Monthfevereiro 2017

Aroeira: Suruba

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Publicação de: Viomundo

Tabapuã Papers é suruba com Temer e Globo

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Não é fácil entender a papelada divulgada pelo grupo anonymous na semana passada, chamada de Tabapuã Papers. Mas como o trabalho do jornalismo deve ser simplificar, em vez de complicar, este Blog vai tentar trocar em miúdos do que se trata.

Em 31 de dezembro do ano passado, duas pessoas – um homem chamado Joel Assis e uma mulher chamada Larissa Monteiro – colocaram no ar o blog Tabapuã Papers. Esse nome remete a empresa criada pelo presidente Michel Temer e sua filha Luciana em 2010, a Tabapuã Investimentos e Participações.

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Um dos fatos estranhos sobre essa empresa é que o presidente Michel Temer omitiu ser seu proprietário na declaração de bens como candidato na eleição de 2010, quando se tornou vice-presidente da República na chapa de Dilma Rousseff.

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Porém, Temer incluiu a empresa em sua declaração de bens como candidato em 2014

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O blog Tabapuã Papers afirma que foi criado para mostrar “(…) relações sombrias do melhor amigo do presidente Michel Temer com firmas em paraísos fiscais, empresas de fachada, bancos suspeitos de lavagem de dinheiro, barões da mídia e, claro, com o próprio Temer (…)”.

O “melhor amigo do presidente Michel Temer” (citado no parágrafo acima), no caso, é o advogado José Yunes, que deixou o cargo de assessor de Temer em 13 de dezembro do ano passado depois de ter tido seu nome citado em delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht.

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Em depoimento ao Ministério Público Federal prestado na semana passada, Yunes contou que, em 2014, recebeu um telefonema de Eliseu Padilha, na época deputado federal. Padilha pediu que ele recebesse um documento no escritório, que depois seria recolhido por outra pessoa.

Agora, em entrevista à GloboNews, Yunes disse que foi apenas uma “mula” de Padilha, que mandou um doleiro todo enrolado na lava jato ir lá, ao seu escritório, deixar o tal dinheiro que outra pessoa passaria depois para retirar.

Yunes se diz enganado, envolvido em esquema do qual não tinha conhecimento, e que comprometeria, “apenas”, o presidente da República.

Ocorre que toda essa barafunda tem desdobramentos surpreendentes graças aos documentos do Tabapuã Papers.

Os papéis mostram nada mais, nada menos do que Temer alugando salas comerciais para um consórcio de bilionários que inclui um filho de Yunes, Marcos Yunes, e ninguém mais, ninguém menos do que José Roberto Marinho, um dos donos da Globo.

Trata-se da Maraú Administração de Bens e Participações, cujo curioso quadro societário você confere abaixo.

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Toda essa gente que figura na constituição da Maraú aparece no Tabapuã Papers enrolada com a criação de offshores em paraísos fiscais, ou seja, aparece como dona de empresas de fachada, com sede falsa, com atividades obscuras movidas a capital sem origem declarada.

É nesse rolo que estão metidos Michel Temer, presidente da República, e José Roberto Marinho, um dos presidentes “de facto” do Brasil. Unidos por uma montanha de “coincidências” de nomes, pessoas, empresas constituídas fora do país e que começaram a atuar aqui dentro.

Ninguém achou exatamente o que está errado em tudo isso. Tudo o que está sendo divulgado pelo blog Panamá Papers é, “apenas”, um conjunto de documentos que requer investigação das autoridades.

A sociedade tem direito de entender que tipo de negócios são esses que a Globo e o presidente da República mantiveram com um monte de gente enrolada até o pescoço em mega escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação, evasão de divisas e o diabo a quatro.

É estarrecedor ver pessoas tão importantes tendo relações comerciais com investigados, denunciados e até com gente presa (doleiros). O imóvel alugado pela Tabapuã, de Temer, para a Maraú, de Yunes e Marinho, pode ter sediado a suruba do século.

Publicação de: Blog da Cidadania

Globo esquece de combinar com turista escocês que nada de “Fora Temer”; veja o vídeo

Globo esquece de combinar entrevista e turista escocês diz que já ouviu muito “Fora Temer” neste carnaval

 por Coração Valente TV, no Daily Motion, em 26/02/2017

Gafe ocorreu durante um link ao vivo. O repórter vai entrevistar o turista escocês e pergunta o que ele estava achando do carnaval. Ele responde dizendo que ouviu muita gente gritar “Fora Temer” e não estava entendendo.

