Monthnovembro 2017

Reforma da Previdência: Presidenta da CUT/MG e economista do Dieese desmascaram ponto a ponto; veja vídeo

Beatriz Cerqueira, Presidenta da CUT-MG e coordenadora geral do Sind-UTE/MG, e o economista Fred Melo, do Dieese, em Belo Horizonte

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Publicação de: Viomundo

Assistente social que confrontou Jucá se diz orgulhosa da ação

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“Estou orgulhosa, eu precisava despertar esse assunto”, diz blumenauense que confrontou Romero Jucá em avião

Assistente social Rúbia Sagaz filmou discussão com o senador

Lucas Paraizo, do Jornal de Santa Catarina

“Romero? Excelentíssimo senador, tudo bem? Gente, o Romero Jucá, do grande acordo nacional, com Supremo e com tudo!”.

Foi com essa reação que a blumenauense Rúbia Sagaz, 33, abordou nesta quarta-feira à noite o senador Romero Jucá (PMDB-RR) durante um voo de Brasília para Guarulhos.

O vídeo gravado por ela viralizou nas redes sociais e já tinha mais de 20 mil compartilhamentos às 14h desta quinta.

Lembrando da infame conversa gravada entre o ex-ministro e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que falava do “grande acordo” para um “pacto” que iria “estancar a sangria” causada pela Operação Lava-Jato na política do país, a blumenauense causou a revolta do senador, que a respondeu dizendo “você é petista, né? Por isso que a gente tirou vocês”.

O vídeo segue com quase dois minutos de duração mostrando a discussão entre Rúbia e Jucá, em que ela o critica por questões como as reformas trabalhistas e da previdência, além da situação da educação e da saúde.

— Eu precisava despertar isso nas pessoas, mostrar que ele estava ali tranquilamente no voo enquanto o país sofre. Estou muito orgulhosa, remexi nesse assunto do pacto nacional que já estava meio esquecido. Não adianta só protestar nas redes sociais, tem que acabar com o sossego deles. Eles congelam investimentos, fazem reformas dizendo que são representantes do povo mas só pensam neles — disse Rúbia em entrevista à reportagem do Santa.

A blumenauense, que é assistente social e trabalha no Instituto Federal Catarinense (IFC), conta que estava em Brasília a trabalho e pegou o voo das 18h10min desta quarta para Guarulhos, de onde fez uma conexão até Florianópolis.

Ela diz que notou Jucá sentado nas primeiras fileiras do avião assim que embarcou, mas ficou em dúvida se era realmente ele.

— Fui até a minha poltrona, no final do avião, e fiquei pensando se era ele mesmo. Pesquisei fotos no celular e confirmei. Fiquei muito nervosa, eu precisava falar algo, vomitar tudo isso. Comecei a pensar durante o voo em que momento poderia ir lá e falar com ele.

Às 19h15min, uma hora depois do voo decolar, Rúbia conta que levantou e caminhou em direção ao político. Por coincidência, ele estava em pé pegando algo na bagagem. Foi então que começou a situação registrada no vídeo.

— Eu nunca imaginava que teria essa repercussão, mas fico feliz em ver que a maioria das pessoas está me apoiando. Quando ele tenta pegar o celular da minha mão alguém já gritou “não vai bater em mulher não” e muita gente o criticou junto. Depois que veio o moço da Gol e me disse para fazer essa manifestação fora do avião, que era melhor eu retornar para a poltrona, muitos passageiros vieram falar comigo, pedir meu celular, me elogiar pela atitude. O restante do voo não foi tranquilo (risos).

A blumenauense admite que ficou tão nervosa que chegou a passar mal durante o voo, inclusive com medo do que poderia falar para ele e se envolver em algum problema maior.

Na hora do desembarque do voo, ela diz que não chegou a ver Jucá saindo e, depois, seguiu normalmente sua viagem para casa.

A reportagem do Santa tentou contato com o gabinete do senador Romero Jucá entre às 14h e 17h desta quinta, mas não teve retorno sobre o caso.

