Monthagosto 2016

O Globo comemora no Twitter derrubada de Dilma

Globo

Reprodução/Twitter

Jornalismo? O Globo comemora no Twitter após votação do impeachment

Logo após o Senado Federal determinar o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta quarta-feira (31), o jornal O Globo utilizou seu Twitter para “comemorar” a decisão com uma bandeira do Brasil. Poucos segundos depois, o tweet foi apagado.

por Victor Amatucci, no Democratize

Um vídeo antigo no youtube fazia uma memória das posições da igreja diante diversos absurdos históricos.

O vídeo terminava justamente perguntando quanto tempo a igreja católica demoraria a pedir desculpas pelas vítimas da AIDS ?—? numa alusão à proibição do uso de preservativos.

O Brasil assistiu a diversos editoriais ?—? inclusive na rede Globo? — ?que pediram desculpas ao país pelo apoio à ditadura militar. A

folha de São Paulo ?—? assim mesmo, com minúsculas ?—? pediu desculpas e depois escancarou “ditabranda” em suas páginas. Depois, novo pedido de desculpas.

Em meio ao processo de impeachment, a mesma folha, bem como diversos outros veículos de comunicação, aceitaram, em suas páginas na internet e nos impressos, o dinheiro da FIESP, ao estampar gigantescos patos amarelos ?— ?aquele pato, roubado de um holandês ?—? em meio ao noticiário que ?—? eles? —? dizem ser imparciais.

Enquanto isso, nas ruas, um fotógrafo perde um olho devido a um tiro de bala de borracha da PM paulistana. E é condenado por isso ?— ?o termo jurídico não é condenado, o termo correto, sim.

A mesma folha, ao ter uma fotógrafa atingida fez editoral considerando abusiva a postura da polícia de Alckmin.

A mesma polícia que ontem (30 de julho de 2016) protegia com escudos e bombas e balas e porretes, a sede do outrora “Folha da Manhã”.

O Estadão, imparcial que só ele, foi além. Em editorial publicado hoje “O fim do torpor” afirma que a “a consciência crítica da nação ficou anestesiada” durante os anos de governo do PT.

Nem Magno Malta, senador da mais bizarra oposição ao governo ?—? capaz de citar os 10 mandamentos se preciso for, para promulgar uma lei? —? foi tão longe.

Ontem, em seu pronunciamento dizia que o país melhorou muito nos anos de Lula e Dilma, que só um imbecil não via isso, ainda que atribuísse os ganhos sociais ao PSDB. #FicaADica para o jornal.

Pois hoje o jornal O Globo ?— ?ou seu estagiário ?—? momentos após o resultado da votação do impeachment? —? que é golpe ?— ?tuitou uma singela bandeira do Brasil.

Discreto, mas bastante simbólico da luta de classes que está colocada no país.

Os “brasileiros” ?— ?que apoiam e já começaram (ontem mesmo, na Câmara dos Deputados) a venda da maior estatal nacional? —? contra os bolivarianos, comunistas, petralhas do Foro de São Paulo.

O processo iniciado com a chantagem de Cunha teve e terá sempre o apoio das organizações de mídia.

Não apenas pelo dinheiro que será injetado em propagandas, mas também com o final da CLT, uma das maiores preocupações das grandes empresas, sobretudo as jornalísticas, onde repórteres e fotógrafos não têm direitos, são todos “pessoas jurídicas”, porque o anúncio que paga o dono do jornal, não comporta? — ?em seu lucro ?—? os direitos de quem propaga ao público deturpações da realidade nacional.

E nessa toada seguimos, nós da mídia independente, cada vez mais criminalizados, cada vez mais marginalizados e cada vez com mais credibilidade, alcance e importância.

Porque informação não tem preço. Produto sim.

Quanto tempo a mídia nacional vai demorar a pedir desculpas desta vez?

