Monthmarço 2018

Ouça o programa Brasil de Fato – Edição Sorocaba – 31-03-2018


Rádio

Encerramento da Caravana Lula pelo Brasil é um dos destaques deste fim de semana

Redação |
Programa vai ao ar sábado às 12h, com reprise aos domingos no mesmo horário, na Rádio Super (87.5 FM) Gabriela Lucena

O programa Brasil de Fato deste fim de semana (31 de março e 1 de abril) traz como destaque o encerramento da Caravana Lula pelo Brasil – etapa Sul -, incluindo o atentado com tiros contra os ônibus que levavam jornalistas nacionais e internacionais e legisladores, no estado do Paraná.

Outro dos destaques é a saúde dos atingidos pelo crime ambiental da Samarco em Mariana (MG). Um exame de sangue e urina, feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na última semana, em 11 pessoas do município de Barra Longa, surpreendeu ao mostrar que todos apresentaram alto nível de níquel. Em níveis como esse, a substância pode causar doenças de pele, queda de cabelo e outras ainda desconhecidas.

Há também a coluna de Mouzar Benedito, sobre as tradições da quaresma, dicas de alimentação saudável no outono e muita música com Bruno Viola, Gustavo Mioto, Jorge e Mateus, Silvano Sales e Arlindo Cruz.

O programa vai ao ar sábado às 12h, com reprise aos domingos no mesmo horário, na Rádio Super (87.5 FM).

Ouça o Programa Brasil de Fato – Edição São Paulo – 31-03-2018


Rádio

Fase final da Caravana Lula pelo Brasil é o destaque deste fim de semana

Redação |
A sintonia do programa em São Paulo é na Rádio Imprensa (102.5 FM) aos sábados e domingos às 7h Gabriela Lucena

O programa Brasil de Fato deste fim de semana (31 de março e 1 de abril) traz como destaque o encerramento da Caravana Lula pelo Brasil – etapa Sul -, incluindo o atentado com tiros contra os ônibus que levavam jornalistas nacionais e internacionais e legisladores, no estado do Paraná.

Outro dos destaques é a saúde dos atingidos pelo crime ambiental da Samarco em Mariana (MG). Um exame de sangue e urina, feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na última semana, em 11 pessoas do município de Barra Longa, surpreendeu ao mostrar que todos apresentaram alto nível de níquel. Em níveis como esse, a substância pode causar doenças de pele, queda de cabelo e outras ainda desconhecidas.

Há também a coluna de Mouzar Benedito, sobre as tradições da quaresma, dicas de alimentação saudável no outono e muita música com Bruno Viola, Gustavo Mioto, Jorge e Mateus, Silvano Sales e Arlindo Cruz.

A sintonia do programa em São Paulo é na Rádio Imprensa (102.5 FM) aos sábados e domingos às 7h. 

Ministros do STF que votaram a favor de Lula sofrem intimidação em SP

Cinco ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que votaram para admitir a possibilidade de julgar o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram alvos de protesto em São Paulo na manhã deste sábado (31).

O ato aconteceu em frente à casa do ministro Ricardo Lewandowski, também alvo da manifestação, no bairro do Campo Belo, zona sul da capital paulista.

O grupo ainda fez bonecos de Judas com os rostos dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, que foram queimados na rua.

Os manifestantes carregavam cartazes em que diziam que os magistrados defendiam políticos corruptos. Uma máscara com o rosto da ministra Rosa Weber com um nariz de palhaço também foi vista com uma das integrantes.

Além dos cinco, também votaram pela admissibilidade do habeas corpus os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello.

O protesto ocorre a quatro dias da retomada do julgamento do HC de Lula. A defesa do petista quer que o Supremo impeça o início cumprimento da pena de 12 anos e um mês, que já poderia ter sido iniciada, se não fosse por decisão do STF.

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Publicação de: Blog da Cidadania

Marido agride esposa por ela apoiar Lula

A bestialidade do antipetismo fanático continua crescendo. Os tucanófilos e bolsomínions perderam qualquer noção de decência e cometem os maiores atos de covardia em nome de seu ódio insano pela justiça social. Confira o caso estarrecedor do marido que espancou a esposa por ela apoiar Lula.

