Monthdezembro 2017

Carta | Meu querido Dom Hélder Câmara


Artigo

Confira a carta aberta que o monge beneditino Marcelo Barros escreveu esta semana ao bispo católico já falecido, em 1999

Marcelo Barros |
Dom Helder Câmara foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Reprodução

Recife, 29 de dezembro de 2017.

Querido Dom Helder Câmara,

Nesse Natal, a saudade bate como nunca. Dá-me uma vontade louca de conversar com você. Não tenho saudade dos anos 60, nos quais, pelas suas mãos, fui ordenado presbítero para o povo de Deus. Nem quereria voltar aos anos 70, quando tive a graça de ser seu secretário para assuntos ecumênicos. Na linha da espiritualidade de Natal, quero mesmo assumir a realidade do aqui e agora. Só tenho saudade é de ouvir sua voz e saber suas posições a respeito de algumas coisas que estão acontecendo. 

Hoje pela manhã, passando no aeroporto de São Paulo, por acaso, entro no email e leio uma mensagem do amigo Roberto Malvezzi (Gogó) contando que o governo Temer decretou que você, (acredite se quiser, você, Dom Helder Câmara, é o patrono nacional dos Direitos Humanos). Depois, João Pedro completou a informação de que se tratava de uma proposta de um deputado chamado Arnaldo Jordy, do PPS do Pará, que tramita na Câmara desde 2015 e que agora o Temer resolveu sancionar. Sem deixar claro porque fazia isso e que sentido tinha essa homenagem repentina.

Gostaria muito de que você pudesse se manifestar a respeito dessa iniciativa de um governo como esse que  o torna patrono nacional dos direitos humanos. Isso é uma honra ou é um insulto? Que direitos são esses? E de quais humanos? Os que estão no governo e dele se beneficiam? Quais direitos humanos sobraram do congelamento de gastos do governo em educação e saúde? De que direitos humanos o governo pensa que você é patrono – os que ainda podem restar depois das regras e normas baixadas para aliviar a barra dos latifundiários e donos de empresas que praticam trabalho escravo em suas propriedades? Os direitos humanos do povo que sem votar perde todos os dias direitos adquiridos a suor e sangue na Constituição de 1988? Que direitos humanos terão os cadáveres dos pobres que morrem sem poder aposentar-se por causa da reforma pensada pelo governo Temer? 

Vai ver que nesse Natal baixou o Espírito que anunciou a Maria a novidade da encarnação do Verbo e Temer pensou nos direitos humanos dos que votaram no governo Dilma e se arrependeu da traição que fez e do golpe que deu? Será que ele quer pedir ao Moro e ao Gilmar Mendes que leve em conta os direitos humanos de Lula e dos políticos do PT que eles tanto odeiam? O que será que está por trás dessa iniciativa do Temer? 

Parece que os poderes no Brasil gostam de usar o seu nome quando precisam de limpar alguma barra suja. Em 2010, o Senado Federal aprovou um aumento de 60% para os salários dos senadores. A notícia repercutiu mal no Brasil. Poucos dias depois, o Senado aprovou conceder a comenda Dom Helder Câmara para os Direitos Humanos a um bispo católico. No caso era Dom Edmilson Cruz, então bispo de Limoeiro do Norte, no Ceará. No céu, você ter sabido do que aconteceu. O bispo foi ao Senado e em discurso aberto rejeitou a comenda. Disse que seria incoerente se aceitasse aquela comenda dada pelo mesmo Congresso que legislava contra o povo e disse claro: “Quem age assim não é parlamentar. É para lamentar”.  