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Publicação de: Viomundo

Dois senadores pró-impeachment admitem: não houve crime de Dilma

Acir Gurgacz (PDT/RO) e Telmário Mota (PDT-RR), sugerido por Franco Atirador

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Publicação de: Viomundo

Daniel Valença: Aos que não se cansam de lutar

Manifestantesalvorada contra o impeachment - Lula Marques AgPT

Manifestantes contra o impeachment em frente ao Palácio do Alvorada. Fotos: Lula Marques/AGPT

Aos que não cansam de lutar

por Daniel Valença, especial para o Viomundo

Sofremos hoje uma difícil derrota. Sem dúvida, corações e mentes por todo o país encontram-se dilacerados enquanto, em ilustres ambientes, misoginias e preconceitos de classe pululam em meio a gargalhadas.

É um momento que marca a nossa história, mas que nela não se encontra só. Palmares, Canudos, Praieira, Eldorado dos Carajás, Vargas, Goulart, Diretas Já, Colégio Eleitoral, eleições de 1989…. Um país de dimensões continentais não poderia ter poucas experiências de derrotas dos trabalhadores.

Mas é inquestionável que a cada movimento desse mar da história, a cada fluxo e refluxo, os que vivem do seu próprio trabalho levantam a cabeça e respiram, nem que seja por um breve momento.

Fim da escravidão, direito a férias, negras médicas, domésticas não condenadas à persistente semiescravidão, como bem lembrou o combatente senador Lindbergh. São respiros. Respiros em meio ao turbilhão, mas nem por isso menos importantes, não para os que respiram.

Mas, por anos desprezamos esse movimento das marés, esquecemos o que os momentos passados tinham a nos ensinar. Era como se esses anos, essas décadas, esses séculos, fossem coisas de um passado, distante. Críamos que era possível um movimento sem ressacas, sem torrentes.

Em 2013, algo estranho estava no ar. Após outubro de 2014, alguns já diziam haver um golpe em curso, enquanto se acreditava ser um arrocho econômico algo necessário ao interesse nacional.

Interesse de quem? Dos que sempre se negaram a permitir que “os outros” respirassem? Dos que sempre cortaram pela raiz as ressacas e torrentes?

O momento mais épico desse golpe, que perdurou quase dois anos em gestação, sem dúvida, foi justamente aquele em que a sobrevivente da tortura e da ditadura enfrentou os seus algozes e denunciou ao país e ao mundo o que ocorre no movimento da história.

Este momento, que tanto intimidou e constrangeu aos que no passado bradavam firmemente, nos possibilitará novas torrentes com uma brevidade sem precedentes na história.

Dele não é possível sair sem lições.

A primeira é que as elites latino-americanas nunca aceitarão que seus co-nacionais respirem. No passado, companheiros nossos disseram que o que ocorrera na Venezuela, Paraguai, Honduras, era coisa de país pobre. Os que negam a história, seja ao transladar esquemas fixos para outras realidades ou para simplesmente ignorar lições que chegam do outro, viram o que era sólido se desmanchando no ar.

A segunda é que, ocorra o que houver, nunca os que lutam podem vir a ser confundidos, pelos que dependem dos esporádicos respiros, com aqueles que os sufocam. Entre nós há uma fronteira; intransponível, a não ser quando alcancemos outro patamar de sociabilidade.

Perdemos uma batalha. Não qualquer batalha, uma importante. Mas há batalhas em que uma derrota vale mais que inúmeras vitórias.

A resistência apenas começou. Como diria Gonzaguinha, fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais; vamos lá fazer o que será.

Daniel Araújo Valença é professor do curso de Direito da UFERSA e militante do PT.

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Publicação de: Viomundo

Dilma: “Pensam que nos venceram, mas estão enganados. Haverá contra eles a mais enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer. Até daqui a pouco”

Dilma pós golpe

Pronunciamento da presidenta Dilma após aprovação do golpe parlamentar

Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.

Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.

Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.

É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.

É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.

Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.

O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.

Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.

Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.

O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.

O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.

Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.

Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.

A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.

Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.

Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.

Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.

Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.

Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.

Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.

Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.

Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.

Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.

Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:

“Não estamos alegres, é certo,

Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?

O mar da história é agitado

As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,

Rompê-las ao meio,

Cortando-as como uma quilha corta.”

Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.

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Publicação de: Viomundo

A lista completa dos 61 senadores golpistas. Jamais esqueceremos!

Traidores

SIM (a favor do impeachment)

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Aécio Neves (PSDB-MG)

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)

Alvaro Dias (PV-PR)

Ana Amélia (PP-RS)

Antonio Anastasia (PSDB-SP)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Benedito de Lira (PP-AL)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Cidinho Santos (PR-MT)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Cristovam Buarque (PPS-DF)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Dário Berger (PMDB-SC)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Eduardo Amorim (PSC-CE)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Fernando Collor (PTC-AL)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Gladson Cameli (PP-AC)

Hélio José (PMDB-DF)

Ivo Cassol (PP-RO)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

José Agripino (DEM-RN)

José Aníbal (PSDB-SP)

José Maranhão (PMDB-PB)

José Medeiros (PSD-MT)

Lasier Martins (PDT-RS)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Magno Malta (PR-ES)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Omar Aziz (PSD-AM)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Pedro Chaves (PSC-MS)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Reguffe (sem partido-DF)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Ricardo Franco (DEM-SE)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Romário (PSB-RJ)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Rose de Freitas (PMDB-ES)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Simone Tebet (PMDB-MS)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Telmário Mota (PDT-RR)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Waldemir Moka (PMDB-MS)

Wellington Fagundes (PR-MT)

Wilder Morais (PP-GO)

Zezé Perrella (PTB-MG)

NÃO (contra o impeachment)

Angela Portela (PT-RR)

Armando Monteiro (PTB-PE)

Elmano Férrer (PTB-PI)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Gleisi Hoffmann (PT-RR)

Humberto Costa (PT-PE)

João Capiberibe (PSB-AP)

Jorge Viana (PT-AC)

José Pimentel (PT-CE)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Paim (PT-RS)

Paulo Rocha (PT-PA)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Regina Sousa (PT-PI)

Roberto Muniz (PP-BA)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM

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Publicação de: Viomundo

CHUVA ÁCIDA 5 ANOS – Marquinhos Fernandes





















POR MARQUINHOS FERNANDES
(…) Desler, tresler, contraler,
enler-se nos ritmos da matéria,
no fora, ver o dentro e, no dentro, o fora,
navegar em direção às Índias
e descobrir a América.

 

Paulo
Leminski

Neste ano, o blog
Chuva Ácida completa cinco invernos
e, por mais que muitos não gostem e certamente não levantarão um brinde num
boteco “pé sujo” qualquer, continua incomodando.
Nesse momento eu
me sinto incomodado a escrever sobre esse acontecimento.
Sim, nos tempos
bicudos em que vivemos, ter um espaço onde a liberdade de opinião e a
diversidade de ideias prevaleçam e sejam respeitados é, de fato, um grande
acontecimento.
Uma grande
parcela – espero que seja grande – da sociedade está farta e enojada das
“opiniões isentas”. Do atentado à democracia que os grandes meios de comunicação
adotaram em suas linhas editorias.
Órfãos de
veículos com confiança, buscamos outras fontes de informação e de visão sobre
os fatos do cotidiano. Sejam fatos políticos, econômicos, comportamentais ou
culturais.

O Chuva Ácida preenche uma lacuna deixada
pelo esgotamento de credibilidade e relevância social da mídia tradicional.
Vida longa ao
Chuva Ácida!
Marquinhos Fernandes
é professor e ex-secretário
de Educação em Joinville

Publicação de: Chuva Ácida

Democracia sofre estupro coletivo ao som do hino nacional

estupro

 

Ela é jovem e inexperiente.

Ainda está aprendendo a existir

Tão jovem, foi vítima de estupro coletivo.

O crime foi cometido por 61 estupradores.

A perversão contra a jovem indefesa se consumou com rapidez.

Os estupradores salivavam, ante a vítima impossibilitada de se defender.

Perfilaram-se, um a um, e a violaram sem demonstrar qualquer hesitação.

Após o ato pérfido, saíram sorrindo da cena do crime.

