Monthdezembro 2017

Em 2018, vamos REDEMOCRATIZAR o Brasil!

Dirijo-me aos que sofrem privações (inclusive de direitos civis e de meios de subsistência), perseguições e violência moral e física oriundas do golpe de Estado que extinguiu a democracia e exterminou o Estado de Direito em nosso país. Todos vocês serão redimidos em 2018.

Se já chegaram a existir dúvidas de que o Brasil deixou de ser uma democracia no dia 17 de abril de 2016 – e elas existiram –, quando a Câmara dos Deputados afastou Dilma, tais dúvidas não existem mais.

A maioria esmagadora dos brasileiros descobriu que o país estava melhor com Dilma

Parcela cada vez maior dos brasileiros já percebeu que Lula sofre perseguição de Sergio Moro e da Lava Jato

Os candidatos de Direita a presidente estão cada dia mais fracos

A cada dia que passa, Lula adquire maior capacidade de transferir seus votos a outro candidato, caso seja impedido de disputar a eleição de 2018.

Como foi dito várias vezes no Blog da Cidadania durante os momentos cruciais do golpe, em 2015/2016, bastaria deixar a direita governar que ela mesma trataria de mostrar ao povo quem é quem.

É normal, nas democracias, que grupos políticos que fiquem muito tempo no poder acabem sofrendo uma espécie de “fadiga de material”. Porém, esse fenômeno costuma demorar mandatos inteiros para acontecer, muitas vezes mais de um mandato.

No caso do governo tucano-peemedebista de Michel Temer, porém, era previsível que se desgastaria muito porque o golpe para derrubar o PT do poder foi dado para retomar para a elite tudo que os governos petistas deram aos mais pobres.

Agora, chegou a hora de reverter tudo isso. Se 2016 foi o ano do golpe e 2017 foi o ano da tomada de consciência pela população de que o golpe foi golpe, 2018 será o ano de reverter o golpe, de redemocratizar o Brasil.

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Confira, abaixo, a matéria em vídeo e a mensagem de Eduardo Guimarães aos leitores do Blog d a Cidadania. Em seguida, leia mensagem do Blog aos seus leitores.

 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=YS7_buZOP54]

 

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Publicação de: Blog da Cidadania

Tulio Muniz: 2017, outro ano que não terminou

Os anos sem fim

por Tulio Muniz*

Lá se vai 2017, outro ano que não terminou.

Pelo menos no Brasil, que desde 2013 vive uma sequência de anos inconclusos.

Brasil, o eterno ‘país do futuro’, onde impera o ‘jeitinho brasileiro, um tipo de ‘devir bandido’ latente na mentalidade duma sociedade na qual todos transgridem à vontade, no macro e no micro político do cotidiano.

2016, não terminou por então serem imprecisos os rumos do golpe.

2015: errático, o governo Dilma em vão tentava recompor-se do desastre resultante do estelionato eleitoral.

2014, não terminou por conta de Dilma, reeleita, sinalizar que adotaria um programa de governo pleno de propostas de seus adversários.

2013, quando se engendrou a união da direita e alargou-se o abismo entre as esquerdas.

Nesse sentido, 2013 ecoa até hoje.

É o que alimenta as declarações recentes do deputado estadual pelo PSOL do RJ, Marcelo Freixo, apontando para impossibilidades de alianças à esquerda, e também o que encorpou as declarações de Lula, de Julho /2017, em entrevista ao blog do jornalista José Trajano:

“A única coisa que e desejo é que eles ganhem alguma coisa, eu quero que eles governem a cidade do Rio de Janeiro. Quando eles governarem a cidade do Rio do Janeiro, metade da frescura deles vai acabar. Eles vão perceber que não dá pra gente nadar teoricamente. Você não pode ficar na beira da praia falando ‘você dê uma braçada pra cá, uma braçada pra lá, levanta a cabeça…’. Entra na água e vai nadar, pô! Então eu quero que eles governem uma cidade. Depois que eles governarem uma cidade eles vão compreender que nem o Sarney, quando foi em 2006 [1986], que elegeu 323 deputados constituintes e 23 governadores, conseguiu governar. O problema é o seguinte: eles ‘se acham’. Sabe aquele cara que levanta de manhã, vai no espelho e fala, ‘espelho, espelho meu: tem alguém mais fodido que eu? Tem alguém mais sério do que eu? Tem alguém mais honesto que eu, mais bonito que eu, mais sabido que eu?”.