Lutero dizia que “Deus prefere o insulto de quem é justo do que o louvor de quem pratica injustiça”. Você, Dom Helder, sempre agiu assim. Como iria aceitar tal homenagem? Mas, quem pode atualmente lhe representar para dizer claramente ao governo Temer e ao povo brasileiro porque você se sentiria constrangido em aceitar tal homenagem e que só a aceitaria se o governo mudasse totalmente o seu modo de conceber o poder e a orientação que tem em sua gestão. Quem pode lhe representar? Não creio que você preferisse que fosse a CNBB ou algum bispo ou padre. Certamente pediria a quem se sente incomodado por essa homenagem que como brasileiro e cidadão diga que o governo não tem o direito de usar o nome Helder Câmara para seus propósitos maquiavélicos e deletérios. Esperemos que o Instituto Dom Helder Câmara (IDHEC) se manifeste, que a Escola de Fé e Política Dom Helder Câmara se posicione, que a Agência de Notícias Dom Helder Câmara, da CNBB, denuncie e que todos os movimentos sociais gritem contra essa medida e anulem qualquer tramoia que esse governo golpista e insensível aos pobres tenha planejado. 

No Natal, celebramos os santos inocentes, crianças que, segundo a tradição, foram mortas por Herodes. Hoje, devemos ser santos lúcidos, críticos e atentos ao que ocorre no mundo. José Saramago critica São José pelo fato de que, quando avisado em sonhos de que Herodes iria matar as crianças de Belém, fugiu sem antes ter advertido aos vizinhos e protegido as outras famílias. Apesar de saber que essa história é um midrash narrativo e não um fato real, atualmente temos de ser mais cuidadosos e não deixar primeiro que os inocentes morram para depois fazê-los santos. Dom Helder, você sempre foi e é nosso patrono dos direitos humanos, mas não os do governo Temer e sim os das organizações sociais que nesse 2018 vão refazer várias de suas campanhas e vão mudar o Brasil. Inspire-nos nesse caminho e nos abençoe. Seu irmão menor Marcelo (o monge do qual você fala que jovem lhe procurou em crise de vocação e que você aconselhou. Você fala dele em uma de suas vigílias em 1965, mas evita dizer meu nome para não me expor). Agora não há mais esse risco e podemos sim colocar o nome de todos nós na sua vigília pelo Brasil. 

Raimundo Bonfim: Nosso desafio em 2018 é derrotar os retrocessos nas ruas e nas urnas

Resistimos em 2017; resistiremos em 2018

por Raimundo Bonfim*, especial para o Viomundo

Em 2017, continuou a agenda do programa de restauração do neoliberalismo, tendo como base a privatização dos nossos recursos naturais, como o petróleo da camada do pré-sal, congelamentos de investimentos socais, precarização das relações do trabalho e o desmonte da previdência.

Do ponto de vista dos trabalhadores e dos movimentos sociais e populares, não há como negar que em 2017 sofremos derrotas significativas.

No campo dos direitos, sem dúvida, a maior derrota foi aprovação da reforma trabalhista, que alterou mais de cem dispositivos da CLT, eliminando proteção social e deixando o empregado refém do empregador.

Os efeitos já são sentidos na prática. Com base na nova legislação, algumas empresas ensaiam demissão em massa e parcelamento do pagamento referente às verbas rescisórias, além das primeiras decisões judiciais condenando trabalhador a pagar custas em ações julgadas improcedentes. Um recado para o trabalhador não buscar na justiça o que entende que é direito seu.

No quesito combate à corrupção, a sensação é que Michel Temer e seus aliados receberam da sociedade autorização para praticarem atos de corrupção.

Nem mesmo malas e apartamentos abarrotados de notas de dinheiro foram suficientes para que a população saísse às ruas. Onde estão os milhares, que em 2015 e 2016, se pintaram de verde e amarelo e lotaram avenidas e praças contra a corrupção?

Em 2018, o salário mínimo terá menor reajuste desde 1995.

Falta dinheiro para aumentar o salário mínimo, mas não para conceder isenções fiscais e liberar emenda parlamentares.

Estima-se que, antes da votação pela admissibilidade ou não da primeira denúncia de corrupção e formação de quadrilha contra Michel Temer, foram destinados ou deixados de arrecadar R$ 32 bilhões dos cofres públicos, boa parte para parlamentares da base do governo votar contra o prosseguimento da investigação.

Ainda como parte do pagamento aos setores ruralistas e ao setor de minério, em troca da não aprovação do segmento da investigação, o governo editou decreto permitindo a grupos privados explorar minério na área da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), tendo sido obrigado a revogar o decreto após enorme pressão nacional e internacional.

