Monthfevereiro 2018

Moradores de Perus lutam para preservar a história dos Queixadas


Memória popular

Bairro da cidade de São Paulo protagonizou maior greve da história sindical brasileira

Emilly Dulce |
Ato Artístico do Coletivo Cimento Perus Arthur Gazeta

Moradores do bairro de Perus, na região noroeste da cidade de São Paulo, lutam para preservar a história da primeira grande greve do movimento sindical brasileiro. Iniciada em 1962, a paralisação durou sete anos e foi uma resposta de 3,5 mil operários – conhecidos como Queixadas – ao não cumprimento de direitos trabalhistas por parte dos proprietários da Fábrica de Cimento Portland Perus. 

Em 1992, o prédio da antiga fábrica foi tombado como patrimônio histórico da cidade de São Paulo e, desde então, sofre com a deterioração. O impasse vem sendo discutido pelos coletivos e movimentos do bairro com o objetivo de ressignificar o espaço e transformá-lo em um Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador.

Entre os dias 17 e 25 de fevereiro, diversas discussões e atividades culturais ocorreram no bairro para celebrar a resistência local e articular a construção do Centro de Memória. Para Regina Bortoto, neta de Queixada e uma das articuladoras do Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus, esta iniciativa representaria um marco no processo de construção da história dos trabalhadores da região. 

“Quando você propõe estabelecer a memória, normalmente quem escolhe é quem tem o poder para selecionar essa memória e nunca é o trabalhador. A importância de um lugar onde o trabalhador possa falar das suas histórias e memórias seria como uma inversão [dessa condição]. Essa história não pode ficar só para quem vivenciou, ela tem que ser transmitida para as gerações futuras”, afirma.

Em 2016, o Grupo Pandora de Teatro já havia organizado a Ocupação Artística Canhoba com o intuito de resgatar a história dos Queixadas através da arte e cultura. Uma das idealizadoras da ocupação, Caroline Alves reforça a importância de um ponto de cultura com histórias e memórias do bairro, o que ela define como “um espaço convidativo para a população periférica se apropriar e ser protagonista”. 

Memória viva

Sebastião Silva de Souza, 84 anos, trabalhou na Fábrica de Cimento e foi um dos Queixadas. Seu Tião, como é conhecido, relembra que o interesse dos proprietários era só “produção e lucro” e que a greve foi a única maneira de lutar por melhores condições de trabalho. “Há necessidade de que o trabalhador seja reconhecido como gente, porque ele ajuda e não deve obrigação nenhuma ao patrão. Ele faz uma permuta: dá o trabalho e recebe um salário por isso e nem sempre é um salário compensador”.

Criada em 1926, a fábrica de Perus foi a primeira indústria cimenteira de grande porte do Brasil. Após o fim da greve dos sete anos, em 1969, os Queixadas receberam os salários atrasados e tiveram o direito de voltar ao trabalho. As fraudes do antigo proprietário José João Abdalla levaram a fábrica à falência.

“Perus é um bairro que a luta existe a todo instante. A gente não descansa, tem sempre que estar pensando em se defender de alguma maneira”, afirma Seu Tião.

Para a história dos Queixadas não ser esquecida, o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus acaba de lançar folheto sobre a resistência dos trabalhadores grevistas que será distribuído em escolas da região. Como afirma Caroline Alves:

“Para resumir em uma frase eu diria um dos provérbios dos Queixadas, que é a firmeza permanente, o significado dele é você se manter na luta, mas nunca usar isso de forma violenta”.

Justiça do Pará determina suspensão parcial da mineradora Hydro Alunorte


Contaminação

A decisão ainda proíbe o funcionamento da bacia de rejeitos DSR2; descumprimento pode gerar multa de R$ 1 milhão por dia

Lilian Campelo |
Justiça do Pará confirma que empresa pôs em risco a população de Barcarena Deputado Bordalo / Divulgação

O Tribunal Justiça do Pará decidiu suspender parcialmente as atividades da empresa norueguesa Hydro Alunorte, acusada de crime ambiental. A recomendação foi solicitada pelo Ministério Público Estadual em medida cautelar.

Na decisão desta quarta-feira (28), clique aqui, o juiz estadual Iran Sampaio determinou a redução em 50% de toda a produção industrial da mineradora, a empresa já havia sido notificada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) para diminuir sua produtividade e segundo nota publicada no site da Hydro está se preparando para cumprir. Além disso, o juiz também ordenou o embargo da bacia de rejeitos DSR2 até que seja apresentada a licença de operação.