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Z House, de um dos donos da Globo, e a suruba do golpe 

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Publicação de: Viomundo

Ditadura brasileira patrulha Carnaval para censurar críticas

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Sucedem-se os relatos sobre governos estaduais do Norte e Nordeste alinhados à clepto-ditadura pilotada por Michel Temer e pelo PSDB em peso e que, neste Carnaval, colocaram as polícias para reprimirem manifestações contrárias ao regime.

As redes sociais e a Blogosfera estão sendo inundadas de manifestações de arbítrio contra foliões que criticaram o governo federal e, acima de tudo, o presidente golpista da República Federativa do Brasil.

Antes de prosseguir, vale dizer que os ataques aos foliões nada mais são que parte de processo de intimidação de setores da sociedade que opinam que houve golpe de Estado no Brasil e, assim, criticam a Operação Lava Jato por considerá-la instrumento do golpe disfarçado de investigação republicana, haja vista que persegue pessoas sob critérios político-ideológicos.

Há alguns dias, venho entrevistando familiares de um grupo de jovens que sofreu uma das maiores violências policiais de que se tem notícia. Cerca de duas dezenas de garotos e garotas (alguns menores de idade) foram presos em um protesto em São Paulo contra o impeachment de Dilma Rousseff, em 4 de setembro do ano passado.

Os jovens foram presos no espaço paulistano conhecido como Centro Cultural e levados pela polícia a uma delegacia especializada no crime organizado. Um juiz os soltou quase 24 horas depois criticando duramente a conduta da polícia.

Apesar disso, esses jovens estão sendo processados pesadamente por “formação de quadrilha” e “corrupção de menores” porque estavam todos juntos no Centro Cultural, preparando-se para ir em grupo a uma manifestação.

O que estão fazendo com esses jovens é tão grave que procuradores federais estão questionando as autoridades paulistas pelo abuso contra pessoas que nunca tiveram problemas com a lei e estão sendo tratadas como criminosas.

As perseguições políticas se espraiam pelo país, atingindo jornalistas, funcionários de empresas em geral vistos como “petistas”, juízes, procuradores, policiais e todos os que não se alinhem ao regime. Contudo, as investidas contra foliões carnavalescos atinge as raias do impensável em termos de censura, de abuso, de arbítrio.

Em Salvador, a banda System está ameaçada de ser banida do carnaval de 2018 porque o vocalista Russo Passapusso puxou um ‘fora Temer’ do alto do carro de som de um bloco carnavalesco, no que foi acompanhado por milhares de foliões;

Assista ao vídeo

 

 

Russo, o vocalista, diz ter recebido notificações por conta das manifestações da banda. O texto diz que os músicos serão alvo de um “Código de Ética” e que “não é permitida manifestação política” nas ruas de Salvador.

“Foi contra, mas poderia ser a favor. Quer fazer manifestação? Saia na Mudança do Garcia”, disse o presidente do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar), Pedro Costa, que, agora, quer retaliar a banda.

Se continuar assim, quem dançou e pulou ao som de “fora, Temer” também estará ameaçado pela polícia política do regime.

Isso é o que induz a crer outra cena estarrecedora que se produziu nestes dias no Carnaval do Nordeste, onde, por força do maior “esquerdismo” da região, a repressão a divergências contra o regime golpista de Michel Temer e do PSDB está correndo solta.

Há inúmeros casos de blitz policiais para aprender cartazes, faixas e até fantasias que critiquem ou ironizem os golpistas. O vídeo abaixo é só um entre vários que estão circulando nas redes. Adversários do governador de Pernambuco, aliado de Temer, tiveram apreendidas fantasias que ironizavam os governos estadual e municipal.

 

 

Os atos de arbítrio estão aumentando. Por razões fúteis, pessoas estão sendo perseguidas. artistas, intelectuais, jornalistas, magistrados, procuradores, policiais, trabalhadores em geral. Apesar disso, persiste uma massa de manobra que acredita que perseguição política é aceitável se for contra aquele de quem se diverge.

