Monthabril 2017

Wadih Damous: O povo disse não ao roubo de direitos, ao golpe e à manipulação da Globo

Brasil disse não ao roubo de direitos e ao golpe

por Wadih Damous

Neste dia 28, os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil fizeram história. Cerca de 35 milhões de brasileiros participaram da greve geral e das manifestações convocadas pelas centrais sindicais.

Agora, a luta pela reconquista da democracia alcança outro patamar. O caminho é em linha reta até que os coveiros do regime democrático sejam derrotados e os direitos da classe trabalhadora e do povo respeitados.

O povo protagonizou a maior greve geral já ocorrida no país porque não aceita que a camarilha de bandidos que se instalou no Palácio do Planalto continue roubando seu dinheiro e seus direitos; porque sabe que as reformas de Temer destroem seu presente e comprometem seu futuro; porque não tolera um governo que já produziu 14 milhões de desempregados; porque despertou para a urgência de pôr um freio na entrega das riquezas nacionais aos estrangeiros.

O sucesso da greve representa uma amarga derrota para o monopólio midiático brasileiro liderado pela Globo.

Além do papel destacado no consórcio do golpe, a mídia velhaca dita a agenda do governo golpista e aplaude entusiasticamente as reformas trabalhista e previdenciária mesmo diante de todas as evidências de que elas levarão de roldão as mais comezinhas conquistas históricas da cidadania, da legislação trabalhista de Vargas aos governos de Lula que tiraram da miséria 40 milhões de pessoas, passando pela Constituição cidadã de 1988.

A cobertura da greve geral feita pelos veículos das Organizações Globo atingiram as raias do ridículo e do patético. Não que se esperasse quaisquer resquício de respeito a premissas básicas do bom jornalismo, há muito abandonados pelo conglomerado da família Marinho, mas classificar um movimento de envergadura nacional que mobilizou milhões de trabalhadores como mera “baderna sindical” é de uma pobreza de espírito de dar dó. O Brasil todo ou participou ou viu a greve acontecer diante de seus olhos. Mas a Globo aposta na autoimolação, na desmoralização completa.

Deu gosto circular pela cidade do Rio acompanhando a greve e os atos promovidos pela classe trabalhadora. Seja no Aeroporto Santos Dumont, obrigado a cancelar dezenas de voos, no Sindicato dos Estivadores, cujos trabalhadores enfrentaram de cabeça erguida a invasão da polícia a serviço do capital e da reação; no ato dos enfermeiros e demais servidores da saúde do Instituto de Traumatologia e Ortopedia ou no Palácio Guanabara e na Alerj, lado a lado com os servidores no protesto contra a roubalheira e o não pagamento dos salários, pude testemunhar a força e a determinação classista e patriótica que impulsionaram a greve.

E os resultados já se fazem notar. Senadores nos emitem sinais de que a aprovação da reforma trabalhista no Senado não será propriamente um passeio no parque, uma vez que um grande número deles não se curvará ao lixo votado na Câmara. As centrais sindicais serão chamadas a opinar e o debate será retomado. O governo caminha também para a derrota com seu projeto de reforma da Previdência. Tudo indica que os bandidos não terão apoio suficiente para aprovar o fim da aposentadoria das pessoas.

No fim do dia, a Polícia Militar dissolveu de forma criminosa a manifestação pacífica convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais. Agindo como jagunços os policiais despejaram bombas a granel sobre a multidão, chegando ao ponto de jogá-las no palco onde eu me encontrava junto com outros colegas parlamentares, dirigentes sindicais e dos movimentos sociais.

Em mais uma demonstração cabal de que vivemos em pleno estado de exceção, a PM não só acabou com protesto legal, pacífico e amparado pela Constituição da República, como perseguiu as dezenas de milhares de homens e mulheres que tentavam deixar o local atirando-lhes bombas e balas de borracha.

Essa ação truculenta e fascista dá bem uma dimensão do nível de degradação a que chegou o governo Pezão. Não bastasse chafurdar no fundo do poço da corrupção e da incompetência, o governo do estado vai adquirindo notório saber no quesito agressão covarde a gente que luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Wadih Damous, deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ

Leia também:

Dilma detona posições de Temer no Ratinho: Primor de misoginia e patriarcalismo

O post Wadih Damous: O povo disse não ao roubo de direitos, ao golpe e à manipulação da Globo apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Dilma detona posições de Temer sobre o papel da mulher no Programa do Ratinho: “Primor de misoginia”

 Na sexta-feira (28/04),  Michel Temer foi entrevistado no Programa do Ratinho, que lhe perguntou: “Uma dona de casa, ela não pode gastar se o marido dela ganha R$ 5 mil, ela não pode gastar mais que cinco, senão ela vai quebrar o marido. Por que o governo gasta mais do que arrecada sempre? 

Resposta do presidente usurpador (o negrito é nosso): “Acho que os governos agora precisam passar a ter marido, viu, porque daí não vai quebrar. Para não quebrar o país precisa fazer – país, estado, município –, você precisa fazer isso que nós estamos fazendo. Por exemplo, reitero, o teto de gastos públicos. Você não pode gastar mais do que arrecada. É fazer como se faz na sua casa”

Em nota publicada no seu blog, Dilma detonou-o.

Dilma: “A cegueira política de Temer no Programa do Ratinho”

Dilma.com.br

A entrevista do senhor Michel Temer ao apresentador Ratinho é um primor de misoginia e patriarcalismo.

É estarrecedor que no século 21 um presidente, mesmo ilegítimo, tenha opiniões tão tacanhas, rebaixadas e subalternas sobre o papel da mulher na sociedade brasileira.

Sua fantástica cegueira política e seu imenso conservadorismo o impedem de ver a importância das lutas e a realidade das conquistas obtidas pelas mulheres brasileiras obtiveram ao longo das últimas décadas.