A sanha das forças do capital para aumentar seu lucro é tamanha que não respeitam sequer regras estabelecidas na Constituição de 1998, violam direitos políticos e civis, como o direito à presunção de inocência, o amplo direito de defesa e o devido processo legal, medidas só aplicadas em regime de exceção.

O poder judiciário acelera o julgamento de recurso para eliminar da disputa presidencial em 2018 um forte concorrente e opositor as medidas tomadas pelas forças do golpe.

O ano de 2017, no entanto, não será lembrado apenas pelo avanço da retirada de direitos.

Celebremos as grandes mobilizações de rua realizadas no primeiro semestre do ano, com destaque para os dias 08, 15 e 28 de março, e em especial a greve geral do dia 28 de abril e a gigantesca mobilização em Brasília, do dia 24 de maio – que obrigou o presidente Temer a convocar o exército para conter a insatisfação popular a seu governo.

As mobilizações do primeiro semestre foram fundamentais para impedir que a câmara dos deputados aprovasse, em 2017, o desmonte da reforma da previdência.

Para 2018, o desafio dos movimentos sindicais, sociais e populares que compõem a Frente Brasil Popular é aumentar as mobilizações com o objetivo de restabelecer a democracia e a soberania, bem como barrar a reforma da previdência.

A Frente Brasil Popular não admite a hipótese de Lula não ser candidato.

Isso seria mais um golpe na democracia e um estopim para o início de uma convulsão social no país. Impedir Lula de ser candidato é uma violação à soberania popular, gera caos social e desordem econômica.

Por isso, nosso desafio para 2018 é derrotar os retrocessos nas ruas e nas urnas.

Raimundo Bonfim, coordenador da CMP (Central de Movimentos Populares) e membro da coordenação nacional da FBP (Frente Brasil Popular), que congrega 85 entidades de movimentos sindicais, sociais e populares.

 

 

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Publicação de: Viomundo

SP aprova lei que isenta refugiados de taxas para revalidar diplomas


VAI a SANÇÃO

O texto segue agora para a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB)

Camila Bohem |
O número total de refugiados no país aumentou 12% em 2016, segundo o governo federal Acnur

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou esta semana, por unanimidade, o Projeto de Lei (PL) 557 de 2016, que isenta pessoas refugiadas do pagamento de taxas de revalidação de diplomas de graduação, mestrado e doutorado nas universidades estaduais paulistas. O texto segue agora para a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A proposta, que ficou em tramitação por mais de um ano, aponta o alto custo do processo de revalidação dos diplomas cobrado nas universidades públicas paulistas como um grave obstáculo ao acesso de refugiados ao mercado de trabalho.

A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) comemorou a aprovação do projeto. “Com a aprovação do Projeto de Lei 557/2016, logramos uma ampliação dos direitos das pessoas refugiadas no Brasil, na medida em que facilita o exercício de seu pleno desenvolvimento, possibilitando que seus conhecimentos sejam reconhecidos e consequentemente postos em prática”, disse a chefe do escritório da Acnur em São Paulo, Maria Beatriz Nogueira.

De acordo com a entidade, os custos associados ao processo de revalidação de diplomas, como o requerimento e a tradução juramentada de documentos curriculares, podem chegar a R$ 20 mil. Além disso, o processo pode se estender por vários meses. Segundo a Acnur, a maior parte dos mais de 10 mil refugiados que vivem no Brasil moram em São Paulo.

Temer dá R$ 17 de aumento no salário mínimo: o menor reajuste em 24 anos


Economia

Salário mínimo passa a ser de R$ 954 em 1º de janeiro de 2018

Da Redação |
Desemprego atingiu 12,6 milhões de trabalhadores em novembro Arquivo CUT

O ano de 2018 começa com a entrada em vigor do novo valor do salário mínimo: R$ 954, conforme decreto assinado pelo presidente golpista Michel Temer. Trata-se de um aumento de R$ 17 (equivalente a 1,81%) na comparação com o atual valor: R$ 937. É o menor reajuste em 24 anos, segundo dados da série histórica de análises do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O novo salário mínimo, que passa a valer em 1º de janeiro de 2018, é ainda R$ 11 menor do que o previsto inicialmente no orçamento de 2018, aprovado no Congresso no valor de R$ 965. Para o reajuste, o governo seguiu a previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Enquanto isso, o trabalhador amarga 68% de elevação acumulada do preço do gás de cozinha desde junho. 

