O anúncio de lançamento de um “comitê em defesa da democracia e por eleições livres com participação de Lula” na Câmara Municipal de Maringá neste sábado (13) colocou o antipetista Movimento Brasil Livre (MBL) em pé-de-guerra.

O estopim da encrenca foi um vídeo da senadora paranaense Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, chamando para o ato, com apoio do senador Roberto Requião.

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Militantes do MBL começaram a conclamar manifestação contrária ao ato, recusando-se a aceitar o direito de manifestação dos adversários.

O MBL chegou a ameaçar invadir o Legislativo maringaense para impedir o funcionamento do comitê pró-Lula na cidade em que nasceu o juiz Sérgio Moro, mas acabou dissuadido pelos órgãos de segurança que ponderaram com o movimento que era direito dos cidadãos maringaenses manifestarem-se contra ou a favor de quem quisessem.

Sem ter como impedir evento dos adversários políticos em recinto fechado para criação de um comitê, o MBL resolveu fazer uma manifestação de rua grandiloquente, cuja proposta era a de reunir “dez mil pessoas”.

Toda imprensa local e mais a ACIM (Associação Comercial e Industrial de Maringá), a maçonaria, o Rotary, o Lions passaram vários dias fazendo convocação do protesto anti Lula.  Segundo informações do jornal O Diário, de Maringá, porém, o ato fracassou.

Diz o jornal:

 “Manifestação na praça da catedral, no Centro de Maringá, reuniu 1,5 mil pessoas na manhã deste sábado (13), conforme estimativa da Polícia Militar (PM). O ato ocorreu em razão do lançamento do comitê a favor da candidatura de Lula à presidência da República, evento realizado na Câmara Municipal também durante a manhã. A expectativa dos grupos que convocaram a manifestação contra Lula era reunir 10 mil pessoas na praça da catedral. No entanto, o tempo fechado – inclusive com chuva em alguns momentos – e o comércio aberto podem ter influenciado a baixa participação (…)”

Apesar da generosidade da PM, com boa vontade é possível contar o número de pessoas na foto e constatar, facilmente, que não há nem sombra de 1.500 pessoas. Além disso, informações direto de Maringá dão conta de que não havia nem 500 pessoas no local.

Na Câmara Municipal, o ato petista ficou dentro do previsto. Os 400 lugares do auditório foram ocupados.

As duas manifestações foram pacíficas. Cerca de 300 policiais estiveram empenhados no esquema de segurança. Além da PM, a Polícia Federal, polícias rodoviárias Estadual e Federal, Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e Corpo de Bombeiros foram mobilizados.

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