As mulheres brasileiras não merecem que um golpista, líder de um governo que está impondo o retrocesso social e econômico mais impiedoso sobre o nosso país, venha, mais uma vez, a público e manifeste suas opiniões machistas ultrapassadas.

O Brasil precisa de eleições diretas já!

Dilma Rousseff

Leia também:

Prisão de três ativistas do MTST na greve geral em SP é “coisa de ditadura”

O post Dilma detona posições de Temer sobre o papel da mulher no Programa do Ratinho: “Primor de misoginia” apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Primeiro de maio da CUT será na Paulista, apesar da oposição do prefake

1º de Maio da CUT é na Paulista

Ato político ocorrerá às 14h, com caminhada até a Praça da República, onde apresentações culturais encerrarão a atividade

do site da CUT

O Ato Político de Resistência do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, está mantido na Av. Paulista, com concentração a partir das 12h.

O evento, organizado pela CUT, CTB e Intersindical, com o apoio dos movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, será de luta e resistência contra o maior ataque aos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais já ocorridos na história do Brasil.

O ato político ocorrerá a partir das 14h e, na sequência, os manifestantes seguirão em caminhada até a Praça da República, onde terão as apresentações dos artistas programados para encerrar a atividade.

A decisão foi acordada em audiência com o Tribunal de Justiça de São Paulo na manhã deste domingo (30), após a Central entrar com recurso contra a decisão proferida a pedido da Prefeitura de São Paulo de proibir as atividades do 1º de Maio na Av. Paulista.

O TJSP justificou a decisão com a alegação de que é preciso “se dar a isonomia à manifestação da CUT e a outras já ocorridas na Av. Paulista, inclusive com a utilização de caminhão de sim.”

Segundo o presidente estadual da CUT-SP, Douglas Izzo, a programação cultural deste 1º de maio tem o objetivo de utilizar a cultura como instrumento de formação política, em especial com a juventude.

“Por isso trabalhamos para manter as intervenções culturais que encerrarão as atividades, assim como estava previsto. O ato político está mantido na Paulista, palco das grandes últimas manifestações protagonizadas pela população de São Paulo”, explica.

1º de Maio da Resistência
Av. Paulista, com concentração a partir das 12h
Ato político às 14h, com caminhada até a Praça da República
Apresentações culturais: Praça da República????

Leia também

Datafolha confirma liderança de Lula; Bolsonaro sobe e pode ir ao segundo turno

O post Primeiro de maio da CUT será na Paulista, apesar da oposição do prefake apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

A GENTE NÃO AGUENTA MAIS

Por Katia Passos, para Jornalistas Livres (com relatos de Sato do Brasil e Adolfo Várzea Jornalistas Livres. Fotos: Roberto Seracinskis e Gabriela Zanardi).

16 de março de 2017

 
Passada a força do povo nas ruas, demonstrada no belo 15 de março, os movimentos sociais e sindicais passaram a anunciar que uma greve geral seria a próxima empreitada do povo mais pobre do país, no enfrentamento à perda de direitos. A parti daí, para mim, foram mais de 30 dias de máxima ansiedade até a madrugada do dia 28 de abril chegar.
 

Madrugada de 28 de abril de 2017

 
 
Eu não tinha ideia do que poderia acontecer. E de fato, evitei pensar sobre isso. Muito feliz com o 15 de março, mas com a memória daquele 17 de abril de 2016, onde, em Brasília, mesmo trabalhando como Jornalista Livre, com dor no peito, entristeci e chorei. 
 
Ali, a intuição não precisava ser muito aguçada para sentir que estávamos descendo por um caminho áspero, rochoso e sangrento. E, infelizmente, não deu outra. Então, apreensiva, optei por deixar de lado qualquer pensamento sobre o 28 de abril. 
 
Mas depois de anos de reportagem, confesso: tive medo de ir às ruas para a cobertura das primeiras ações de greve na madrugada do 28. Mas, imediatamente, meu temor desapareceu quando ouvi a frase: “não tema e reflita sobre o futuro de suas filhas e de tudo aquilo em que você acredita: a democracia, os direitos humanos e o poder que o povo brasileiro tem de transformar o sofrimento, em uma única voz aguerrida que clama contra os retrocessos que sofremos na atual conjuntura política”, foi a Carmem Silva, coordenadora da Frente de Luta por Moradia que meu deu forças pra enfrentar o meu medo. 
 
Então, naquela madrugada, eu, Adolfo Várzea e Sato do Brasil fomos acompanhar a primeira ação em SP em apoio à greve geral. A FLM e a Central de Movimentos Populares ocuparam um terreno vazio no Centro de São Paulo, quase no quintal da Prefeitura. No momento da entrada no local, me dei conta que eu que passava ali quase todo os dias, mas nunca tinha dado nenhuma atenção ao espaço. Vi nos rostos dos sem-teto a demonstração de luta por inclusão numa verdadeira cidade linda. A Ocupação Abril Vermelho na Ladeira da Memória – Casa Aberta Praça de Todos nasceu. O Estado esqueceu seu dever, mas ainda bem que existem Carmens, Fernandes, Márcias, Joanas, Josés, Fabrícios e tantos outros que passaram ali e enxergaram uma área para a cultura e o lazer, num local histórico no centro da cidade, por onde milhares de outros trabalhadores correm por medo de assaltos. 
 
Horas antes, o Sato do Brasil, tinha acabado de voltar de uma cobertura da Conferência indígena em Brasília e num dos escritos, desabafou lindamente: “Eu não aguento mais. Em 2 dias, vi bombas sendo arremessadas contra os índios em frente ao Congresso. Crianças, idosos, mulheres, homens. Povo que sempre esteve aqui. Eu não aguento mais. Eu vi lideranças indígenas sendo escorraçadas do Senado, escoltadas pela cavalaria e tropa de choque, como se fossem animais para o abate.”
 
