MonthAbril 2017

Sete verdades que você precisa saber sobre o João “Trabalhador”, que atira flores pela janela quando é lembrado dos mortos na marginal

>Neo Baudrillard, no Midia Coletiva, sugerido pelo Sergio Augusto

Todas as informações contidas neste artigo são públicas e contém links e fontes que podem ser pesquisados através do Google 

Bill Gates é um dos grandes empreendedores americanos e todo mundo sabe o que a empresa dele produz. João Doria, também é tido como um dos “grandes empreendedores do Brasil”, mas nós não sabemos exatamente o que suas empresas produzem.

Sendo assim fomos pesquisar para saber qual é o “Windows” do “Grupo Doria”,  qual é o grande produto que alavancou o nome de Doria para o panteão do empreendedorismo nacional e por sua vez à prefeitura de São Paulo.

Descobrimos coisas muito interessantes sobre o prefeito. Confira abaixo!

1 – O SITE DO GRUPO DORIA AINDA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO

Com a rotina corrida de acordar cedo pra varrer as ruas de São Paulo,  João Doria talvez ainda não tenha conseguido tempo útil para delegar que uma equipe termine o site do seu “grupo empresarial”.

De qualquer forma, o site em construção hospedado sob o endereço https://www.grupodoria.com.br/ nos deu uma pista para nossa segunda descoberta.

2 – SUA PRINCIPAL “EMPRESA”,  LIDE “GLOBAL” POSSUI UNIDADES EM 15 PAÍSES, MAS AINDA NÃO TEM SITE EM INGLÊS

Pelo site oficial do Grupo Doria nós não descobrimos exatamente o que suas empresas fazem, então seguimos para o site indicado, que parece não ser exatamente de uma empresa, mas de um “grupo de empresários”, o LIDE “uma organização de caráter privado, que reúne empresários em diversos países.” diz a publicação.

O grupo LIDE se diz “GLOBAL”, diz ter atuação em diversos países, mas ainda não possui um site em inglês. Você conhece alguma empresa ou entidade com atuação global que não tenha ao menos um website em inglês? Nós também não, mas se encontrar indique lá nos comentários.  Site:  https://www.lideglobal.com/

A curiosidade só aumentou e isso nos levou para o item a seguir.

3 – ELE VIAJA EM UM JATO PRÓPRIO QUE NÃO FOI DECLARADO AO TSE

Pesquisando as últimas notícias sobre o prefeito, descobrimos na coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo,  que ele anda viajando pelo mundo em seu jato particular. Diz a coluna: “O prefeito de São Paulo, João Doria, decidiu viajar pelo mundo, mesmo a trabalho, em seu próprio jato particular. (…)  Doria partiu em seu Legacy 650, de preço estimado em US$ 30 milhões, para visitar o papa Francisco em Roma. (…)  O jato, da Embraer, tem o prefixo PR-JDJ –as iniciais de João Doria Junior.”

No site da ANAC, descobrimos que o avião está em situação de alienação fiduciária e pertence à DORIA ADMINISTRACAO DE BENS LTDA,  que declarou um patrimônio de 34 milhões ao TSE.  O jato modelo “Embraer Legacy 650” está avaliado em aproximadamente R$ 90 milhões (US$30 milhões)

Todos os bens da declaração ao TSE somam 179 milhões e você pode acessá-la aqui:?http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2016/2/71072/250000004975/bens

Só o valor do jato representa metade de todo o valor declarado, o que nos levou a nos levou pesquisar e chegar ao próximo item.

4 – SEGUNDO MATÉRIA DO ESTADÃO, ELE TAMBÉM NÃO DECLAROU 2 APARTAMENTOS EM MIAMI, UM DELES EM NOME DE UMA OFF-SHORE REGISTRADA PELA MOSSAK FONSECA, AQUELA DO PANAMA PAPERS

O apartamento também não declarado, vale US$ 11,2 milhões e fica em uma área nobre de Miami. Segundo a matéria do Estadão, o prefeito ainda possui um outro apartamento, também não declarado que vale US$ 243 mil e foi adquirido por meio de uma empresa offshore aberta pela Mossack Fonseca, empresa envolvida no escândalo do Panama Papers.

Ainda segundo a reportagem do Estadão a casa onde mora o prefeito foi subvalorizada na declaração de bens enviada ao TSE.

O imóvel declarado por R$ 12,4 milhões, valeria ao menos 3 vezes mais.

Para os advogados de Doria, a declaração de bens à Justiça Eleitoral foi feita de acordo com a lei, mas segundo os nossos cálculos ou de qualquer um que saiba fazer contas, os bens NÃO declarados somam quase o mesmo valor do que foi declarado ou seja, Doria ocultou no mínimo 50% de todos seus bens.

Fomos pesquisar então o que fazem suas empresas para arrecadar tanto e você confere no próximo item.

5 – AS EMPRESAS DE DORIA “EMPREENDEM” EM “PARCERIA” COM O ESTADO

Os seguidores do prefeito adoram falar em “Estado Mínimo” e usam como exemplo a “gestão” e “eficiência” e principalmente o corte de gastos, e nós concordamos que o dinheiro do povo não deva ser gasto com banalidades, como as revistas de coluna social que são publicadas pela Doria Editora por exemplo.

Mas as empresas do “Grupo Doria” fazem “sucesso” em muitas “parcerias” com o Estado.  São milhões de reais gastos em publicações desconhecidas por 99% das pessoas que pagam impostos no Brasil.

Segundo matéria publicada no portal UOL, os governos tucanos repassaram R$ 10,1 milhões a empresas de Doria desde 2010, porém, nem só de verba tucana vivem as empresas de “João Trabalhador”.

Com pelos menos 7 CNPJs elas aparecem como fornecedoras de diversas empresas e órgãos ligados à governos estaduais e também em pagamentos do governo federal. Você mesmo pode pesquisar jogando os CNPJs no Google e obviamente só irá encontrar o que foi publicado em portais de transparência.

Para ajudar nessa tarefa, listamos abaixo alguns pagamentos e o nome das empresas com seus respectivos CNPJs, cada um com link para a busca do Google.

Doria Administração e Eventos LTDA  – CNPJ: 01.409.348/0001-08? — É a empresa a qual está registrado o Jato Legacy 650 que não foi declarado ao TSE.

Este CNPJ aparece em diversos pagamentos do governo federal no portal da transparência como nos exemplos abaixo.

• Outras Despesas Correntes Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica   = R$ 104.249,00
• Aluguel de imóveis próprios (????)                                                                           = R$ 160.000,00

Doria Editora Ltda. –   CNPJ: 11.704.394/0001-85? — A Doria Editora, que também não tem site nem página no Facebook, possui publicações “direcionadas a leitores exigentes”, segundo perfil publicado na plataforma Issu.