Na decisão desta quarta-feira (28), clique aqui, o juiz Iran Sampaio determinou a redução em 50% de toda a produção industrial. Além disso, também ordenou o embargo da bacia de rejeitos DSR2 até que seja apresentada a Licença de Operação.

Em sua argumentação, o juiz estadual destacou que a conduta praticada pela empresa é de desrespeito à população de Barcarena e a permanência das suas atividades gera um “risco iminente de desastre ambiental de grandes proporções, com a contaminação dos rios, atingindo a totalidade da população desta Cidade além da possibilidade de contaminação das águas que abastecem a Capital”.

A ordem judicial tem caráter de urgência e deve ser  cumprida imediatamente. Caso a Hydro Alunorte não acate a decisão da Justiça do Pará, poderá ser multada em R$ 1 milhão por dia, além de ser decretada prisão preventiva de seu responsável legal.

A mineradora poderá recorrer. Em nota a empresa informou que está analisando a decisão da justiça, bem as medidas necessárias para implementá-la, e divulgará em breve novas informações.

Entenda o caso

No dia 17 de fevereiro, uma das bacias de rejeitos da empresa Hydro Alunorte transbordou, contaminando o meio ambiente e colocando em risco à saúde de comunidades rurais em Barcarena, nordeste do Pará.

Durante a visita dos técnicos das Secretarias Municipal e Estadual de Meio Ambiente, do Ministério Público e do Instituto Evandro Chagas (IEC), foi constatada existência de uma tubulação irregular dentro de uma das áreas do depósito de rejeitos que lançava os excessos de efluentes para o meio ambiente.

O IEC fez análise das amostras do material colhido no local e verificou a presença de elevados níveis de chumbo, alumínio, sódio, além de outras substâncias danosas à saúde humana.

Ex prisionero político sobre intervención militar en Rio: “una nueva versión de 1964”


INTERVENCIÓN MILITAR

Paulo César Ribeiro fue militante durante la dictadura militar en Brasil y estuvo en la cárcel por más de un año

Flora Castro |
Sede del Destacamento de Operaciones de Información – Centro de Operaciones de Defensa Interna (DOI-CODI) en Rio de Janeiro Fundo Última Hora/Apesp

“Ya vimos una película muy parecida antes”. Así Paulo César Ribeiro, de 69 años, ex militante de la Vanguardia Armada Revolucionaria Palmares (VAR Palmares, una organización de izquierda que luchó contra la dictadura en Brasil) y prisionero político, describió la intervención militar decretada en Rio de Janeiro. En entrevista con Brasil de Fato, analizó la intervención militar del gobierno de Temer en el marco del golpe, tras la destitución de la presidenta Dilma Rousseff.

“Parece un remake de 1964, no es la misma película, sino una nueva versión. Mucha gente entre 1963 y 1964 no creía que iba a haber un golpe y de repente el golpe llegó. No estoy diciendo que habrá un nuevo golpe, pues ya lo hubo, pero las características de los golpes actuales en América Latina no necesitan específicamente de intervención militar, son golpes mediáticos, que cuentan con el apoyo del poder judicial”, explica.

Ribeiro fue encarcelado dos veces. La primera en 1970 en Niterói, ciudad del Estado de Rio de Janeiro, y estuvo en la cárcel por un año, primero en el DOI-CODI [Destacamento de Operaciones de Información – Centro de Operaciones de Defensa Interna], uno de los centros de tortura de la dictadura militar, y después en diversos cuarteles generales, hasta su absolución. En ese período también contrajo una infección pulmonar grave y estuvo internado durante 6 meses en el Hospital Central del Ejército. “Tenía 20 años, cumplí 21 en la cárcel”, cuenta.  

“La segunda vez [que fui a la cárcel] fue por 15 días. Porque durante la dictadura usted era arrestado, pero en realidad no era arrestado, sino que sufría un secuestro. Algo parecido a lo que se llama actualmente conducción coercitiva”. Explica: “me arrestaron a las 6 de la mañana. En esa ocasión incluso invadieron mi casa, revolvieron y robaron mis pertenencias, como la nevera y la televisión”. Después descubrió también que el jefe del equipo de detención responsable por su segunda prisión fue Paulo César Amendola, fundador del Batallón de Operaciones Policiales Especiales (BOPE),  la tropa de élite de la policía militar de Rio de Janeiro y actual secretario de Orden Público de la alcaldía de la ciudad de Rio de Janeiro.