Os que apoiam o uso do Estado por grupos político-ideológicos contra grupos político-ideológicos se esquecem de que o arbítrio nunca se basta. Vários entusiastas do golpe de 1964 acabaram sendo perseguidos pelos golpistas.

A cada ato de arbítrio com o qual você condescender estará apoiando abusos reservados para cada brasileiro no momento em que discordar dos ditadores de plantão.

Não existe ditadura boa. Ditaduras ameaçam a todos. Mesmo àqueles que se acham “amigos” dos ditadores. Isso porque ditador não tem amigos, tem serviçais, tem paus-mandados, tem claque para aplaudir. Ditaduras não toleram gente que pensa por si.

Muito cuidado ao apoiar atos de arbítrio ou fingir que este ou aquele ato arbitrário não é com você. Toda arbitrariedade é contra todos. Se você não for o ditador, saiba que é enorme a chance de, em dado momento, ele te olhar e decidir que não gosta de você.

Publicação de: Blog da Cidadania

De arrepiar: Ao som do trio elétrico, milhares gritam “Fora Temer” em Salvador; veja vídeo

Desfile da banda Baiana System, no circuito Campo Grande-Praça Castro Alves, em Salvador

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Marcelo Zero: Entreguismo sepultará o golpe 

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Publicação de: Viomundo

Eu tenho medo de ter medo

o grito

 

Antes de começar qualquer discussão sobre política, cada um de nós, brasileiros, deveria usar uma introdução para lembrar, SEMPRE, que o Brasil deixou de ser uma democracia, e que, nesse contexto, toda discussão política muda radicalmente. Dito isso, vamos ao que interessa.

Se não há democracia, não se pode, simplesmente, falar de política; toda discussão política tem que ser de resistência à violação do Estado Democrático de Direito. Ponto.

O objetivo desta nota, pois, é divulgar uma declaração de princípios antes que este Blogueiro faça denúncia séria que só não será feita agora porque, em pleno Carnaval, contingente muito menor de pessoas tomaria conhecimento.

Porém, como a alma queima ante a ignomínia, a injustiça, a covardia do arbítrio, ante esse monstro corpulento que se agiganta a cada dia em nosso país, a espera para dizer o que me queima a alma terá que prosseguir por mais alguns dias.

Quero agora explicar em poucas palavras, então, por que é perda de tempo tentar me intimidar.

A explicação é muito simples: tenho medo de ter medo. É isso mesmo que você leu: quando se trata de ter medo, sou um covarde. Não por abraçar o medo, mas por querer fugir dele, pois sei que pode me destruir.

Não entendeu direito? Explico: eu sei que, se tiver medo, que se fugir do enfrentamento daquilo que acho que precisa ser enfrentado, nunca vou parar de fugir das vicissitudes que a vida impõe. Se tiver medo, serei um eterno derrotado.

Posso ser vencido por ser mais fraco, menos esperto ou por a disputa ter sido injusta. Mas se enfrentar, SEMPRE, todo arbítrio que se alevantar contra QUALQUER inocente, jamais serei derrotado. Só perde quem não luta. Eis por que lutarei sempre: por medo da rendição.

Publicação de: Blog da Cidadania

PT cobra demissão já de Padilha, “braço direito” de Temer: “Tornou-se insustentável”

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Héber Carvalho, do PT na Câmara, 24/02/2017

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), cobrou nesta sexta-feira (24) a imediata demissão do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Segundo ele, a permanência de Padilha se tornou insustentável após a denúncia feita pelo jornalista Lauro Jardim, de que o melhor amigo de Michel Temer e ex-assessor especial da Presidência da República, José Yunes, entregou a Padilha um “pacote” com dinheiro proveniente de caixa dois.

De acordo com o jornalista, o montante foi entregue a Yunes pelo doleiro Lúcio Funaro, operador do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Padilha, “braço-direito” de Temer, pediu licença do cargo na quinta-feira (23) alegando problema na próstata.

A revelação de Yunes foi feita em delação espontânea prestada ao Ministério Público e confirmada em entrevista ao jornalista. O ex-assessor de Temer decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, executivo da empresa, Michel Temer e Marcelo Odebrecht acertaram em 2014 o pagamento de uma propina de R$ 10 milhões ao PMDB. Desse total, cerca de R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes, em São Paulo. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara.