“São dezesseis revistas, destas, onze direcionadas ao mundo corporativo, economia e negócios, e cinco voltadas a estilo de vida, comportamento, gastronomia, viagens e alto luxo”, ostenta a descrição.

O CNPJ ligado a editora, aparece em diversos pagamentos, em diversas empresas e órgãos estatais como a Embratur, o Banco do Brasil, os Correios , Caixa Econômica Federal, Secretaria de Comunicação do Governo de SP, lista de fornecedores do Governo de Mato Grosso,  Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia, Ministério do Esporte, Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais,  e aparece também em listas de pagamentos da SECOM ( Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República) de 2011, durante o governo Dilma que comprou milhares de reais em exemplares da revista Fórum e Negócios.

O site da revista está fora do ar: http://www.doriassociados.com.br/revista-forum-negocios.html

Doria Eventos Internacionais Ltda – CNPJ: 11.460.578/0001-47? — Não tem site, nem em português, mas o CNPJ também aparece em pagamentos no Portal da Transparência

Doria Associados Consultoria Ltda – CNPJ: 11.448.516/0001-10 — ?O site da empresa ( http://www.doriassociados.com.br) redireciona para o site da LIDE Global e seu CNPJ aparece como beneficiário em diversas empresas e órgãos estatais. O principal é a Agência de Desenvolvimento do Governo Paulista, Desenvolve SP.

Lide — Grupo de Líderes Empresariais –  CNPJ: 19.248.787/0001-33  — Segundo o site, que não possui versão em inglês, o Lide é um grupo de Líderes Empresariais que atua em 15 países. Seu CNPJ aparece nos pagamentos da Agência de Desenvolvimento do Governo Paulista.

D.Empreendimentos Eireli – CNPJ: 12.086.271/0001-90? — Uma empresa de empreendimentos que não possui website.

Max Marketing e Producoes Ltda – CNPJ: 47.837.885/0001-41? — Uma empresa de Marketing que não possui website.

A “influente” página do Grupo Doria no Facebook, possui apenas 11.000 curtidas e traz em seus posts as capas das revistas da editora. Os últimos posts possuem em média menos de 20 curtidas cada.

As publicações e eventos promovidos pelas empresas de Doria parecem servir apenas para alimentar e evidenciar o circulo que envolve empresários e políticos e nos levam para o próximo item.

6 – PARA UM CACIQUE DE SEU PRÓPRIO PARTIDO, DORIA NÃO PASSA DE UM LOBISTA

Em um artigo intitulado, Para conhecer melhor João Doria, Alberto Goldman um dos caciques do PSDB paulista, que já ocupou a vaga de vice-governador do Estado, diz o que em nossa pesquisa ficou bastante evidente: ”Dória se diz empresário. Tem várias empresas, é verdade, e divulga em seu material de propaganda que, através delas, é um dos principais geradores de negócios do Brasil.  No entanto, como empresas de eventos, não produzem qualquer bem ou serviço diretamente, apenas estabelecem e ampliam relações entre empresários e agentes públicos (deputados, senadores, secretários, ministros, governadores), atividade lícita que se chama de lobby.”

Como exímio lobista e marqueteiro, Doria parece não dar ponto sem nó. Criou uma verdadeira máquina que marketing e eventos, cujo principal objetivo é reunir empresários e políticos e com isso, vender seus serviços para ambos.

Assim chegou até a prefeitura de SP com a imagem de “empreendedor de sucesso” que criou através de muito marketing em suas próprias publicações e programas de TV, o que nos leva ao nosso último item.

7 — É 100% MARKETING

Mansões, jatos, festas e tudo o que o dinheiro possa comprar, formam o imaginário do “empreendedor de sucesso”, mesmo que esse sucesso dependa das verbas gordas do Estado.  O que importa é a imagem e um homem de sucesso deve ter uma adega de vinhos cinematográfica, mesmo não sendo apreciador de vinhos. Doria construiu a dele com garrafas emprestadas do consultor de vinhos

Elídio Lopes, que virou notícia quando tentou sem sucesso reaver US$ 84 mil (cerca de R$ 265 mil) em garrafas que cedeu para a adega do prefeito.

Com essa mesma receita da adega fake, Doria começou a sua campanha para presidência da república desde o primeiro dia na prefeitura de São Paulo.

Vendendo a imagem do “não político” e do “empreendedor bem sucedido” em meio a maior crise de representatividade da história do Brasil, caiu como uma luva e encantou os patriotas que desfilaram com a camiseta da CBF, um dos maiores símbolos da esculhambação nacional.

Sua última jogada de marketing é a DronePol, um “sistema de monitoramento de segurança” feito através de drones. Para isso recebeu uma “doação” de 5 drones, 4 deles modelo DJI Phanton 4.

Segundo o site da prefeitura a doação dos equipamentos foi feita pela fabricante chinesa Dahua Technology e foi estimada em cerca de “R$ 650 mil” em equipamentos.

Cada drone DJI Phanton 4 custa US$ 1.500 cada, o que dá por volta de R$ 20.000.

O outro Drone, a nota da prefeitura diz ser da fabricante “Dahua Technology” cujo modelo é “Dahua Technology X820”, mas nós não encontramos no Google nenhum drone dessa marca à venda, sendo assim não conseguimos saber onde foi diluído esse total de “R$ 650 mil”.

Para os desatentos, a ideia parece promissora e passa a imagem de que o prefeito é antenado ao que há de mais moderno.

Porém, qualquer adolescente sabe para o que servem drones como o DJI Phantom por exemplo, cujo as baterias não duram mais de 28 minutos, uma autonomia de voo que serve apenas para fazer registros panorâmicos de imagens aéreas, pois as câmeras não possuem zoom.

Os drones de “monitoramento de segurança” de Doria, não irão monitorar nada, poderão no máximo fazer belas imagens aéreas de SP, nada mais.

PS do Viomundo: Doria é o “administrador” que teve a ideia idiota de pagar Uber para 135 mil funcionários da Prefeitura de São Paulo furarem a greve, o que representaria por baixo um gasto de alguns milhões de reais apenas nas viagens, sem contar toda a burocracia envolvida no esforço — apenas, e tão somente, para criar um factoide que o levasse às manchetes.

Doria é o “administrador” que conscientemente mandou aumentar o limite de velocidade nas marginais de São Paulo, provocando mais acidentes e mortes, segundo o Diário de S. Paulo:

No segundo mês com novos limites de velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê, o número de registros de acidentes com vítimas aumentou 10,3% em relação ao primeiro mês e o de mortes dobrou. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), dados operacionais, anotados por seus próprios agentes, indicam que aconteceram 106 acidentes com vítimas e uma morte no período de 25 de janeiro a 23 de fevereiro. Já entre os dias 24 de fevereiro e 26 de março foram computados pela companhia 117 ocorrências com vítimas e duas mortes. Após o fechamento do balanço do segundo mês, entretanto, a CET registrou ainda mais uma morte, de um motociclista, no dia 30 de março, passando para três óbitos no período.