Segundo o Dieese, o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 3.731,39 “para suprir um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”.

Desemprego

As notícias de retrocessos para o trabalhadores com o governo golpista só crescem. Esta semana também foi divulgado que o desemprego atingiu 12,6 milhões de trabalhadores no mês de novembro, quando entrou em vigor a Lei Trabalhista de Temer.

O país fechou quase 13 mil vagas com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) alertou que o cenário se deve ao fato de as empresas abrirem mais vagas de empregos sem carteira assinada com a nova legislação, ou seja, sem direito a férias, FGTS, INSS, seguro-desemprego etc.

A vice-presidente da CUT, Carmen Foro, completa: “em momentos de crise econômica, o país nunca gerou vagas de trabalho reduzindo gastos públicos, em especial com saúde e educação como o golpista está fazendo desde que assumiu, e restringindo ou acabando com políticas sociais”.

* Com informações da Agência Brasil e Portal CUT.

Ouça os programas de rádio BdF deste fim de semana: SP, PE, MG, RJ e PR


NO AR

Últimas edições do ano relembram as lutas de 2017 e apontam perspectivas para 2018

Da Redação |
Edições vão ao ar no sábado, com reprise aos domingos Gabi Luceba / BdF

Os programas de rádio de MG, RJ, PR, PE e SP e Sorocaba desse sábado (30) trazem uma retrospectiva do que aconteceu no país em 2017. Relembre os reflexos das medidas adotadas pelo governo golpista de Michel Temer, entre elas a reforma trabalhista, considerada o maior retrocesso dos últimos tempos, e a reforma da Previdência.

Recordamos um ano do golpe contra a democracia, que teve como resposta muita luta dos de movimentos populares contra os desmontes aos direitos, contra o ódio, o racismo e a violência contra as mulheres. Além disso, especialistas apontam as perspectivas da economia para o ano de 2018.

Em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Sorocaba você vai conferir também uma reportagem sobre as principais preocupações da população. João Pedro Stedile, um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), analisa que a “campanha eleitoral de 2018 será uma verdadeira luta de classes”. O movimento vai reunir as bases da militância para o Congresso Nacional do Povo, que discutirá o projeto de nação almejado.

Você confere como foi a primeira partida de futebol na inauguração do campo Dr. Sócrates Brasileiro, no último sábado (23), em Guararema, interior de São Paulo. O jogo foi entre amigos de Chico Buarque e Lula, contra os veteranos do MST.

E o programa traz ainda um balanço da operação Lava Jato feito pelo jornalista Daniel Giovanaz, direto de Curitiba, apontando que a operação teve mais derrotas do que vitórias nesse ano. 

Já na coluna de Mouzar Benedito, as expectativas do ano novo  e as previsões para 2018 num causo engraçado.

No quadro Alimento é Saúde você conhecerá os benefícios da lentilha, prato bastante consumido na ceia da virada do ano.

E para quem estava esperando ansioso, tem o último e emocionante capítulo da Radionovela Rosa Luxemburgo. No capítulo 10, a Revolução Alemã é violentamente reprimida pelo governo socialdemocrata. Rosa é capturada e assassinada. Seu enterro se torna uma poderosa manifestação. No canal onde seu corpo foi jogado, aparecem flores vermelhas.

O último programa do ano do Rio de Janeiro faz um balanço de 2017, especialmente em relação a crise política e social do Estado. Nívea Regina da Silva, da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), é a convidada. Ela comenta o alto índice de desemprego que atingiu duramente os trabalhadores na capital e no interior e a necessidade de intensificar o trabalho de base no ano de 2018 para fortalecer a luta contra os retrocessos.