Segundo depoimento de Yunes, o doleiro Lúcio Funaro contou durante o encontro que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados. Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.

“Eu não saberia avaliar o problema de saúde dele (Eliseu Padilha) mas de uma coisa eu tenho certeza: ele tem que sair do ministério já. São tantas irregularidades e ilegalidades que não tem mais sentido a permanência dele na Casa Civil. Temer tem que demitir Padilha imediatamente, uma vez que ele operou recursos ilegais provenientes de propina”, afirmou Zarattini.

Na mesma linha de raciocínio, o deputado Bohn Gass (PT-RS) destacou que não discute a licença do ministro para o tratamento de saúde, mas defende uma investigação rigorosa sobre a denúncia.

“Do ponto de vista humanitário, desejo que ele se recupere rápido. Mas sobre a denúncia em que ele é acusado, espero uma investigação rigorosa. Afinal, não é qualquer pessoa que faz a acusação, é simplesmente o ex-assessor pessoal e melhor amigo do atual presidente”, observou.

Pelo Twitter, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ressaltou que a denúncia de José Yunes tem o poder de “estragar o carnaval de muitos golpistas que imaginaram um feriado tranquilo”.

Segundo ele, “com a nomeação de um aliado de Cunha para o Ministério da Justiça (Osmar Serraglio), Temer achou que as coisas ficariam mais calmas”. Em Brasília, circulavam rumores de que Cunha ameaçava delatar Temer e ministros caso o governo não o livrasse da prisão.

Sobre o escândalo gerado pela confissão do ex-assessor de Temer, Paulo Pimenta disse que “Bezerra da Silva vai ser hit do carnaval no Planalto”, reproduzindo refrão de um grande sucesso do sambista.

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Entenderam porque Serra fugiu ontem? ”, disse o parlamentar, também se referindo ao pedido de demissão de José Serra do ministério das Relações Exteriores.

Assim como Padilha, o senador tucano alegou problema de saúde e da mesma forma que o ministro licenciado da Casa Civil, José Serra também é delatado na Lava Jato. O senador do PSDB é acusado de ter recebido US$ 23 milhões em contas na Suíça, proveniente de propina paga pela Odebrecht.

Leia também:

Cunha tem a força sobre Temer 

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Publicação de: Viomundo

Homem forte da reforma da Previdência é conselheiro de uma das maiores empresas de previdência privada do País

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Homem forte da reforma da Previdência de Temer é denunciado por conflito de interesses

Marcelo Caetano, secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, é também conselheiro da Brasilprev, empresa que comercializa planos de previdência privada

por Tiago Pereira, da RBA, em 23/02/2017 

São Paulo – A central sindical Pública, que representa servidores públicos da ativa e aposentados dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), denunciou hoje (23) o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, por conflito de interesses. Segundo a entidade, Caetano, um dos principais articuladores da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Temer, ocupa também cargo de conselheiro na Brasilprev, uma das maiores empresas de previdência privada do país.

A denúncia foi protocolada nesta manhã em Brasília, na Comissão de Ética Pública da Presidência da República. E será também encaminhada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).

A Brasilprev, segundo informações em seu próprio site, “é uma sociedade anônima de capital fechado que tem como acionistas a PFG do Brasil Ltda., sociedade pertencente ao Principal Financial Group, e a BB Seguros Participações S.A.” A Principal Financial Group é uma empresa de gestão de investimentos sediada nos Estados Unidos.

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Para o presidente da Pública, Nilton Paixão, há “flagrante inconsistência” na atuação do Marcelo Caetano como secretário da Previdência.

“Ele é conselheiro de uma empresa que tem por objetivo lucrar com planos de previdência privada complementar. Na verdade, ele é o redator dos interesses do sistema financeiro travestido de secretário da Previdência”, afirmou.

Segundo a entidade, outro forte indício de conflito de interesses da atuação de Caetano pode ser conferido na sua agenda pública como secretário, em quem manteve muito mais reuniões com representantes de fundos privados e instituições financeiras, inclusive com encontros com a própria Brasilprev, do que com representantes dos trabalhadores, afetados direitos pela mudanças pretendidas no regime de aposentadorias.

“Ficou claramente evidenciado o conflito de interesses, e que o estado brasileiro, nessa questão da Previdência foi capturado pelos interesses privados”.

