Monthagosto 2016

Cardozo desmonta pretextos, diz que Anastasia agiu como Torquemada e deixa nu o golpe midiático-parlamentar

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Publicação de: Viomundo

Acusação a Dilma no Senado reconhece falta de crime de responsabilidade

acusação 1

 

Discurso da senadora Gleisi Hoffmann proferido nesta terça-feira no Senado logo após as sustentações orais de Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr. encerra o que talvez seja a principal prova de que as acusações contra Dilma Rousseff não passam de uma tremenda trapaça.

Após a sustentação dos dois juristas, Gleisi se dirigiu ao presidente do processo, ministro Ricardo Lewandowski, para “fazer uma reclamação” sobre os co-autores do pedido de impeachment. A conduta deles, porém, serve à defesa por, como tantas outras falas de senadores, deixar ver que, na falta de crime de responsabilidade, Dilma está sofrendo acusações que não guardam relação com o processo que pretende tirar seu mandato.

Palavras de Gleisi:

— O que a acusação fez aqui, hoje, na tribuna do Senado não foi registros técnicos [sic], não foi um debate jurídico, foi um debate político (…), mas para fazer debate político é necessário que [os autores do impeachment de Dilma] se submetam ao voto popular e venham para esta Casa. Se aqui vem como advogado, aqui tem que trazer questões técnicas.

Gleisi ainda reproduziu trecho da fala do co-autor do impeachment Miguel Reale Jr. em que afirma que o processo foi “gestado na avenida Paulista” ou na “avenida Nossa Senhora de Copacabana”.

Assista à ponderação de Gleisi.

Vale lembrar que a acusação de Gleisi a Janaína de que esta foi paga para produzir o parecer que redundou no processo de impeachment contra Dilma está sendo questionada pela mídia antipetista, mas, para quem esqueceu, aí vai vídeo em que a própria Janaína reconhece que seu parecer foi comprado pelo PSDB por 45 mil reais.

 

Continuando na questão da ausência de sustentação de acusadores de Dilma sobre a causa alegada para o impeachment, matéria do portal G1 corrobora a tese de que a acusação central do processo não passa de um pretexto para derrubar a presidente.

Confira a fala de Reale jr que mostra como a questão central do impeachment nem está sendo discutida, em benefício de uma discurseira política que, como bem disse Gleisi, não deveria estar em um processo de impeachment, mas em uma campanha eleitoral.

 

Contudo, talvez a fala que mais corrobora a tese de Gleisi Hoffmann seja a de Aécio Neves ao inquirir Dilma Rousseff na última segunda-feira. Em cerca de 5 minutos de discurso, não citou uma única vez os pretextos usados para desencadear o processo de impeachment.

 

Aécio se restringiu a questões que, como bem disse Gleisi, caberiam em uma campanha eleitoral, mas que não guardam a menor relação com o pedido de impeachment, que alude a “crime contra a ordem tributária” para convertê-lo em “crime de responsabilidade”.

Na verdade, porém, nem chega a ser justo cobrar dos senadores que entoem uma inquirição atinente à causa alegada para o impeachment se nem os autores do processo, Janaína e Reale Jr., conseguiram usar o pretexto de forma eficiente em suas falas na sessão derradeira do julgamento de Dilma.

Publicação de: Blog da Cidadania

Requião sente coceira na garganta para, feito Tancredo, gritar: “Canalha, canalha, canalha!”

Razão, Alma e Coração

por Roberto Requião

Não pretendo, nesta histórica sessão, moderar a linguagem ou asfixiar o que penso. Não vou reprimir a indignação que me consome.

Canalha! Canalha! Canalha!

Assim Tancredo Neves apostrofou Moura Andrade que declarou vaga a Presidência, com Jango ainda em território nacional, consumando o golpe de 1964.

Duvido que um só de nós esteja convencido de que a presidente Dilma deva ser impedida por ter cometido crimes.

Não são as pedaladas ou a tal da irresponsabilidade fiscal que a excomungam.

O próprio relator da peça acusatória praticou-as à larga.

Só que lá em Minas não havia um providencial e desfrutável Eduardo Cunha e nem um centrão querendo sangue, salivando por sinecuras e pixulecos.

A inocência do relator é a mesma de Moura Andrade declarando vaga a Presidência.

Ah, as palavras de Tancredo coçam-me a garganta.

Este Senado está prestes a repetir a ignominia de março de 64.

O que se pretende?

