Lutas

Ano refletiu retrocessos do governo golpista de Temer, mas mostrou a força dos movimentos populares

Redação |
O ato unificado da maior Greve Geral da história, em São Paulo (SP) reuniu 70 mil pessoas Júlia Dolce

O ano de 2017 refletiu as consequências do golpe tomado pela ex-presidenta Dilma Rousseff com fortes ataques às áreas sociais, cortes em projetos habitacionais,  implementação da reforma trabalhista, criminalização de movimentos populares, violação do corpo das mulheres e genocídio da população negra.

Contudo, os movimentos populares não retrocederam e, unidos, foram vitoriosos em diversas batalhas contra o governo golpista de Michel Temer (MDB).

O Brasil de Fato preparou uma lista que contém algumas dessas vitórias, em diversos campos.

8 de março: mulheres organizam atos por todo o Brasil

Greve Internacional e a luta contra a reforma da previdência foram pautas centrais das manifestações das mulheres em 2017.

A permanência dos direitos adquiridos, o fim da violência sexual, psicológica e física das mulheres; legalização do aborto e equiparação salarial das atividades laborais uniram milhares de mulheres pelas principais capitais brasileiras e internacionalmente através de campanhas pela internet. O 8M abalou o mês de março e serviu de esquenta para mobilizar trabalhadoras para a Greve Geral, do dia 28 de abril. Na cidade de São Paulo, pela primeira vez, mulheres negras e indígenas vieram à frente do ato principal.

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Maior greve geral da história do país contou com 40 milhões de brasileiros

O dia 28 de abril ficou conhecido como o dia da maior greve geral da história do país. Bloqueio de estradas e ruas, fechamento de garagens de ônibus, além de passeatas, ocupações e a unidade entre movimentos populares e sindicais levaram mais de 40 milhões de brasileiros e brasileiras a cruzarem os braços e resistirem frente aos retrocessos das reformas trabalhista e da previdência.

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Integrantes de 22 ocupações se somam à marcha do MTST em SP

Cerca de 50 mil militantes de movimentos populares percorrem 23 quilômetros até o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo (SP), para exigir políticas de moradia. Eles reivindicavam a desapropriação de terreno em São Bernardo do Campo, ocupado por mais de 12 mil famílias, para a construção de casas populares.

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“Parabéns ao MTST pelos 20 anos”, diz Caetano Veloso em ato-show de comemoração

Os cantores Péricles, Maria Gadú e Criolo subiram ao palco, no Largo da Batata, em São Paulo (SP), em apoio à luta por moradia digna promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, MTST.

O MTST nasceu em 1997 para promover a luta por moradia no meio urbano e tem atuado, principalmente, nas periferias paulistanas.

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Indígenas Guarani mantêm ocupação no Pico do Jaraguá e desligam torres de transmissão

Grupo da etnia Guarani ocupou, em agosto, o Pico do Jaraguá e pediu a revogação da portaria 683, do Ministério da Justiça, que anula a declaração da Terra Indígena na aldeia do Jaraguá. Em protesto, eles ocuparam o Pico do Jaraguá durante três dias e desligaram torres de transmissão, afetando as cidades de Franco da Rocha, Caieiras, Cajamar e Francisco Morato.

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Movimentos de mulheres fazem inauguração popular de Casa da Mulher Brasileira em SP

No final de outubro diversos movimentos populares como a Marcha Mundial das Mulheres, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Central dos Movimentos Populares (CMP) ocuparam a Casa da Mulher Brasileira de São Paulo.

O projeto foi criado pelo primeiro governo Dilma Rousseff e concentra serviços relacionados às políticas para as mulheres, mas ainda não foi inaugurada, segundo os movimentos por “falta de vontade política”.

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MST lança campanha para prisão de assassino do Massacre de Felisburgo

No dia 20 de novembro de 2004, cinco sem-terra morreram e 20 ficaram feridos após ataque de 17 pistoleiros contra um acampamento do MST.

O dono da fazenda Adriano Chafik Luedy foi condenado a 115 anos de prisão, em 2017 e está foragido. O MST criou campanha pela prisão do assassino e espalhou cartazes e outdoors por cidades mineiras e também no sul da Bahia, onde Luedy tem propriedades, pedindo às pessoas que o identifiquem e denunciem seu paradeiro.

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Festival de Curta Metragens mostra crescimento de produções indígenas e femininas

A 28° edição do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo trouxe visibilidade para temas representativos, como os das mulheres, negros e indígenas. Organizado pela Associação Kinoforum, o evento foi dividido em três eixos: mostra internacional, mostra latino-americana e programas brasileiros.

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Arpilleras: Documentário registra luta e empoderamento de mulheres por meio do bordado

A história de luta das mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) virou filme. Utilizando uma técnica de bordado chilena, elas narram suas trajetórias no documentário “Arpilleras, atingidas por barragens, bordando a resistência”.

O longa-metragem foi viabilizado após a realização de um financiamento coletivo. A estreia aconteceu no dia 29 de agosto, no Cine Odeon, no Rio de Janeiro.

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Militantes encerram greve de fome após adiamento da votação da reforma da Previdência

A greve de fome dos seis militantes que estavam alojados na Câmara Federal, em Brasília, em protesto contra a reforma da Previdência, terminou vitoriosa. Eles encerraram o protesto depois do anúncio oficial feito pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de adiar a votação do texto para fevereiro do próximo ano. O protesto durou ao todo dez dias.

Grupo informou que seguirá em alerta contra mobilização do governo, que pretende votar texto no começo de 2018.

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Com Chico e Lula, MST inaugura campo de futebol que homenageia Sócrates Brasileiro

Quatro partidas marcaram a abertura do campo de futebol Dr. Sócrates Brasileiro em Guararema que reuniu cerca de 1500 pessoas. Estavam presentes os irmãos de Sócrates, lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, amigos de Sócrates, como os jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, os cantores Chico Buarque, Lirinha e Ana Cañas, o rapper Mano Brown e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Congresso Nacional sanciona dia 3 de outubro como Dia Nacional da Agroecologia

O Congresso Nacional aprovou o Dia Nacional da Agroecologia, a ser comemorado, anualmente, no dia 3 de outubro. A data é em homenagem ao nascimento da engenheira agrônoma e escritora, Ana Maria Primavesi, referência nos avanços nas pesquisas sobre o manejo do solo de maneira ecológica.  

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