*

A Polícia Civil vai investigar um caso de violência doméstica ocorrido na cidade de Bodoquena, a 260 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Uma mulher de 24 anos procurou a corporação nessa sexta-feira (30) para contar ter sido agredida pelo marido durante uma discussão sobre política. O homem também foi à polícia para apresentar a versão dele.

A jovem contou aos policiais que o marido, de 41 anos, mostrou a ela uma reportagem sobre o ex-presidente Lula no celular. Diante da matéria com críticas ao petista, ele teria questionado se o político defendia pobres em tom de ironia. “Aí o seu candidato não defende os pobres?”, questionou. A mulher disse que ainda assim votaria em Lula. Foi então que ele se aproximou e teria dado cinco tapas no rosto dela.

A mulher saiu de casa, pegou os filhos e pediu ajuda na rua para ir até a delegacia. Quando chegou ao local, encontrou o marido contando a versão dele dos fatos. Ela tinha ferimentos no rosto, que já apresentava sinais de inchaço. Depois de conversar com os policiais, ela foi levada para um hospital. O homem, por sua vez, estava com a camisa rasgada. Ele disse ter apanhado da jovem também. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa.

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Publicação de: Blog da Cidadania

Para denunciar impactos da ditadura, jovens do campo realizam ato em São Paulo


Golpe 64

Capital, agronegócio e mídia: manifestação ressalta semelhanças de ação destes grupos nos golpes de 1964 e 2016

Redação, com informações do MPA |
Ato trouxe poesias, intervenções e falas de protesto que denunciaram os assassinatos e torturas cometidos durante os anos de chumbo. Divulgação/ MPA

“Não esquecemos 1964 e 2016. Foi golpe sim”. Com essa palavra de ordem cerca de 120 jovens camponeses e camponesas organizados no Movimento dos Pequenos Agricultores-MPA realizam na manhã deste sábado (31), ato de denuncia dos impactos do golpe militar de 64 e sua relação com o golpe judiciário de 2016, que destituiu de forma arbitrária a presidenta eleita Dilma Rousseff.

Para Rafaela Alves, da coordenação nacional do MPA, o ato recupera e mantém acesa a chama dos processos de luta do povo brasileiro: “sabemos como parte significativa dessa memória histórica nos é escondida, ou mesmo modificada, todos e todas temos o direito a memória, mas também à verdade e a justiça”. Para ela, a juventude deve atuar com memória histórica.

Os organizadores explicam que a manifestação também faz a relação direta entre os golpes de 1964 e 2016, que compartilham os mesmos motivos e os mesmos atores, pois “as interferências internacionais de 64 foram as mesmas em 2016: o capital internacional se incomodou com os rumos nacionalistas que nosso país estava tomando”, afirma o camponês Alessandro Evaristo, de Rondônia. Segundo o jovem, “os dois golpes foram contra nossa soberania, para proporcionar a retirada dos bens naturais e dos direitos do nosso povo, sob repressão e violência dura contra os que se colocam contra o golpe. Além disso os mesmo sujeitos, o capital, o agronegócio e a mídia agem da mesma forma”.

O ato trouxe poesias, intervenções e falas de protesto que denunciaram os assassinatos e torturas cometidos durante os anos de chumbo no país e que seguem invisibilizados e conta também com a participação de jovens do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Levante Popular da Juventude, entre outros.

Ministros do STF deveriam resistir a pressões como a da Veja

 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal são comumente chamados de “ilhas” por suas decisões futuras serem, supostamente, imperscrutáveis. Na prática, porém, não é assim. Muito pelo contrário. Eles costumam deixar vazar suas intenções de voto – por assim dizer – com a finalidade de “testarem” a reação da opinião pública.

Vejamos o caso da decisão que o Supremo terá que tomar na próxima quarta-feira, 4 de abril, quando julgará o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula. Pelo que se espera de uma Corte colegiada em que cada membro tem vitaliciedade no cargo justamente para resistir a pressões e não ficar discutindo seus votos de antemão, esses ministros não deveriam antecipar como irão votar nesse ou em qualquer outro caso. Mas uma revista semanal publica matéria neste fim de semana antecipando como será o voto de cada um e pressionando a única ministra cujo voto é duvidoso.