Ribeiro también comentó la declaración del General Eduardo Villas Bôas, que dijo que los militares necesitarían garantías para actuar en la intervención militar actual “sin riesgo de que surja una nueva Comisión de la Verdad” en referencia a la Comisión Nacional que investiga las graves violaciones de los derechos humanos ocurridas en Brasil entre 1964 y 1988, en la dictadura militar.

“Es algo absurdo, que prevé anticipadamente la grave violación de los derechos humanos, con amnistía y sin una comisión de la verdad”. Para él, un militar que cumpla sus funciones, debería esperar lo contrario. “Cualquier militar que cumpla sus deberes y honre el uniforme, que honre la constitución que juró defender, debía ser el primero en decir que cumple la constitución y que espera que haya una comisión de la verdad para investigar [lo que ocurra]. Pero ellos no asumieron su responsabilidad por los crímenes que cometieron, al contrario, están ocultando sus propios crímenes”.

El ex prisionero político analiza la intervención en Rio con preocupación. “El gobierno tiene una baja popularidad entonces intenta intimidar a la población de las comunidades más pobres de Rio de Janeiro”, considera. Para él, la intervención es un intento de impedir cualquier manifestación por tratarse del inicio de un estado de excepción. “Se empieza a suspender derechos, a invadir comunidades. Se está desarrollando una lucha entre el poquito de democracia que ha quedado, que no se destruyó total y formalmente tras el golpe de 2016 y las demostraciones de violación de los derechos humanos que crecen cada día. A mí me preocupa mucho”, declara.

También llama la atención hacia el eje de la intervención. “Ciertamente también son racistas y discriminan socialmente porque no van a intervenir en la Avenida Vieira Souto, en la Avenida Atlántica, en Ipanema y Leblon, en la zona sur de Rio de Janeiro [en referencia a los barrios más ricos de la ciudad]. Van a intervenir en las comunidades pobres”, concluye.

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Habeas corpus de Lula será juzgado por Supremo Tribunal de Justicia este 1 de marzo


JUDICIAL

La Quinta Sala de la Corte debe analizar el mérito del pedido hecho por la defensa

Redacción |
Pedido liminar fue rechazado el 30 de enero Agencia Brasil

La Quinta Sala del Superior Tribunal de Justicia (STJ) juzgará el habeas corpus presentado por la defensa de Luiz Inácio Lula da Silva el jueves próximo (1 de marzo). La petición de los abogados es que la prisión del ex presidente no se ejecute ni siquiera después del fin de los procedimientos en segunda instancia relativos al “caso triplex”.

La liminar – pedido provisional – del habeas corpus fue rechazada el 30 de enero por el ministro Humberto Martins, vicepresidente del STJ. La pena de Lula fue aumentada a 12 años y un mes por el Tribunal Regional Federal de la 4ª Región (TRF4), que también estipuló la ejecución de la sentencia tras el fin del juicio por parte del órgano.

Por decisión del TRF4, la prisión del ex presidente podría ser decretada inmediatamente después de la apreciación de los recursos especiales de la defensa, protocolados el 20 febrero último. El recurso señala omisiones y contradicciones en la decisión de los tres jueces de segunda instancia que juzgaron a Lula. En el documento, los abogados piden la declaración de nulidad del proceso con base en 38 puntos. 

Luego de la negativa de Martins en enero, los abogados de Lula presentaron un habeas corpus en el Supremo Tribunal Federal (STF). La liminar del pedido también fue rechazada por el ministro Edson Fachin, que remitió el juicio del mérito al plenario de la Corte. No hay fecha fijada para la decisión del STF. 

Si se mantiene el ritmo medio del TRF-4, los recursos especiales de la defensa de Lula deben ser juzgados en marzo. Ningún recurso de este tipo fue acatado por los jueces de segunda instancia responsables por acciones relacionadas a la Operación Lava Jato. 

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General interventor favorece Globo e destrata imprensa

Quem quiser enxergar o simbolismo escandalosamente realista do momento de retrocesso que vive o Brasil não vai ter dificuldade se gastar alguns minutos com uma breve análise da coletiva de imprensa concedida pelo General Braga Netto, interventor federal-militar do Rio de Janeiro, concedida na terça-feira 27 de fevereiro. O chefão militar deu um show de prepotência e de falta de espírito público, bem ao estilo militar brasileiro, de triste memória.

