Monthoutubro 2017

Acompanhe AO VIVO | Integrantes de 22 ocupações se somam à marcha do MTST em SP


Moradia

Militantes movimento percorrem 23 quilômetros até o Palácio dos Bandeirantes para exigir políticas de moradia

Redação |
Militantes de 22 ocupações do MTST aguardavam a chegada da Marcha, na estação Morumbi do Metrô de São Paulo Marcelo Cruz

Movimentos populares, sindicalistas e moradores de 22 ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) se juntaram à marcha da Ocupação Povo Sem Medo, que está percorrendo 23 quilômetros, de São Bernardo do Campo (SBC) até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, na capital paulista.

A estimativa é de que 50 mil pessoas estejam participando do ato desta terça-feira (31).

A marcha passou por Diadema e por outros bairros da Zona Sul de São Paulo.

O destino final da mobilização é o Palácio do Governo, onde o MTST pretende cobrar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a desapropriação do terreno ocupado por mais de 6 mil famílias em SBC, para a construção de moradias populares.

Além disso, o movimento pedirá a construção imediata de moradias em terrenos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) já destinados em projetos, assim como a manutenção do programa estadual Casa Paulista.

Para Luciana Ribeiro dos Santos, integrante da Ocupação Povo Sem Medo de Guarulhos há quatro meses, a mobilização é importante: “Estamos pressionando o governo e nos mobilizando para irmos atrás dos nossos objetivos, lutar pela nossa moradia”, afirmou.

Na tarde de ontem (30), artistas e militantes se uniram no acampamento em SBS para um show de Caetano Veloso, que estava previsto para o início da noite, mas foi impedido de acontecer pela Justiça. Diante da proibição, os artistas participaram de uma manifestação em apoio à ocupação e à marcha desta terça.

Acompanhe a cobertura ao vivo:

Coluna | Sobre os ombros dos gigantes


Ciência

Temos uma falsa ideia que a ciência é algo feito por poucas pessoas, mas ela é necessariamente uma construção coletiva

Renan Santos* |
As grandes descobertas de Newton só foram possíveis pois outros antes dele fizeram importantes esforços Reprodução

“Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes”. Com essa bela frase o físico Isaac Newton ilustrou uma característica muito importante da ciência: que ela é necessariamente uma construção coletiva.

Temos uma falsa ideia que a ciência é algo feito por poucas pessoas, gênios superespeciais capazes de grandes descobertas impossíveis para os seres humanos normais. Mas, ao olharmos para o desenvolvimento científico, percebemos que não é bem assim que a coisa funciona.

Com sua modesta frase Newton quis dizer que suas grandes descobertas só foram possíveis pois outros antes dele fizeram importantes esforços. Ou seja, a ciência nunca parte do zero. Uma pesquisa científica sempre se apoia sobre outras anteriores para avançar. E, com o passar do tempo, com os séculos que a ciência acumula de idade, esse senso de coletividade tende a se acentuar cada vez mais.

Charles Darwin é sempre lembrado como o grande descobridor da seleção natural, o mecanismo pelo qual a evolução biológica ocorre. Mas, você sabia que Alfred Wallace, outro cientista contemporâneo de Darwin, chegou às mesmas conclusões que ele de forma independente? Ou seja, as grandes descobertas dependem muito menos das genialidades individuais e muito mais do desenvolvimento histórico e do acúmulo de conhecimento coletivo da humanidade.

Peguemos o importante trabalho de 2016 sobre as ondas gravitacionais já citado nesta coluna como exemplo. Nesse artigo foram necessárias três páginas para listar todos os autores que participaram da pesquisa. Isso mesmo! Foram mais de mil pesquisadores envolvidos, de cerca de vinte países!

A comunidade científica hoje é um imenso grupo de pessoas espalhado por todo o planeta. Um coletivo que coopera, dialoga, critica e discorda. Quando uma nova pesquisa é publicada ela só ganha peso se os demais pesquisadores daquela área validarem os seus resultados. Se aquilo for replicado, citado e discutido pelos demais.