Enquanto saciavam seus instintos animalescos, os estupradores cantavam.

A democracia brasileira foi estuprada ao som do hino nacional.

Quem irá levar esses criminosos às barras da lei?

Se a Justiça não o fizer, a história o fará.

Vilões que violaram a nossa jovem democracia, vocês não perdem por esperar

 

 

 

Publicação de: Blog da Cidadania

Trem da Alegria

POR RACHEL MIGLIORINI



Assistindo o julgamento (??????) da presidente Dilma Rousseff e tendo como inexorável seu afastamento, vejo que o usurpador interino está fazendo as malas para ir à China. Notícia da Folha de São Paulo  traz a manchete “Em agrado ao Congresso, Temer levará parlamentares à China”. Isso mesmo, caro leitor. Ele fará agrados com o meu, o seu, o nosso dinheiro.
Vamos então à lista do trem da alegria:


Eliseu Padilha – Ministro da Casa Civil: por empregar funcionários fantasmas, o Ministério Público Federal pediu o bloqueio de bens do Ministro, a condenação dele por improbidade administrativa e a devolução de R$300 mil aos cofres públicos.


José Serra – Ministro das Relações Exteriores: está em julgamento por formação de cartel de trens em licitação de R$ 1,8bilhões enquanto era Governador de São Paulo. Recebeu, segundo denúncia da Odebrecht, R$ 23 milhões em caixa dois.


Renan Calheiros – Presidente do Senado: denunciado por crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso por supostamente ter recebido propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha que teve fora do casamento.


Romero Jucá – Senador e ex ministro: em conversa gravada com o ex-presidente da Transpetro, revela o pacto para barrar a Operação Lava-Jato.


Beto Mansur – Deputado Federal: é acusado por manter trabalhadores em situação de escravidão.


Pauderney Avelino – Deputado Federal: acusado de superfaturar contratos de imóveis alugados pela prefeitura para instalação de escolas, foi condenado a devolver R$ 4,6 milhões aos cofres públicos.


Fabio Ramalho – Deputado Federal: responde por crimes contra a administração pública.


Altineu Cortês – Deputado Federal: aliado de Cunha, responde por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.


Todos os Deputados foram indicados por Rodrigo Maia – presidente da Câmara de Deputados – que consta da lista de Furnas como recebedor de propinas. Antes dessa comitiva, viajam o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, Blairo Maggi, da Agricultura, e Maurício Quintella, dos Transportes. Esses últimos participarão de encontros com empresários e ministros chineses. Mas e os outros?


O argumento da viagem é a reunião do G-20 mas, a contar pela comitiva, pelos últimos acontecimentos  e pelo país que sediará o evento, tenho certeza que o assunto principal será a democracia.

Publicação de: Chuva Ácida

Gleisi detona Janaína Paschoal: Deus não tem nada a ver com isso

Veja também:

Requião: Canalha, canalha, canalha!

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Publicação de: Viomundo

Ela Wiecko diz que o impeachment “é golpe” e renuncia ao cargo de vice-procuradora-geral da República

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 Da Redação

A doutora Ela Wiecko, do Ministério Público Federal (MPF), é uma das maiores autoridades brasileiras na área de Direitos Humanos.

Até esta terça-feira (30/08), era vice-procuradora geral da República. Ou seja, a número dois na hierarquia da Procuradoria Geral da República (PGR).

Hoje, ela pediu exoneração do cargo.

Foi após reportagem da revista Veja, que denuncia um vídeo, mostrando-a em um evento em Portugal contra o golpe no Brasil.

“Eu estava de férias, em um curso como estudante. É isso”, respondeu à revista (ao final, a íntegra da entrevista).

Na entrevista, Wiecko denunciou que  o processo de impeachment “é um golpe, é um golpe benfeito, dentro daquelas regras”.

Além de respeitadíssima, Ela Wiecko é muito querida dentro do próprio MPF.

Sua renúncia certamente vai mexer com os brios de muitos omissos neste momento.

Como ela é procuradora de carreira, ela permanecerá na PGR.