De fato, eu também não aguento mais. Mas todos os dias, me sinto na missão de continuar a ser voluntariamente jornalista livre. E, essa greve geral serviu para recarregar as baterias.

Manhã, tarde e noite de 28 de abril de 2017

Durante o dia, percorri diversos outros pontos de ações da greve, mas nada foi mais emblemático, bonito e revigorante do que a caminhada até à casa de Temer. Eram mais de 70 mil pessoas, uma grande massa que se uniu contra as reforma trabalhista e o fim da aposentadoria pública. Em vários momentos da reportagem, eu parei, só para ver aquela a caminhada, ouvir os gritos de ordem e olhar detalhadamente para quem estava lá.

Vi até minha família passar. Me emocionei. Vi senhoras e senhores que não vejo há tempos em manifestações levantarem cartazes, vi crianças levantarem cartazes, vi os secundaristas que ocuparam as escolas em 2015 cantarem suas canções contra a reforma da previdência. Parecia tudo uma voz só. Todos eles encheram meu coração de alegria.
 
Na chegada à casa de Temer, como sempre, muito policiamento.
 A rua que dava acesso aos portões da mansão estava completamente cercada. O povo que se debruçava na grade tentava conversar carinhosamente com os policiais que estavam na parte de dentro do cerco, chamando em vão, a categoria para se juntar aos protestos contra o presidente. Foi bom ver que bom sentir que o povo, mesmo golpeado, tem ainda muito amor no coração.
Mais cedo, Sato havia cobrindo um dos inúmeros “trancaços” de rua da cidade e desabafou : “Eu não aguento mais. Eu vi homens e mulheres fortes e de luta serem perseguidos como caça pelas ruas do centro de SP por mais de meia hora, encurraladas por gás e balas de borracha atiradas a esmo em direção às suas cabeças. Eu vi crianças de colo chorando e senhoras sentadas no meio fio, desorientadas sem poder respirar direito. Eu não aguento mais.”
Depois do diálogo do povo com os policiais na frente da casa de Temer, a mesma cena da manhã, descrita no desabafo de Sato, recomeçou.
Vejo três caveirões entrando na rua onde eu estava. E eles também me viram. Um deles, em velocidade consideravelmente alta, foi literalmente jogado em cima de mim e quase me atropelou. Eu, já equipada para uma verdadeira guerra, com capacete e máscara de gás corri, escapei. 
A rua estava irrespirável. O barulho horripilante dos estouros de uma sequência de bombas e balas de borracha desferidas contra manifestantes e um grupo de jovens do movimento anarquista, tomaram conta da rua.


 Eu não consegui entrar ao vivo para mostrar em tempo real as cenas, então, filmei alguns desses momentos e comecei a passar muito mal. Tentei me proteger dos tiros, das bombas e de qualquer outro tipo de agressão, mas estava impossível continuar ali. Vomitei muito. Um segurança das mansões luxuosas do entorno, viu e me socorreu na sua moto. 
Sobre esse momento, Sato também escreveu: “Eu vi milhares correndo entre árvores, escorregando, caindo, levantando, mulheres sendo amparadas, senhores e senhoras com idade de meus pais andando tão rápido quanto suas pernas puderam deixar, lágrimas por raiva e por gás, desespero por não encontrar a saída, o barulho das bombas ecoando nas garagens cheias de ferraris, luzes nas calçadas se acendendo denunciando mais um corpo atingido, meus pés estavam em frangalhos, fumaça explodindo nos meus e nos teus olhos, alguém desistindo e sendo ajudado a não desistir, pais puxando seus filhos pelos braços, gritos, abraços, choro, respiro. Eu não aguento mais. Eu vi no céu e no chão, no espírito e na rua, o descompasso de quem reina machucando os seus. Traidores e impostores acuando e perseguindo qualquer um que se levantasse contra o escárnio e a injustiça.”
Vimos dor e cansaço. E sabemos que há um poder muito maior do que a vontade daqueles policiais em machucar o povo. Por trás daqueles escudos, há oprimidos. Há trabalhadores que também estão perdendo tudo, todos os dias e que em muitos desses dias, nem sabem se voltarão para casa, para suas famílias. Eles saem de seus batalhões alimentados pelo mandos de ódio de seus chefes de Segurança Pública e com a obrigação de serem cruéis custe o que custar, inclusive, colocando em risco suas próprias vidas.
 
Quando olho dentro daquela fresta transparente dos escudos consigo ver algo muito além de um homem, ou uma mulher cruel que “quer” me tirar minha visão acertando o olho com uma bala de borracha. longe de mim querer aqui justificar o que sofremos na mão de uma polícia despreparada. Mas eu não posso deixar de dizer que vejo um oprimido fruto da degradação do Estado e penso que esses policiais também possuem graves sofrimentos particulares. É um caminho tortuoso. 



“O ato estava em festa, uma comemoração ao sucesso da greve geral. Entrevistávamos o senador Lindberg Farias, próximo ao caminhão de som, quando uma bomba foi atirada em nossa direção. Andamos rápido em direção a Praça Panamericana e vimos muitos manifestantes sendo perseguidos pela polícia. Não dá pra imaginar isso nos atos organizados pelo MBL. Vivemos um terrorismo de Estado. Vivemos um momento de Ditadura Militar. Sinto revolta.” Desabafou o jornalista Livre Adolfo Garroux
Durante nossas coberturas, no momento em que a repressão policial começa, nosso peito arranha, as pernas endurecem e os músculos não obedecem mais. E, quando ainda ao longe os ruídos de bombas chegavam aos ouvidos, ainda assim, resolvemos continuar nas ruas e nas praças, com câmera, lápis, sonhos e abraços.