Ah, e joga flores pela janela do automóvel quando é lembrado disso por uma ciclista. Se considerava lixo, deveria ter depositado em uma lixeira!

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Publicação de: Viomundo

Ciro: Indicação de Levy para a Fazenda foi um grande erro

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Foi no lançamento do Projeto Brasil Nação, em São Paulo

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Publicação de: Viomundo

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Publicação de: Viomundo

A greve geral de 2017 e o dia seguinte da esquerda

Santo André, ABC Paulista, 2001. Wanderley, um aluno gaúcho de 40 e poucos anos, matriculado na 5º série do Ensino Fundamental I, na modalidade Educação de Jovens e Adultos, comissão de fábrica da Lazzuril/SBC, contou-nos que um companheiro de fábrica estava afastado por meses em razão de uma infecção na pele da mão e do pênis porque o supervisor o obrigava a urinar no chão da fábrica enquanto ele manuseava a máquina. Motivo? Ganhar tempo na produção e evitar que o trabalhador “ficasse enrolando no banheiro fora do horário do almoço”. O universo do trabalho no Brasil é tão perverso e cruel que histórias como essa soam anacrônicas e inverossímeis quando se considera que ela ocorreu em 2001, no entanto, infelizmente, vários operários da Lazzuril confirmaram a veracidade do relato.

O fato é que a partir dessa história, Wanderley mostrou aos colegas sindicalizados que a lógica das greves reside em algo que o operariado vive na pele, literalmente, há séculos: “tentar humanizar uma guerra perdida”. Porque em uma sociedade capitalista, senhoras e senhores, só os capitalistas são vitoriosos, de maneira que para a classe trabalhadora não há alternativa possível que não seja se organizar em sindicatos e exercer o legítimo direito à greve para que o operário não seja super explorado e impedido de ir ao banheiro quando precisar, não trabalhe mais que oito horas; para a mulher grávida não ter que trabalhar em condições insalubres e ter o direito garantido por lei de estar com seu filho depois do nascimento, para os trabalhadores terem férias remuneradas, décimo terceiro salário, assistência médica, escolas para seus filhos, condição de ter um lar e se alimentar – até para continuar vivo e poder ser um operário.

Greve Geral. São Paulo, 28/04/2017. Foto: Douglas Lambert.

Reinvindicações que estão longe de configurar, em qualquer país do planeta Terra, a implantação de um regime comunista de governo, como afirma a grande imprensa no Brasil. Aliás, se considerarmos as lutas do operariado inglês a partir da segunda metade do século XVIII e durante o século XIX inteiro, o surgimento dos sindicatos europeus, as premissas do Fordismo nos EUA, as lutas dos trabalhadores sob o regime da escravidão, a greve dos escravos do Visconde de Mauá que pararam o serviço da fábrica da Ponta D´Areia, em 1857, a greve dos tipógrafos no Rio de Janeiro, em 1858, a nossa grande greve geral em 1917 e as greves do sindicalismo do ABC paulista, a partir do final dos anos 1970, perceberemos que a luta da classe trabalhadora do tempo ido acabou nos garantindo direitos trabalhistas ao tempo em que ajustou as engrenagens de reprodução do próprio capitalismo.

No entanto, aqui no Brasil, a nossa classe dominante, porque foi forjada no escravismo e agora também é rentista, parece não entender o que é capitalismo: arrancaram as condições mínimas de existência do trabalhador para que os patrões pudessem continuar extraindo valor de sua produção, que coisa espantosa, senhoras e senhores. Os nossos direitos trabalhistas que pensávamos relativamente consolidados, sobretudo na última década, com o fortalecimento do nosso Estado de Bem Estar Social e com o país conquistando índices econômicos e sociais nunca antes alcançados, foram brutalmente golpeados na última terça-feira de abril de 2017, quando 296 representantes das patronais votaram a favor da “Reforma trabalhista” que acaba com tudo que o movimento operário brasileiro conquistou com lágrimas, suor e muito sangue dos milhões de corpos e almas que a elite desse país escravizou e super explorou por séculos. Justamente por isso, esse golpe duro com a aprovação da reforma trabalhista acabou servindo de empuxo para a população protestar.

Foto: Douglas Lambert.

Com a votação transmitida em rede nacional, na última terça-feira, a população percebeu que parte da classe política desse país acusada com provas abundantes de corrupção ativa, junto com um setor do judiciário e toda grande imprensa precisou criar um crime de responsabilidade fiscal para efetivar o impeachment da Presidenta Dilma e, assim, implantar um programa de governo que foi derrotado nas eleições de 2014: reforma trabalhista, terceirização das atividades-fim, fim da CLT, fim do imposto sindical, congelamento por vinte anos dos investimentos estatais na educação e saúde, desmonte dos programas sociais e de infraestrutura, privatizações diversas. Não à toa, três dias depois, sexta-feira, 28 de abril de 2017, 48 milhões brasileiros e brasileiras foram às ruas contra as reformas desse governo que golpeou a Democracia brasileira.

Apesar de a grande imprensa criminalizar a maior greve da história desse país e alguns estados, como Rio de Janeiro, cuja paisagem foi enevoada pelas bombas de gás lacrimogênio, São Paulo, onde estão presos 3 militantes do MTST, e Goiânia, onde um rapaz foi agredido com um cassetete e está na UTI, reprimirem com brutal violência policial o movimento, a greve geral de 28/04/2017 foi uma grande vitória nossa, da população. Primeiro porque 48 milhões de pessoas foram às ruas, do Amapá aos Pampas, passando por milhares de pequenas cidades do interior e do litoral do país, contra as políticas de austeridade de um governo sem legitimidade. Segundo porque esse número comprova o que alguns setores da esquerda já alertavam desde 2013: a centralidade do trabalho e do trabalhismo no processo de unificar politicamente os partidos do campo progressista (177 deputados votaram contra a reforma  trabalhista), as centrais sindicais, movimentos sociais e boa parte da população – incluindo alguns setores que foram enganados pela grande imprensa e não perceberam as reais razões do impeachment contra a Presidenta Dilma. Terceiro porque a construção de consenso político na mais importante greve geral do país, desde o final dos anos oitenta, pode vir a ser o ponto de partida para o processo de reversão das políticas de austeridade que retiram os nossos direitos diariamente há um ano.

Foto: Douglas Lambert.