Enquanto isso, delegados federais que fizeram campanha abertamente pela eleição de Aécio Neves nas redes sociais seguem na Operação Lava Jato.

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Em 2008, a procuradora federal do Direitos do Cidadão, Ela Wiecko, ouve reclamações de segurados do INSS durante vistoria em posto em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

NOTA PÚBLICA EM SOLIDARIEDADE A ELA WIECKO

da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

Ela Wiecko é uma das maiores autoridades do país na área dos direitos humanos. Sua trajetória, dentro e fora do Ministério Público Federal, é exemplar e digna de gratidão e reconhecimento.

Colaboradora de anos e anos desta Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Ela Wiecko é uma referência em lutas essenciais à nossa democracia: contra o trabalho escravo, pelos direitos dos povos indígenas e quilombolas, pela igualdade racial e de gêneros, pela ética na política.

Uma pessoa cuja sensibilidade social e compromisso com a Justiça são indissociáveis de sua atividade profissional e posicionamento cidadão.

Respeitamos sua decisão de renunciar ao cargo de Vice-Procuradora Geral da República, registrando no entanto a lacuna que se abre na instituição neste momento delicado da vida nacional, com tantos riscos à democracia e aos direitos humanos.

Sabemos que poderemos continuar contando, como sempre contamos, com sua atuação funcional destemida e consequente na defesa dos direitos fundamentais do povo brasileiro.

Deputado Padre João 

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados 

De Renato Simões*, no Facebook 

Não há militante de Direitos Humanos desse país que não tenha uma palavra de gratidão e reconhecimento a Ela Wiecko.

Sua renúncia ao cargo de Vice-Procuradora Geral da República, depois de ter denunciado o caráter golpista do processo de impeachment em curso, é outro episódio dessa vida pela qual devemos agradecer e reconhecer.

Ela Wiecko é uma das mais dedicadas e aplicadas procuradoras da República.

Por sua profunda sensibilidade e compromisso social, Janot teve que destacar em sua nota onde anuncia a renúncia de Ela: “na Vice-Procuradoria-Geral da República, ela foi responsável por importantes projetos na área de direitos humanos, como a criação do Comitê Gestor de Gênero e Raça do Ministério Público Federal e a defesa da legalidade da Lista Suja do trabalho escravo. Também teve atuação de destaque no Conselho Superior do Ministério Público Federal e nos processos junto à Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.”

Parece muito, mas é pouco ainda para registrar a atividade de Ela pelos direitos humanos e pela ética na política.

Tempos bicudos esses do golpe, em que procuradores coxinhas perseguem partidariamente lideranças e partidos, impunemente, enquanto a opinião de uma Sub-Procuradora Geral da República com tantos serviços prestados gera sua inabilitação para continuar no cargo.

Sua renúncia deve ser oportunidade para uma série reflexão da cúpula do Ministério Público Federal sobre a instituição e sua participação no golpe.

Como disse Ela Wiecko em sua entrevista, tem muita gente no MPF (e na sociedade) que pensa como ela.

#NãoAoGolpe #ImpeachmentSemCrimeÉGolpe #ForaTemer

E viva Ela Wiecko!!!

* Renato é ex-deputado federal pelo PT/SP, com atuação principalmente na área de direitos humanos. 

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Vice-procuradora da República denúncia: “É um golpe dentro daquelas regras”

Do Blog do Esmael, em 30/08/2016  

A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, em entrevista na Veja, disse nesta terça (30), que o processo de impeachment “é um golpe, é um golpe benfeito, dentro daquelas regras”. Abaixo, leia a íntegra:

‘É um golpe’, diz vice-procuradora da República sobre impeachment

Número dois de Rodrigo Janot, que participou de protesto anti-Temer, diz a VEJA que não gosta de ver o peemedebista como presidente do Brasil

por Rodrigo Rangel em 30 ago 2016, 15h58 Brasil

Para a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, agora em fase final no Senado, é golpe. Número dois de Rodrigo Janot, Ela Wiecko participou em junho passado, em Portugal, de uma manifestação que pedia “Fora Temer” e denunciava o suposto golpe em curso no Brasil. A participação da procuradora no ato foi revelada nesta terça-feira pelo site de VEJA.

