Monthjunho 2016

Tocha da Globo sofre “atentado” em Cascavel e deixa repórter desnorteado

PS do Viomundo: Mais grave que isso só o ataque ao tatu de plástico da Copa do Mundo, devastado a golpes de faca em Porto Alegre!

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Laerte: O caminhão da mudança

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Mansão para abrigar seguranças de Temer viola lei em SP e custa R$ 23 mil de aluguel

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Da Redação, com Garganta Profunda*

O presidente interino Michel Temer faz cortesia com o chapéu alheio de forma contumaz.

Ele prometeu austeridade ao mercado, mas promoveu um “pacote de bondades” de mais de R$ 100 bilhões para consolidar o golpe e comprar dois anos de governo.

Fala em extinguir a TV Brasil e cortou as transmissões ao vivo da NBR, medidas que parecem preservar as finanças mas, na verdade, têm o objetivo de agradar aos barões da mídia e evitar — como notou o colunista Janio de Freitas — que algum protesto contra o interino seja transmitido pela emissora estatal, que acompanha todas as aparições públicas do mandatário.

Assessores de Temer cogitaram propor o aumento da idade mínima da aposentadoria para 70 anos — acima da expectativa de vida de alguns estados brasileiros — enquanto o interino se aposentou aos 55 como procurador do Estado de São Paulo, com salário bruto que hoje está acima dos R$ 30 mil.

Foi vingança contra Dilma Rousseff o corte de gastos de alimentação do Palácio do Alvorada, embora os desavisados tenham considerado outra medida de austeridade do interino.

O que eles não sabem é que o vice mantém em São Paulo uma mansão para acolher seus seguranças alugada por R$ 23 mil mensais. O casarão tem quatro suítes com banheiras, vagas para dez automóveis, piscina e jardins.

Fica na rua Umburanas, alto dos Pinheiros, vizinha à residência do agora presidente interino em São Paulo. O locador da casa é Orlando Corraini Filho.

Dados oficiais revelam os gastos com energia elétrica, água e jardinagem do alojamento, que tem o nome pomposo de Escritório de Representação da Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

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O mais grave é que a ocupação do imóvel viola a lei do Zoneamento de São Paulo, já que se trata de um bairro estritamente residencial.

Moradores do bairro denunciaram à Associação dos Amigos do Alto dos Pinheiros, a SAAP, que levou o caso à Prefeitura de São Paulo.

Em fevereiro de 2012 foi lavrado um ato de infração da Lei Municipal 13.885/04.

Mais de quatro anos depois, não houve maiores consequências.

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O caso foi tratado pela Veja-SP quando Temer ainda não era o queridinho da mídia.

“Estamos falando de uma área estritamente residencial. Quem deveria dar o exemplo está agindo contra a lei. É uma queda de braço e nós estamos do lado mais frágil. Outros moradores já tentaram abrir negócios no bairro. Nós denunciamos e o local é fechado. Mas quando se trata de questões políticas é impossível encontrar uma solução. Dá uma sensação de impotência”, disse à revista a então presidente da SAAP, Maria Helena Bueno.

Temer chegou a pedir desculpas aos vizinhos pelo incômodo, mas não fez nada que, na prática, prejudicasse seus próprios interesses.

*Garganta Profunda é jornalista investigativo com duas décadas de experiência contratado pelos leitores do Viomundo

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Ivan Valente quer que Jucá explique como Gerdau emplacou parágrafo em medida provisória

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Ivan Valente quer convocar Romero Jucá na CPI do CARF

no Facebook

O deputado Ivan Valente apresentou requerimento solicitando a convocação do senador e ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB/RR), para prestar esclarecimentos na CPI do CARF.

De acordo com relatório da Polícia Federal, produzido pela Operação Zelotes, Jucá alterou conteúdo de uma medida provisória para beneficiar o Grupo Gerdau.

“As denúncias são gravíssimas. É urgente que o senador seja convocado e compareça a esta CPI para prestar esclarecimentos”, ressalta Ivan Valente.

As informações do relatório foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo.

Segundo a matéria, meses antes da MP 627/13 – que impactava nas regras de tributação do lucro das multinacionais no exterior e da qual o Senador Romero Jucá era relator-revisor – ser aprovada pelo Congresso, houve troca de e-mail´s entre o gabinete do senador e o presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Johhanpeter, contendo trechos para serem incluídos na medida de forma a atender os interesses da empresa.

A Folha de São Paulo confirmou que o parágrafo acrescido pelo consultor jurídico da Gerdau consta na versão final do texto da lei.

Para a PF, o material “indica possíveis práticas de negociação ilegal de medidas provisórias […], tendo como contraprestação doações eleitorais”.