Portanto, a qualidade da ciência produzida em um país não se deve à sorte ou à genialidade de algumas pessoas. O principal está no quanto é investido em educação, ciência e tecnologia. No quanto a sociedade prioriza essas áreas.

Em tempos em que o governo golpista de Temer corta investimentos e extingue o Ministério da Ciência e Tecnologia, podemos parafrasear Newton e traçar uma triste estimativa para o Brasil. Se nossa visão é mais curta é porque estamos sobre os ombros de anões.

Um abraço e até a próxima!

*Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais

Por favor, teste comentários do Blog. Consertamos um defeito

Pessoal, peço ajuda de quem puder para deixar um comentário de teste porque os comentários ficaram desabilitados durante quase todo o dia de hoje (terça-feira, 31/10) para manutenção e reparo de um problema que estava ocorrendo. Agradeço a colaboração. Abraços

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Pimenta e Damous protocolam gravação com denúncias de Tacla Duran e aprovam requerimento para ele ser ouvido

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por Conceição Lemes

Na semana passada, os deputados federais petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) estiveram na Espanha em busca de documentos e depoimentos relacionados à Operação Lava Jato e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS.

Os dois gravaram mais de uma hora com o advogado Rodrigo Tacla Duran, que nos últimos meses fez várias denúncias sobre o modus operandi da Lava Jato e a atuação de outro advogado, Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho do juiz Sérgio Moro.

Pimenta nos antecipou que iria entregar as gravações e documentos obtidos à CPMI da JBS, onde são representantes do Partido dos Trabalhadores.

Fizeram isso nesta terça-feira (31/10).

Já protocoloram as gravações. Também conseguiram a aprovação na CPMI do requerimento para que Tacla seja ouvido.

Leia também:

Tacla Duran confirmou a deputados o que já havia denunciado sobre a Lava Jato e o padrinho de Moro

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Sim, a culpa é sua

por Marco Aurélio Mello

A pessoa repentinamente passa a duvidar de si mesma.

Sabe que algo vai mal na sua vida, mas não sabe ao certo o quê.

Tem dificuldade para expressar seus sentimentos.

Tem dificuldade em tomar decisões fáceis, como ir ou não ir a um compromisso social, por exemplo.

Está sempre pedindo desculpas, sente-se culpado.

Parece que não faz nada direito.

Distrai-se, machuca-se, quebra objetos acidentalmente e sente raiva por tanta desatenção.

Começa a se perguntar se é bom o suficente para a família e para o(a) parceiro(a).

Sente desânimo e perde a esperança.

Não entende porque não é feliz, se tem tanta coisa boa na vida.

Vive a perguntar se não é sensível demais.

No meio desta confusão pensa: será que estou enlouquecendo?

Sem segurança emocional, se afasta dos amigos e da família.

Cria desculpas, mente para se proteger e proteger o(a) parceiro(a).

Passa a lembrar de como era diferente no passado, uma pessoa mais confiante e mais divertida.

Sim, você tem culpa.

E precisa de ajuda.

Você é vítima de um tipo de abuso dos mais difíceis de ser identificado: o abuso psicológico conhecido por gaslighting.

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Publicação de: Viomundo

Gilmar Mendes nega transferência de prisão para Sérgio Cabral

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, negou nesta terça a transferência do ex-governador Sérgio Cabral de um presídio estadual do Rio de Janeiro para um presídio federal. O ministro acatou pedido da defesa de Cabral contra decisão do juiz Marcelo Bretas. Para o ministro, não há justificativa para transferir Cabral para um presídio no Mato Grosso do Sul.