Eis a maior vitória da greve geral de 28/04/2017: a população mostrou que está disposta a lutar contra a retirada de seus direitos por um governo ilegítimo e corrupto, que não foi eleito democraticamente. Mas a maior vitória é também o nosso maior desafio: ao longo desse último ano, faz parte da estratégia do golpismo o ataque diário e constante aos direitos da população e à democracia, desmobilizando a população de qualquer tentativa de reação. A imprensa tem anunciado que esse governo tem pressa em votar, nas próximas semanas, a reforma da previdência e a reforma política, que em razão do princípio da anualidade deve ser aprovada pelo senado até setembro de 2017, para que as regras vigorem nas eleições de 2018. Para além da perda dos direitos previdenciários, como perdemos também qualquer capacidade de previsibilidade depois do golpe parlamentar, o que pode estar em causa na votação da reforma política, senhoras e senhores, é a garantia de eleições diretas em 2018. A principal razão e mais óbvia é que essa greve geral deixou claro que senadores e deputados que aprovaram a política de austeridade adotada há um ano pelo golpismo sabem que não serão reeleitos. O governo Temer e sua base aliada têm 96% de rejeição. Considerando a margem de erro da pesquisa, provavelmente só as organizações Globo, a Folha de São Paulo, o Estadão e aqueles 296 deputados aprovam esse governo.

Além disso, há tempos que os próceres do partido mais denunciado e pouquíssimo investigado na operação lava-jato, o PSDB, tem militado na causa do parlamentarismo misto: um Presidente praticamente figurativo coexistindo com um Primeiro-Ministro forte (eleito pelo Congresso Nacional e indicado pelo Presidente), o que acaba fortalecendo o Congresso Nacional à medida que ele pode destituir a qualquer tempo o Primeiro-Ministro sob pretexto até de “incompetência administrativa” caso ele/ela seja um obstáculo à balconização do Estado pelos interesses privados dos congressistas. Considerando o espetáculo vergonhoso da votação pela admissibilidade do Impeachment da Presidenta Dilma, em 17/04/2016, e as inúmeras denúncias de corrupção dos mesmos, seria interessante que os partidos de esquerdas, as centrais sindicais, os movimentos sociais e a população conseguissem avançar no consenso político em torno do trabalhismo na greve geral e convergissem em torno de um candidato comprometido com a democracia, com as eleições diretas, com a reversão das reformas do atual governo e com o desenvolvimento de uma cultura legislativa capaz de constituir maioria no congresso eleito em 2018.

Uma cultura legislativa capaz de sensibilizar a população sobre os riscos que corremos nas eleições de 2018 e sobre a necessidade imperativa de votarmos em deputadas, deputados, senadoras e senadores comprometidos com um projeto de país democrático e com os direitos da população brasileira. Precisamos urgentemente transformar o acúmulo político com a vitória da maior greve geral, em 28/04/2017, em ações que esclareçam à população sobre o nexo necessário entre o Legislativo e o Executivo para governar um país. Precisamos articular a centralidade do trabalhismo com as demandas dos “batalhadores brasileiros”, nos termos de Jessé de Souza, e as demandas da interseccionalidade para acabarmos com a miséria, o racismo, a feminização e a racialização da pobreza. A eleição para presidente é importante, mas precisamos construir as nossas campanhas para o Legislativo desde já para garantirmos um congresso múltiplo, diverso, afinado com o Executivo e realmente representativo da sociedade brasileira: trabalhadores elegendo trabalhadores, mulheres elegendo mulheres, indígenas elegendo indígenas, negros elegendo negros, LGBTs elegendo LGBTs. Nesse momento: essa é a nossa maior tarefa.

Foto: Douglas Lambert.

 

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Publicação de: Jornalistas Livres

Beatriz e Rogério anunciam a milhares de manifestantes: Vamos continuar nas ruas para barrar as reformas, até restaurar a democracia

Da Redação, com Ascom do Sind-UTE/MG e CUT/MG 

Belo Horizonte parou nessa sexta-feira histórica.

Nem a forte chuva durante a manhã afugentou da tradicional Praça Sete de Setembro, no centro de BH, as mais de 150 mil pessoas que participaram do ato de 28 de abril  contra as reformas trabalhista e da previdência e a terceirização ilimitada do usurpador Michel Temer (PMDB-SP).

Do alto do carro de som,  Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT/MG, exultou: “Minas Gerais viveu nessa sexta-feira a maior greve que as atuais gerações presenciaram”.

O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) festejou junto:

“É a maior greve na história do Brasil e de Minas Gerais. Nós vamos derrubar o governo Temer. Essa greve geral é um sinal de que o Brasil não aguenta mais essa retirada de direitos”.

Sugerimos que assista ao vídeo acima antes de continuar a ler este post.

Você terá uma melhor visão do tamanho e clima do ato, que reuniu trabalhadores dos setores público e privado, centrais sindicais, movimentos populares, estudantes, igrejas.

“Até trabalhadoras e trabalhadores que não são representados por entidades sindicais, como acontece em alguns municípios, aderiram”, observou Beatriz.

Os metroviários contribuíram muito para o sucesso, parando totalmente o metrô.

Da mesma forma, os rodoviários. Desde a zero hora de sexta, já estavam nas ruas, fechando as garagens, paralisando, assim, os ônibus.

Para Beatriz, a população começa a perceber que ela é quem pagará a conta do pato dos golpistas.

Beatriz já avisou:

Este 28 de abril é o primeiro de muitos outros de greve geral que faremos para barrar as reformas.

Não podemos voltar ao trabalho, na terça-feira como se tudo fosse normal.

Estamos diante de um golpe, de uma ruptura e não podemos descansar enquanto não for restaurada a democracia. O enfrentamento permanecerá.

Houve  atos públicos em dezenas de outras cidades mineiras, entre as quais Juiz de Fora, Uberlândia, Governador Valadares, Alfenas e Montes Claros.


[youtube https://www.youtube.com/watch?v=6BFvmm_v38E]

Inegavelmente, a greve geral bem sucedida em Minas é resultado de um conjunto de fatores:

* Construção realmente coletiva.

* Dedicação dos envolvidos.

* Disposição da presidenta da CUT-MG e coordenadora do Sind-UTE-MG de dialogar com os não convertidos, para desmascarar para além do grupo natural a agenda antipopular e antinacional de Temer.

Na sexta vitoriosa, um gesto de grandeza  e ética. Beatriz fez questão  de agradecer as categorias, os  movimentos e entidades que contribuíram para o sucesso do 28 de abril de 2017.

Citou-os, um a um. Muito bonito. Confira os vídeos.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-FAAPPE95Jw]

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=CD-QDzFPrYs]

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=1uNK4zM-tEc]

Quer saber que instituições participaram da greve geral em Minas?