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Justiça suspende propaganda mentirosa de Temer sobre Previdência

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Justiça suspende propaganda mentirosa de Temer sobre Previdência

“Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”, diz a propaganda do governo Temer

Justiça suspende propaganda da reforma da previdência

Magistrada diz que campanha só apresenta versão do governo Temer sobre os temas em debate

Felipe Recondo, no Jota

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou a imediata suspensão da propaganda do governo sobre a reforma da Previdência.

A peça publicitária do governo Temer tenta reunir maior apoio dos parlamentares ao texto, que está em discussão no Congresso, e é centrada no corte de privilégios e na manutenção de direitos.

“A propagação diária e contínua dessa propaganda governamental gerará efeitos irreversíveis à honra e à dignidade daqueles diretamente atingidos pela mensagem nela contida. No mais, influenciará indevidamente na formação da opinião pública sobre tão relevante tema, que, por sua gravidade não deveria ser assim manipulado”, escreveu a juíza Rosimayre de Carvalho, da 14ª Vara da Justiça do Distrito Federal.

A magistrada atendeu a pedido da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

Em sua decisão, Carvalho afirma que a campanha não divulga informações a respeito de programas, serviços ou ações do governo e tem por objetivo apresentar a versão do Executivo “sobre aquela que, certamente, será uma das reformas mais profundas e dramáticas para a população”.

“A veiculação apresenta-se como genuína propaganda de opção política governamental que objetiva conduzir a população à aceitação da reforma da previdência, tal como idealizada pelo Executivo. Para tanto, lançou-se mão de recurso publicitário com mensagem que, aparentemente, refoge aos vetores definidos constitucionalmente, notadamente por usar como recurso de convencimento a desqualificação de parte dos cidadãos brasileiros, unicamente por integrarem a categoria servidores públicos”.

“Não cabe ao Judiciário avaliar as razões políticas que conduziram a essa alegada urgência, mas lhe compete o exame da legalidade do ato pelo abuso/desvio na utilização dos meios de comunicação para divulgar propaganda ofensiva e desrespeitosa a grande número de cidadãos dedicados ao serviço público”, completou.

Segundo a juíza, a propaganda sequer explica aos brasileiros que a Previdência é dividida em Regime Próprio de Previdência Social, destinado ao servidor com vínculo estatutário, e o Regime de Previdência Social, destinado a todos aqueles que não se enquadram no regime próprio, sendo que os dois têm caráter contributivo e obrigatório, mas sujeitam a regras distintas, sem que isso, representa ofensa a isonomia.

“A notícia leva a população brasileira a acreditar que o motivo do déficit previdenciário é decorrência exclusiva do regime jurídico do funcionalismo público, sem observar quaisquer peculiaridades relativas aos serviços públicos e até mesmo às reformas realizadas anteriormente. Essa diretriz conduz a população ao engano de acreditar que apenas os servidores públicos serão atingidos pela mudança”, afirmou a juíza.

Nas propagandas, o narrador diz que “toda vez que se fala em reforma da Previdência as pessoas ficam paralisadas. Mas não tem por que.

“Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”, afirma.

A propaganda deixa claro que o governo não mudará as regras do Benefício de Prestação Continuada) e da Previdência de trabalhadores rurais. “Temos que cortar os privilégios. O Brasil vai ter mais recurso para cuidar da saúde, educação e saúde de todos. Apoie essa ideia”, diz.

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Polícia Militar prende artistas e confisca equipamentos de som em Curitiba


Truculência

Ação da PM ocorreu sábado (25), e os jovens ficaram detidos até esta quarta-feira (29)

Carolina Goetten |
Artistas, ativistas políticos e amigos dos jovens presos fizeram mobilizações em frente ao 1.º DP, no Centro, onde os quatro estavam presos Florebela Letícia

A noite do último sábado (25) foi palco de uma intervenção abusiva da Polícia Militar no bairro São Francisco, em Curitiba. Quatro pessoas – entre três artistas e um frequentador do bar Villa Bambu, onde a operação aconteceu – foram detidas e permaneceram presas até o início da tarde desta quarta-feira (29), na carceragem do 1º DP, no Centro. Eles foram liberados após a mobilização de artistas, ativistas políticos e advogados populares da cidade.