A inclusão em estabelecimento penal federal de segurança máxima é medida excepcional (art. 10 da Lei 11.671/08). Tal excepcionalidade decorre das “raras razões justificadoras da medida” e do “especial rigor a que estão, nela, sujeitos os detentos” – voto do Min. Edson Fachin, HC 129509, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015, Redator para acórdão Min. Roberto Barroso. A permanência no presídio federal envolve “a imposição ao preso de um regime prisional mais gravoso, pela maior restrição da liberdade”– HC 112650, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 11.3.2014.

Nota-se que o recolhimento ao sistema penitenciário federal é mais gravoso ao preso. Portanto, as hipóteses de inclusão e transferência ao sistema federal devem ser rigorosamente observadas e podem ser
combatidas pela defesa.

De tudo se recolhe que a inclusão no sistema penitenciário federal de segurança máxima deve ser amparada em hipóteses verdadeiramente graves e excepcionais.

No caso concreto, o paciente responde preso preventivamente à Ação Penal 0135964-97.2017.4.02.5101, perante a 7a Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Ao final da audiência de instrução e julgamento, realizada dia 23.10.2017, foi determinada a transferência do paciente ao sistema penitenciário federal.

Daquela feita, o fundamento da ordem de transferência foi a menção feita pelo interrogado sobre a atividade profissional da família do magistrado. O paciente referiu que a família do Juiz Federal Marcelo
Bretas trabalha no ramo de bijuterias. Registro que a fundamentação da decisão foi inicialmente gravada, sendo documentada apenas de forma resumida na ata de audiência. No entanto, no mesmo dia, o juiz proferiu nova decisão, nos Autos 0509565-97.2016.4.02.5101, transcrevendo os fundamentos de sua deliberação.

Nesse ensejo, acrescentou nova base para sua decisão: a existência de indícios de que o paciente estaria recebendo “tratamento privilegiado” no sistema penitenciário estadual (eDOC 2, pp. 63-67).
Dessa forma, são esses dois os fundamentos da transferência: (i) a menção à atividade profissional da família do juiz e (ii) o tratamento privilegiado no sistema carcerário.

Outros incidentes no curso do interrogatório, mencionados pelo Desembargador relator ao indeferir a medida liminar em habeas corpus, não fundaram a decisão e, portanto, são irrelevantes.
Quanto à menção à atividade profissional da família do juiz, ao que se sabe, ela não só é exercida publicamente como foi publicizada pelos próprios membros da família Bretas.

A defesa trouxe aos autos matéria do jornalista Luiz Maklouf Carvalho, publicada no Estado de São Paulo. A reportagem contém declarações do próprio juiz e de seu pai, Adenir de Paula Bretas. Dentre outras informações sobre os Bretas, o texto informa que o pai do magistrado toma conta “de uma grande loja de bijuterias no Saara, movimentado comércio popular do centro do Rio”, e que também “constrói e aluga imóveis”.

A publicação data de 2.9.2017, pouco mais de um mês antes da audiência, oportunidade em que o paciente já se encontrava preso. Não há nada de indevido no interesse do preso pela reportagem
sobre a família de seu julgador. Tampouco o acesso do preso à notícia é irregular. Na forma da Lei de Execução Penal, o preso tem direito a manter “contato com o mundo exterior”, por meio “da leitura e de outros meios de informação” (art. 41, XV, da Lei 7.210/84).

A acusação tratava de lavagem de dinheiro por meio da compra de joias. O réu sustentava ser impossível usar a aquisição de joias para lavar ativos. Invocou os supostos conhecimentos do julgador sobre o mercado
para reforçar sua tese. Ainda que desastrada, a alegação do réu tem ligação com o caso em julgamento e representa conhecimento de dado tornado público pela própria família do julgador.

O fato de o preso demonstrar conhecimento de uma informação espontaneamente levada a público pela família do magistrado não representa ameaça, ainda que velada.

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Procuradoria do RJ defende cotas nas universidades públicas

Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ) irá propor que o governo estadual prorrogue a Lei de Cotas. A decisão foi tomada com base em um relatório feito pelo próprio órgão que indica que o sistema de cotas tem sido bem-sucedido. A informação foi divulgada pela PGE nesta segunda-feira (30).