Eis como, em tese, votaria cada ministro sobre o habeas corpus a Lula e, também, sobre a prerrogativa concedida pelo STF em 2016 aos tribunais de segunda instância para que possam decretar prisão dos que ali forem condenados, apesar de que tal medida não é obrigatória.

Ministra Cármen Lúcia – Presidente – contra HC e a favor da prisão em 2ª instância

Ministro Dias Toffoli – Vice-Presidente – a favor HC e contra prisão em 2ª instância

Ministro Celso de Mello – Decano – a favor HC e contra prisão em 2ª instância

Ministro Marco Aurélio – a favor HC e contra prisão em 2ª instância

Ministro Gilmar Mendes – a favor HC e contra prisão em 2ª instância

Ministro Ricardo Lewandowski – a favor HC e contra prisão em 2ª instância

Ministro Luiz Fux – contra HC e a favor da prisão em 2ª instância

Ministra Rosa Weber – deu declarações contra prisão em 2ª instância, mas é dúvida

Ministro Roberto Barroso – contra HC e a favor da prisão em 2ª instância

Ministro Edson Fachin – contra HC e a favor da prisão em 2ª instância

Ministro Alexandre de Moraes – contra HC e a favor da prisão em 2ª instância

Em 2016, Rosa Weber votou contra a prisão em segunda instância. Veja seu voto em vídeo.

Porém, apesar de ter votado contra a prisão em segunda instância no julgamento no STF em que foi vencida, em 2016, e que instituiu prisão após a segunda condenação, Weber tem seguido a jurisprudência formada na Corte que integra – ou seja, tem votado a favor de prender condenados em segunda instância sob alegação de “respeito” à maioria.

Weber, porém, tem dito que o fato de seguir, contra a sua vontade, a decisão do tribunal em 2016 para “privilegiar o princípio da colegialidade”, ou seja, para respeitar a decisão da maioria, nada impede que a jurisprudência seja mudada de novo, desta vez proibindo a prisão em segunda instância.

O problema de Rosa Weber é esse: ela sempre se mostrou extremamente permeável a pressões e, neste momento, as pressões sobre ela atingiram um grau máximo.

Reportagem da revista Veja desta semana joga sobre Weber a responsabilidade pelo combate à corrupção no Brasil. A exposição que ela está sofrendo na mídia fará com que sua vida se transforme em um inferno em restaurantes e aviões, já que pessoas como ela frequentam o estrato social dos ricos brasileiros, infestados de fascistas que pregam que a lei seja branda com os amigos e selvagem com os inimigos.

Exigir-se-á de Rosa Weber muita firmeza de caráter e muita consciência de seu papel histórico para barrar o uso casuístico da lei para encarcerar Lula, sendo que, em seguida, haverá que reverter essa decisão.

Rosa Weber pode, sim, dar lugar à prisão de Lula, que duraria somente até o julgamento da jurisprudência sobre prisão em segunda instância.

O Brasil, na próxima quarta-feira, corre o risco de ver uma decisão desfavorável a Lula ser tomada e ele vir a ser preso só para saciar o desejo da mídia e do antipetismo em geral de conseguir uma foto do ex-presidente sofrendo tal humilhação. Só para que, sem seguida, a mesma Corte mude a jurisprudência abolindo a prisão em segunda instância.

Lula ficaria pouco tempo na prisão, mas a foto tão almejada seria um troféu eterno para os seus inimigos políticos.

Tudo somado, a grande questão que se apresenta é uma só: de que adianta esses ministros do Supremo terem tantas garantias pessoais para poderem tomar decisões autônomas, sem terem que se curvar à opinião pública ou a qualquer outro, se demonstram tanto medo simplesmente para não serem constrangidos em seus círculos sociais?

Confira, abaixo, a reportagem da revista Veja que faz pressão sobre Rosa Weber.