Em entrevista por telefone, ela disse ter ido ao ato como cidadã, e não como procuradora. Em seguida, reforçou a crítica ao processo contra Dilma: “Eu acho que, do ponto de vista político, é um golpe, é um golpe benfeito, dentro daquelas regras”.

Recentemente, foi o marido de Ela Wiecko, Manoel Lauro Volkmer de Castilho, quem protagonizou outra polêmica. Ele era um dos principais assessores do ministro Teori Zavascki, relator dos processos do petrolão no Supremo Tribunal Federal, e acabou obrigado a pedir demissão após a descoberta de que assinara um manifesto em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A VEJA, Ela Wiecko disse que não está satisfeita com a chegada de Michel Temer à Presidência da República. E, cometendo uma inconfidência, ela explica um dos motivos de sua resistência ao peemedebista: o fato de ele estar entre os alvos das delações premiadas em tramitação na Procuradoria-Geral da República.

“Eu estou incomodada com essas coisas que estão acontecendo no Brasil. Acho que não foi da melhor forma possível. E pelas coisas que a gente sabe do Temer, não me agrada ter o Temer como presidente. Não me agrada mesmo. Ele não está sendo delatado? Eu sei que está. Eu não sei todas as coisas a respeito das delações, mas eu sei que tem delação contra ele”. A seguir, a entrevista.

Em um vídeo a senhora aparece numa manifestação que chama o processo de impeachment de golpe. O que a senhora pode dizer a respeito?

Eu estava de férias, em um curso como estudante. É isso.

Há quem considere que é difícil dissociar a posição de vice-procuradora geral da República de uma situação como essa.

Eu não posso falar nada? Não posso ter nenhuma liberdade de manifestação? (Isso) é um pouco exagerado, né? E eu fui discreta, eu estava junto (dos manifestantes), não tive nenhum protagonismo maior. Eu estava de férias. (Isso) é um patrulhamento que impede a pessoa de ser o que ela é, de pensar.

A senhora partilha da opinião de que o processo de impeachment é um golpe?

Eu acho que, do ponto de vista político, é um golpe, é um golpe benfeito, dentro daquelas regras. Isso a gente vê todo dia, é parte da política.

Seria, então, um golpe com participação da Suprema Corte e da própria Procuradoria-Geral da República, da qual a senhora faz parte?

Aí tem que ser uma conversa muito mais comprida.

Mas a senhora vê irregularidades no processo?

Você está me perguntando como procuradora da República ou como cidadã? Eu posso falar até claramente, mas não vou falar por telefone.

A senhora se arrepende de ter participado do ato?

Não, não me arrependo.

Havia outras autoridades ali?

Não. Eu estava ali como estudante, de férias. É um curso de verão, de sociologia jurídica, com o professor Boaventura. Tinha gente de outros países também.

A ideia de fazer a manifestação surgiu na sala de aula?

Eu não fui a organizadora.

Como a senhora recebe a repercussão dessa situação? Isso a constrange dentro do Ministério Público?

Tem muita gente que pensa como eu dentro da instituição. Eu estou incomodada com essas coisas que estão acontecendo no Brasil. Acho que não foi da melhor forma possível. E pelas coisas que a gente sabe do Temer, não me agrada ter o Temer como presidente. Não me agrada mesmo. Ele não está sendo delatado? Eu sei que está. Eu não sei todas as coisas a respeito das delações, mas eu sei que tem delação contra ele. Então, não quero. Mas as coisas estão indo.

O que a senhora pensa do Temer exatamente?

Eu vou cortar a conversa aqui. Se quiser conversar comigo, tem que conversar olho no olho. Não vou ficar falando por telefone.

A senhora pode nos receber?

Vou ver como está minha agenda, porque estou com muitos compromissos. Agora mesmo estou indo para uma sessão no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Não sei a que horas vai terminar.

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Publicação de: Viomundo

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