O documento, concluído em julho deste ano, foi produzido pela Comissão de Avaliação da Lei de Cotas da PGE. O estudo mediu a efetividade da lei adotada em 2008 nas universidades públicas estaduais e servirá de base para que a PGE proponha ao governador um novo projeto de lei para renovar os efeitos da Lei 5.346, de 11 de dezembro de 2008, que teria validade até o próximo ano.

Segundo o relatório, “o sistema de cotas de ingresso nas universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro tem se mostrado bem-sucedido na alteração das profundas distorções históricas na distribuição de oportunidades no quadro econômico, social e político brasileiro”.

E justifica que “porque tal alteração demanda tempo e aperfeiçoamento constante, a Comissão de Avaliação da Lei de Cotas recomenda a propositura de novo Projeto de Lei que renove o sistema de cotas”.

Segundo dados do relatório, em 2016 os alunos cotistas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) representavam 13% do total. Já na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), eram 21%, e na Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), 33%.

O relatório concluiu que “as metas do sistema de cotas, embora ainda exijam avanços especialmente no tocante ao preenchimento das cotas para deficientes, bem como ao aperfeiçoamento do sistema de autodeclaração e implementação de mecanismos de controle para combate às fraudes – como qualquer processo que vise a reversão de tendências significativas – têm sido atingidas pelas instituições que participam do sistema universitário público do Estado do Rio de Janeiro”.

Sobre o desempenho dos alunos cotistas, o relatório revelou que é semelhante ao dos não-cotistas. “A análise dos dados apresentados permite desmistificar a ideia de que a cota provocaria um decréscimo de qualidade do ensino em instituições públicas de ensino superior do Estado do Rio de Janeiro”, afirma o relatório.

Diferentemente do que imaginavam os críticos do sistema de cotas, não houve uma grande evasão desses alunos. “Os dados analisados revelam, muito ao contrário, que a taxa de evasão é maior entre os não-cotistas que entre os cotistas”. E cita como exemplo, o estudo de abandono ou desistência do curso feito pela Uerj. “De 2003 até 2016, dos 22.917 estudantes que lá ingressaram por cotas, 26% desistiram em meio ao curso. Entre os não cotistas, o índice é de 37%”, revela o estudo.

“Em termos de conclusão da graduação é possível afirmar que a implementação do sistema de cotas resultou em aumento da diversidade étnica de formados nas grandes áreas de conhecimento no interior das Universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro”, afirma o relatório.

Sobre o ingresso dos alunos graduados dentro do sistema de cotas no mercado de trabalho, o relatório propõe que as universidades estaduais acompanhem a trajetória profissional de seus ex-alunos. “O objetivo deve ser identificar o ingresso em empregos públicos e privados, atos de empreendedorismo e outras formas de estabelecimento no mercado”, sugere o documento.

O relatório foi assinado pelos Procuradores do Estado Anderson Schreiber e Augusto Werneck, e pelos representantes da Uerj, Elielma Ayres Machado e Tania Carvalho Netto; da Uenf, Tereza de Jesus Peixoto Faria; Uezo, Luanda Silva de Moraes, Vânia Lúcia Muniz de Pádua e Dario Nepomuceno da Silva Neto; da Educafro, Igor Anatoli; do Programa PAIS/PGE-RJ, Ana Caroline Barros da Silva; da Cecierj, Marilvia Dansa de Alencar; e da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Silva de Britto.

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Estadão bate recorde de caradura: Diz que Temer tem sido mais eficiente que petistas porque não compra o Congresso

O custo da governança

Editorial do Estadão, 31/10/2017

Michel Temer tem sido mais eficiente que seus antecessores petistas porque governa com o Congresso, e não comprando o Congresso

A oposição ao governo de Michel Temer costuma acusar o presidente de “comprar” o apoio de partidos e parlamentares com verbas e cargos, já que, com baixa popularidade, não conseguiria governar de outra forma.