Estão todas na lista abaixo:

1. Trabalhadores/a em educação da rede estadual — escolas estaduais, Superintendências Regionais de Ensino e Órgão Central da SEE (Sind-UTE/MG)

2. Trabalhadores/as eletricitários/as  da Cemig  (Sindieletro MG, base estadual)

3. Trabalhadores/as da saúde (Sind-Saúde, base estadual)

4. Trabalhadores/as da Copasa (Sindágua, base estadual)

5.  Trabalhadores/as metroviários/as (Sindimetro, o serviço de metrô não funcionará no dia 28, em nenhum horário)

6. Servidores técnico-administrativos da UFMG, UFVJM, Institutos Federais e CEFET (SINDIFES)

7. Rede Municipal e rede particular de Juiz de Fora (Sinpro JF)

8. Trabalhadores/as bancários/as de Belo Horizonte e região (Sindicato dos Bancários de BH e região, filiado a Fetrafi)

9. Servidores Municipais de Belo Horizonte (Sindibel)

10. Trabalhadores de transporte urbano de Juiz de Fora (Sittro)

11. Trabalhadores no Comércio de Uberlândia e Araguari (Secua)

12. Trabalhadores/as Bancários/as de Juiz de Fora e região (Sindicato dos Bancários JF filiado a Fetrafi;

13. Trabalhadores/as Bancários/as  de Patos de Minas (Sindicato dos Bancários filiado a Fetrafi)

14. Trabalhadores/as Bancários de Ipatinga e região  (Sindicato dos Bancarios filiado a Fetrafi;

15. Trabalhadores/as Bancários/as de Uberaba (Sindicato dos Bancários filiado a Fetrafi)

16. Trabalhadores/as Bancários/as de Cataguases (Sindicato dos Bancários, filiado a Fetrafi)

17. Trabalhadores/as bancários/as de Divinópolis (Sindicato dos Bancários filiado a Fetrafi)

18. Trabalhadores/as Bancários/as de Teofilo Otoni (Sindicato dos Bancários, filiado a Fetrafi)

19. Trabalhadores/as dos Correios (Sintect, base estadual)

20. Trabalhadores do Senalba (base estadual)

21. Psicólogos (Sindicato de base estadual)

22. Economistas (Sindicato de base estadual)

23. Trabalhadores Vigilantes de Uberlândia (SINDEESVU)

24. Aeroportuários (SINA)

25. Trabalhadores/as do Transporte Urbano de Uberlândia (SINTTRURB)

26. Trabalhadores/as da Alimentação de Uberlândia (STIAU)

27. Trabalhadores Fumageiros de Uberlândia (Sintraf)

28. Trabalhadores/as da Telecomunicação (base estadual, Sinttel)

29. Trabalhadores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sindsema, base estadual)

30. Trabalhadores do sindicato dos tecelões de Montes Claros

31. Trabalhadores da Emater

32. Trabalhadores da Embrapa

33. Trabalhadores da Construção civil de Juiz de Fora

34. Metalúrgicos de Juiz de Fora e região

35. Servidores/as  Públicos/as de João Monlevade, de Belo Oriente, de Santana do Paraíso, Dom Joaquim, Itaipé, Morro do Pilar, Ladainha, Montes Claros, Lavras, Campo Belo, Candeias, de Timóteo (Sinsep), de Coronel Fabriciano (Sintmcelf), de Ipatinga (Sindserpi), Santana do Deserto.

36. Sindicato dos Radiologistas de Montes Claros

37. Petroleiros (Sindpetro MG)

38. Metalúrgicos de Pouso Alegre e região

39. Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem

40. Trabalhadores assalariados rurais articulados através da Adere

41. Sindicatos dos trabalhadores da Agricultura Familiar articulados pela FETRAF (Federação dos trabalhadores e das trabalhadoras da Agricultura Familiar): Orizânia ,Divino, Santa Margarida, São João, vermelho novo, Simonésia, Santana, Mantimento, Espera Feliz, Tombos, Caparaó, Catas Altas, Alvinópolis, Pedra Dourada

42. Servidores federais articulados pelo Sindsep:  Cnen Cultura, Ibran, Iphan, Saúde, INSS, Fazenda, Incra, Agricultura,  AGU,  SPU, Universidade Federais, Escolas Técnicas,  Receita Federal,  Incra

43. Trabalhadores/as no ramo da Alimentação de Montes Claros

44. Universidade de Montes Claros (Adunimontes)

45. Servidores da Secretaria do Estado do Meio Ambiente (Sindsema)

46. Trabalhadores Vigilantes do Norte Minas

47. Redes municipais de educação de Minas Novas, Turmalina, Veredinha, Carlos Chagas, Nanuque, Serra dos Aimorés, Felício dos Santos, Gouveia, Datas, Itaobim, Porteirinha, Janaúba, Uberaba, Montes Claros, São João da Ponte, São João Del Rei, Tiradentes, Santa Cruz de Minas, Esmeraldas, Jaíba, Verdelândia, Piedade Gerais, Crucilândia, Rio Manso, Brumadinho, Tocantins, Rodeiro, Guidoval, Dores do Turvo, Guricema, Visconde do Rio Branco, Leopoldina, Capinópolis, Canápolis, Centralina, Cachoeira Dourada, Ipiaçu, Muriaé, Ribeirão das Neves, Lagoa Santa, Monte Azul, Betim, Contagem, Igarapé, São Joaquim de Bicas, Mário Campos, Sarzedo, Presidente  Kubistchek, Guapé, Conselheiro Lafaiete, Almenara, Bandeira, Jequitinhonha, Jacinto, Rios do Prado, Jordânia, Pedra Azul, Santa Maria do Salto, Papagaios, Augusto de Lima, Maravilhas e Matozinhos, Buritizeiro, Pirapora, Jequitaí, Várzea da Palma, Varginha, Leme do Prado, Inimutaba, Amparo do Serra, Cajuri, Coimbra, Canaã, São Miguel do Anta, Teixeiras, Viçosa, Frutal, Iturama, Belo Vale, Coronel Murta, Itaguara, São Francisco, Varzelândia, Bocaiúva, Sete Lagoas , Inimutaba, Prudente de Morais, Capim Branco, Cordusburgo, Paraopeba, Funilândia, Pompeu, São Tomaz de Aquino, São Sebastião do Paraíso, Ritápolis, Carandaí, Belmiro Braga, Virginópolis, São José do Divino, Nova Belém,  Naque, Governador Valadares, Uberlândia, Jampruca, Caxambu, Divisópolis, Belo Oriente, Ipatinga, Bia, Passos, Itaú, Fortaleza de Minas, Piumhi,  São João Batista do Glória, Tupaciguara, Araçuaí, Ribeirão Vermelho, Lavras, Cláudio, Diamantina.