Esta edição traz também o drama vivido em 2017 pela educação no estado, mas destaca uma conquista dos trabalhadores organizados já no finalzinho do ano: a aprovação da emenda constitucional (PEC) que garante um pagamento mensal do orçamento da União às universidades públicas estaduais.

O deputado estadual do Psol, Flávio Serafini, da comissão de educação da ALERJ, comenta como a medida vai ajudar as três universidades do Estado, que passaram o ano à míngua, a começarem a se reorganizar. Ele fala também sobre o projeto de lei (PL) que impede o fechamento arbitrário das escolas públicas, que deveria ter sido votado neste final de ano, o que não aconteceu devido ao esvaziamento da Assembléia Legislativa.

Os ouvintes vão poder relembrar também de alguns dos melhores momentos do programa, que estreou em novembro na capital fluminense. Esta edição traz ainda a segunda reportagem da série Paraty: povos em resistência, produzida pelo canal internacional Telesul, que conta a luta dos povos tradicionais do município da costa verde fluminense para manter seus territórios e suas culturas.

Em Pernambuco, o destaque é para a entrevista com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Pernambuco, Henrique Gomes. Na conversa, os cenários da economia e da política no país e no estado de Pernambuco serão discutidas, além das questões específicas da categoria.

Tem comentário esportivo com a retrospectiva do times da capital pernambucana em 2017. A festa de réveillon do Recife e também a do Estelita, puxada pelo movimento Ocupe Estelita, animarão a cidade!

No programa de Minas Gerais você acompanhará uma conversa com o mestre de capoeira de angola e de dança afro-brasileira, João Bosco Alves da Silva, conhecido como João Angoleiro, que aborda o descaso enfrentado por membros da cultura popular.

Além disso, a entrevista destaca a resistência que João promove, junto a grupos tradicionais, para manutenção e disseminação da cultura popular. Ele fundou, em 1993, a Associação Cultural Eu sou Angoleiro e também foi precursor da companhia primitiva de arte negra, onde atuou como bailarino, intérprete, pesquisador e coreógrafo.

Na educação, a Prefeitura de Belo Horizonte quer implementar novos horários de funcionamento nas unidades de educação infantil em 2018, mas pais e professores protestam contra alterações. A reclamação é de que a proposta aumenta as vagas nas UMEIS, mas diminui o horário de atendimento dos alunos. 

A sintonia do programa em São Paulo é na Rádio 9 de Julho (1600 AM), às 12h20, com reprise aos domingos às 7h. Os pernambucanos ouvem o programa na Rádio Clube (720 AM) aos sábados às 7h, com reprise aos domingos no mesmo horário. Na Rádio Autêntica (106,7 FM), em Belo Horizonte, a edição é veiculada a partir das 11h de sábado, com reprise no domingo às 7h. No Rio de Janeiro, a sintonia é na Rádio Fluminense (540 AM), todo sábado, às 9h, com reprise aos domingos no mesmo horário.

Em Sorocaba, na Rádio Super (87,5 FM), o programa vai ao ar sábado às 12h, com reprise aos domingos no mesmo horário. No Paraná, você ouve aos sábados na Rádio Pioneira 91,3 FM às 7h; na Rádio Princesa 87,9 FM às 10h. A Rádio Princesa 87,9 FM reprisa o programa aos domingos no mesmo horário. Os programas também estão disponíveis na Radioagência Brasil de Fato.

Ouça as edições que foram ao ar no dia 30 de dezembro: 

Pernambuco

Rio de Janeiro

São Paulo

Sorocaba/SP

Paraná

Minas Gerais

2017 foi bom; o golpe foi DESMASCARADO

Vale uma reflexão sobre 2017. Ainda que muitos achem que foi um ano ruim, se olharmos direito veremos que foi um ano tão histórico quanto 2016 – que, por sua vez, foi ano de golpe de Estado no Brasil –, só que, em vez de um ano ruim, foi um bom ano.

Esta é uma breve respectiva do Blog da Cidadania sobre 2017.

Há muito o que dizer sobre o ano que finda, mas voltemos o olhar, rapidamente, para 2016. Esse, sim, foi um péssimo ano porque foi o auge dos golpistas.