A prisão foi apontada como arbitrária pela advogada Tânia Mandarino, que acompanha o caso. Segundo testemunhas, naquela noite, duas viaturas da PM interromperam uma apresentação musical que acontecia na rua Trajano Reis, em frente ao Villa Bambu. Os músicos foram notificados de que houve reclamação pelo barulho e suspenderam o show imediatamente; mesmo assim, sem conversar com ninguém, a polícia confiscou parte dos equipamentos de som. Foi quando o baixista Wallace dos Santos, um dos músicos que se apresentava, tentou argumentar e foi agredido com uma chave no pescoço. Em seguida, foi algemado e conduzido à viatura.

Segundo o artista plástico Igor Moura, toda a população presente no local se indignou contra a atitude desmedida da polícia frente a um grupo de pessoas desarmadas. Três amigos se exaltaram contra a truculência e foram brutalmente espancados. “Esses três homens, incluindo um senhor de meia idade, foram levados à força para o interior da viatura”, relatou Moura. “Logo, chegaram outras viaturas, incluindo o BOPE, e o cenário se transformou em um campo de batalha. A população indefesa precisou correr de policiais com cassetetes, armas e bombas nas mãos”.

Despreparo e superlotação

A advogada Tânia Mandarino disse que a situação foi caótica e denuncia o despreparo, a omissão e o abuso da polícia em todo o processo. “Um dos homens presos estava com a cabeça enfaixada porque apanhou muito. No domingo, o chão e as paredes da delegacia estavam manchadas de sangue. Os policiais se recusaram a limpar porque ‘a faxineira’ só chegaria no dia seguinte e a sala ficou o dia todo naquela situação”, recorda-se.

Ela ainda assinala que o caso dos músicos não prevê a prisão como pena. “Mesmo se eles fossem condenados, a pena é de regime aberto. E eles passaram quatro noites detidos numa cela encardida e sem banheiro. Esse foi um dos fundamentos do nosso pedido de liberdade provisória”, assinalou. “A polícia sequer tinha toner na impressora para imprimir os alvarás de soltura”. A delegacia onde os homens foram mantidos, na Cidade Industrial de Curitiba, tem capacidade para abrigar 40 pessoas, mas está superlotada, atualmente, com 150 detentos.

Esta não é a primeira vez que o poder público boicota manifestações culturais com truculência e arbitrariedade. Em abril deste ano, uma situação semelhante aconteceu em frente ao Villa Bambu. Outras operações, conduzidas pelo projeto “Balada protegida” do prefeito Rafael Greca (PMN), fecharam as portas de bares, dispersaram civis nas ruas e encerraram festas em casas noturnas. Igor Moura definiu o caso como “lamentável” e declarou sentir-se num estado de “tristeza profunda”.

Justiça determina que governo Temer suspenda propaganda da reforma da Previdência


Cortes

Decisão do Tribunal Regional de Justiça do DF afirma que campanha não é informativa e desrespeita servidores públicos

Rute Pina |
Governo aposta agora no discurso de "combate de privilégios" para aprovar reforma da Previdência Reprodução

Uma decisão liminar da 14ª Vara da Justiça Federal pediu a suspensão imediata, nesta quinta-feira (30), da campanha publicitária “Combates aos privilégios” do governo federal sobre a Reforma da Previdência.

Em caso de descumprimento da medida, o governo terá que pagar multa diária de R$50 mil. A ação foi movida pela Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco).

Para o presidente da Anfip, Floriano Martins de Sá Neto, a honra dos servidores foi atingida pela propaganda do governo: “Nós nos sentimos na obrigação moral de fazer alguma coisa para reparar o dano que está acontecendo por conta da maneira como o governo está explorando a imagem dos servidores públicos visando facilitar o caminho para a aprovação da reforma da Previdência”.