 48. Trabalhadores do transporte rodoviário de Belo Horizonte e região metropolitana (Sindicato dos Rodoviários, filiado à Nova Central).

Flagrantes do ato na Praça Sete, em BH. Fotos de  Jéssica Souza/Sind-UTE/MG e CUT/MG

  

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Publicação de: Viomundo

PROTESTOS CONTRA REFORMA TRABALHISTA LEVAM MAIS DE 12 MIL ÀS RUAS DE CAMPINAS

Greve Geral – 28 de abril – foto : fabiana ribeiro

A Greve Geral que tomou conta de todo o Brasil nesta sexta-feira, 28, chegou em massa às ruas de Campinas, interior de São Paulo. Diversas categorias aderiram à greve, as manifestações aconteceram o dia inteiro nas ruas contra as Reformas trabalhista e Previdenciária propostas pelo governo do presidente Michel Temer.

Cerca de 12 mil pessoas foram às ruas da cidade, segundo estimativa dos organizadores. Tanto a Polícia Militar quanto a Guarda Municipal não divulgaram balanços dos participantes.

GREVE GERAL – Av. John Boyd Dunlop- foto: Ana Haddad

Durante a manhã, as principais rodovias do município foram fechadas pelos trabalhadores, como a Santos Dumont, professor Zeferino Vaz, Adhemar de Barros e Campinas-Mogi. Vias municipais como a Avenida John Boyd Dunlop e Saudade também foram ocupadas por manifestantes.

Escolas estaduais e privadas também aderiram à greve. Segundo o sindicato das unidades de ensino privadas (Sinpro), foram mais de 200 escolas sem aula nesta sexta. Já no ensino estadual, o sindicato (APEOESP) informou que 95% das escolas não tiveram aula contra a Reforma Trabalhista.

Os ônibus do transporte coletivo de Campinas ficaram na garagem nesta sexta. A Emdec – empresa responsável pela organização do trânsito em Campinas – chegou a pedir ao Tribunal Regional do Trabalho da 15° Região para que ao menos 50% das frotas de ônibus permanecessem nas ruas, mas o pedido foi negado e a paralisação foi total.

Advogados trabalhistas aderiram à greve e fizeram protestos em frente ao TRT pela manhã. O comércio também parou: a maior parte fechou as portas nas regiões centrais da cidade, onde todas as categorias se concentraram para um ato unificado.

GREVE GERAL – Barão Geraldo – Arthur Amaral

 

A manifestação no centro começou às 11h no Largo do Rosário. Quase às 14h, trabalhadores, professores e estudantes saíram em marcha pelas avenidas Moraes Sales e Anchieta em direção à prefeitura, aonde chegaram às 15h30. A grande manifestação começou às 16h, quando a concentração já havia voltado para o Largo do Rosário mais uma vez, e saíram em marcha às 18h.

Greve Geral – passeata com milhares ocupa o centro de Campinas – 28 de abril – fabiana ribeiro-

Dessa vez o protesto passou pela prefeitura e foi além: levou trabalhadores de baixa-renda, sindicalistas, estudantes, professores e moradores da periferia pela Avenida Orosimbo Maia até o bairro Cambuí – um dos mais ricos de Campinas – seguindo pela Avenida Júlio de Mesquita até, novamente, chegarem à prefeitura. Os manifestantes começaram a dispersar do local por volta das 20h.

Greve Geral – Passeata em Campinas – Tiago Favari

Os protestos foram, de forma geral, pacíficos na cidade. Apenas no final, a manifestação foi marcada por bombas da Polícia Militar contra alguns manifestantes que se posicionavam atrás da concentração do protesto.

A Greve Geral em Campinas, assim como em todo país, foi um marco na história  do Brasil quando milhares de trabalhadores saíram às ruas  em protesto aos retrocessos e a perda dos direitos impostas pelo governo Temer.

 

Greve Geral –
Passeata em Campinas –

 

Por Ana  Carolina Haddad, Fabiana Ribeiro, Tiago Favari e Victoria Cócolo

Colaboração Arthur Amaral





















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EDITORIAL: NADA SERÁ COMO ANTES

 

Cerca de 40 milhões de trabalhadores de braços cruzados; atos e manifestações em todos os estados do país e no Distrito Federal; transporte público, bancos e fábricas paradas; lojas fechadas; apoio das igrejas católica, evangélicas e de diversas entidades da sociedade civil. O Brasil viveu ontem a maior greve geral de sua história.

 

Num fato inédito, viram-se as principais centrais sindicais se unirem no chamamento à paralisação –unidade que foi uma das chaves a explicar o sucesso do movimento. Tão importante quanto isso foi a mobilização espontânea de coletivos formados em áreas onde o sindicalismo não alcança. Inúmeros relatos dão conta de atos e manifestações organizadas diretamente a partir da base, com destaque para regiões no Norte e Nordeste do país.

 

Eis os fatos que a grande mídia tenta abolir em seus veículos. Sua narrativa mentirosa seguiu o mesmo tom adotado antes da greve. Tais veículos esconderam o quanto puderam a realização do movimento. A manipulação desconheceu limites. Discípulos de Joseph Goebbels, o chefe da propaganda nazista, embriagaram-se na ilusão de que uma mentira repetida mil vezes acaba virando verdade.

 

Na véspera, a maior rede de TV do Brasil (mas não dos brasileiros) simplesmente riscou de seu noticiário que a greve ia acontecer. Nem um pio. No dia seguinte, porém, foi obrigada a colocar em campo quase todos os seus jornalistas para uma greve que, segundo eles, não ia acontecer… A mudança fala por si só. Retratou o reconhecimento covarde de que, apesar da torcida em contrário dos poderosos, a greve era uma realidade que nem o clã biliardário dirigente do grupo podia ignorar.

 

A narrativa do grande capital, difundida pelos que lhe prestam serviços e obediência, cobriu-se do mesmo tom falacioso diante do êxito da greve geral. Neste sábado, 29, os grandes jornais ainda se contorcem para reduzir o movimento a uma paralisação localizada e inexpressiva, coisa de minorias. O contraste com os fatos é tão brutal que provavelmente nem peixes aceitem ser embrulhados por papel desta categoria.

 

O governo golpista recitou o mesmo script. Não surpreende: tudo farinha do mesmo saco. Durante a greve, Temer e a camarilha de ladrões que (des) governa o país escalou ministros de segunda linha para dar curso à verborragia de falsificações. Osmar Serraglio, isso mesmo, aquele pilhado em tratativas destinadas a extorquir propinas de frigoríficos, foi aos rádios, TVs e jornais para pregar o “fracasso da greve”. O sujeito, pasmem, é ministro da Justiça. Nada melhor para retratar o tipo de criatura que tomou o poder de assalto –poucas vezes a expressão teve tanto ar de verdade.