Teria sido assim, segundo essa acusação, que Temer obteve os votos necessários na Câmara para escapar das denúncias de corrupção.

Tal versão procura caracterizar o governo de Temer como essencialmente dependente do fisiologismo do Congresso – dependência que, conforme dizem os opositores, faz o presidente gastar mais com deputados corruptos do que com as necessidades do País.

“O Temer gastou R$ 14 bilhões comprando deputado”, disse o chefão petista Lula da Silva, referindo-se à votação da primeira das duas denúncias contra o presidente, dando o tom das críticas ao governo. O ex-presidente acrescentou que Temer gastaria “mais R$ 12 bilhões” e com todo esse dinheiro “daria para resolver o problema da educação”.

E arrematou: “O que é melhor para o País? Investir em educação ou gastar com deputado para votar?”.

A bravata de Lula é obviamente simplista, como costuma acontecer em discursos políticos, particularmente nos pronunciamentos do ex-presidente, que nunca desceu do palanque.

Apesar disso, não foi preciso muito esforço dos petistas para disseminar a ideia de que o governo Temer só continua de pé porque apelou para o mais rasteiro toma lá dá cá, em proporção jamais vista na história do País, e que está “enfraquecido” diante de uma presumida “inflação” no custo dos deputados em troca de apoio daqui para a frente.

O problema dessa versão é que ela é falsa.

O custo da governança de Temer – isto é, o quanto o presidente precisa gastar, em verbas e cargos, para obter os votos necessários para aprovar os projetos de interesse do Executivo ou impedir ações da oposição – foi até aqui muito mais baixo do que o de Lula e de Dilma Rousseff.

Foi a conclusão a que chegou o cientista político Carlos Pereira, professor da Fundação Getúlio Vargas, que ajudou a desenvolver um método para mensurar a eficiência do governo na sua relação com o Congresso.

Carlos Pereira expôs os resultados de seu estudo em artigo na Folha de S.Paulo.

A medida é composta pela quantidade de Ministérios disponíveis, pelos recursos que o governo aloca entre os Ministérios que acomodam integrantes da coalizão e pelo valor das emendas dos parlamentares ao Orçamento que o presidente libera.

O resultado é um Índice de Custos de Governo (ICG), de zero a 100 pontos. O governo de Michel Temer, até aqui, teve média de 15,4 pontos, o nível mais baixo da série histórica proposta por Carlos Pereira.

Com Dilma Rousseff, o ICG médio foi de 58 pontos no segundo mandato e de 88,1 pontos no primeiro.

Já Lula – aquele que se queixa de que Temer gasta mais com deputados do que com educação – chegou a 90,6 pontos no primeiro mandato e a 95,2 pontos no segundo.

Apesar dos custos de governança muito mais baixos que os de seus antecessores, Temer conseguiu aprovar projetos impopulares e controvertidos, como o teto dos gastos, a reforma trabalhista, a mudança do marco regulatório do petróleo e a reforma do ensino médio.

E tudo isso em meio a uma incessante barragem de denúncias de escândalos e acusações diversas.

O segredo, conforme concluiu Carlos Pereira, é que Temer gerencia melhor a coalizão que sustenta seu governo.

Em seu estudo, ele mostra que Lula e Dilma privilegiaram o PT na divisão dos recursos disponíveis, ao passo que Temer, além de gastar menos, concedeu mais recursos para os integrantes da coalizão do que para seu partido, o PMDB.

Além disso, Temer montou uma coalizão com perfil ideológico razoavelmente homogêneo, ao passo que as coalizões nos governos petistas foram marcadas pela heterogeneidade – e é mais caro manter o apoio de partidos que só se juntaram ao governo em razão das verbas e dos cargos prometidos.

Por fim, na divisão dos cargos, Temer compartilha mais o poder com os aliados do que Lula e Dilma fizeram em sua época.