JL  Sato conversa com manifestante na concentração do ato, no Largo da Batata

Pelas redes sociais, provocamos os silenciosos, a iluminar os indecisos, a narrar as noites insanas, a sorrir com os lutadores, a caminhar com irmãos irmãs, sempre na direção de um dia mais ensolarado. 
Ao chegar em casa, assisti o vídeo do encerramento do ato do Rio de Janeiro. Assisti umas cinco vezes para acreditar que um policial havia atirado contra o palco. Fiz um print da tela. E a cena é impressionante.

Bomba lançada pela PM-RJ em palco

Relembrei muitos momentos nos quais escapei e agradeci aos deuses pelo fato do cinegrafista que registrara aquela cena ter se safado sem ferimentos. Eu não aguento mais. Nós não aguentamos mais. Mas não podemos cansar. Não podemos deixar a mídia tradicional mostrar apenas vidraças de bancos quebradas. A linda greve geral ultrapassou os limites da importância para além disso, o povo peitou patrão, se uniu e cruzou os braços, e termos enfrentada tamanha repressão policial desproporcional não desanima. Por isso, amanhã, nos chamem, nos convidem, e nos acompanhem. Porque temos que reconstruir o país.

O post A GENTE NÃO AGUENTA MAIS apareceu primeiro em Jornalistas Livres.

Publicação de: Jornalistas Livres

Concha Acústica em Londrina completa 60 anos; Confira mais dicas culturais do PR


Agenda Cultural

Agenda cultural de peças, filmes, exposições de graça (ou quase)

Pamela Oliveira, com colaboração de Ednubia Ghisi |
Para comemorar o aniversário, a Concha recebe três atrações culturais no dia 1º de maio Arquivo Folha de Londrina

Inaugurada no dia 1° de Maio de 1957, a Concha Acústica de Londrina se tornou o palco de diversas atrações culturais e manifestações políticas na cidade. O projeto de Henrique Mindlin foi executado pelo engenheiro José Augusto Queiroz, durante administração do Prefeito Antônio Fernandes Sobrinho, para substituir o espaço anteriormente ocupado pela rodoviária.

Além de ser um dos cartões postais mais queridos de Londrina, hoje a “Concha” – como é carinhosamente chamada – é um dos poucos espaços públicos, totalmente abertos, que recebem atrações culturais inteiramente gratuitas e permitem o acesso de toda a população à cultura, incluindo pessoas e situação de rua.

Para comemorar a vida desse espaço que projeta as vozes e canções de manifestações políticas e artísticas no coração da cidade, a Diretoria de Ação Cultural apresenta três atrações no dia de seu sexagenário, feriado nacional do Dia do Trabalhador. Confira: 

Quando: 1° de maio
17h às 18h: Escola de Circo de Londrina;
18h30 às 19h10: Batalha na Concha – WMC
19h30 às 20h30: Balé de Londrina e Escola Municipal de Dança
Onde: Concha Acústica – Rua Maestro Egídio C. do Amaral – Praça 1º de Maio
Quanto: 0800
 

>> Confira outras agendas culturais para Curitiba e Londrina:

[ Londrina ]  Exposição Chotei Kotinda
O quê: Fotos de Chotei Kotinda, de 1940 e 1952, comemoram o centenário da chegada da família Kotinda ao Brasil. As fotos resgatadas retratam a adaptação da família Kotinda, vinda de Okinawa, no Japão, para seu estabelecimento em Lins, interior de São Paulo.
Quando: De 25/04 à 30/06, 2ª a 6ª feira: 8h às 12h e 14h às 18h e sábado: 8h às 12h
Onde: Espaço Cultural Ceddo – Rua Pernambuco, 725 – Londrina
Quanto: 0800

[ CURITIBA ]  Educomunicação + revista digital
O quê: A oficina educomunicativa vai incentivar a produção conjunta de uma cobertura do evento, que resultará numa revista digital a ser publicada na internet. A ação será realizada pelo portal Universo Educom e pelo coletivo Parafuso Educomunicação, durante o 16° Encontro Paranaense de Educação Ambiental.
Quando: A oficina é dia 17 de maio, quarta-feira, das 14h às 17h. As inscrições para o público em geral vão até o dia 1º de maio, pelo site http://universoeducom.org/
Onde: Reitoria I da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sala 519, Centro, em Curitiba.
Quanto: 0800

[ CURITIBA ]  Doc “Sem Clima”
O quê: Qual a relação entre a bancada ruralista e as mudanças climáticas? Esta é a pergunta central que o documentário “Sem Clima – uma República controlada pelo agronegócio” busca responder. O filme foi produzido pelo grupo De Olho Nos Ruralistas e lançado recentemente.
Quando: Dia 4 de maio, quinta-feira, às 19h.
Onde: Auditório da UTFPR, Avenida Sete de Setembro, 3165, Rebouças, Curitiba.
Quanto: 0800

[ CURITIBA ] Com os punhos cerrados 
O quê: Eugenio, Joaquim e João são três jovens que usam uma rádio clandestina para lutam pela liberdade e planejam a revolução. Quando começam a incomodar os poderosos, suas vidas passam a correr risco. O longa-metragem é Brasileiro, filmado em Fortaleza.
Quando: De 25 de abril a 10 de maio, às 16h (exceto nos dias 29, 30 de abril e 6 de maio).
Onde: Cinemateca de Curitiba, Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco.
Quanto: R$ 10 e R$ 5

(function(i,s,o,g,r,a,m){i[‘GoogleAnalyticsObject’]=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,’script’,’//www.google-analytics.com/analytics.js’,’ga’); ga(‘create’, ‘UA-54143594-4’, ‘auto’); ga(‘set’, ‘campaignName’, ‘FacebookIA’); ga(‘set’, ‘campaignSource’, ‘FacebookInstantArticles’); ga(‘set’, ‘campaignMedium’, ‘social’); ga(‘send’, ‘pageview’);

Publicação de: Brasil de Fato

Comissão de Direitos Humanos repudia prisão de três ativistas do MTST na greve geral em SP; “coisa de ditadura”, acusa Boulos

Da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), da Câmara dos Deputados

Na última sexta-feira (28.04), o Brasil viveu uma de suas maiores manifestações de massa de sua história quando cerca de 40 milhões de trabalhadores aderiram à greve geral, em protesto às reformas do presidente Michel Temer que visam retirar direitos consolidados das brasileiras e brasileiros.