Que daqui a alguns anos se declare nula esta sessão, com declaramos nula a sessão que tirou o mandato de Goulart e peçamos desculpas à filha e aos netos de Dilma?

Tudo bem.

Se mesmo sem culpa, esta Casa condenar a presidente, que cada um esteja consciente do que há de vir.

Que ninguém, depois, alegue ignorância ou se diga trapaceado, porque as intenções do vice que quer ser titular são claras, solares.

Vejam só alguns casos exemplares.

1. Desvincular o reajuste das aposentadorias e pensões do aumento do salário mínimo. Será a destruição do maior instrumento de distribuição de renda do país, que é a Previdência Social.

Se pensões e aposentadorias não mais acompanharem o aumento do salário mínimo vai ser um massacre contra mais de 20 milhões de brasileiros.

Para quê?

Para pagar os juros da dívida; os juros que são hoje o maior instrumento de concentração de renda no Brasil.

2. Rever direitos e garantias sociais acumulados ao longo dos últimos 80 anos, especialmente direitos e garantias previstos na CLT. Impor, como pedra de toque dessa revisão, o negociado sobre o legislado.

3. Eliminar tímidas conquistas na área da igualdade de gênero.

4. Congelar por inacreditáveis 20 anos as despesas correntes e de investimento da União, excetuando-se as despesas financeiras com o serviço da dívida pública.

Ou seja: congelar por duas décadas as despesas com saúde, educação, segurança pública, saneamento, infraestrutura, habitação, mas garantir o pagamento de juros.

É como proibir que, por 20 anos, nasçam crianças, que jovens tenham acesso às escolas; que os brasileiros envelheçam ou fiquem doentes. E assim por diante.

É espantoso que algum ser humano tenha um dia concebido tamanha barbaridade. E mais espantoso ainda que algum ser humano possa aprovar isso.

5. Privatização em regra e alienação radical de todo o patrimônio energético, mineral, florestal, agrário, territorial, hídrico, fabril, tecnológico e aéreo do Brasil.

Depois da entrega do pré-sal, da venda de terras para os estrangeiros, querem entregar até mesmo o Aquífero Guarani, a maior reserva de água potável do planeta.

O desmantelamento do país, o esquartejamento de nossa soberania e a submissão aos interesses geopolíticos globais gritam, berram, expõem-se à vista de todos.

Tudo bem.

Se as senhoras e o senhores concordam com a redução do Brasil a um medíocre estado associado, outro Porto Rico, que se sintam servidos. Não será a primeira vez que os abutres e os corvos caem sobre o nosso país, retalhando-o, estraçalhando-o, sugando-o.

Essa combinação explosiva de entreguismo com medidas contra os aposentados, os assalariados, os mais pobres, contra direitos e conquistas populares alimentam as contradições de classe, em consequência, a luta de classes.

As senhoras e os senhores estão preparados para a guerra civil?

Não? Entrincheirem-se, então, porque o conflito é inevitável.

O povo brasileiro, que provou por alguns poucos anos, o gosto da emergência social não retornará submissamente à senzala.

Os dias de hoje, esses infelizes dias, lembram-me outros dias, também dramáticos, decisivos:
os dias de agosto de 1954.

Assim, leio trechos da Carta Testamento de Vargas porque nela se reproduzem o drama de agora.

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa.
Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
(….)
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho.
(…….)
Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma.
(…..)
 Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado.
Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue.
Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado.
Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência.
(….)
Esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto.
O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.

Senadores,

É hora da Razão, Alma e Coração!

Não ao impeachment!

É hora de buscar um governo de Entendimento e União Nacional.

Hoje só encontraremos isso com Plebiscito e Novas Eleições!

Não permitiremos que mandem no Brasil embaixadores de países poderosos!

Não permitiremos que mandem no Brasil banqueiros e seus lucros fabulosos!

Peço novamente:

Razão, Alma e Coração!

Leia também:

