Sindicato denuncia: Doria atrasa mais uma vez o pagamento do Mais Médicos; é a quarta, em menos de um ano

“Gestão Doria  desrespeita e trata com descaso população que depende desses profissionais”, atenta Eder Gatti. “Os médicos não podem arcar com tal descaso”, observa Gerson Salvador. Respectivamente, presidente e diretor do Simesp

Profissionais do Mais Médicos de São Paulo estão com os pagamentos atrasados

É quarta vez, em menos de 1 ano, que a gestão de João Doria Jr. deixa de pagar em dia a bolsa auxílio

do Simesp

A Prefeitura de São Paulo atrasa, novamente, o pagamento a bolsa auxílio dos profissionais do Mais Médicos, do edital 12 do município. Segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a prefeitura não pagou, em 15 de fevereiro, os médicos da zona leste, parte da sudeste e norte (área mais atingida pelo surto de febre amarela).

“Esses profissionais atuam em regiões periféricas da cidade atendendo a população carente, em situação de vulnerabilidade e exposta a vários problemas sanitários. Então, quando a gestão do prefeito João Doria Jr. não efetuou o pagamento dos médicos, tratou esses profissionais com desrespeito, além de demonstrar que desrespeita e trata com descaso a população que depende de desses profissionais”, avalia Eder Gatti, presidente do Sindicato.

O médico Edson Medeiros, que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da zona norte de São Paulo, conta que mesmo com o frequente descaso da administração municipal, os médicos continuam atendendo.

“Somos poucos os médicos que atuam nessas regiões mais afastadas e a população depende do nosso atendimento”, enfatiza.

Essa não é a primeira vez que o atraso acontece, somente no ano passado o salário referente ao mês de junho teve atraso de 16 dias, o de agosto, de 10 dias e o de outubro, de 24 dias.

Os profissionais alegam estar sem dinheiro para os custos básicos do dia a dia, como se locomoverem até o local de trabalho. Medeiros, por exemplo, relata que ficou sem receber a bolsa auxílio todas as vezes que houve atraso.

Vínculo com a prefeitura

Segundo o diretor do Simesp, Gerson Salvador, apesar de o Mais Médicos ser uma iniciativa Federal, neste caso, especificamente, a responsabilidade pelo pagamento da bolsa e da ajuda de custo dos médicos é da prefeitura, por Acordo de Cooperação para ampliar o programa.

“A prefeitura precisa arcar com o que é devido aos profissionais. Os médicos não podem pagar pelo descaso da gestão”, diz.

E completa: “A Lei do Mais Médicos permite contratações precárias, dificulta o acesso à Justiça do Trabalho e a Prefeitura de São Paulo aproveita dessa fragilidade para não cumprir com seu compromisso”.

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Publicação de: Viomundo

1 Comment

  1. Quatro meses após a suspensão pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), a gestão do prefeito João Doria (PSDB) vai retomar neste sábado (3), o processo de licitação para privatizar o Complexo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. A área de 400 mil metros quadrados, que inclui o sambódromo, o centro de convenções e o pavilhão de exposições, deve ser o primeiro ativo do plano de desestatização de Doria a ser vendido. O conselheiro Domingos Dissei, do TCM, liberou no fim de janeiro o pregão aberto pela gestão Doria para contratar uma instituição financeira que cuidará de todo o processo de privatização do Anhembi, desde a avaliação do valor mínimo de venda do complexo até a privatização definitiva, que será feita por meio de leilão das ações São Paulo Turismo (SPTuris), empresa municipal de eventos dona da área, na Bolsa de Valores de São Paulo.

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