O nome do general-interventor federal-militar do Rio, Braga Netto, tornou-se um dos assuntos mais comentados no Twitter na terça 27 sobretudo por interromper de maneira grosseira as perguntas de jornalistas em coletiva de imprensa em que afirmou que o “Rio é um laboratório para o Brasil”, ao insinuar que outros Estados podem sofrer medidas análogas às tomadas pelo governo federal no Rio de Janeiro.

Pior do que o autoritarismo do chefão militar foi o favoritismo pelos veículos considerados “de direita”. Pelo twitter, o jornalista inglês Dom Phillips denunciou que, na coletiva dos militares da intervenção do Rio, foram respondidas apenas perguntas da Globo e do Estadão. As feitas por jornalistas estrangeiros e pela Folha, não.

Traduzindo:

Vale a pena anotar da conferência de imprensa da Intervenção Federal de intervenção de hoje com generais no Rio de Janeiro. Somente perguntas por escrito; isso não foi anunciado previamente, somente esta manhã na chegada. Várias perguntas para a Globo e o Estado. Nenhuma para a imprensa estrangeira. Nem para a Folha

Como se vê, quanto menos democracia há em um país, mais autoritárias e injustas se tornam as autoridades.

Os militares interventores não entendem a obrigação que pessoas públicas e autoridades têm de prestar contas de seus atos à sociedade. O autoritarismo e a injustiça desses generais ao ignorarem perguntas dos jornalistas que não consideram favoráveis e escolherem para responder só as perguntas de órgãos de imprensa que julgam alinhados consigo, fica claro por que a democracia é sempre o melhor regime político para uma nação.

Que você que vive pedindo volta dos militares ao poder e o fim da democracia, confira como regimes autoritários só são bons enquanto você concorda com eles, mas se você discordar em algum momento, aí descobrirá para que serve a democracia.

Assista à reportagem em vídeo

 

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Programa de rádio Vozes da Terra prepara programação especial para o mês de março


MINAS GERAIS

Cinco mulheres artistas estarão presentes para debater assuntos feministas

Agatha Azevedo |
A cantora Andréia Roseno é uma das convidadas Agatha Azevedo

Durante todo o mês de março, o programa Vozes da Terra, uma parceria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com o Centro Popular de Mídias e a Rádio Inconfidência, de Minas Gerais, será totalmente pautado pelas questões de gênero.

Tradicionalmente apresentado pelo cantor e compositor mineiro Pereira da Viola, o programa, que começou em novembro de 2017, e vai ao ar toda sexta-feira, às 6h da manhã, no programa  “Trem Caipira”, apresentado pelo Múcio Bolivar, terá a participação de 5 mulheres artistas.

Desde a violência contra a mulher, passando pelas questões do campo e da cidade e também pelo trabalho, o programa Vozes da Terra vai adotar uma perspectiva socialista e popular para falar sobre o dia internacional de luta das mulheres.

Entre as convidadas, estão Titane, Aline Calixto, Nádia Campos, Osana e Andréia Roseno. E além da ocupação feminina na Rádio Inconfidência, o MST também preparou uma programação especial no Armazém do Campo, que irá receber as convidadas do programa na Sexta Cultural, que acontece toda sexta-feira, a partir das 18h. Na agenda do Armazém, Nádia Campos abre o mês de março com apresentação no dia 2, Andréia Roseno se apresenta no dia 09 e o dia 16 fica por conta de Aline Calixto, seguida de Titane no dia 23.

O Armazém do Campo fica na avenida Augusto de Lima, 2136, Centro de BH.

O que está em disputa na Venezuela é a renda do petróleo


Petróleo

Desde que Chavez assumiu o governo pelas urnas em 1999, foram realizadas dezoito eleições

João Pedro Stédile |
No fundo, a disputa não é pelo governo Maduro, a disputa é pela renda petroleira Opera Mundi

O povo brasileiro vem sendo bombardeado todos os dias por mentiras e manipulações da grande imprensa sobre a situação da Venezuela. As acusações vão desde um governo ditatorial, migração em massa, povo passando fome e até violência diária nas ruas, cometida pela polícia , contra todos.

Vamos aos fatos. Desde que Chavez assumiu o governo pelas urnas em 1999, foram realizadas dezoito eleições. Duas delas o governo perdeu. A oposição direitista governa três estados importantes. Foi o país do planeta que mais eleições diretas realizou em toda história.