 

Já o chefe desta gente, Michel Temer, recolheu-se no conforto palaciano. Cogitou fazer um pronunciamento à nação para festejar o suposto revés do movimento. Desistiu, e todos sabem o motivo. Preferiu uma nota da qual é difícil se lembrar o começo, o meio e o fim. Não sem motivo. Com 4% de popularidade, rejeitado por 92% da população, odiado pelo povo, esnobado pelo papa e pendurado em acusações de ter comandado o roubo US$ 40 milhões durante a campanha eleitoral, Temer agiu com a mesma autoridade de meliantes que olham para um lado, gritam pega ladrão e saem correndo para o outro com a bufunfa alheia na carteira.

 

O prefeito Dória não perdeu a chance de exercitar sua vigarice com medo dos trabalhadores. Chegou ao gabinete de helicóptero. Lobista que fez fortuna à base de expedientes com empresários, sócios e órgãos públicos como a Embratur, Dória teve o desplante, bem ao seu feitio, de chamar o povo de vagabundo. Forçou servidores a dormirem no emprego. E obrigou um deles a uma humilhação sem precedentes: a de dizer que era a favor de greve, menos em dia de trabalho.

 

Fosse apenas assim, teríamos o cenário de um país governado por gente incapaz e desorientada. Mas não se trata disso. Na falta da força de ideias, a gendarmeria fantoche novamente recorreu à ideia da força. E dá-lhe polícia. Os golpistas convocaram milhares de fardados para atacar sem dó o movimento legítimo do povo contra as reformas que rasgam a CLT e praticamente exigem atestado de óbito de quem quer usufruir as já magras aposentadorias.

 

Fatos, fotos e imagens comprovam: os confrontos cantados em prosa e verso pela mídia oficial tiveram origem na repressão brutal aos grevistas. Os feridos passam de dezenas. Ao menos um trabalhador perdeu o olho; mulheres grávidas deram à luz ao não resistir ao impacto das bombas de gás e efeito (i) moral; manifestantes foram atropelados quando tentavam fugir das bombas.

 

Houve prisões em várias cidades. O espetáculo de violência protagonizado pela polícia encontrou seu ápice no cerco montado em volta da casa do presidente golpista. Centenas de soldados lançaram bombas e atiraram balas de borracha em trabalhadores e jovens que só queriam defender o direito a um presente digno, a um futuro melhor.

 

Mas o povo não recuou, mesmo diante de tamanha disparidade de condições de luta. O recado está dado. Os trabalhadores, estudantes, a juventude e a população mais pobre não vão aceitar calados abrir mão de direitos duramente conquistados. Existe tempo para anular a famigerada reforma trabalhista, aprovada só em primeira votação. Há tempo de impedir as mudanças reacionárias na aposentadoria.

 

A luta apenas começou. O caminho é o mesmo da greve geral: unidade na ação contra os golpistas. Nisso, a imprensa independente ocupa um papel fundamental. Não é à toa que as notícias sobre a greve conquistaram o primeiro lugar no Twitter mundial durante várias horas da sexta-feira histórica.

 

É um trabalho que não se restringe às centenas de trabalhadores e jovens que compõem esta rede de informação verdadeira. Conta, como contou no dia da greve, com a colaboração de gente anônima que envia fotos, vídeos, notícias e mensagens de áudio mostrando o que de fato acontece __não a pós-verdade (mentiras, em bom português) difundidas pela mídia oficial. Os Jornalistas Livres congratulam e agradecem a todos que se juntam nesse esforço para resgatar a verdade.

 

De tudo isso, emerge uma certeza: nada será como antes depois deste 28 de abril histórico.

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IMAGENS: Como foi a Greve Geral no Brasil

A maior Greve Geral do Brasil parou todos os estados Brasileiros. Contra o fim da aposentadoria e da CLT e contra a terceirização, mais de 40 milhões participaram das paralisações e protestos em todo o Brasil, de acordo com as centrais sindicais.

Governador Valadares /MG

Crianças em Governador Valares já procuram emprego na esperança de um dia se aposentarem caso a Reforma da Previdência passe. (Foto: Frederico Bussinger)

Campinas /SP

Mais de 10 mil pessoas participaram do ato contra o fim da aposentadoria e da CLT. (Fotos: Fabiana Ribeiro / Jornalistas Livres)

“Ao povo ao que é do povo” marcava o cartaz do manifestante na frente, durante protesto contra a Reforma Trabalhista em Campinas. (Foto: Ana Carolina Haddad / Jornalistas Livres

Curitiba /PR

Padres Franciscanos também participaram da manifestação em Curitiba contra os pacotes de maldades de Michel Temer. (Foto: Diego Melo)

Grevistas devolvem o pato! “Essa conta nós não vamos pagar”. Contra o Fim da Aposentadoria e da CLT. (Foto: Paulo Jesus / Jornalistas Livres)

Sobral /CE

(Foto: autor (a) desconhecido (a))

Cascavel /PR 

Em Cascavel o verde e amarelo, da bandeira do Brasil, foi vestido por quem quer voltar a ter orgulho do país que defende seu trabalhador. (Foto: Júlio César Carignano)

Belém /PA

Manifestantes carregam caixão da falecida CLT. Cem mil pessoas participaram da passeata em Belém saiu da Av Presidente Vargas rumo a São Brás. (Foto: Guto Nunesa)

Grevistas na Avenida Presidente Vargas, em Belém. (Foto: Raoni Arraes / Jornalistas Livres)

Fora Temer, na avenida Presidente Vargas (Foto: Raoni Arraes / Jornalistas Livres)

Blumenau /SC

Terminal de ônibus vazio em Blumenau,
Santa Catarina, no dia de Greve Geral. (Foto: Júlio Castellain / Jornalistas Livres)

Trabalhadoras e trabalhadores em Blumenau, Santa Catarina, no dia de Greve Geral. (Foto: Júlio Castellain / Jornalistas Livres)

Irecê /BA

Em Irecê a população realizou diversos trancamentos contra o fim da aposentadoria na Greve Geral. (Foto: Tássio Cunha / Jornalistas Livres)

Barra Mansa /RJ

Em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, o povo disse o que tava entalado há muito tempo na garganta. (Foto: CUT Rio)

Belo Horizonte /MG

Senhora pede ao presidente – não-eleito – que não destrua os direitos do povo. (Foto: Isis Medeiros / Jornalistas Livres)

Manifestantes encaram chuva em Belo Horizonte na Greve Geral contra os retrocessos de Michel Temer. (Foto: Maxwell Villela / Jornalistas Livres)