Segundo Nílton, não há sequer qualquer tipo de pudor em tentar esconder a defesa desses tipos de interesses, com encontros que ocorrem “à luz do dia”.

O presidente da Pública afirmou, ainda, que pretende fazer a tradução da denúncia e encaminhá-la para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

“Pretendemos fazer a denúncia na ONU, na OEA, na OIT, em todas as instâncias internacionais e divulgar para a imprensa estrangeira o que está acontecendo aqui no Brasil, que é a apropriação do interesse público pela sanha dos interesses privados e a sua busca pelo lucro.”

Denúncia Contra Marcelo Caetano à Comissão de Ética by Conceição Lemes on Scribd

Veja também:

Requião: Brasil abraça entreguismo e se transforma em estado bárbaro 

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Publicação de: Viomundo

Reinaldo Azevedo está certíssimo, a esquerda vai voltar

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José Reinaldo Azevedo e Silva, vulgo Reinaldo Azevedo, foi inventado pela revista Veja no início dos anos 2000. Era um jornalista sem expressão, famoso por seu carreirismo e pelas puxadas de tapete nas redações durante os anos 1990.

Azevedo formou-se em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, após frequentar o curso de letras na Universidade de São Paulo (USP). Foi trotskista na adolescência, durante a ditadura militar. Adulto, tornou-se crítico do comunismo e das ideias socialistas.

Foi redator-chefe das revistas Primeira Leitura e Bravo!, editor-adjunto de política da Folha de São Paulo, coordenador de política da sucursal de Brasília do mesmo jornal e redator-chefe do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, entre 1991 e 1993.

Também foi articulista da revista Veja até 7 de outubro de 2009, quando escreveu seu último artigo para a revista. Ainda mantém um blog hospedado no site da Veja.

Após sair das páginas impressas da revista, Azevedo tornou-se colunista da Folha e radialista da rádio Jovem Pan, onde faz intervenções no Jornal da Manhã e comanda o programa Os Pingos nos Is. Por fim, atua como comentarista especial do telejornal RedeTV! News.

Azevedo se deu bem. Até por volta de 2006, não existia. Chafurdava na Primeira Leitura, publicação sem leitores e importância, pertencente ao ex-ministro das Comunicações de FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros. Quando a revista afundou – logo após se envolver no que ficou conhecido como “escândalo da Nossa Caixa”, que explodira um ano antes –, foi “acomodado” na Veja, talvez para não falar demais.

Só para constar, o escândalo envolvendo a Primeira Leitura, que Azevedo havia “comprado” do Mendonção, eclodiu em 2005. O Ministério Público de São Paulo recebeu denúncia anônima sobre irregularidades nas verbas de publicidade da Nossa Caixa.

A denúncia ganhou força após a Folha de S. Paulo divulgar indícios de que o governo Alckmin havia interferido no Banco Nossa Caixa em favor de deputados aliados ao governo na Assembleia Legislativa paulista. As verbas eram direcionadas principalmente para financiar anúncios em revistas e jornais dos aliados, como a rede de televisão Rede Vida e a revista Primeira Leitura, pilotada por Azevedo.

Como sempre, o MP e o Judiciário tucanos de São Paulo acobertaram tudo e tudo ficou por isso mesmo.

A longa apresentação desse indivíduo serve ao propósito de mostrar que não se trata de nada mais do que de um carreirista que enriqueceu e ganhou fama à sombra do poder e de métodos obscuros. Mas não se pode negar um mérito a Azevedo: é inteligente e usa muito bem a lógica.

Alguns consideram Azevedo um idiota por se levar a sério, mesmo não passando de um animador de auditório que considera a obra máxima da Criação ter inventado um insulto contra pessoas que acalentam ideologia – note bem, não um partido, mas uma ideologia – que ele tem como função profissional atacar.

O autoproclamado “Tio Rei” já foi uma espécie de Jair Bolsonaro do jornalismo, famoso pela truculência, pelos insultos racistas, misóginos, machistas e homofóbicos disfarçados por sua realmente notável inteligência e capacidade de enxergar a floresta em vez de somente algumas árvores.

De algum tempo para cá, porém, Reinaldo, assim como a Veja, vem sofrendo uma “transmutação” ideológica. Até por hoje estar escrevendo na Folha, que usa um verniz progressista como maquiagem de seu viés conservador, passou a repudiar o que batizou de “direita chucra”, ou seja, o público que o fez ganhar notoriedade.