Infelizmente, da mesma forma que a greve geral mobilizou milhões, o aparato repressor estatal seguiu com sua escalada de violência e de articulação institucional visando conter e reprimir protestos populares legítimos garantidos pela Constituição.

São dezenas de denúncias que recebemos de vários cantos do Brasil relatando agressões, espancamentos e prisões arbitrárias por parte das forças policiais. É um estado de exceção que se constitui no país a despeito da lei e de protocolos mínimos de segurança da população nas manifestações.

Nesse cenário de exceção, manifesto meu repúdio à prisão de três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em São Paulo, acusados de incêndio criminoso, explosão e incitação à violência, e que seguem detidos em um presídio paulista sem indícios materiais que justifiquem a permanência da detenção, apenas o relato dos policiais militares, reforçando a tese de ativistas de Direitos Humanos de que há a criminalização institucional de movimentos sociais no Brasil. Sobre este episódio, estou em contato permanente com lideranças do MTST, e junto com o deputado Nilto Tatto, que é do mesmo estado onde as prisões ocorreram, estaremos acompanhando atentamente as prisões, mantendo contato com as autoridades estaduais do Poder Executivo e Judiciário.

Outro episódio que chocou o país ocorreu em Goiânia, onde o estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, foi atingido por um policial militar com um golpe de cassetete no rosto. As imagens da chocante agressão, que circulam em jornais e portais de notícias em todo o mundo, mostram que o golpe foi desferido com tanta força que o cassetete do policial chega a quebrar. Segundo informações que circulam na imprensa, Mateus está na UTI do Hospital de Urgências de Brasília, com traumatismo cranioencefálico e fraturas múltiplas.

Informo que, na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), designei nossa vice-presidenta, deputada Erika Kokay, para apurar os desdobramentos do caso e tomar as devidas providências no sentido de apontar responsabilidades e propor encaminhamentos, colocando a assessoria técnica da Comissão à disposição do total acompanhamento do episódio.

Além disso, a Comissão seguirá monitorando as demais denúncias de violações de Direitos Humanos na greve geral do dia 28, e caso sejam comprovadas, ensejarão novas iniciativas de ofícios, diligências e a realização de debates públicos com autoridades visando garantir o direito pleno à manifestação política.

Deputado Paulão

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados

Leia também:

Neo Baudrillard: Sete verdades que você precisa saber sobre o João Trabalhador

O post Comissão de Direitos Humanos repudia prisão de três ativistas do MTST na greve geral em SP; “coisa de ditadura”, acusa Boulos apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Doria proíbe 1º de Maio e CUT na Paulista

A CUT (Central Única do Trabalhadores), chamou um ato em “comemoração” ao 1º de Maio (segunda-feira), Dia do Trabalhador e Trabalhadora, na Av. Paulista. Tal evento contaria com a presença de Leci Brandão, MC Guimê e Emicida.  João Dória, que só deve ouvir Lobão, apreciar quadro do Romero Brito e assistir filme do Frota, mandou cancelar. No bate-bola entre o Ditador Municipal e o Balaio de Proletário, um juiz foi chamado para arbitrar a causa. Dória, que é avesso ao jogo democrático, só gosta de “carrinho”. 

Em decisão, proferida por juiz presente em plantão judiciário, foi determinado que CUT não poderá realizar o evento na Av. Paulista. Consta na fundamentação da decisão que:

                    “A realização em via pública de uma festa/celebração da magnitude que é a do ‘Dia do Trabalho’ (que, como se verifica do anúncio no sítio do réu, contará, como de costume, com shows de música) não prescinde da prévia autorização do Poder Público competente”. 

Na mesma decisão, o juiz expõe sua preocupação a respeito de eventual questionamento à constitucionalidade de sua decisão nos seguintes termos: 

“Note-se bem que neste caso dos autos não está a cercear o direito constitucional de reunião pacifica de todo cidadão (CF, art. 5º, XVI), mas de zelar pelo cumprimento das normas municipais quando se trata de realização de eventos comemorativos e grande magnitude em espaços públicos. As situações são bem distintas”.

 Como esperado, é óbvio que a constitucionalidade é questionada por esta Coluna. Prestes atenção ao texto constitucional a qual o julgador fez referência:

Art. 5º, XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

 Sim, você não leu errado. Está escrito “TODOS PODEM“, “EM LOCAIS ABERTOS E PÚBLICOS“, “INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO” e “SENDO APENAS

EXIGIDO PRÉVIO AVISO À AUTORIDADE COMPETENTE“. Exatamente isso! Não está escrito:

Art. 5º, XVI – todas as pessoas de camiseta da CBF podem reunir-se pacificamente tirando selfies com a PM, em locais abertos ao público, dependendo de mobilização feita pela Globo, desde que frustrem direitos constitucionais e a decisão das urnas, sendo apenas exigido prévio aviso para a FIESP poder encher o Pato.

 Pergunto-te: qual das duas versões da Constituição parecem fundamentar melhor a decisão do Judiciário no caso concreto? 

E mais, o juiz afirma que a Prefeitura precisa ser avisada para garantir estrutura mínima (segurança, engenharia de trânsito, banheiro químico), e faz referência a leis municipais para exemplificar sua fundamentação. Ora, em que pese a utilidade que tais medidas possam apresentar, não podem servir de obstáculo ao exercício de direito constitucional. Lei municipais devem servir a tornar mais viável o texto constitucional,  sem opor uma vírgula sequer, sob risco de nulidade. A Administração Pública Municipal deve ser fiel observadora da Constituição Federal, bem como às próprias leis, e, se o não fizer, por ação ou omissão, deve ser responsabilizada pelo Judiciário. Se Dória tivesse sido condenado por se negar a dar assistência ao ato promovido pela CUT, faria muito mais sentido que a própria prefeitura fosse ré em uma “ação de obrigação de fazer”. 