2013, o mais emblemático de todos os ‘anos sem fim’, acerca do qual escrevi, em artigo publicado em fins de 2016, o trecho abaixo, tão atual — infelizmente:

“O governo Dilma Rousseff perdeu, em 2013, grande oportunidade de viragem e transformação definitiva da postura da classe política perante a sociedade. Nas manifestações populares daquele ano, todos os estratos sociais se encontram nas ruas, protestando contra os altos gastos em mega-eventos desportivos – as Copas das Confederações e do Mundo – , em detrimento de melhorias na infraestrutura para transporte individual ou coletivo, de priorização de políticas públicas de Segurança, Saúde, Educação, Habitação. A resposta aos protestos foi repressão policial pesada, nenhuma reforma na representatividade política-partidária, e o estabelecimento de apenas um programa amplo e importante, o Mais Médicos. O governo não compreendeu que 2013 não tratou-se ‘apenas de um deslocamento de palco – do palácio para a rua –, mas de afeto, de contaminação, de potência coletiva. A imaginação política se destravou e produziu um corte no tempo político’ (cf. Pelbart).

Ao contrário, uma direita diversificada, e até então desarticulada, teceu uma rede que antes se supunha sub-reptícia, utilizando de seus agentes institucionais e midiáticos, de discursos repressivos com vieses tanto policialescos quanto religiosos.

As esquerdas, por sua vez, não conseguiram assimilar as manifestações de 2013 no sentido de se unirem e, sobretudo, de agregarem cidadãos em torno de novas possibilidades de representação institucional, ao contrário do que ocorreu em Espanha a partir de 2011 – sendo evidente que entre a sociedade espanhola e a brasileira existem disparidades de práticas e perspectivas políticas e democráticas”.

O que esperar para 2018? Esperança? “A esperança é uma alegria instável, surgida da ideia de uma coisa futura ou passada, de cuja realização temos alguma dúvida” – Espinosa, na ‘Ética’.

Que as amizades e os bons afetos se fortaleçam, pois os maus se mantêm operantes.

TULIO MUNIZ, é professor de História na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Jornalista Profissional

Leia também:

Raimundo Bonfim: Derrotar o retrocesso nas ruas

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Publicação de: Viomundo

Discussão vulgar sobre fala de Freixo pode sepultar um debate interessante

Da Redação

Marcelo Freixo, do PSOL carioca, escandalizou os petistas com a entrevista à Folha de S. Paulo em que disse: “não sei se é o momento de unificar a esquerda, não”.

Pelo menos as falas de Freixo que a Folha escolheu reproduzir carregam um tom de infantilidade que não são característica dele.

Expressam um eleitoralismo que o PSOL frequentemente condena no PT.

É óbvio que, a reboque do PT, as chances de o PSOL crescer nas eleições de 2018 são ínfimas — e o objetivo de qualquer partido é crescer.

Não é por outro motivo que os petistas reagiram furiosamente à entrevista, desqualificando Freixo muitas vezes com argumentos toscos: levar Lula à eleição de 2018 diz respeito, entre outras coisas, à própria sobrevivência do PT.

Já é dado que teremos mais de um candidato entre o centro e a esquerda em 2018: Lula ou quem ele indicar, Manuela d’Ávila, Ciro Gomes e, possivelmente, Guilherme Boulos (é a pretensão do PSOL).

As redes sociais, às vezes, por suas características intrínsecas — imediatismo, concisão — conduzem a um debate fulanizado, mas há uma discussão de fundo sobre o futuro da esquerda brasileira que é realmente interessante.