Senão, vejamos:

1 – o ano começou com o ex-presidente Lula sendo levado pela Polícia Federal para depor à força no Aeroporto de Congonhas.

2 – no começo de 2016, Lula perdia até para Aécio Neves nas pesquisas sobre a sucessão presidencial de 2018.

3 – Em abril de 2016, a Câmara dos deputados afasta Dilma Rousseff e, em agosto, o Senado confirma a decisão e Michel Temer vira presidente da República efetivo, anunciando que tomará medidas impopulares porque assumia o poder mergulhado na impopularidade.

4 – nas eleições municipais, o PT sofreu uma derrota fragorosa. Foi a primeira vez que o partido deixou de crescer exponencialmente em um ano eleitoral desde que foi criado.

Feito o retrospecto de 2016, vamos ao de 2017.

Sim, pode-se dizer que foi um ano ruim porque o brasileiro perdeu direitos enquanto o futuro ficava mais sombrio à medida que Temer adotava medidas para agradar o empresariado.

Pode-se destacar:

1 – a regulamentação da Terceirização

2 – a reforma trabalhista

3 – o teto de gastos da Previdência

Foi ruim? Foi. E não foi só. O salário mínimo deixou de ser corrigido, as demissões de milhares de trabalhadores para serem recontratados sob salários mais baixos e com menos direitos disparou

Porém, tudo isso acabou sendo bom para o país…

“Ficou louco, Eduardo?”, você perguntará. Não, não estou louco. Foi muito bom para o país porque o fez acordar.

Foi aí que as pessoas começaram a perceber por que Dilma foi derrubada sob a desculpa das tais “pedaladas”, que o atual governo vem reproduzindo sem que nenhum dos pilantras que acusaram Dilma diga um A.

As “reformas” nada mais são do que um processo imoral de tirar do pobre para dar ao rico.

Outros fatores que contribuíram para o despertar da população foi a delação de Joesley e Wesley Batista, da JBS. Graças a eles, os golpistas foram desmascarados.

O Simbolismo contido no desmascaramento do moralismo dos sócios no consórcio golpista que derrubou Dilma Rousseff fez Lula e Dilma se erguerem.

Hoje, Lula é o mais forte candidato à presidência da República e pesquisas mostram que seu poder de transferência de votos, se não puder concorrer, nunca foi tão alto.

— rejeição lula moro

Já Dilma, pesquisa recém-publicada mostra que a sociedade se arrependeu de apoiar ou ao menos condescender com o seu impeachment e acha que o governo dela era melhor que o de Temer.

Como se vê, 2017 não foi tão ruim assim. Na verdade foi um ano excelente olhando para o futuro, porque foi um ano de aprendizado democrático. O povo aprendeu como é ruim ser governado pela direita. E quem era o verdadeiro bandido da história.

*

Assista, abaixo, a reportagem em vídeo. Em seguida, peço que você leia a mensagem do Blog aos Leitores

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=d4ivjQJv1Dw]

 

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Publicação de: Blog da Cidadania

Esmael: Filósofo demonstra como a condenação de Lula foi baseada em “inconsistências lógicas”

Livro revela as 10 “Falácias de Moro” na ação do tríplex contra Lula

do blog do Esmael

O filósofo Euclides Mance fez nesta sexta-feira (29), nas redes sociais, o pré-lançamento do livro “Falácias de Moro” e o disponibilizou para download gratuitamente.

Na obra, o autor faz uma análise exaustiva das principais inconsistências lógicas, tanto semânticas quanto formais, presentes na sentença condenatória do ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá.

O livro se divide em duas partes, demonstrando que os argumentos do juiz Sérgio Moro violam frequentemente as leis da lógica para obter conclusões que não podem ser validamente obtidas.

Na primeira parte, Euclides Mance analisa dez falácias, explicando-as uma a uma, indicando sua forma lógica e a nomenclatura filosófica recorrente na tipificação desses raciocínios falhos, facilitando sua análise e estudo com base na tradição acadêmica.

Na segunda parte, o filósofo percorre a sentença como um todo, evidenciando os diferentes erros lógicos cometidos pelo juiz da lava jato no transcorrer de sua argumentação.