A distinção entre “reunião pacífica” e “evento comemorativo” não deve prosperar. Em nenhuma parte do inciso constitucional diz que se trata exclusivamente de reunião política, apesar de garantir o direito político em sua essência. Reunião é condição para o pleno exercício da política, mas não é exclusivo à política. Mesmo que o juiz estivesse certo, o fato de haver show no ato, não significa que seja uma reunião menos política. Política é a decisão que impede a reunião. 

A luta

O sindicalismo brasileiro contemporâneo peca por depender de festividade para atrair trabalhadores para mobilização política-trabalhista. Estamos diante do maior ataque a direitos trabalhistas desde que os direitos trabalhistas foram consolidados pelo governo Vargas e a Seguridade Social (Previdência, Assistência e Saúde) foi garantida pela Constituição de 1988. Não é preciso dizer que vai ter café para que alguém compareça a um velório, basta ressaltar a relevância do morto! Não estamos em situação normal. Não por acaso, é uníssono, entre direita e esquerda, que vivemos uma crise. A CUT ocupou uma importante função na redemocratização do país (goste ou não, é verdade), e apesar de muitos de seus métodos terem sido mais ou menos eficientes até hoje, é preciso que se adapte o discurso e ação ao contexto em que vivemos. 

Dia 28 de Abril tivemos a maior Greve Geral que este país já viu. O momento não está para fazer show, mas chamar o povo às ruas para pressionar o Governo o Congresso que, somados, não têm a menor legitimidade. Sindicalistas podem ocupar uma importante função na formação política da classe trabalhadora, mas os limites disso estão se mostrando cada dia mais (na verdade os revolucionários húngaros já trataram da questão em 1956!). Se querem manter alguma relevância, é preciso que estejam dispostos a ouvir as inúmeras vozes que estão nas ruas. Em São Paulo, não foi preciso nenhum promessa de show para ocuparmos o Largo da Batata e avançarmos até a frente da casa de Michel Temer, enfrentando violenta (e esperada) repressão policial. Assim foi em todo o Brasil. 

Quanto a nós, classe trabalhadora, não cabemos nesta decisão judicial. Ela diz respeito a uma entidade, mas não à classe. É urgente que mantenhamos espaço nas ruas, pois o que foi feito ontem pode ser destruído para a inércia amanhã. Não defendemos interesses abstratos ou institucionais. Sabemos o que defender e pelo que lutar. Uma disciplina revolucionária não se dá pela obediência à direção partidária ou sindical, mas a uma disposição à luta para destruir a ordem vigente e construir uma sociedade mais livre, igual e justa. 

Não digo para ninguém perder a ternura, mas já está na hora de endurecer! Com CUT ou sem, com show ou sem, o 1º de Maio é RUA!

O post Doria proíbe 1º de Maio e CUT na Paulista apareceu primeiro em Jornalistas Livres.

Publicação de: Jornalistas Livres

Julian Rodrigues: Agora é continuar a greve geral em Curitiba no dia 10 de maio

Lula no ato em defesa do polo naval do Rio Grande (RS), em 29 de abril de 2017. Foto: Ricardo Stuckert, via Fotos Públicas

Sucesso da greve geral é ponto de virada

Agora é continuar nas ruas: 10 de maio em Curitiba para derrotar o golpe dentro do golpe

Julian Rodrigues, especial para o Viomundo

O sucesso das mobilizações desse 28 de abril de 2017 é incontestável. A greve geral parou o Brasil e se multiplicou em centenas de ações e atos por todo o território nacional.

A greve geral da última sexta-feira de abril foi reconhecida como a maior das últimas décadas. Algumas causas óbvias para esse sucesso: o governo golpista de Temer tem apenas 4% de aprovação. O desemprego bate recorde de 14%. O país está mergulhado em recessão, sem perspectiva de crescimento. Boa parte do governo e do Congresso Nacional é investigada por corrupção.

Um ano depois do golpe judicial-midiático-parlamentar-empresarial parece que a ficha caiu. As massas trabalhadoras começam a se dar conta que a derrubada de Dilma foi uma manobra do andar de cima para tirar direitos dos pobres. É por isso que Lula lidera todas pesquisas, seja com 25% ou 45% dos votos.

A mídia golpista tentou primeiro ignorar. Depois, investiram na disputa da narrativa, vendendo a ideia de que a greve era “política”, para “defender Lula”, ou então “coisa de vagabundos”. O prefeito fake de São Paulo e pré-candidato à presidente tentou liderar o bloco anti-greve – e se enroscou em novas trapalhadas ao prometer “uber para todos” .

Redes e ruas. Paralisações e trancaços. A greve combinou a paralisação de categorias-chave como metroviários, rodoviários, professores, metalúrgicos com ações diretas nas principais avenidas e estradas do país. Atos e manifestações aconteceram de forma descentralizada durante todo o dia, não só nas capitais, mas em centenas de cidades em todo o país.

Por mais que tentem disfarçar, os golpistas e a Globo sentiram a força do movimento. O envolvimento de milhões de pessoas (mesmo quem não podia entrar em greve apoiou o movimento e fez de tudo para não trabalhar) marca um novo momento na conjuntura.

Não há base social para apoiar nem as reformas neoliberais nem a continuidade do governo Temer. As classes médias que se mexeram para derrubar Dilma estão frustradas com o PSDB, afundado em corrupção (a trinca de candidatos tradicionais tucanos derrete nas pesquisas) e também não apoiam o conjunto das radicais reformas neoliberais.