As peças do governo, veiculadas em mídias impressas, rádios e televisão, além de paineis de mídias instalados em aeroportos, por exemplo, afirma que a proposta do governo é cortar privilégios.

Veja a propaganda:

Na decisão, a juíza Rosimayre Gonçalves de Carvalho afirma que a campanha é ofensiva e desrespeitosa a um grande número de cidadãos dedicados ao serviço público. O documento ainda diz que o governo anuncia um déficit da Previdência Social sem mostrar dados objetivos e a origem da dívida.

De acordo com a Justiça, a propaganda do governo está em desacordo com o Decreto 6.555 da Lei Federal e com a instrução normativa da Secom, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. As normas definem queas campanhas do governo devem ser de caráter informativo.

O governo golpista de Michel Temer, do PMDB tem apostado no discurso de “fim dos privilégios” para aprovar a reforma da Previdência.

A terceira versão do texto da PEC que vem sendo debatida no Congresso aumenta a idade mínima de aposentadoria para 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres, além de aumentar o tempo de contribuição para 25 anos para servidores públicos.

O presidente da Anfip lembra que o regime do funcionalismo público passou por uma reforma recente, em 2003: “A impressão que dá é que parece que o servidor público continua se aposentando com as regras antigas. Não. O servidor público admitido a partir de 2014 recebe como aposentadoria o mesmo valor do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]. Ele tem acesso a uma previdência complementar, mas é opcional”.

O Brasil de Fato entrou em contato com a Secom. O órgão disse que, até o momento, ainda não havia sido notificado da decisão e que a campanha está no ar normalmente.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, após as primeiras pesquisas sobre a repercussão das publicidades feitas pelo governo terem sido positivas, o Planalto decidiu dobrar o orçamento e liberou mais R$ 72 milhões para reforçar a ofensiva de comunicação.

Bionatur: Produção de sementes agroecológicas do MST “é resistência”, diz assentado


Orgânicos

Cooperativa completa 20 anos; comemoração, no Rio Grande do Sul, será marcada por diversos eventos e oficinas

Juliana Gonçalves |
A experiência com a produção de alimentos não modificados geneticamente e sem veneno começou em 1997, em Candiota (RS) Leandro Molina

Pioneira na produção de sementes agroecológicas no Brasil e na América Latina, a BioNatur, Rede de Sementes Agroecológicas do MST completou 20 anos de existência. Para comemorar seu legado histórico, será realizado, nos dias 2 e 3 de dezembro, um evento no Assentamento Roça Nova, localizado no município de Candiota, no Rio Grande do Sul.

Durante a comemoração, haverá uma série de oficinas gratuitas abertas ao público. Serão ofertados cursos de certificação orgânica, produção de mudas, compostagem, fitoterapia, defensivos agroecológicos.

Roberta Coimbra, produtora de sementes agroecológicas da Bionatur e membro da direção estadual do MST fala que a iniciativa visa se apresentar como “uma proposta de desenvolvimento agrícola no país que não seja só baseado no veneno e na transgenia como hoje acontece, e sim que temos outras possibilidades buscando a melhoria da qualidade da alimentação do povo brasileiro que começa com a semente”. 

A Rede BioNatur foi fundada em 1997 por 12 famílias assentadas em Candiota e Hulha Negra, ambas no Rio Grande do Sul. Atualmente, a rede conta com 200 famílias associadas, que produzem mais de 100 toneladas ao ano de aproximadamente 200 variedades de sementes entre grãos, hortaliças e adubos verde.

Coimbra considera que as sementes têm um papel importante no combate ao agronegócio e na redução do uso de agrotóxicos: “Ela é o ponto mais ameaçado dentro desse modelo do agronegócio porque é ali que perdemos toda a autonomia. No momento em que os produtores produzem sua própria semente, a gente tem condição de planejar um futuro potente”.

Assentado da reforma agrária, José Venâncio, produtor de sementes agroecológicas e feijão orgânico considera que a rede é um movimento de resistência no campo. Para ele, o projeto “mostra que é possível sim produzir alimentos saudáveis orgânicos sem o uso de tecnologias que vêm na contramão do campo mais destruindo do que construindo”.