Convenhamos: Reinaldo (agora o trataremos pelo primeiro nome) é o pai e a mãe dos bolsomínions, os filhotes de Bolsonaro que perderam o pudor de ser lixo. Imbecis semiletrados, machistas, homofóbicos, misóginos, reacionários e violentos que representam grande parte do que chamam de “macho latino”, que não se permite empatia, humanismo e outras “coisas de viado”.

Não dá pra entender por que Reinaldo está surpreso com a burrice de seus liderados.

Recentemente, ele foi à loucura ao ver esse bando de cretinos comemorando a agonia de Marisa Letícia Lula da Silva, em seu leito de morte.

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Reinaldo não é bobo. Sabe muito bem que, por mais que existam (muitos) energúmenos por aí capazes de praticar atos de crueldade como ironizar a situação da falecida mandando-a pro SUS ou desejar logo a sua morte, a maioria fica enojada diante de atitudes como essa.

Analistas das pesquisas de intenção de voto para 2018 consideraram que os ataques a Marisa ajudaram Lula a assumir a liderança isolada da preferência do eleitorado na eleição presidencial do ano que vem.

Claro que não foi só esse fator que fez Lula crescer, mas foi um deles.

Reinaldo, desde há alguns meses, acompanhou a mudança de postura da Veja, agora muito menos reacionária e antipetista, ainda que continue reacionária e antiesquerda em geral, e passou a usar, reiteradamente, a expressão “direita chucra”.

Ele criou a organização desses imbecis, mas Bolsonaro se apropriou deles e, agora, constrói um projeto político para 2018 que pode acabar com os anseios dos patrões de Azevedo, os tucanos, aos quais serve com devoção desde o tempo em que o colocaram para avaliar cartas de leitores na Primeira Leitura – eu vivia trocando e-mails com ele, à época, para debater política.

Bolsonaro atrapalha os planos tucanos porque eles são considerados pouco reacionários, pouco truculentos, pouco atrasados política, cultural e socialmente. Reinaldo, então, abriu guerra contra os bolsominions, que, agora órfãos do “tio Rei”, foram buscar conforto no colo da “titia Joyce”, outra carreirista e alpinista social que fazia par com ele em um programa de web TV da Veja.

Recentemente, surgiu um episódio engraçadíssimo em que Joyce Hasselman, demitida da Veja por puxada de tapete de Azevedo – que argumentou com a revista que ela é bolsonarista e, assim, ameaçava a tucanada –, começaram a produzir vídeos um contra o outro, insultando-se mutuamente.

Ambos têm razão no que dizem, mas não vou gastar o tempo do leitor com as pirações da direita. O fato é que Reinaldo tem razão de sobra para se preocupar com os excessos dos bolsominions. Bolsonazi é o adversário ideal para Lula ou para quem ele indicar para disputar a Presidência em 2018. Abjeto, verdadeiramente nojento, contrapor-se a ele é como bater em cego.

Reinaldo teve um artigo publicado pela Folha nesta véspera de Carnaval que faz um prognóstico que não só endosso, mas complemento porque, apesar de boa inteligência, o “tio Rei” não é capaz de entender totalmente por que a esquerda irá voltar ao poder, apesar de sentir que isso irá acontecer.

Leia o artigo, continuamos em seguida.

A esquerda agradece à direita xucra que escoiceia

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Por Reinaldo Azevedo

Os grupos responsáveis que constituíram a base popular do movimento de impeachment deveriam agora é estar empenhados em construir alternativas, já pensando em 2018, que assegurassem a continuidade das mudanças a que o presidente Michel Temer deu início.

Para tanto, não é preciso paralisar a Lava Jato. Ela que prossiga nos limites da lei. Mais: o inventário do desastre petista, a sua herança, ainda não foi feito. Em vez disso, infelizmente, nós flagramos esses a que me refiro a insuflar, queiram ou não, a razia das forças políticas organizadas, cedendo ao alarido da direita xucra e dos messiânicos.