Indígenas também participaram da Greve Geral em Belo Horizonte. (Foto: Maxwell Villela / Jornalistas Livres)

Trabalhadoras e trabalhadores, estudantes, crianças e indígenas reunidos na Greve Geral em Belo Horizonte. (Foto: Maxwell Villela / Jornalistas Livres)

Brasília /DF

O ato unificado da Greve Geral na esplanada juntou mais de 5 mil pessoas em uma manifestação pacífica. Pela manhã cedo, o DF inteiro organizou ações coordenadas em suas bases, exemplo esse seguido em todo o Brasil, ao ponto de chegarmos dizer que nossa geração organizou a maior Greve Geral da história do país. (Foto: Paulo Zab / Jornalistas Livres)

Santa Barbara D’Oeste /SP

Em Santa Barbara D’Oeste, 3 mil pessoas participaram do ato da Greve Geral contra os retrocessos de Michel Temer. (Foto: Fátima Franco/Informativo Mulher Brasil)

Em Santa Bárbara d’Oeste, Eni Pinheiro, do Sindicato das Costureiras, destacou o quão perigosas são as reformas de Michel Temer para as mulheres, principalmente as de baixa renda, em um ato que conglomerou 3 mil pessoas.
(Foto: Fátima Franco/Informativo Mulher Brasil)

Santarém /PA

Milhares de pessoas ocupam as ruas de Santarém, no Pará contra a retiradas de direitos por Michel Temer. (Foto: Israel Palestina / Jornalistas Livres)

Crianças brincam enquanto participam com seus pais da Greve Geral em Santarém, no Pará. Santarém – Pará – (Foto: Israel Palestina / Jornalistas Livres)

Salvador /BA

Franciscanos na passeata da Greve Geral dos 100 mil em Salvador, dia 28/04. (Foto: Patrícia Valim / Jornalistas Livres)

São Paulo /SP

Segundo a organização do ato, 70 mil pessoas no Largo da Batata,
em São Paulo, no dia da Greve Geral. (Foto: Ricardo Stuckert)

Concentração no Largo da Batata. Aposentados na luta pelos que perderão o direito à aposentadoria se a tenebrosa Reforma da Previdência passar.
(Foto: Bacelar III M / Jornalistas Livres)

Mulheres na Linha de Frente da manifestação da Greve Geral na Ponte do Socorro em São Paulo. (Foto: Tiago Macambira / Jornalistas Livres)

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A aula hoje é na rua!

Veja alunos e professores que também estavam na construção da greve e das manifestações do dia 28 de abril de 2017!

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Praça dos Arcos. 28abril.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Praça dos Arcos. 28abril.

Em diferentes locais, nos centros e nas periferias, em vários horários, em todo território nacional, pipocaram manifestações – não foram atos de vandalismo, mas de inconformismo diante das reformas impostas por um governo ilegítimo.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

No dia 28, TRABALHADORES formais, informais, profissionais liberais, funcionários públicos, pequenos empresários, DESEMPREGADOS, que em outras situações talvez não estivessem reunidos, marcharam e protestaram juntos. E foram acompanhados por alunos e professores de escolas particulares, em um movimento inédito, até então, no país. Mais de 200 colégios particulares pararam na capital de São Paulo.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

Professores e estudantes das escolas particulares se reuniram e realizaram uma assembleia autoconvocada na Praça dos Arcos, na esquina da Av. Paulista com a rua da Consolação.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

Havia três propostas: seguir para o centro, irem para a Av. Paulista ou participarem do ato unificado no Largo da Batata. Votaram unanimemente pela terceira proposta e logo se colocaram em marcha, descendo a Av. Rebouças.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

No Largo da Batata, juntaram-se aos milhares de indignados diante da ameaça da perda de direitos fundamentais.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

Ao contrário do que mostra a mídia partidarizada, foi um ato pacífico, apesar de todos os golpes desferidos por um governo ilegítimo.

Greve Geral. Manifestação dos professores e estudantes das escolas particulares de São Paulo. Passeata desce Av. Rebouças em direção ao Lgo Batata. Av. 28abril.

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Declarações de Temer e Serraglio sobre a greve sugerem senilidade

todo mundo

Na última sexta-feira, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, criticou as manifestações realizadas pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhistas e da previdência. Serraglio afirmou que as paralisações da greve geral “foram pífias” e que “não teve (sic) a expressão que se imaginava ter”.

E concluiu: “O povo brasileiro demonstrou que está conosco”.

Instado a se manifestar sobre a mobilização, o presidente Michel Temer fez uma declaração pública na qual reduziu a greve geral a “pequenos grupos que bloquearam rodovias e avenidas”.

A manhã de sexta-feira, porém, despontou no coração de São Paulo sem transeuntes. O que se via eram basicamente os moradores de rua que ali passam seus dias.

Lojas fechadas, pouquíssimo trânsito e entradas de metrô completamente desertas. A imagem se repetiu durante horas nas principais cidades brasileiras. Foi uma demonstração de força do movimento sindical que convocou uma greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária do Governo Michel Temer e conseguiu paralisar a rotina nas capitais graças

Foi a primeira paralisação realmente nacional em 21 anos. Os sindicalistas contaram com apoios pouco frequentes contra o Planalto, como a participação da Força Sindical, organização que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff.

A mobilização congregou a cúpula da Igreja católica e gerou até interrupção das aulas em caros colégios particulares em várias capitais. “É preciso reivindicar nossos direitos que estão sendo retirados por um presidente impopular e ilegítimo”, dizia, na zona oeste de São Paulo, o estudante de escola privada André Neto, de 17 anos, num dos poucos protestos da jornada que acabaria em repressão policial diante da casa de Michel Temer na cidade.
O país literalmente parou.

O Blog da Cidadania esteve lá. Convidado a subir ao carro de som da CUT, este Blogueiro entrevistou Wagner Freitas, presidente da entidade, Guilherme Boulos, líder do MTST, Carina Vitral, presidente da UNE, e Eduardo Suplicy.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=8CzdH0r5YfE]

Também gravei o discurso do Senador Lindbergh Farias.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=resnuPP24mo]

O Felipe Masini, nosso editor de imagens, áudio e vídeo registrou algumas belas cenas.

largo da batata 1
largo da batata 2
Mas interessante mesmo é o vídeo que evidencia o alheamento da realidade que tomou o governo Temer, em sua marcha da insensatez na eliminação de direitos do povo brasileiro, invertendo a decisão popular tomada por esse povo em 2014 e aprovando leis trabalhistas que a maioria esmagadora rejeita. Assista, reflita, divulgue. Ano que vem daremos a resposta.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oX16f4Eb3f0]

Publicação de: Blog da Cidadania

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