Jair Galvão, no Facebook, fez a indicação de um vídeo instrutivo. É de um debate que reuniu André Singer e Guilherme Boulos (abaixo, a partir da íntegra do debate, editamos a fala dos dois).

Singer lembra, por exemplo, que não foi um “erro tático” do governo Lula não politizar, nem mobilizar os setores populares que aderiram ao lulismo, mas condição intrínseca ao projeto de não confrontar o capital.

Ele vai além: o lulismo desmobilizou e despolitizou a fração organizada da classe trabalhadora, desfazendo o trabalho que o PT havia feito desde sua fundação, para poder cumprir seus objetivos.

Para Singer, isso e mais a aliança com a “velha política” foi o que permitiu ao lulismo pela primeira vez na História liderar um agrupamento popular que ganhou eleições e governou durante 14 anos, com benefícios significativos para os mais pobres.

É por isso que Singer diz que o “ciclo lulista” acabou, o que não significa que o lulismo acabou. Acabou o ciclo em que se pretendia combater a pobreza sem confrontar o capital.

A pergunta crucial, então, é: Lula, eleito em 2018, terá condições de repetir a dose?

É a resposta a esta pergunta que divide a esquerda.

Os petistas, obviamente, dizem que sim.

Freixo, em sua entrevista à Folha, diz indiretamente que não, lembrando que se Lula quisesse recompor o campo progressista “não andaria de braços dados com Renan Calheiros”.

Guilherme Boulos, um apoiador até agora incondicional de Lula, lembra em sua fala acima que “o lulismo não tem mais margem de manobra”.

“Se não mudar a maré internacional, está bloqueado um projeto de avanços sem conflito”, afirma.

Dependendo da decisão do TRF4 sobre Lula e das consequências dela, Boulos poderá ser o candidato do PSOL em 2018.

Sobre a decisão pesa outro ponto que divide a esquerda: as manifestações de 2013.

Para alguns petistas, foi uma ação orquestrada pela CIA para derrubar Dilma Rousseff, em que parte da esquerda caiu de gaiata.

Para gente ligada ao PSOL, foi expressão dos limites dos governos de conciliação de classes liderados pelo PT.

Ajudariam a explicar porque o povão não foi às ruas defender Dilma: especialmente entre os mais jovens, o PT estaria identificado com o establishment, ou seja, um partido comprometido até a medula com a velha política que é preciso demolir.

A incompreensão da esquerda sobre o caráter anti-establishment de 2013 teria aberto espaço para Jair Bolsonaro, por exemplo.

Lula 2018 seria, assim, a reedição de um projeto falido.

João Pedro Stédile, coordenador do MST, não pensa assim. Numa análise de conjuntura que republicamos abaixo, ele aposta tudo em Lula.

O ex-presidente já foi escolhido o candidato da classe trabalhadora, diz Stédile.

Por isso, o MST foca a luta política em eleger Lula em 2018 e, paralelamente, organizar referendos que possam revogar as medidas antitrabalhistas e antinacionais de Temer.

Os vídeos e o áudio que reproduzimos neste post são uma demonstração de que o debate à esquerda não precisa repetir o tom vulgar das discussões à direita.

[vimeo 249195506 w=700 h=394]

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Publicação de: Viomundo

Datafolha: cresce apoio dos brasileiros à descriminalização do aborto

Segundo a pesquisa, o número dos que apoiam o aborto cresceu de 23%, no ano passado, para 36% em 2017