FUP quer convocar plebiscito sobre o pré-sal

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Publicação de: Viomundo

CHUVA ÁCIDA 5 ANOS – Rafael Meurer

POR RAFAEL MEURER
A informação é a maior arma para libertação. Os meios
de comunicação são instrumentos importantes de dominação por parte de quem é o
dono do poder. Por isso é tão importante a democratização da comunicação, da
informação. Seja ela por imagem, som ou escrita. Mas estamos longe da
democratização dos meios tradicionais de comunicação. Afinal, grande parte está
nas mãos de meia dúzia de famílias neste país.
Mas com a internet isso começou a mudar, facilitou
para aqueles que tinham uma ideia, uma informação, mas não tinham o meio de
divulgá-la. O surgimento de blogs foi a grande chance de democratizar as
informações, as ideias, as opiniões. Estamos vivendo uma transição, onde a
informação é instantânea, onde todos podem ser agentes ativos neste processo.
Deixamos de ser meros receptores dos meios de comunicação tradicional para
sermos produtores e divulgadores de informações e ideias.
Aqui em Joinville esta relação é muito parecida com o
resto do país. Mas alguns blogs fazem o enfrentamento, como o Chuva Ácida. Com
um nome que tem tudo a ver com Joinville e com a intenção do blog, de falar
aquilo que os outros tem receio, de colocar o dedo na ferida, de observar pelo
lado que os outros não observaram. A ideia é abrir espaço para quem de fato
discute a cidade, vive ela e enfrenta os problemas dela. Sempre com um assunto
importante em discussão, o blog completa cinco anos de ótimas leituras. Que
fique muito mais tempo em atividade, que esta chuva não pare.
Rafael Meurer
é professor de História
e acadêmico de Direito.
https://www.facebook.com/rafaelmeurer2016/?fref=ts

Publicação de: Chuva Ácida

FUP protocola projeto para plebiscito do pré-sal: Quem decide o futuro é o povo

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FUP protocola na Câmara projeto para plebiscito sobre o Pré-Sal

Da FUP

Após um mutirão de duas semanas pelos corredores e gabinetes da Câmara dos Deputados Federais, a FUP e seus sindicatos concluíram a campanha de coleta de assinaturas de parlamentares favoráveis ao Projeto de Decreto Legislativo que propõe um plebiscito para que os brasileiros se posicionem sobre a exploração do Pré-Sal.

O projeto foi protocolado nesta terça-feira, dia 30 de agosto, sob o número PDC 507/2016, e é subscrito por 171 deputados federais, ou seja, um terço da Câmara, mínimo necessário para que fosse acolhido pela Casa.

A proposta é um contraponto ao Projeto de  Lei 4567/16, que está prestes a ser votado pelo Plenário da Câmara e que, se aprovado, acabará com a garantia legal da Petrobrás ser a operadora exclusiva do Pré-Sal, transferindo para as multinacionais o controle destas reservas.

A ideia de um plebiscito para que a população se posicione sobre o futuro da maior reserva de petróleo da atualidade foi lançada pela FUP e acolhida pelos deputados que subscrevem o PDC 507/2016.  É mais uma importante frente de luta para que o Pré-Sal continue sob o controle do Estado, sendo explorado por uma empresa nacional, em benefício do povo brasileiro.

“O projeto que protocolamos é para que a população defina através de um plebiscito o destino do Pré-Sal. O outro projeto que caminha aqui na Câmara (PL 4567/16) visa abrir as riquezas do nosso povo para as multinacionais e isso nós não podemos permitir. Esperamos que a Câmara acate a nossa proposta de plebiscito e permita que a população decida sobre o futuro do Pré-Sal”, declarou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

O que prevê o PDC 507/2016

O Projeto de Decreto da Câmara 507/2016 propõe a convocação de um plebiscito nacional a ser realizado em data a ser definida pelo Congresso Nacional, onde o eleitorado brasileiro seja consultado sobre a exploração do Pré-Sal, através da seguinte pergunta:

Você concorda com a manutenção da Lei 12.351/2010, que assegura à Petrobras a exclusividade na condução e execução de todas as atividades de exploração e produção do Pré-Sal e das áreas estratégicas de petróleo e gás?

Intensificar a luta contra a entrega do Pré-Sal

De autoria do então senador José Serra (PSDB/SP), atualmente ministro das Relações Exteriores do governo interino do golpista Michel Temer, o PL 4567/16 já foi aprovado no Senado e pode ser colocado em votação no plenário da Câmara a qualquer momento.

Além de tirar o Pré-Sal da Petrobrás, transferindo sua operação para as multinacionais, o projeto também põe fim à garantia de participação mínima de 30% que a estatal brasileira tem sobre essas jazidas.

Para impedir que um patrimônio tão estratégico para o país caia nas mãos das multinacionais, a FUP e seus sindicatos vêm realizando uma série de mobilizações.

Uma das formas de pressionar os parlamentares é enviar e-mails a todos os deputados federais, cobrando que se posicionem contrários ao PL 4567.

Através da página www.presalemjogo.com.br, em apenas dois clicks, é possível disparar de uma só vez e-mails para todos os deputados, cobrando que votem contrários ao projeto que entrega o petróleo brasileiro às multinacionais.