VEJA

Rosa Weber, a senhora do destino

Laryssa Borges e Daniel Castro – Veja

A ministra Rosa Weber, de 69 anos, só fala nos autos. Ao contrário de alguns de seus colegas de Supremo Tribunal Federal (STF), ela não dá entrevista, não debate política em público e não mantém contato, fora da agenda de trabalho, com partes interessadas nos processos. É uma juíza no estilo tradicional. Há pouco mais de seis anos no tribunal, já atuou em processos de grande repercussão, mas quase sempre como coadjuvante. Nesta quarta­-feira 4, fará sua estreia como protagonista — e justamente no julgamento do habeas-corpus ajuizado pela defesa do ex-presidente Lula, que pretende evitar sua prisão imediata no caso do tríplex do Guarujá. Dos onze ministros do STF, cinco já deram sólidos indícios de que são a favor do recurso do petista e cinco mostraram claramente que são contra. Caberá a Rosa Weber desempatar a questão para um lado ou para o outro.

Se o veredicto do STF for favorável a Lula, estará aberto o caminho para livrar da cadeia todos os outros em situação semelhante — como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, também condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Além disso, tornará incerto o encarceramento de outros figurões, como os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, prestes a ser sentenciados em definitivo em segunda instância. A VEJA, Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, fez a seguinte avaliação: “O Supremo poderá colocar uma pá de cal sobre a esperança de realmente alcançarmos justiça na Lava-Jato e em outras grandes investigações. Fulminará os resultados da operação não apenas porque vários réus serão soltos, mas porque a prisão de todos será atrasada por mais de década, até não se sabe quando, com grandes chances de alcançarem a impunidade pela prescrição”. A própria eficácia do sistema judicial, por isso, seria comprometida, a depender da decisão desta quarta-feira.Não se trata apenas de um desempate. Está nas mãos da ministra decidir sobre o destino do líder da corrida presidencial e, também, da maior operação de combate à corrupção da história do país. A Lava-Jato, afinal, só ganhou enorme dimensão porque os condenados em segunda instância estão indo para a cadeia — e o risco de prisão levou a maioria dos acusados a selar acordos de delação, o que deu impulso inédito à investigação. Derrubar a autorização de prisão em segunda instância significa adiar a cadeia para as calendas gregas, desestimular as delações — e, assim, enterrar a essência da Lava-Jato.

Na semana passada, o TRF4 rejeitou os últimos recursos da defesa de Lula, consolidando sua condenação na segunda instância. Em tese, está tudo pronto para que a prisão seja efetivada. Para os leigos, é difícil entender por que essa discussão ainda persiste, considerando que Lula já foi condenado por nove juízes — todos, sem uma única exceção — que analisaram seu caso (veja artigo de J.R. Guzzo). No entanto, entre os ministros do STF há os que têm argumentos jurídicos a favor da liberdade de Lula e outros que têm argumentos jurídicos, igualmente sólidos, a favor da prisão de Lula. Tudo depende da interpretação que se dá ao princípio da presunção da inocência inscrito na Constituição. Daí por que a decisão é uma incógnita.

Desde 2016, o Supremo vem autorizando a chamada antecipação da pena. O efeito pedagógico está registrado em números. Em 2015, antes da decisão do STF, a Lava-Jato fechou 46 acordos de colaboração. Já no primeiro ano depois da mudança de entendimento, foram 104 acordos. Nos últimos meses, ministros derrotados no julgamento de 2016 lançaram uma ofensiva para que o STF volte atrás. A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, comprometeu-se a não pautar o assunto, mas cedeu e levou a plenário a questão individual de Lula. A ala de ministros que quer impedir a prisão antecipada propõe uma solução intermediária: o cumprimento da pena se daria apenas depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ou seja: em vez de prender com condenação em duas instâncias, só se prenderia com condenação em três instâncias. Seria apenas um degrau a mais no rito processual. O problema é o tempo que se leva para dar essa pequena escalada. Um ministro do STF, ouvido sob a condição de anonimato, estima que as bancas de advocacia consigam postergar o desfecho de um caso penal no STJ por até nove anos. Por esse prognóstico, Lula, de 72 anos, só poderia ser preso aos 81.