 O número de brasileiros que apoiam a descriminalização do aborto aumentou de 23%, em 2016, para 36%, em 2017. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha.
O levantamento foi feito entre os dias 29 e 30 de novembro, sendo 2.765 o número de pessoas questionadas, em 192 municípios do país.
Apesar da porcentagem, 57% continuam pensando que a mulher deve ser punida e ir para a cadeira por fazer o aborto, mesmo que essa seja uma prática comum entre as mulheres, como indica a Pesquisa Nacional do Aborto de 2016.
Até o momento, a legislação brasileira permite o aborto em alguns casos, como quando há risco de morte para a mãe, ou quando ela for vítima de estupro (nesse caso, pode recorrer aos serviços disponíveis nas devidas unidades hospitalares).
Em caso de estupro, ainda segundo a pesquisa, 61% dos brasileiros acreditam que a mulher tem o direito de abortar. Já em caso de risco de morte, esse percentual é de 53% favoráveis.
Chega a ser espantoso que só 61% aceitem aborto em caso de estupro, o que significa que os que não aceitam acham que a mulher deve criar o filho inserido em seu útero por um ataque criminoso. Mas pior ainda é saber que 53% querem que a mulher morra se a gravidez oferecer risco à  sua vida.
PEC 181/2015
Em 2017, a questão do aborto voltou à tona com a aprovação, em 08 de novembro, do novo texto da PEC 181/2015, de autoria de Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), movimentando as atividades parlamentares.
O que, inicialmente, seria um projeto de extensão da licença maternidade para as mulheres em caso de parto prematuro, tornou-se uma PEC que pode proibir o aborto até mesmo nos casos permitidos em lei (estupro, por exemplo).
Vários protestos tomaram conta das principais capitais brasileiras e, agora, a discussão foi adiada para 2018.

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Presídio em que Maluf está divulga o que ele irá comer no Reveillon

“Paulo Maluf deverá jantar arroz com cenoura e estrogonofe de frango durante réveillon na Papuda”, diz nota divulgada pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada ao governo do Distrito Federal.

O motivo da divulgação do cardápio que será servido à Maluf não foi explicado. Não é usual esse tipo de anúncio. Não há registro de outros anúncios públicos como esse.

A intenção da divulgação parece ser política. Ainda que muitos estejam satisfeitos ao verem um corrupto histórico multimilionário levar uma vida modesta na cadeia, cabe perguntar se é correto que o governo do Distrito Federal faça política.

 

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Mídia antipetista tenta induzir STJ a adotar posição política contra Lula

Nos últimos dias, a mídia antipetista começou a espalhar que o STJ e a presidente do STF, Carmén Lúcia, estariam predispostos a conceder habeas corpus a Lula caso ele seja condenado pelo TRF4 no fim do mês.

Em O Globo, colunistas afirmam que tanto o STF quanto o STF estariam predispostos a isso.

A Folha de São Paulo do último dia de 2017 publicou nota em que afirma que o STF estaria mais pró Lula do que o STF. Diz o jornal:

Aliados do ex-presidente Lula têm dito que ele teria mais chances de obter uma liminar no STJ do que no STF para concorrer em 2018. Avaliam que a corte constitucional tornou-se muito ‘midiatizada’ e ‘politizada’”

É óbvio que nenhum aliado do ex-presidente diria uma coisa dessas. Seria a senha para que as duas cortes tentem provar que são “isentas” agindo com parcialidade CONTRA Lula caso ele recorra a elas de uma possível condenação.

O mais grave em tudo isso é a pressão midiática para que a Justiça federal condene e negue recursos de Lula contra um processo calcado em suposições. E a história recentíssima mostra que a Justiça tem sido parcial contra Lula.

Neste domingo, a mesma Folha publica matéria dizendo que o TRF4 acelerou ações contra Lula como nunca aconteceu.

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Mailson da Nobrega diz que êxitos do governo Lula são méritos de FHC

Das catacumbas da história, emerge uma figura que o Brasil esqueceu, mas que foi alvo de um dos mais rotundos fracassos administrativos da história deste país.

Se você acha que o Brasil tem problemas hoje, ou é muito jovem, ou tem problemas de  memória, ou é um completo idiota. Em 1988, o Brasil se debatia em meio ao que ficou convencionado chamar de “estagflação”.

Só quem viveu aquilo sabe o que foi…

Era o penúltimo ano do desastroso governo José Sarney. O Plano Cruzado havia fracassado, a inflação voltara com força e, sabe Deus por que, o então presidente convocou um economista desconhecido e sem maiores credenciais para arrumar a casa.