Hoje, a produção da BioNatur ocorre em grande quantidade em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. No futuro, a cooperativa pretende expandir a produção para os estados de Bahia, Espírito Santo, Rio Janeiro e Santa Catarina, além do Distrito Federal.

Movimentos populares alertam sobre risco de fraude nas eleições em Honduras


MOBILIZAÇÃO

Por meio de nota, a articulação Alba Movimentos denuncia a demora na contagem dos votos e a ameaça de golpe

Redação |
A população de Honduras foi às ruas do país denunciar a possível fraude nas eleições e exigir a saída do presidente Juan Orlando Hernández Resumen Latinoamericano

Movimentos populares organizados na articulação continental Alba Movimentos emitiram uma nota pública, nessa terça-feira (28), na qual expressam sua posição sobre a eleição presidencial em Honduras, ocorrida no último domingo (26). Sob o título “Basta de golpes brandos, pelo respeito à decisão da maioria”, as entidades denunciam o atraso na divulgação do resultado final da eleição e atribuem ao Tribunal Supremo Eleitoral do país e à direita hondurenha uma tentativa de golpe por meio de uma fraude no resultado eleitoral.

Na contagem de votos divulgada na manhã desta quinta-feira (30), o candidato Salvador Nasralla, da Aliança de Oposição contra a Ditadura, opositora ao atual presidente, Salvador Nasralla, liderava as pesquisas. No entanto, os números começaram a mudar pela tarde do mesmo dia e passam a indicar uma possível vitória do atual presidente, Juan Orlando Hernández.

Para a Alba Movimentos, desde a divulgação dos primeiros resultados, que indicavam a possível vitória de Nasralla, “Juan Orlando Hernández se nega a reconhecer os resultados, e a população e os líderes denunciam a tentativa de fraude”.

Os movimentos populares expressam a sua solidariedade com o povo de Honduras e fazem um chamado internacional para que os observadores internacionais e representantes dos demais países  se pronunciem sobre a tentativa de golpe no país.

A articulação continental recorda ainda o golpe de Estado ocorrido em Honduras, em 2009, e o golpe no Paraguai, em 2012, que marcaram “o início de uma ofensiva da direita e do imperialismo contra a população do nosso continente, posteriormente, contra o Brasil, a Venezuela, a Argentina e, mais recentemente, contra o Equador”.

A organização também alerta que a possível fraude no país centro-americano significa uma ameaça aos demais países, pois a eleição de Honduras representa, atualmente, a disputa entre “a direita conservadora golpista”, que está no atual governo, e a retomada das vitórias da esquerda no continente.

“É muito significativo que seja Honduras quem retome o caminho do triunfo dos povos, no momento exato em que estamos envolvidos em novos processos eleitorais que podem significar o impulso que as causas justas necessitam no nosso continente”.

Confira a íntegra da nota:

Eleições em Honduras: Basta de golpes brandos, pelo respeito à decisão da maioria

A Aliança de Oposição contra a Ditadura, encabeçada por Salvador Nasralla, festeja a vitória em Honduras, depois de uma angustiante, desnecessária e mal-intencionada espera para a definição dos resultados finais, em uma tentativa do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) e da direita golpista de sequestrar as eleições, legitimar uma fraude em processo e confirmar um golpe contra a vontade popular pronunciada nas urnas do país centro-americano.

Desde que o panorama começou a ser desenhado, Juan Orlando Hernández se nega a reconhecer os resultados e a população e os líderes denunciam a tentativa de fraude, convocam a mobilização popular para frear o TSE e pedem solidariedade internacional e pressão por parte dos observadores internacionais para assegurar as garantias do processo.

Tudo indica que o resultado já é irreversível e que o novo presidente de Honduras será Salvador Nasralla, como expressão da unidade e da diversidade de forças políticas que, após um processo interno, definiram o enfrentamento contra aqueles que afundaram o país em uma profunda crise, em uma violência alarmante, e que entregaram as riquezas do país às transnacionais e aos seus comparsas internos, submetidos às políticas do imperialismo ianque.