Fiel da balança do julgamento de quarta-feira, Rosa já manifestou posições divergentes sobre a antecipação da pena. Ao ser sabatinada para o cargo em 2011, mostrou-se simpática à tese: “O cumprimento da pena após o trânsito em julgado da sentença condenatória realmente gera a cada dia na sociedade uma sensação de impunidade do sistema que nós temos de tentar solucionar de alguma forma”. No entanto, no julgamento da questão em 2016, revelou posição oposta: “A mim causa enorme dificuldade ultrapassar barreiras temporais e partir para soluções que envolvam a privação da liberdade sem que pelo menos tenhamos, dentro do que o nosso sistema penal assegura, uma decisão transitada em julgado”. Qual dos dois entendimentos prevalecerá agora?

Apesar de derrotada na votação de 2016, Rosa sempre respeitou a decisão do plenário do STF, que validou a prisão antecipada por seis votos a cinco. Até quando se manifestou favoravelmente à concessão de um salvo-conduto a Lula para que ele não fosse preso antes do julgamento do habeas-­corpus, a ministra frisou que sempre se guia pelas decisões do colegiado, mesmo discordando pessoalmente delas. Para os defensores da prisão imediata do petista, esse seria um indício de que Rosa votará contra a concessão do habeas-­corpus. Na semana passada, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o juiz Sergio Moro, que auxiliou Rosa no julgamento do mensalão, fez uma elegante pressão sobre a ministra. Disse Moro: “Eu tenho um apreço especial pela ministra Rosa Weber. Fui convocado, trabalhei com ela, pude observar a seriedade da ministra, a qualidade técnica da ministra. Então, tenho a expectativa de que esse precedente não vai ser alterado”.

Gaúcha de Porto Alegre, Rosa Weber foi indicada ao Supremo por Dilma Rousseff, que acolheu uma sugestão apresentada por sua filha, a procuradora do trabalho Paula Araújo, e por seu ex-marido, o advogado trabalhista Carlos Araújo, que faleceu em 2017. A filha e o ex-marido conheciam Rosa de círculos jurídicos do Rio Grande do Sul e, diante da exigência de Dilma de nomear uma mulher para o STF, ofereceram o nome da ministra. Assim que chegou ao tribunal, Rosa dedicou-se a estudar direito penal e recrutou o paranaense Sergio Moro como juiz auxiliar para ajudá-­la no julgamento dos réus do escândalo do mensalão, que ocorreria dali a poucos meses. Em seus votos, Rosa absolveu José Dirceu, José Genoino e Marcos Valério do crime de formação de quadrilha, mas condenou os três pelo crime de corrupção.

No auge do petrolão, Lula foi flagrado em um grampo afirmando que a ministra deveria ser procurada por petistas. Na época, Rosa era relatora de um pedido para suspender as investigações dos casos do tríplex e do sítio de Atibaia e retirá-los das mãos da Justiça de Curitiba. “Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram”, disse Lula numa conversa telefônica com o então ministro Jaques Wagner. Alvo do desabafo, Rosa mostrou-se de fato corajosa. Apesar da pressão, rejeitou o recurso do ex-presidente, que acabou condenado no caso do tríplex e agora está a uma canetada da cadeia. Lula, na época, disse que o Supremo era uma instituição acovardada.



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Publicação de: Blog da Cidadania

Eleições na Costa Rica revelam falência do bipartidarismo e crescimento da homofobia


Sem mudanças

O segundo turno da escolha presidencial no país centro-americano acontecerá no próximo domingo, dia 1° de abril

Redação* |
Fabricio Alvarado Muñoz e Carlos Alvarado disputam a presidência do país; ambos são candidatos por partidos fundados a menos de 20 anos CELAG

Os cidadãos da Costa Rica, país localizado na América Central, irão às urnas neste domingo (1°) para eleger o novo presidente do país. Mais de 3,3 milhões de costarriquenhos estão convocados para votar no segundo turno da eleição presidencial.

O primeiro turno, realizado em 4 de fevereiro, esteve marcado por um alto nível de abstenção; 35% da população do país se ausentou da votação e nenhum dos candidatos presidenciais obteve os 40% dos votos necessários para ser eleito.