Mailson da Nóbrega, o novo ministro da Fazenda, havia declarado que faria uma política econômica “feijão com arroz”, sem “soluções miraculosas”, realizando somente ajustes pontuais para evitar uma hiperinflação. Todavia, a inflação incrível de 1987, de 415,87%, foi amplamente superada pela construída pela política “feijão com arroz”, de 1.037,53% ao final de 1988.

Ainda assim, Nóbrega vive dando receitas econômicas e políticas que ninguém pediu, de lá da lata de lixo da história.

Desta feita, em artigo publicado no site da revista Veja, ele mostra  que algumas pessoas têm a capacidade de piorar com o tempo. Do alto da sua insignificância, ataca o ex-presidente Lula e conta uma história de ninar: os dois governos Lula não foram obra dele, mas de FHC.

E Nóbrega ainda se arrisca na “ciência” da futurologia, dizendo que um terceiro governo Lula seria um fracasso.

É interessante conferir a elucubração desse sujeito porque pessoas como ele estão ressuscitando em um momento em que a mediocridade perdeu a vergonha e tomou o poder, de modo que sempre haverá o risco de alguém como ele voltar a ter alguma importância se a direita lograr o feito impensável de se manter no poder após 2018.

Ao texto, pois.

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Da Veja.com

Se concorrer e ganhar, Lula dificilmente fará um bom governo

Se quiser conquistar os mercados, cometerá estelionato eleitoral e perderá popularidade. Se mantiver a linha populista, terá dificuldades de governar

Por Maílson da Nóbrega

 31 dez 2017, 08h32

Imagine o leitor que Lula supere os obstáculos judiciais à preservação de sua candidatura à Presidência. Suponha, adicionalmente, que o centro político se fragmente a ponto de nenhum de seus candidatos chegar ao segundo turno. O cenário provável seria uma disputa final entre Lula e Jair Bolsonaro, na qual Lula venceria.  Combinaria maior capacidade de conquista de votos com as muitas desvantagens eleitorais de Bolsonaro.

Eleito, Lula não contaria com quatro fatores de êxito de seu primeiro mandato, a saber:

1)    O efeito retardado das reformas do governo FHC, cujos ganhos de produtividade permitiram a ampliação do potencial de crescimento da economia;

2)    A bonança decorrente da emergência da China como potência econômica, que a transformou no maior parceiro comercial do Brasil;

3)    O ciclo favorável de preços das commodities, que gerou ganhos de comércio para o Brasil, equivalentes a um expressivo ganho de produtividade;

4)    O recrutamento de nomes de prestígio para a equipe ministerial, além de conhecidos talentos para servir em várias posições da área econômica.

Além disso, Lula assumiria com a economia em lenta recuperação. O governo de Michel Temer reverteu a grave recessão, mas muito ainda é necessário para restaurar o ambiente de 2003, gerador do espaço para ampliar gastos sociais.

Lula voltou aos tempos do radicalismo. Promete um plebiscito para revogar a reforma trabalhista, o teto de gastos e a reforma previdenciária, caso venha a ser aprovada;

Os mercados se assustariam na campanha. A piora do ambiente provocaria fuga de capitais, alta do dólar, elevação dos juros futuros e fortes pressões inflacionárias. Lula poderia prometer algo como a Carta ao Povo Brasileiro de 2002, mas agora dificilmente teria credibilidade para conquistar o apoio do empresariado e dos mercados. Poderia até reverter parte da desconfiança, mas nada comparável ao que ocorreu naquele período.

Para ganhar confiança, Lula poderia comprometer-se em manter as reformas de Temer e em aprofundar as mudanças estruturais, numa linha liberal. Seria um estelionato eleitoral semelhante ao praticado por Dilma quando adotou medidas opostas às prometidas durante a campanha eleitoral. A rápida perda de popularidade dificultaria a condução do governo.

Em lugar disso, Lula poderia insistir na revogação das reformas e ampliaria os gastos do governo para conquistar apoio social. Seria o caminho para o desastre.

