer algum caminho diante duma suprema corte emparedada pela Globo e aliados de golpe.

Não estivesse o Brasil sob uma ditadura, sob um regime de exceção, o efeito desta decisão do STF implicaria na nulidade não só do processo do sítio de Atibaia, como da farsa fascista montada pela Globo e Lava Jato para encarcerar Lula.

Isso seria o terror dos terrores da Globo, que não hesitará em empregar métodos fascistas ainda mais surpreendentes na cruzada doentia contra Lula.

A luta pela libertação do Lula, que é a luta pela restauração da democracia e do Estado de Direito, se combina com o combate permanente conta a Globo.

Só 1 dos 2 sobrevive: ou a democracia ou a Globo.

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Publicação de: Viomundo

Preço das figurinhas da Copa dobrou desde a última edição do mundial


Copa 2018

Colecionador terá que desembolsar R$ 500 para completar o álbum

Redação |
Custo da brincadeira aumentou quatro vezes acima da inflação Divulgação

Copa do Mundo tem tudo a ver com álbum de figurinhas. Mas, neste ano, anda difícil para os colecionadores: está tudo muito caro!

Ao comprar o pacote com cinco figurinhas por R$ 2,00, o torcedor está pagando 100% a mais que na edição de 2014, quando o envelope custava R$ 1,00.

Nos últimos quatro anos, a inflação subiu 28%. Ou seja, o aumento foi quase quatro vezes maior.

Estatisticamente, para conseguir preencher todo o álbum, o colecionar precisará desembolsar no mínimo R$ 500,00.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

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