No primeiro turno, Fabricio Alvorado, candidato do Partido Restauração Nacional (PRN), liderou a votação com 24,7% dos votos. Enquanto Carlos Alvorado, do Partido Ação Cidadã (PAC), que atualmente governa o país, ficou em segundo lugar, com 21,7% dos votos.

Carlos Alvarado, de 38 anos, é jornalista, escritor e integra o Partido Ação Cidadã desde 2002. Em sua trajetória política, foi Ministro do Desenvolvimento Humano e Ministro do Trabalho e Seguridade Social, entre 2016 e 2017. Caso ganhe a eleição, será o presidente mais jovem da história da Costa Rica.

Já Fabricio Alvarado Muñoz, do Partido Restauração Nacional (PRN), é deputado, jornalista e cantor evangélico. O PRN é um dos partidos mais jovens do país. Fundado em 2005, é o maior representante da comunidade evangélica nestas eleições. Atualmente, Alvarado Muñoz é o único deputado do PRN e é conhecido por suas posturas conservadoras em relação a pautas como o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Segundo a última pesquisa eleitoral, a margem de diferença entre os dois candidatos é de apenas 1%. Fabricio Alvarado Muñoz tem 43% das intenções de voto e Carlos Alvarado, 42%. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Investigação e Estudos Políticos (CIEP), da Universidade da Costa Rica (UCR).

Histórico

O partido de Carlos Alvarado, o PAC, fundado em 2000, chegou ao poder pela primeira vez na eleição de 2014, quando Luis Guillermo Solís foi eleito. A eleição de Solís marcou o fim do bipartidarismo entre o Partido da Libertação Nacional (PLN) e o Partido da União Social (PUSC) e confirmou a emergência de novas legendas políticas no país.

No entanto, o PAC, de tendência social-democrata e considerado progressista, não rompeu com a inércia neoliberal predominante na política do país durante seus últimos quatro anos de mandato.

O alto nível de abstenção, que se manteve acima dos 30% nas últimas três eleições, também é considerado como um dos efeitos do fim do bipartidarismo.

Contexto eleitoral

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é um dos principais temas da atual campanha eleitoral, e é considerado um divisor de águas na sociedade costarriquense.

Um mês antes do primeiro turno eleitoral, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que a Costa Rica aprovasse o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ambos candidatos pautaram suas campanhas na divergência em relação ao tema.

Enquanto Carlos Alvarado comemorou a sentença, Fabricio Alvarado Muñoz se opôs terminantemente à resolução e ganhou projeção ao afirmar que retiraria o país deste tribunal por ser contra a decisão.

Segundo o Movimento Alternativo de Esquerda (Maíz), organização popular do país, o pastor evangélico fez da homofobia a sua principal ferramenta e contou com o apoio da mídia hegemônica para se tornar um fenômeno eleitoral.

*Com informações da TeleSur e da Agência Latino-americana de Informação (ALAI).

Ouça o programa Brasil de Fato – Edição Rio de Janeiro – 31/03/18


Rádio

A necessidade de enfrentamento do genocídio da juventude negra é o destaque desta edição

Redação RJ |
Programa vai ao ar aos sábados, às 8 horas da manhã, na Rádio Bandeirantes 1360 AM, com reprise aos domingos no mesmo horário Gabi Lucena | Bdf

Esta edição traz uma cobertura especial sobre o problema de segurança pública no Rio de Janeiro. Na Rocinha e em Maricá, os assassinatos de jovens reforçam a urgência de enfrentar o genocídio da juventude negra. 

Uma reportagem fala sobre o documentário Nossos mortos tem voz, lançado nesta semana. O filme traz a história da chacina da Baixada, que completa 13 anos, praticada por agentes do estado. Em entrevista ao Bdf, um dos diretores, Fernando Sousa, traça um paralelo entre as raízes do crime a situação vivida hoje, com a morte de Marielle Franco, Anderson e os jovens de Maricá e da Rocinha.

A edição traz também uma entrevista exclusiva com ex ministro das relações exteriores Celso Amorim e pré candidato ao governo do Rio. Amorim comenta a crise econômica e de segurança do estado.