Como assegura o próprio Nasralla, é preciso derrotar a ditadura de Juan Orlando Hernández para refundar o país, resgatar a institucionalidade e trabalhar em prol da construção de uma nação centrada nas necessidades do seu povo e não nos interesses de uma minoria exploradora.

A partir da Alba Movimentos, exigimos respeito à vontade da população hondurenha expressa nas urnas. Denunciamos as tentativas de manipulação e a tentativa de roubo do triunfo da Aliança da Oposição contra a ditadura encabeçada por Salvador Nasralla.

Demandamos transparência e respeito à democracia e à legalidade de um processo eleitoral e exigimos, tanto do Tribunal Supremo Eleitoral quanto dos observadores internacionais, que sejam fiéis à verdade e evitem a fraude.

Recordamos que Honduras foi vítima de um golpe de Estado que derrotou o presidente eleito Juan Manuel Zelaya, há oito anos, e que afundou o país na profunda crise que vive atualmente e que, junto com o golpe de Estado contra Fernando Lugo no Paraguai, há cinco anos, marcou o início de uma ofensiva da direita e do imperialismo contra a população do nosso continente, posteriormente contra o Brasil, a Venezuela, a Argentina e, mais recentemente, contra o Equador.

É muito significativo que seja Honduras quem retome o caminho do triunfo dos povos no momento exato em que estamos envolvidos em novos processos eleitorais que podem significar o impulso que as causas justas necessitam no nosso continente.

A Venezuela deu mais uma lição de democracia e da profunda força do chavismo contra todos os tipos de guerra realizadas com o objetivo de aniquilar a Revolução Bolivariana. Mas, junto com Honduras, novas batalhas eleitorais estão por vir,  dentro da própria Venezuela, do Brasil, com a vitória de Lula, a estratégica reeleição de Evo Morales na Bolívia, a batalha do povo do Panamá na disputa eleitoral, para citar alguns exemplos de como a batalha eleitoral estará marcando o futuro e que isso pode reconfigurar o panorama político e a correlação de forças no continente.

Contra a democracia das elites, democracia real dos povos.

Viva a voz dos povos em luta!

Viva a unidade e a integração americana!

Alerta! Impeçamos a legitimação de uma fraude da direita golpista em Honduras!

Viva o povo de Honduras!

ALBA Movimentos

28 de novembro de 2017

Confira a nota em espanhol no site da Alba Movimientos.

Requião denuncia os que mataram o reitor: meganhas com apoio da Globo

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Requião: na morte as ‘Excelências’ se superam em insolência, cinismo e estupidez

Da assessoria do senador

Não sei mais o que possa dizer, depois do que eu já disse na sessão do Congresso Nacional em desagravo ao reitor Luís Carlos Cancellier.

Talvez manifestando a minha estupefação face à nota conjunta de entidades representativas de juízes, de procuradores, de policiais federais, de auditores que, pasmem, saíram em defesa da operação que levou o reitor à morte.

Por favor, ouçam o que afirmaram as ditas autoridades, apreciem a insolência, o cinismo e a estupidez da manifestação das excelências. Cito-as:

“Ao contrário do que vem sendo afirmado por quem quer se aproveitar de uma tragédia para fins políticos, no Brasil os critérios usados para uma prisão processual, ou sua revogação, são controlados, restritos e rígidos”.

Controlados, restritos e rígidos!?

Aproveitar-se de uma tragédia para fins políticos?! Como assim?

Meu Deus, raras vezes vi tanta arrogância e insensibilidade em uma só frase.

Ah, sim. Mais adiante a nota desses novos deuses do Olimpo — juízes, procuradores, policiais federais — repudia afirmações de que houve “eventuais exageros” na prisão de Cancellier.

Não! Não houve exagero na mobilização de 105 policiais e meia dúzia delegados, dezenas de carros, helicópteros, armamentos pesados como fuzis e metralhadoras.