O que cresce entre as elites e classes médias conservadoras é o discurso fascista, a extrema-direita, a candidatura Bolsonaro.

Ou a candidatura dos sonhos das elites paulistas que é o almofadinha “gestor”, “não-político”: o prefeito de São Paulo, um dublê de Trump, fenômeno nas redes sociais, marqueteiro de si mesmo e ultra-liberal.

Sem medo de errar: a adesão à greve geral surpreendeu. Superou as expectativas e a influência orgânica da Frente Brasil Popular, da Frente Povo Sem Medo, da esquerda e do bloco democrático-popular. A direita sentiu a pancada.

Pela primeira vez, desde que o bloco constituído pela mídia, banqueiros, judiciário, Ministério Público, Polícia Federal impôs uma ruptura institucional rompendo o pacto da redemocratização e rasgando a Constituição de 1988, o campo popular saiu da defensiva e mobilizou milhões de pessoas. Foi um verdadeiro “turning point”.

O futuro imediato do país está em disputa.

A sobrevivência do governo Temer se vincula à sua capacidade de aprovar o pacote de desmonte da previdência e dos direitos trabalhistas. Resta saber se deputados e senadores, PMDB/PSDB vão apoiar essas propostas antipovo até o fim. Tudo indica que haverá mesmo eleições em 2018 – eles não tem força hoje para dar um golpe dentro do golpe.

Por outro lado, o braço golpista da Lava-Jato/Globo continua operando em alta para destruir Lula e impedir que possa ser candidato a presidente.

A candidatura Lula hoje é a principal alternativa contra o golpe , uma saída popular para reverter as medidas neoliberais e retomar uma agenda de crescimento econômico e fortalecimento das políticas sociais.

Assim, é com mais fôlego e esperança o campo popular vai continuar nas ruas.

Além das manifestações do Dia do Trabalhador, o grande desafio é mobilizar milhares no próximo dia 10 de maio. Derrotar Moro e a Lava-Jato (mecanismos do empresariado, da mídia e dos EUA contra os interesses nacionais) é parte importante da batalha para enterrar o golpe.

Pela democracia, por Lula e pelo Brasil: impedir o golpe dentro do golpe. Continuar a greve geral em Curitiba. Foi um dia histórico!

Leia também:

Neo Baudrillard: Sete verdades que você precisa saber sobre o João Trabalhador

O post Julian Rodrigues: Agora é continuar a greve geral em Curitiba no dia 10 de maio apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

EDITORIAL: Nothing will remain the same after the general nationwide strike in Brazil

The struggle has just begun. The general strike has shown the way: unity in action against the coup d’état. The alternative independent media plays a fundamental role in this environment.

About 40 million workers participation; demonstrations in all states of the country and in Brasilia, public transportation, banks and factories stoppage; closed shops; Catholic Church, Evangelical Protestant Church and various civil society organizations support. Yesterday, April 28, Brazil experienced its largest general strike ever.

In an unexampled move, all the main Brazilian labor union federations were united in the call for the strike – a unity seen as key to explain the movement success. Just as important was the spontaneous mobilization of collective organizations created to cover areas not reached by the arms of unionism. Numerous reports show grassroots organized manifestations, specially in Brazil’s Northern and Northeastern regions.

Here are the facts that the dominant media try to suppress. Its deceitful narrative followed the same tone adopted before the strike. These channels concealed the consummation of the strike to the farthest point they could. Their manipulation knew no boundaries. Disciples of Joseph Goebbels, the head of Nazi propaganda, have been inebriated with the illusion that a lie repeated a thousandfold turns out to be true.

The day before the general strike, Brazil’s largest TV network (but not Brazilians’) simply erased the news that a great stoppage was about to happen. Not a word. On the following day, however, it was forced to put almost all its journalists out on the streets to cover a strike which, according to them, was not going to happen … Their behavior change speaks for itself. It discloses their cowardly acknowledgment that, despite of their powerful wish for the opposite, general strike was a reality that not even this billionaire media clan could ignore.

The narrative of the great capital, broadcasted by those at its service and its command, was full of the same fallacious arguments in the presence of the success of the general strike. In the following day, April 29, the big newspapers still squirm to reduce the movement to a local and inexpressive, minority thing. The contrast with the facts is so brutal that even dead fishes in street markets will probably not accept being wrapped by this kind of papers.

The coup government recited the same script. Not surprisingly: all flour from the same bag. During the strike, Temer and the thief entourage who (mis) govern the country climbed ministers of second line to give way to the verbiage of forgeries. Osmar Serraglio, that is, the one caught in negotiations aimed at extorting tips from meatpackers, went to radio, TV and other media outlets to preach the “failure of the strike”. The guy, amazingly, is Minister of Justice. Nothing better to portray the kind of creature that assaulted power – few times such expression has been so real.

Meanwhile, Michel Temer, the chief of these people, was comfortably sheltered in the presidential palace. He made a statement to the nation to celebrate what he would call as a “setback” of the movement. Gave up, and everyone knows the reasons. He preferred a note from which it is hard to remember the beginning, the middle, and the end. Not without reason. With 4% of popularity, rejected by 92% of the population, hated by the people, snubbed by the pope and hanging on charges of having steered $ 40 million during the election campaign, Temer acted the same way a thief does whenlooking for one side, calls the police and and turn to the other while stealing a wallet.

Sa Paulo Mayor João Doria has not missed the chance to exercise trickery with the fear of the workers. He got to his cabinet by helicopter on the 28th. Lobbyist who made a fortune on the basis of influence with businessmen, partners and public agencies such as Embratur, Doria had the good idea of describing strikers as “vagabonds”. He forced servants to sleep at work. And he forced one of them to an unprecedented humiliation: to say that he was in favor of strikes, but not on a working day.