E mostra como a condenação do ex-presidente está apoiada justamente nessas inconsistências lógicas.

O livro “Falácias de Moro” é imperdível nesses tempos de ditadura judicial, de ameaça concreta à democracia e à realização de eleições livres em 2018.

Sobre o autor

Euclides André Mance é filósofo, mestre em Educação, sócio-fundador do Instituto de Filosofia da Libertação (IFiL) e colaborador da Rede Brasileira de Socioeconomia Solidária.

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Publicação de: Viomundo

Paulo Pimenta: O Brasil está se dando conta do desastre golpista

O Brasil que inicia 2018 é um país que sonha com oportunidades e geração de empregos, como nos tempos de Lula

por Paulo Pimenta*

O Brasil destes últimos dias de 2017 é um país que já percebe o quão caro tem custado o golpe dado na democracia brasileira.

Aumento de impostos. Recorde no preço do gás de cozinha, da gasolina e na conta de luz.

Cortes no salário mínimo, na saúde e redução de investimentos nas universidades.

Enquanto Michel Temer diz que “a população vai compreender os aumentos de impostos”, por outro lado, concede perdão milionário de dívidas para empresas de deputados que o salvaram das denúncias de corrupção.

O Brasil que chega ao final de 2017 e inicia 2018 é um país que retrocede em todas as áreas, social e econômica, e retoma um pensamento de governantes do século passado, de que as receitas devem ser concentradas nas mãos de uns poucos que já têm muito, enquanto a maioria dos cidadãos é penalizada.

Há poucos anos, o país crescia, gerava empregos e oportunidades para quem quisesse trabalhar ou empreender.

No final de 2014, o IBGE apontava índices de pleno emprego no Brasil, taxas equiparadas à Alemanha, Noruega e EUA.

Entretanto, um país como o Brasil, ainda com desafios e muitos problemas, não passaria imune à desestabilização política e econômica levada às últimas consequências pelo grupo derrotado nas eleições de 2014.

E uma das consequências desse processo foi que ao final de 2016 (Temer) aumentou em 53%o número de brasileiros que vivem na miséria, em comparação a 2014 (Dilma), como revelou recentemente o IBGE.

Além disso, a ONU agora anuncia que o Brasil está retornando ao Mapa da Fome.

Não satisfeito com a crise e a miséria, Michel Temer foi adiante e vendeu a mentira de que para gerar empregos era imprescindível uma “reforma trabalhista” que reduzisse direitos e salários.

Lula e Dilma geraram 22 milhões postos de trabalho sem retirar qualquer direito da população.

O que Temer tem a oferecer é um governo que não cuida das pessoas, e um país que abre mão da sua soberania e do seu desenvolvimento como Nação, com graves consequências aos brasileiros; medidas que, se não forem anuladas por um referendo revogatório em um próximo período, poderão arruinar o país por décadas.

Como se não bastasse, para 2018, Temer — que se aposentou aos 55 anos recebendo mais de R$ 30 mil — quer que os brasileiros trabalhem até morrer, contribuindo por 40 anos com a previdência para receber um salário mínimo.

Do grupo político de Temer não há o que esperar para 2018; mas do nosso povo, brasileiros e brasileiras, muita luta em defesa da democracia e para impedir que a esperança em um país melhor seja destruída pelo “Quadrilhão do PMDB”, como definiu a Procuradoria-Geral da República.

*Paulo Pimenta, jornalista e líder do PT na Câmara dos Deputados.

Leia também:

Ascensão de Lula marca fracasso do golpe, diz senador

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Publicação de: Viomundo

Ouça o Programa Brasil de Fato – Edição São Paulo – 30/12/17


Rádio

Os retrocessos na política e a perda de direitos marcaram o ano; movimentos apontam perspectivas para 2018

Redação |
A sintonia, em São Paulo, é a Rádio 9 de Julho AM 1600, sábado às 12h20, com reprise aos domingos às 7h Gabi Lucena | BdF

Na edição deste sábado (30) – com reprise no domingo (31) – você confere uma retrospectiva do que aconteceu no país em 2017. Relembre os reflexos das medidas adotadas pelo governo golpista de Michel Temer, entre elas a reforma trabalhista, considerada o maior retrocesso dos últimos tempos, e a reforma da Previdência.