E, é claro, as câmeras da Globo e da Globonews, os fotógrafos de O Globo e os microfones da CBN.

Afinal, parece que sem a mídia não se fazem mais operações policias no Brasil…

Se esse aparato, se esse espetáculo não é exagero, o que seria excessivo para as nossas autoridades?

As algemas, nas mãos e nas pernas?

O desnudamento e a vexaminosa “revista íntima” proctal?

A cela, o isolamento, o deboche?

Nada disso é exagero?

Não! Porque os critérios para a prisão e a própria prisão “foram controlados, restritos e rígidos”, disseram, aliás, ousaram dizer suas excelências!

A evidência do abuso, a evidência de uma overdose de abusos seria, então, um cadáver?

Não! Para suas excelências não!

Nem a morte é uma evidência de abuso para eles!

O que pode ser pior do que a morte então?

Os infelizes juízes, procuradores, delegados da Polícia e auditores que assinam a nota não levam em conta a existência de um cadáver, porque, para eles, não há o corpo de Cancellier.

Eles anulam a própria morte e só enxergam uma “tragédia para a exploração política” e não um cadáver.

Para eles só importa defender o direito de suas excelências de abusar seu poder sobre suas vítimas.

Para eles, a vida de Cancellier não tinha valor.

Ante a seus direitos de abusar de poder como excelências, os direitos do pobre professor Cancellier não tinham valor.

Pior, nem o direito à morte, nem o direito de Cancellier decidir sobre a sua própria morte eles querem conceder.

Não querem conceder ao professor nem mesmo o direito de expressar sua indignação, abstendo-se do que lhe era mais precioso, a própria vida.

Para eles, a difícil e desesperada decisão do professor em expressar sua indignação através do suicídio nada mais foi que um pretexto, um meio escolhido pelo reitor para supostamente falsear a “verdade” de que os abusos seguiram “critérios controlados, restritos e rígidos”.

Negaram seu direito à vida, negam seu direito à morte e a reparação pelo sangue.

Por isso, talvez eu devesse iniciar a minha intervenção comentando a malfadada nota das excelências acima nomeadas.

E, talvez, pudesse acrescentar as informações vazadas pelos homens e pelas mulheres por trás da ação, para justificar outro espetáculo policial-mediático.

Como é comum hoje no país, todas as informações sobre o caso foram previa e propositalmente embaralhadas, de forma a indigitar Cancellier como mais um desses bandidos que diariamente frequentam o Jornal Nacional, para a espinafração dos irmãos Marinho, de Ali Kamel e William Bonner.

É a colaboração da “imprensa amiga” e seus repórteres e comentadores descerebrados que nunca fazem as perguntas básicas que qualquer bom profissional deveria fazer.

O que espalharam? O que vazaram?

Grudaram em Cancellier um suposto desvio de 80 milhões de reais.

Não esclareceram que isso nada tinha a ver com a sua gestão.

Assim, deram em manchetes que o reitor foi preso por ter desviado 80 milhões de reais.

E só depois da morte do Cancellier que chega à mídia, mesmo assim timidamente, envergonhadamente, informações sobre a verdade do processo.

Se o reitor não tivesse morrido, seria até agora, o ladrão de 80 milhões de reais.

O professor Cancellier não desviou nada.

Nem era essa a acusação e não a provas de crime algum.

Mas foi isso o que a imprensa e o teatro criado pela operação policial buscou fazer entender.

Operações policiais fascistas e Globo, tudo a ver.

Mas, talvez, eu devesse iniciar esta fala de outra maneira.

Quem sabe eu pudesse recorrer a um discurso famoso, de 84 anos atrás, o “Discurso da Reitoria”, com que Martin Heidegger tomou posse como reitor da Universidade de Freiburg, Alemanha, em abril de 1933, quatro meses depois da ascensão de Hitler ao poder.

E um mês depois que o filósofo se filou ao partido nazista.

A rede de proteção que buscou cobrir a militância nazista de Heidegger, por causa de sua contribuição ao estudo e ao desenvolvimento da filosofia, fez (e faz) um grande mal.