Saíram do país, no último ano, em torno de 30 mil venezuelanos para a Colômbia e Brasil. Mas há na Venezuela 3 milhões de colombianos e mais de 15 mil haitianos. A Venezuela é um grande importador de alimentos, e quem importa são empresas privadas e o governo. Nunca se gastou tanto dólares em comida como agora.

De abril a agosto de 2017, a direita adotou a tática ucraniana de produzir o terror. O medo, o caos, para provocar um golpe, tentando dividir as forças armadas e pedindo intervenção militar estrangeira! Adotou as mais diversas formas de violência física e social, seguindo os manuais da CIA. Tudo era praticado por jovens mercenários e lúmpens, pagos em dólar. Mataram, nesse processo, 95 pessoas. Cinco foram mortas pelas forças da ordem e noventa eram chavistas, assassinados pelos mercenários.

A resposta do governo foi convocar uma Constituinte, para repactuar a sociedade. O povo entendeu e somou-se de forma massiva. Ainda que a participação não fosse obrigatória, participaram mais de 8 milhões de eleitores , a maior participação dos últimos vinte anos. Com a eleição da constituinte, o povo derrotou politicamente o terror e a tática ucraniana.

A oposição retirou-se das ruas com seus mercenários e participou com seus euros e dólares das eleições para governadores no dia 22 de outubro.

Mas o império não se aquietou e Trump ameaçou com bloqueio econômico, naval e invasão militar! Santa paciência! O imperador falastrão não conhece o povo da Venezuela, nem a América Latina, nem as leis internacionais. Essa ameaça apenas serviu para criar uma coesão ainda maior entre as forças armadas e o povo venezuelano. E uma agressão militar levaria milhões de trabalhadores de toda a América Latina a se manifestarem.

No fundo, a disputa não é pelo governo Maduro, a disputa é pela renda petroleira, que durante todo século 20 foi apropriada indevidamente pelas empresas estadunidenses e por uma minoria de oligarcas venezuelanos, que viviam como marajás! E isso acabou.

A obrigação de todos os militantes, de todos os movimentos populares e partidos de esquerda é defender o povo da Venezuela e o processo bolivariano.

Ou assumir que está do lado do império e de seus aliados mercenários dentro da Venezuela! No Brasil, os movimentos populares e partidos políticos nos articulamos em mais de sessenta entidades no comitê Paz na Venezuela, para nos manifestar e apoiar de todas as formas possíveis a paz naquele país. Você pode aderir, entre na página com o mesmo nome, e promova atividades de solidariedade em seu espaço social de atuação. Já os golpistas , sua imprensa e alguns oportunistas, seguem vomitando mentiras, como se tivessem alguma moral, de criticar e algum governo de outro golpista.

A história não falha, e no futuro as gerações saberão quem eram os golpistas e mercenários a serviço apenas do capital estrangeiro.

*João Pedro Stedile é coordenador do MST e da Via Campesina Brasil. Texto originalmente publicado em Sul21

Jeferson Miola: Paulo Preto, o super-Geddel do PSDB, será também socorrido por Gilmar, o faz-tudo dos tucanos no STF?

Paulo Preto, o super-Geddel do PSDB, será socorrido por Gilmar, o Posto Ipiranga do PSDB

por Jeferson Miola, em seu blog

Paulo Preto, o super-Geddel do PSDB que tem R$ 113 milhões de propinas escondidos em paraísos fiscais nas Bahamas, se movimenta para escapar da justiça, como faz todo tucano envolvido em escândalos.

Para desfrutar de foro privilegiado e gozar da impunidade eterna, o operador de propinas do PSDB se socorreu de Gilmar Mendes, o Posto Ipiranga do PSDB no STF.

A rede Ipiranga é aquela faz propaganda das lojas de conveniência dos seus postos de combustíveis, onde se consegue resolver qualquer problema a qualquer hora do dia – o equivalente à “multifuncionalidade” do Gilmar no STF.

Segundo notícia do jornal Valor, a defesa de Paulo Preto, que é a mesma do tucano Aloysio Nunes Ferreira, quer transferir o processo judicial que Paulo Preto responde na 5ª Vara Criminal de SP para o STF – mais precisamente, para o gabinete do também tucano Gilmar Mendes.

A defesa de Paulo Vieira de Souza, o ‘Paulo Preto’, aposta em uma decisão favorável do ministro Gilmar Mendes para deslocar ao STF investigação sobre peculato realizada pelo MPF e que tramita na 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo”.