Lula não terá vida fácil. O país enfrentará grave crise caso ele, se eleito, aderir a um programa de cunho liberal ou preservar o populismo que tem adotado recentemente.

 

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Ouça o programa Brasil de Fato – Edição Pernambuco – 30/12/17


RÁDIO

Entrevista com Henrique Gomes (Sindmetal) traz um balanço de 2017 em Pernambuco e no Brasil.

Brasil de Fato Pernambuco |
Rosa Luxemburgo, retrospectivas, campo Sócrates Brasileiro, agenda cultural da Virada e futebol pernambucano também em destaque. Brasil de Fato

Fechando as edições do ano de 2017, o Brasil de Fato Pernambuco bate um papo com Henrique Gomes. Ele é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Pernambuco (Sindmetal-PE). A entrevista faz uma avaliação sobre 2017 em Pernambuco e no Brasil, além de avaliar as situações de trabalho e as conquistas populares no país. O programa também aponta propostas e mobilizações populares em busca dos direitos conquistados.

A cobertura da inauguração do campo de futebol Sócrates Brasileiro, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), realizada no último dia 23 de dezembro, também faz parte da pauta do programa. No quadro “Esportes de Fato”, o comentarista Vinícius Sobreira relembra e opina sobre os quatro maiores clubes de futebol do estado na temporada de 2017. O programa traz também a décima e última edição da radionovela que narra a vida e importância de Rosa Luxemburgo na história do socialismo.   

Ensino superior foi marcado pela crise financeira de universidades em 2017


Retrospectiva

O ano também foi marcado por mudanças no Programa de Financiamento Estudantil (Fies).

Mariana Martins |
Ato na Uerj em defesa das universidades públicas, em outubro de 2017 Tomaz Silva/Agência Brasil

O ano de 2017 começou com muitos desafios para as instituições de ensino superior. Uma das maiores universidades do Brasil, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UFRJ), anunciou que não iniciaria o ano letivo na data prevista por falta de verbas.

Depois, foi a vez da USP divulgar que enfrentava dificuldades financeiras. Por fim, com um corte de aproximadamente 40% do orçamento, as universidades federais se juntaram às estaduais no aperto das contas.

O MEC, depois da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que limitou os gastos públicos, teve um contingenciamento de 12% no orçamento total e revisou o corte de verbas das universidades. No início de dezembro foram liberados R$ 290,9 milhões para instituições federais de ensino. Segundo a pasta, em todo o ano, foram repassados R$ 7,5 bilhões.

Além da crise financeira, operações da Polícia Federal em universidades públicas também chamaram a atenção e geraram polêmicas. Houve conduções coercitivas e prisões em investigações sobre supostos esquemas de corrupção.

Dentre os alvos estiveram as federais de Minas Gerais, Paraná e de Santa Catarina. Nesta última, um desfecho trágico: dias depois de ter sido preso por suposta obstrução da Justiça, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Cancellier, cometeu suicídio. O ato de Cancellier gerou um debate sobre os supostos excessos da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário nas investigações.

A professora da UFMG, Iola Gurgel, questionou a forma como a polícia agiu com a instituição.

O ano de 2017 também foi marcado por mudanças no Programa de Financiamento Estudantil (Fies). As novas, que começam a valer no ano que vem, vão abranger três modalidades. Entre elas, a oferta de vagas com juro zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de até três salários-mínimos.

Além disso, está previsto que o desconto referente ao crédito seja feito automaticamente no salário a partir do primeiro mês de formado, desde que o profissional esteja empregado.

Este também foi um ano de ampliação à política de cotas raciais e sociais nas universidades. A USP e a UFMG aderiram. Já a Unicamp assumiu a liderança como melhor ensino superior da América Latina. E o ano de 2017 ainda registrou o aumento no número de brasileiros das classes C e D que concluíram o curso superior.

Previsão do tempo para segunda-feira (1º)


Clima

Saiba como estará o clima nas cinco regiões do Brasil

Rede Nacional de Rádio |
Previsão do tempo Karina Ramos | Bdf

Previsão do tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia.

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