Tudo foi (ou é) relativizado.

Sua filiação ao Partido Nazista; seu antissemitismo; seu repúdio a princípios que regessem a convivência harmoniosa das nações, já que defendia a ideia do “espaço vital” para a Alemanha, com o sacrifício de países e povos inferiores; e, sobretudo, sua recusa à autocrítica, sempre substituída por debilíssimas declarações mais desculpando do que condenando o nazismo, assim mesmo depois de décadas da derrota de Hitler.

Em que circunstâncias Heidegger faz o “Discurso da Reitoria”?

No momento em que o galope nazista acelera-se e atropela as instituições democráticas; banaliza o Direito e o devido processo legal; agride a liberdade de pensamento e de expressão; controla a mídia; generaliza a repressão policial e o abuso de poder; promove prisões arbitrárias e forma os primeiros campos de concentração; estabelece cerco impiedoso a toda manifestação cultural independente e inconformista, o que vai levar, anos depois, à patética exposição da Arte Degenerada, que hoje inspira o MBL e seus amigos fundamentalistas.

Essa foi a conjuntura em que discursa o filósofo.

Esse também é o ambiente que, décadas depois, ressurge no Brasil e que mata um outro reitor, um que não abraçou o adesismo ao fascismo, o reitor Cancellier.

É preciso que professores e alunos, é preciso que a chamada academia, esse ainda privilegiadíssimo grupo de brasileiros que ascende ao ensino superior, especialmente nas instituições públicas, é preciso que vocês não só resistam como liderem a resistência antifascista.

Quando pessoas se matam porque encurraladas por um Judiciário, um Ministério Público, uma Polícia e uma imprensa que seguem o ritual de primeiro atirar e só depois investigar e coletar provas; quando essa anomalia se transforma em rotina, calar-se, omitir-se, dar de ombros é um convite – mais que isso — é uma licença, uma permissão para prender, processar e matar à revelia do devido processo legal, esse pequeno empecilho que tanto incomodava os nazistas e tanto irrita os nossos justiceiros no Brasil, hoje.

Se há fatos que têm a magia de condensar a realidade, de resumir toda uma conjuntura, esse fato é a morte de Luís Carlos Cancellier.

E que cenário aterrador essa morte revela.

Companheiras e companheiros.

Estudantes, funcionários, professores, amigos da Universidade Federal de Santa Catarina.

Não temos outra opção que a luta.

Lutemos, pois, que são assim os dias que nos deram a viver.

Leia também:

Os documentos que Tacla Durán apresentou à CPI

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A íntegra do depoimento de Tacla Durán

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“Bolsomínions” falsificam foto com “Day McCarthy” apoiando Lula

Os robôs do deputado Jair Bolsonaro espalharam fotomontagem mostrando a socialite Day McCarthy vestindo uma camiseta com a estampa do rosto ex-presidente Lula.

Day McCarthy, que foi acusada de racismo por chamar a filha adotiva do ator Bruno Gagliasso de “macaca”, por ser negra, agora seria comunista e petista.

Segundo o portal IG, a autoproclamada “socialite” racista, que vive entre Estados Unidos e Canadá, declarou, recentemente, apoio a Bolsonaro, e ainda disse que um de seus filhos seria um “homem interessante”.

Devido à exposição fortemente negativa da tal “socialite”, bolsomínions trataram de divulgar uma montagem fotográfica transferindo para o ex-presidente Lula o apoio político de Day McCarthy ao mesmo Bolsonaro.

Day McCarthy, na foto original, não está usando uma camiseta com a estampa do Lula! A foto real é dela vestida com uma camisa com dizeres em apoio ao presidente americano, Donald Trump.

Somente nessa postagem de Day McCarthy no Instagram, a imagem já havia sido compartilhada mais de 7 mil vezes em poucas horas!

Desse modo, é vital a divulgação do desmascaramento dessa farsa, pois a “socialite racista” não apoia Lula, apoia Bolsonaro. Por razões óbvias.

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