Participe e ajude a divulgar o site, cujo conteúdo também pode ser acessado nas redes sociais: www.facebook.com/PreSalEmJogo

Fonte: FUP

Leia também:

Senador que acusou Dilma processado por comprar voto a 50 reais no Acre

 

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Publicação de: Viomundo

Instituto Novos Paradigmas debate judicialização da política e democracia

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Publicação de: Viomundo

Na USP, hoje, ato contra o golpe: Em defesa dos direitos conquistados

Ato - dia 30

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Ao vivo, acompanhe a sessão de afastamento de Dilma

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Publicação de: Viomundo

Udo Dohler é candidato a Madre Teresa de Calcutá?

POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO
As auto-referências são para evitar. Mas
parece oportuno lembrar um post publicado (aqui) em janeiro de 2012, quando Udo Dohler anunciou
a decisão de concorrer à Prefeitura de Joinville. O texto pretendia refletir
sobre as dificuldades que o empresário teria para manter a postura de gestor. O chamado da política é sempre mais forte. Mas o próprio Udo Dohler reconheceu esse
risco e disse estar preparado para enfrentá-lo. Parece que não funcionou.
Passou o tempo e os fatos se encarregaram de esvaziar a figura
do gestor. O slogan “não falta dinheiro, falta gestão” entrou para o anedotário
da política local. Hoje, passados quase cinco anos, o homem que concorre
à reeleição é 100% político. E com um problema a resolver. Udo Dohler
ficou igual aos outros candidatos, mas com o ônus de ter feito uma administração muito questionada. É preciso criar um diferencial. Como? Eis um trabalho para os marqueteiros.
Udo
Dohler tem poucas obras estruturantes para mostrar. E não se encontram sequer
resquícios de uma estratégia consistente para a tal Joinville do futuro. Então é melhor eliminar,
da semântica da campanha, uma fraseologia que aponte para os seus déficits. Gestão, saúde, planejamento, asfalto, Joinville 2030, entre outras expressões, são incômodas. Desviar o foco é um velho
truque do marketing. Afinal, q
uando falta obra… sobram slogans. 
De que se lembraram os marqueteiros? Ora, uma
olhadinha para as pesquisas de opinião mostra que a honestidade aparece, de modo reluzente, entre as preferências dos eleitores. Perfeito. Ainda mais porque um
dos principais adversários, o deputado Marco Tebaldi, já foi condenado por
improbidade administrativa. E surge uma campanha baseada no conceito de
“honesto”, de “mãos limpas”, de “incorruptível”. Funciona? Talvez. 
O marketing tem poder, mas…
Alguém duvida da honestidade de Udo Dohler? Não. É chover no molhado. E há uma questão
sociológica. O caráter de muitos brasileiros mistura o “espírito macunaímico” e a lógica do “laissez faire, laissez
passer”. Ou seja, o Brasil é o lugar onde – infelizmente – o inconsciente social tem convivido de forma apaziguada com a expressão “rouba, mas faz”. A recente
pesquisa do Ibope permite interessantes conclusões a esse respeito. Outra coisa para deixar com um elefante atrás da orelha: Darci de Matos não entrou na equação?
Um olhar panorâmico pelas campanhas até agora permite ver que nenhum candidato traz propostas disruptivas. Os compromissos são todos muito iguais. Aliás, é de salientar candidatos que andam de pires na mão e a fazer campanhas modestas. Udo Dohler é, disparado, quem apresenta uma campanha com maiores maiores recursos técnicos. Mas algo não cola. A
campanha do atual prefeito parece propor uma espécie de “slogancracia” (um governo de
slogans).
Pode funcionar, mas há riscos. Mãos limpas, honesto, incorruptível… fica aparecer que Udo Dohler é candidato a Madre Teresa de Calcutá. Mas será ele o prefeito que Joinville deseja? E já que falamos em slogans, não custa lembrar a assinatura da marca AXE: “a
primeira impressão é a que fica”. De propósito f
echo o texto com alguns slogans clássicos que, reunidos numa proposta, poderiam servir como linhas orientadoras de um programa de governo:
– Think different (Apple).
– Expand your mind, change your world
(NewStatesman).
– Imagination at work (GE).
– Innovation (3M).
– Impossible is nothing (Adidas).

É a dança da chuva.

Publicação de: Chuva Ácida

Olhando no retrovisor da História de Aécio Neves

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Publicação de: Viomundo

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