Segundo a notícia do Valor, “o advogado de Paulo Preto argumenta que a investigação que tramita em São Paulo tem relação com o apurado nos inquéritos decorrentes das delações da Odebrecht em que Serra e Aloysio figuram como investigados por corrupção e caixa dois”.

O jornal esclarece que “Serra e Aloysio contam com privilégio de foro e o relator das investigações é o ministro Gilmar Mendes” – óbvio que por “incrível coincidência” do sorteio algorítmico de distribuição dos processos no STF [sic].

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Publicação de: Viomundo

CUT: Ao contrário que prometeu, reforma trabalhista de Temer aumenta desemprego; já atinge 12,7 milhões de trabalhadores

Desemprego atinge 12,7 milhões de trabalhadores

 Ao contrário do que prometeu o governo, reforma Trabalhista, que acabou com os direitos garantidos pela CLT, não gerou emprego

 por Marize Muniz, portal da CUT nacional

Três meses após a entrada em vigor da reforma Trabalhista, que segundo o golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) contribuiria para a geração de postos de trabalho, aumentou o número de desempregados no Brasil.

O desemprego atingiu, em média, 12,2% no trimestre de novembro do ano passado a janeiro de 2018, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número de desempregados no período foi de 12,7 milhões de pessoas.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa somente os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio).

A pesquisa comprova o que a CUT denunciou durante a tramitação da reforma Trabalhista de Temer. “O que gera emprego não é a flexibilização da legislação trabalhista e, sim, uma economia forte, com projetos de investimentos públicos e privados”, diz Vagner Freitas, presidente da Central.

Os governos Lula e Dima, lembra Vagner, geraram mais de 20 milhões de empregos sem tirar um direito sequer dos trabalhadores e trabalhadoras.

“Quando os fundamentos da economia são consistentes, isso quer dizer, quando a indústria cresce e o comércio e serviço refletem esse crescimento, quando há investimentos públicos e privados consistentes e valorização do emprego formal e de qualidade, como ocorreu no governo Lula, há geração de emprego decente”, argumenta Vagner.

Carteira assinada cai e informalidade aumenta

O número de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada caiu 1,7% entre novembro de 2017 e janeiro de 2018 e o emprego informal continua ditando a regra.

Nesse período, foram gerados 5,6% de empregos sem carteira assinada e 4,4% das chamadas vagas por conta própria, ou seja, bico que os trabalhadores e trabalhadoras são obrigados a fazer para sobreviver com o mínimo de dignidade.

Segundo o IBGE, na comparação com o trimestre anterior, tanto o número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões) e sem carteira assinada (11 milhões) quanto o de trabalhadores por conta própria (23,2 milhões) ficaram estáveis.

Taxa média de desemprego

De 2014, quando a taxa de desocupação atingiu o menor patamar (6,8%), para 2017, são quase 6,5 milhões de desempregados a mais, um aumento de 96,2%.

O país fechou o ano com 13,2 milhões de pessoas sem emprego. Setores importantes da economia, da agricultura, da indústria e da construção foram os que mais perderam postos de trabalho.

Metodologia da pesquisa

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

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Publicação de: Viomundo

Cumprindo prisão domiciliar, Eike Batista vira “youtuber”

Aproveitando a onda de coaching e empreendedorismo que envolve a classe média de uns anos para cá, Eike Batista abriu contas em redes sociais e dá dicas como empresário.

Seu canal no Youtube, inaugurado há cerca de um mês, acumula 16 mil inscritos e seus vídeos se aproximam das 200 mil visualizações.

No vídeo com mais visualizações, intitulado “Você sabia?”, o ex-homem mais rico do Brasil dá dicas de investimento no setor do petróleo. Ele anuncia que fará um vídeo por semana relatando sua experiência como empresário.

Além do perfil no Youtube, há contas abertas também no Instagram e no Facebook. Em ambos, a maoiria dos comentários é de pessoas pedindo mentorias, empregos e elogiando Eike Batista. No Instagram, são mais de 10 mil seguidores.

Eike Batista foi preso há cerca de um ano na operação Lava Jato. Inicialmente cumprindo pena no presídio de Bangu, Eike  cumpre agora prisão domiciliar em regime de recolhimento noturno, o que lhe permite sair para trabalhar. Sem usar tornozeleira eletrônica ele, no entanto, não pode sair aos finais de semana nem feriados.

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Publicação de: Blog da Cidadania

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