A cobertura da caravana de Lula pelo sul do Brasil e os tiros que atingiram sua comitiva também estão entre os assuntos desta edição.

No quadro Mosaico Cultural, o lançamento do novo disco do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encanto.

No quadro Conexão Campo Cidade, a premiação de Defensores da Água recebida pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio.

E ainda, uma reportagem sobre como novos exames comprovam a contaminação dos atingidos pela lama da barragem de Fundão em Mariana (MG). E também no Alimento é saúde, as propriedades da Camomila.

O programa vai ao ar aos sábados, às 8 horas da manhã, com reprise aos domingos no mesmo horário pela Rádio Bandeirantes 1360 AM.

Ouça o Programa Brasil de Fato – Edição Minas Gerais 31/03/2018


Rádio

Agressão da Polícia Militar de Minas Gerais contra os trabalhadores da educação é um dos destaques desta edição

Redação |
Sofia de 03 anos é uma das pessoas diagnosticadas com intoxicação por causa dos rejeitos do barragem da Samarco Mídia Ninja

No programa desta edição você confere nossa cobertura sobre o caso de agressão aos professores da rede estadual de ensino. Em manifestação, no último dia 28, os trabalhadores foram fortemente reprimidos pela polícia militar. Alguns professores precisaram ser encaminhados para atendimentos de saúde da capital. 

Neste programa você também vai acompanhar todos os desdobramentos sobre o ataque à caravana do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva. Em sua coluna semana, o jornalista João Paulo Cunha afirma que o atentado contra Lula é o caso mais grave ameaça à lideranças políticas desde o suposto acidente com Juscelino Kubitschek.

Nessa realidade de corte de verbas para educação, redução de vagas em universidades públicas e até mesmo o absurdo mais recente que foi esse anúncio do Michel Temer de ofertar o ensino médio a distância. Como será que os jovens estão se organizando para defender a educação brasileira? Para falar sobre isso nós conversamos com Ana Júlia Guedes, diretora de cultura da União Nacional dos Estudantes.
Nós também vamos falar sobre o laudo médico que apontou altos índices de níquel e arsênio em 11 moradores da cidade de Barra Longa, município atingido pelos rejeitos da barragem da Samarco. Movimento dos Atingidos por Barragens exige que todos os moradores da bacia sejam acompanhados por especialista em saúde e que realizem exames toxicológicos. 

E por falar em saúde, a situação do IPSEMG não está nada boa. Aumento de cancelamento de serviços e hospital com estrutura precária. Esta é a situação do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado. Usuários denunciam que apesar de continuarem pagando a contribuição ao fundo, entidade não têm verbas para arcar com custos de manutenção.

Em 31 de março o golpe militar brasileiro completa 54 anos. Para sair desse período sombrio da história brasileira foi preciso muita garra, coragem e luta de diversas pessoas: trabalhadores, donas de casa, professores, estudantes… Para que estas histórias não sejam esquecidas, a partir de hoje nós começamos a exibir a série de reportagens “Lembrar é preciso!”

Mulheres cineastas comentam a importância de mais mulheres na direção


cinema

Yasmin Thayná, Laís Bodanzky e Lô Potili participaram de um debate com estudantes de cinema e atores na última semana

Julia Dolce |
A cineasta Yasmin Thayná Julia Dolce

Na última sexta-feira (23), a Casa do Baixo Augusta, no centro de São Paulo (SP) recebeu as cineastas Yasmin Thayná, Laís Bodanzky, Marina Person e Lô Potili para o debate Mulheres e Cinema. O evento teve o objetivo de discutir a participação das mulheres nos cargos de direção de cinema brasileiro.

De acordo com um Levantamento da Agência Nacional de Cinema (Ancine) realizado em 2016, apenas 19% dos filmes brasileiros foram dirigidos por mulheres. No mesmo ano, uma pesquisa realizada pela Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que as mulheres representavam apenas 17% de todos os diretores, roteiristas, produtores, editores e cineastas nos 250 filmes estadunidenses de maior sucesso.

Nesse sentido, as cineastas brasileiras comentaram, em entrevista ao Brasil de Fato, a importância de um cinema feito por e para mulheres, tendo em vista a atual conjuntura política.

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