É pena! A economia exibe sinais modestos, mas consistentes, de recuperação. A simples perspectiva de ajuste no setor público começa a dar algum resultado. Mas ainda vai demorar até que a população comece a perceber os efeitos da melhora. Por enquanto, esses indicadores compõem os arcanos da macroeconomia, cartas que não costumam ser lidas pelos mais pobres, especialmente punidos pela recessão fabricada pelo petismo.

Com habilidade, o presidente Michel Temer tem logrado vitórias importantes no Congresso. E olhem que os dias não andam nada fáceis. Os que dependem de voto sabem haver uma diferença importante entre apoiar a PEC do teto de gastos e defender a reforma da Previdência; entre mudar as regras do pré-sal e emplacar mudanças importantes na legislação trabalhista. Ou por outra: está chegando a hora de o povo de carne, osso, opinião e urna participar do jogo.

Aposto que Temer irá até o limite das mudanças que o Congresso puder lhe oferecer. Mas as nuvens que se armam ameaçam jogar o país, mais uma vez, no colo das esquerdas. Tudo o mais constante, e não vai depender de acertos ou erros do presidente, é ao encontro delas que marchamos.

As maiores manifestações de protesto da história do país deram o suporte popular necessário ao impeachment de Dilma, o que obedeceu a todos os rigores da lei. Mas sabemos, e eu apontei isto muitas vezes nesta Folha, no meu blog e em todo lugar, que dois elementos bastante distintos se combinaram para resultar na deposição.

Os que coalharam as ruas de verde-amarelo lá estavam contra a corrupção; mal sabiam que diabo era “pedalada fiscal” –o crime de responsabilidade sem o qual a então presidente não teria caído.

Mantenho-me relativamente longe do bueiro do inferno em que se transformaram as redes sociais e páginas da internet que, embora se apresentem como jornalísticas, ou são miasmas do esgoto ou são expressões bisonhas do lobby de especuladores e bucaneiros.

Igualam-se na violência retórica, na irresponsabilidade, na ligeireza com que sentenciam pessoas à morte. Embora longe, é claro que acabo alcançado pelo fedor. Sempre há aquele que diz: “Viu o que falaram de você?”.

A extrema direita, a extrema burrice e o extremo oportunismo se uniram para me declarar, acreditem!, inimigo da Lava Jato. Acusam-me também de sabotar a manifestação de protesto –ou algo assim– do dia 26 de março, marcada por alguns dos grupos que apoiaram o impeachment.

A inconsistência da pauta é a melhor evidência de por que não deveria acontecer. Chamam de sabotagem uma crítica política legítima. Antes, no dia 15, haverá a marcha das esquerdas. Notas: eu seria adversário da Lava-Jato porque critico algumas decisões de membros do MPF e do juiz Sérgio Moro. Pois é. Não nasci para fazer hagiografias.

A esquerda agradece embevecida.

O conservadorismo responsável pode ainda se tornar a principal vítima da criminalização da política, promovida por irresponsáveis que se querem conservadores. Ademais, se não serve a política, que venha a porrada!

 

Reinaldo é PSDB, e PSDB é Temer – não PMDB, Temer.

Mas Reinaldo não entende tudo, o que não espanta. Ninguém excepcionalmente inteligente se julgaria tão importante por ter criado um insulto burro como “petralha”, que atribui desonestidade e burrice a todo esquerdista que pense diferente do autor do xingamento. Reinaldo é inteligente, mas está longe de ser excepcionalmente inteligente.

Para explicar o que Reinaldo não entende vale assistir a um vídeo que mostra por que os planos dos golpistas farão os brasileiros sentirem saudade do PT e, sobretudo, de Lula, o que, aliás, já começa a acontecer.

Como se vê, a fascistada que agora se abriga sob as asas da “tia Joyce”, do Bolsonazi, do MBL, do Vem Pra Rua e de outras manifestações mussolino-hiltleristas, gente que Temer comprou para tentar fazer a maioria dos brasileiros aceitar perda de direitos em geral, além dos trabalhistas, está mesmo achando que vai ter sucesso.

Na última quinta-feira, a coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, mostrou que os bolsomínions estão se suicidando com esses ataques aos direitos da maioria para beneficiar meia dúzia de capitães da indústria.


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Não tem jeito de esse liberalismo genocida dar certo. Ouça o especialista entrevistado pela Globo News. Na entrevista dele, você entenderá por que o povo vai ficar extremamente irritado com os golpistas e, nesse momento, exigirá a volta da esquerda ao poder.

