Da Redação

No final da manhã desta terça-feira (13/03),  Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG),  reuniu-se na Assembleia Legislativa com os deputados Adalclever Lopes (PMDB, presidente da Casa), André Quintão (PT, líder do bloco Minas Melhor), Rogério Correia (PT, 1º secretário da ALMG) e  Tadeu Martins Leite (PMDB, líder da Maioria).

Objetivo: solicitar ao legislativo a mediação entre a categoria e o governo Fernando Pimentel.

Os professores estão em greve desde 8 de março. Entre outros motivos, porque o governo não pagou os reajustes do piso salarial de 2017 e 2018, descumprindo o acordo assinado em 2015.

Ao final das conversações, a avaliação do encontro  foi positiva.

“Até amanhã, vamos procurar uma reunião com o próprio governador Pimentel, para buscar um canal mais profícuo de negociação”, disse o deputado Correia, reiterando o “apoio incondicional” à greve e às reivindicações dos servidores da Educação.

“A receptividade do presidente às nossas demandas é sempre boa”, observou Beatriz Cerqueira, acompanhada de Jairo Nogueira Filho, do Sindieletro/CUT, e Sônia Mara, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

“Ele se comprometeu a fazer essa mediação e agora nós vamos aguardar”, acrescentou.

Aproveitando a entrevista, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG fez um apelo ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado.

“Em 2011,  o Ministério Público participou ativamente das discussões sobre o piso salarial. Gostaríamos que estivesse conosco nesse debate, neste momento”, ressaltou.

“O Tribunal de Contas do Estado, em 2012, fez uma mediação para que o estado tivesse tempo de cumprir o que a Constituição federal desde 1988 determinava, o percentual de 25%”, frisou.

“Nós queremos buscar esses órgãos para que estejam conosco nesse momento”, reiterou Beatriz.  Confira no áudio abaixo.

Para o deputado André Quintão, o acordo celebrado em 2015 entre o governo  e o sindicato foi  histórico, inédito, ousado, importante.

Só que de lá para cá, segundo Quintão, fatores políticos e econômicos nacionais fizeram com que o governo tivesse dificuldade de cumprimento do piso salarial na sua integralidade.

“As duas partes, neste momento, têm argumentos e têm razão. Portanto, o caminho é o diálogo”, defende o líder do Bloco Minas Melhor.

 

 

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Publicação de: Viomundo