Recordamos um ano do golpe contra a democracia, que teve como resposta muita luta dos de movimentos populares contra os desmontes aos direitos, contra o ódio, o racismo e a violência contra as mulheres. Além disso, especialistas apontam as perspectivas da economia para o ano de 2018.

Em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Sorocaba você vai conferir também uma reportagem sobre as principais preocupações da população. João Pedro Stedile, um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), analisa que a “campanha eleitoral de 2018 será uma verdadeira luta de classes”. O movimento vai reunir as bases da militância para o Congresso Nacional do Povo, que discutirá o projeto de nação almejado.

Você confere como foi a primeira partida de futebol na inauguração do campo Dr. Sócrates Brasileiro, no último sábado (23), em Guararema, interior de São Paulo. O jogo foi entre amigos de Chico Buarque e Lula, contra os veteranos do MST.

E o programa traz ainda um balanço da operação Lava Jato feito pelo jornalista Daniel Giovanaz, direto de Curitiba, apontando que a operação teve mais derrotas do que vitórias nesse ano. 

Já na coluna de Mouzar Benedito, as expectativas do ano novo  e as previsões para 2018 num causo engraçado.

No quadro “Alimento é Saúde” você conhecerá os benefícios da lentilha, prato bastante consumido na ceia da virada do ano.

E para quem estava esperando ansioso, tem o último e emocionante capítulo da Radionovela Rosa Luxemburgo. No capítulo 10, a Revolução Alemã é violentamente reprimida pelo governo socialdemocrata. Rosa é capturada e assassinada. Seu enterro se torna uma poderosa manifestação. No canal onde seu corpo foi jogado, aparecem flores vermelhas.

A edição vai ao ar todos os sábados, às 12h20 na Rádio 9 de Julho (1600 AM), com reprise aos domingos, às 7h. 

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Ouça o Programa Brasil de Fato – Edição Sorocaba – 30/12/17


Rádio

Os retrocessos na política e a perda de direitos marcaram o ano; movimentos apontam perspectivas para 2018

Redação |
Em Sorocaba, na Rádio Super (87,5 FM), o programa vai ao ar sábado às 12h, com reprise aos domingos no mesmo horário Gabi Lucena | BdF

O programa de Sorocaba destaca um ano do golpe contra a democracia, que teve como resposta muita luta dos de movimentos populares contra os desmontes aos direitos, contra o ódio, o racismo e a violência contra as mulheres. Além disso, especialistas apontam as perspectivas da economia para o ano de 2018.

Você também vai conferir uma reportagem sobre as principais preocupações da população. João Pedro Stedile, um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), analisa que a “campanha eleitoral de 2018 será uma verdadeira luta de classes”. O movimento vai reunir as bases da militância para o Congresso Nacional do Povo, que discutirá o projeto de nação almejado.

Você confere como foi a primeira partida de futebol na inauguração do campo Dr. Sócrates Brasileiro, no último sábado (23), em Guararema, interior de São Paulo. O jogo foi entre amigos de Chico Buarque e Lula, contra os veteranos do MST.

E o programa traz ainda um balanço da operação Lava Jato feito pelo jornalista Daniel Giovanaz, direto de Curitiba, apontando que a operação teve mais derrotas do que vitórias nesse ano. 

Já na coluna de Mouzar Benedito, as expectativas do ano novo  e as previsões para 2018 num causo engraçado.

No quadro “Alimento é Saúde” você conhece os benefícios da lentilha, prato bastante consumido na ceia da virada do ano.

E para quem estava esperando ansioso, tem o último e emocionante capítulo da Radionovela Rosa Luxemburgo. No capítulo 10, a Revolução Alemã é violentamente reprimida pelo governo socialdemocrata. Rosa é capturada e assassinada. Seu enterro se torna uma poderosa manifestação. No canal onde seu corpo foi jogado, aparecem flores vermelhas.

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