De tudo isso se conclui que Temer, em situação bem mais adversa, tem sido mais eficiente que seus antecessores petistas, porque governa com o Congresso, e não comprando o Congresso.

Leia também:

Capitalismo drácula devora a América Latina

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Publicação de: Viomundo

Obscurantismo: Assembleia Legislativa do Paraná debaterá “cura gay”

Uma audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (31), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) vai debater as chamadas terapias de  “reversão sexual”, conhecidas popularmente como “cura gay”.

O evento foi proposto pelo deputado estadual professor Lemos a pedido do Grupo Dignidade e do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR).

O principal objetivo é colocar em discussão argumentos referentes à Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que institui normas de atuação para os Psicólogos em relação à questão da orientação afetivo-sexual.

Devem participar do evento  o diretor-executivo do Grupo Dignidade, Toni Reis, e a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do CRP-PR, psicóloga Sandra Fergutz Batista.

Também estão previstas as participações do Secretário de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos do Paraná, Artagão Júnior; do titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Palmas e membro integrante do Núcleo LGBT do Ministério Público do Paraná, André Luiz de Araújo; e da Coordenadora do Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos e representante da Defensoria Pública do Estado, Camille Vieira da Costa.

Estarão presentes ainda representantes da OAB, dos movimentos sociais e de núcleos acadêmicos de pesquisa sobre o tema.

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Funaro acusa Temer de receber R$ 2,5 milhões de propina

O doleiro Lúcio Funaro afirmou nesta terça-feira (31), em depoimento à Justiça Federal de Brasília, que o presidente Michel Temer recebeu R$ 2,5 milhões de propina do grupo Bertin como contrapartida pela liberação de financiamento do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa, ao conglomerado de infraestrutura.

Conforme Funaro, o pagamento do grupo Bertin tinha relação com investimento na área de energia. À época do aporte do FI-FGTS, o atual secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, ocupava a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa, responsável pela gestão do FI-FGTS.

Delator da Lava Jato, o doleiro disse à Justiça acreditar que o repasse a Temer ocorreu por meio de doações oficiais ao diretório nacional do PMDB.

Após obter o financiamento com recursos do fundo, o empresário Natalino Bertin acertou o repasse de valores a políticos, sendo que parte da propina foi paga por meio de doações oficiais, relatou o doleiro.

“Quando foi para definir como é que seria a divisão do montante que o Natalino disponibilizou para doações, se eu não me engano, o deputado Eduardo Cunha ficou com um milhão, dois milhões, dois milhões e meio, foram destinados ao presidente Michel Temer, e um valor de um milhão também, um milhão e meio, destinado ao deputado Candido Vaccarezza”, afirmou o doleiro.

Ainda de acordo com Funaro, os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Cândido Vaccarezza (Avante-SP) também receberam suborno Bertin para avalizar a liberação de financimento para o grupo Bertin.

Réu na Operação Sépsis – desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de propinas envolvendo financiamentos do FI-FGTS –, o doleiro fez acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Propina do grupo Bertin

Funaro já havia mencionado pagamento de propina do grupo Bertin em seu acordo de delação com a PGR, mas, à época, ele não havia detalhado o pagamento a Temer. Na delação, o doleiro tinha explicado aos investigadores que empresas pagavam propina em troca de facilidades na liberação dos recursos do FI-FGTS.

Em um dos vídeos da delação premiada, Funaro explicou que foi procurado pelo grupo Bertin para viabilizar o investimento do FI-FGTS na empresa Nova Cibe porque os empresários sabiam que a vice-presidência de Fundos da Caixa era do PMDB.

Na ocasião, o doleiro afirmou que o aporte ao grupo Bertin teve como contrapartida o pagamento de propina dividida entre ele, Cunha e Moreira Franco, que rebatem as acusações do delator.

No depoimento da delação, Funaro disse ter dividido R$ 12 milhões em propina da seguinte forma: 65% para Moreira, 25% para Cunha e 15% para ele próprio.

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