E a esquerda voltará através de Lula ou de quem ele indicar, se a ditadura conseguir impedir os brasileiros de votarem nele.

Publicação de: Blog da Cidadania

Fátima Oliveira: Botando fé na greve geral das mulheres por um mundo solidário

Mulheres -- marcello casal jr. abr

Botando fé na greve geral das mulheres por um mundo solidário

Fátima Oliveira, em OTEMPO

Médica – fatima.oliveira1953@gmail.com @oliveirafatima_

Os 107 anos da instituição do Dia Internacional da Mulher em 8 de março serão celebrados em diferentes partes do mundo em 2017 com a greve geral das mulheres. Não sem razão. A ideia central é usar a greve como ferramenta política para visibilizar demandas cruciais e dizer ao mundo que exigimos mudanças!

O Dia Internacional da Mulher foi proposto em 1910, na 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, organizada por Clara Zetkin (1857-1933) e Rosa Luxemburgo (1871-1919), tendo como eixo da luta pela emancipação feminina a igualdade de oportunidades no trabalho e na vida social e política – aspirações ainda atuais, tanto que a greve geral das mulheres defende “um feminismo mais amplo, que seja antirracista, anti-imperialista, ‘anti-heterossexista’ e antineoliberal, ao mesmo tempo que faça uma luta que não secundarize as pautas das mulheres negras, pobres, lésbicas, trans e queers”.

Via de regra, o mundo é hostil com as mulheres. O ranking do Fórum Social Mundial de 2015 informa que a Islândia é um dos melhores países do mundo para ser mulher, conquista alcançada a partir do Dia Livre das Mulheres islandesas em 24 de outubro de 1975, “dia em que 90% da população feminina deixou de trabalhar, fazer tarefas domésticas e cuidar dos filhos”.

Outro exemplo vem da Polônia, cuja legislação sobre aborto é de 1933; considerada uma das mais restritivas da Europa, “só permite a interrupção da gravidez em caso de estupro ou incesto, quando representa um risco para a saúde da mãe e quando o feto apresenta malformação grave”; e o Parlamento, com o apoio ostensivo da Igreja Católica, pretendia restringir ainda mais! Em 3 de outubro de 2016, as mulheres, vestidas de preto, decretaram greve, não apenas em Varsóvia, mas em muitas cidades. E em 6 de outubro saíram vitoriosas, pois o Parlamento arquivou a proposta de lei de proibição total do aborto!

Em 21 de janeiro passado, cerca de 500 mil pessoas protestaram na marcha das mulheres em Washington, e milhares de outras marcharam em diferentes cidades norte-americanas e do mundo contra a eleição de Trump e sua agenda conservadora.

Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas marcharam! Para Douglas McAdam, da Universidade Stanford e pesquisador de movimentos sociais nos EUA desde a década de 70, “historicamente, o poder de movimentos sociais deriva de sua capacidade de perturbar a normalidade. Eles ainda podem fazer isso, mas marchas como as que vimos naquele sábado não perturbam – elas servem mais para expressar valores e, nesse sentido, podem ser úteis para o movimento”.

O sucesso da marcha das estadunidenses, um dos maiores protestos da história dos EUA, deu fôlego para que o feminismo mundial paute com mais vigor a luta contra a misoginia e o conservadorismo.

A ex-presidente Dilma Rousseff é uma entusiasta da greve geral das mulheres, vide trechos da convocatória feita por ela:

“Nós, no Brasil, estamos em sintonia com os movimentos de mulheres que ocorrem em todo o mundo, como, por exemplo, o movimento Ni Una a Menos, na Argentina, e a convocação de Angela Davis e Nancy Fraser, para uma greve feminista, nos EUA… É preciso, por isso, que todas as mulheres de diferentes matrizes religiosas, opção política, diversidade sexual, negras, brancas, de todas as etnias, se juntem a esse movimento para reagir aos reflexos da política neoliberal que avança sobre a democracia e fortalece discriminações e preconceitos. Em todo o mundo, as mulheres têm assumido a liderança na luta contra a barbárie e mostram sua força e determinação”.

Veja também:

Requião: Na contramão do mundo, Brasil abraça entreguismo e se transforma em estado bárbaro 

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Publicação de: Viomundo

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