If that were all, we would have the scenario of a country governed by people incapable and disoriented. But that’s not the point. In the absence of any force of ideas, the gendarmerie puppet again resorted to the idea of force. And there came the cops. Coup leaders had summoned thousands of uniformed men to attack a people’s legitimate movement against the reforms that rip labor laws and narrowly require a death certificate from those who want to enjoy already meager retirement pensions.

Facts, photos and images prove: clashes sung in prose and verse by the official media originated in the brutal police repression. Injured toll surpass the dozens. At least one worker lost an eye; pregnant women gave birth by not resisting the impact of gas bombs and its (i) moral effect; Protesters were hit when they tried to escape from the bombs.

There were arrests in several cities. The show of force carried out by the police found its apex in the siege around the coup president’s house. Hundreds of soldiers threw bombs and shot rubber bullets at workers and young people who wanted to defend their right to a respectabli job and a better future.

But the people did not back down, even in the face of such unfavorable conditions of struggle. The message has been sent. Workers, students, the youth and the poorest population will not accept bills erasing hard earned rights. There is atill time to overturn the labor reform, approved only in first vote. There is time to prevent reactionary changes in retirement.

The fighting has just begun. The path is the same as the general strike: unity in action against the coup. In this scenario, independent media outlets plays a key role. No wonder the news about the strike were in the first place on Twitter trending topics worldwide for several hours on Friday.

It is a job that is not restricted to the hundreds of workers and young people who make up this true information network. It counts, as it counted on the day of the strike, with the collaboration of anonymous people sending photos, videos, news and audio messages showing what actually happens – not the post-truth (lies, in good Portuguese) spread out by the official media. Jornalistas Livres welcomes and thanks everyone who joins in this effort to rescue the truth.

From all this, a certainty emerges: nothing will be as before after this historic April, 28 2017.

 

Translation by Ricardo Gozzi and Cesar Locatelli

 

O post EDITORIAL: Nothing will remain the same after the general nationwide strike in Brazil apareceu primeiro em Jornalistas Livres.

Publicação de: Jornalistas Livres

Datafolha aponta Bolsonaro candidato viável em 2018, mas Lula em ascensão ainda lidera com folga; só 47% acham que Moro usa métodos corretos, diz Vox

Da Redação

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Marina Silva despencam na mais recente pesquisa Datafolha, publicada neste domingo, enquanto o ex-presidente Lula recupera popularidade e o pedetista Ciro Gomes se mantém estável.

A maior surpresa é o fortalecimento de Jair Bolsonaro, que se a eleição fosse hoje teria chance de disputar o segundo turno.

Bolsonaro é extremamente popular entre os mais jovens e parece herdar o discurso antipolítica martelado diariamente pela mídia corporativa, um substrato da Operação Lava Jato.

Por outro lado, na CartaCapital, Marcos Coimbra, do Vox Populi, desfaz a imagem de unanimidade sobre o apoio à Lava Jato, com apenas 47% dos entrevistados concordando que o juiz Sergio Moro faz uma luta justa e usa métodos corretos. Trechos:

A Lava Jato foi construída pela imprensa conservadora como a vanguarda da luta contra a corrupção, e normal seria que tivesse 100% de aprovação. Apresentados há três anos como os paladinos desse combate, os responsáveis por ela no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Federal deveriam, a essa altura, ser aclamados por todos Esse consenso não existe, no entanto. Ao contrário, embora ainda tenha boa acolhida, o que vemos é, a cada dia que passa, diminuir o apoio de que desfruta. Na mais recente pesquisa CNT/Vox Populi, isso fica claro.

Quando perguntados a respeito da atuação do juiz Sérgio Moro, não chega a 50% a proporção dos que acham que ele ‘faz uma luta justa e usa métodos corretos’. No inverso dos 100% que deveríamos ter na avaliação do trabalho de um magistrado, apenas 47% concordam com o enunciado.

A discordância em relação aos métodos utilizados pelos agentes da Lava Jato é nítida nas respostas à pergunta a respeito de se é correto acusar Lula ‘sem provas, mas com convicções’, como eles próprios disseram. A proporção dos que acreditam ser isso errado é de 68%, enquanto somente 28% estão de acordo.

Em sua pré-campanha presidencial, Jair Bolsonaro tem tratado especialmente de questões de segurança pública, viajando o Brasil em contato permanente com policiais militares, civis e bombeiros.

O tema tem grande apelo, especialmente entre os moradores das periferias das grandes metrópoles.

Ex-capitão do Exército, ele promete “linha dura” e exibe orgulhosamente em seu gabinete o retrato dos ditadores que governaram o Brasil entre 1964-1985.

Lula, por sua vez, tem feito um discurso relembrando os “bons tempos” na economia no período em que governava o Brasil.

Uma pesquisa do Ibope Inteligência informou que o potencial de voto de Lula em 2018 é de 47%, com 51% de rejeição.

Segundo pesquisa Vox Populi encomendada pela CUT, Lula venceria em 2018 em todos os cenários, mas apenas 32% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que ele é “honesto”.

O ex-presidente tem acentuado o tom nacionalista e explorado os desastres do governo Temer em áreas que ao mesmo tempo representam a criação de empregos e a soberania nacional — foi o que fez em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, ao defender o reerguimento da indústria naval.

Uma vantagem significativa de Lula numa disputa com Bolsonaro é que ele ajudou a eleger a primeira mulher à presidência da República.

Já o deputado carioca, numa famosa polêmica com a deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho, afirmou: “Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia. Não faz meu gênero. Jamais a estupraria”.

As mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro.

Leia também:

Neo Baudrillard: Sete verdades que você precisa saber sobre o João Trabalhador

O post Datafolha aponta Bolsonaro candidato viável em 2018, mas Lula em ascensão ainda lidera com folga; só 47% acham que Moro usa métodos corretos, diz Vox apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

© 2017 bita brasil

Theme by Anders NorénUp ↑