Ainda de acordo com a publicação, o relatório policial salienta que só um dos braços do grupo Gerdau doou R$ 27,3 milhões a partidos políticos em 2014, “destacando-se como maiores recebedores, nessa ordem, PSDB, PT, PSB e PMDB”.

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Laranja ligado à máfia dos pneus de Pernambuco morreu por envenamento com chumbinho

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Polícia Científica confirma que pesticida causou a morte de Morato

Intoxicação foi causada por composto organofosforado conhecido como chumbinho

Folha de Pernambuco, 30.06.16, 17h11m

Após a divulgação de que a causa da morte de Paulo César de Barros Morato foi envenenamento, feita com exclusividade pela Folha de Pernambuco, a Polícia Científica de Pernambuco confirmou a informação em um comunicado oficial.

O composto utilizado, segundo eles, é chamado de organofosforados, mais conhecido como chumbinho.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) convocou os jornalistas para falar sobre os procedimentos realizados no corpo do empresário na tarde desta quinta-feira (30).

No comunicado oficial, a Polícia Científica informou “que foram concluídos, além do exame de DNA, os exames histopatológico e toxicológico nas vísceras de Paulo César de Barros Morato, tendo sido constatada, neste último, como causa da morte: intoxicação exógena por organofosforado”.

Ainda de acordo com a nota oficial, “restam ser concluídas as perícias das imagens, papiloscópica, química, tanatoscópica e de local de morte a esclarecer”.

De acordo com o Gerente de Comunicação da SDS, Otávio Toscano, o corpo de Paulo Morato estará à disposição da família nesta sexta-feira (1).

“O exame toxicológico comprovou envenenamento por chumbinho. O exame histopatológico, que verifica se houve morte natural, deu negativo. E a análise química está sendo feita em uma garrafa de água encontrada perto do corpo”, destacou.

O gerente informou ainda que, em até dez dias, os laudos serão encaminhados para a Polícia Civil, que dará continuidade às investigações a respeito da morte.

O empresário era considerado o “testa de ferro” da organização criminosa suspeita de levar dinheiro para as campanhas do ex-governador Eduardo Campos e foi encontrado morto no dia 22 de junho, no Motel Tititi, em Olinda, Região Metropolitana do Recife.

Investigações

Após divulgação do Exame de DNA, Histopatógico e Toxicológico nas vísceras de Paulo Morato, a Polícia Federal emitiu uma nota informando que, apesar da conclusão de morte por envenenamento, as investigações do caso continuam com a Polícia Civil.

O comunicado explicou que os policiais federais devem entrar no caso apenas se, ao final das investigações, os policiais civis constatem que o envenenamento foi criminoso.

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O fim é depois do fim

Eu tenho, no pequeno quintal da minha casa, uma planta que comprei em janeiro de 2014 na serra de Nova Friburgo. Nunca soube o nome dela. Não me ocorreu perguntar ao moço que me vendeu – e, se ele me disse, eu não registrei, pro meu desconforto e pro meu arrependimento.

Nunca soube até hoje, quando, movido por uma necessidade difícil de explicar, fiz uma trabalhosa pesquisa de imagens na internet e descobri que minha plantinha se chama “confete”. Seu nome científico é Hypoestes phyllostachya.

Tão carregada de significado a minha plantinha. É só mais uma entre 20 e poucas que mantenho em vasos no meu quintal, e rego dia sim, dia não. Ou, às vezes, se faz calor, rego dia sim, dia também.

É só mais uma, mas única no seu significado.

Minha plantinha foi comprada numa viagem feliz, num tempo particularmente feliz, e tenho certeza de que ela – na verdade, ele, o meu confete – já foi muito feliz comigo também.

Meu confete floresceu algumas vezes. Suas flores roxas, bem miúdas, já enfeitaram minhas manhãs e me fizeram companhia nas madrugadas em que, deste mesmo quintal, do alto da ladeira onde vivo, olho a cidade acesa lá em baixo, tão longe e tão perto, com seus mistérios e seus convites.

Há alguns dias, comecei a perceber que minha plantinha estava morrendo. 

Por ser de uma espécie que adora clima frio e úmido, não muito raro, costumava murchar as folhas pra me dizer que queria água. Regada, recobrava a vida e espreguiçava as folhas verdes com pintas cor-de-rosa – e assim avisava que a felicidade havia voltado.

Sempre que eu viajava, minha preocupação era com ela. Se a ausência fosse longa, deixava a chave de casa com alguém, pra que a regasse. As outras plantas do quintal conseguiriam resistir a até uma semana sem água. Ela, não. No verão, se não fosse aguada, mal podia conservar o viço por um dia.

Nos últimos tempos, apesar deste frio esquisito no Rio, a felicidade do meu confete começou a não voltar.

As folhas foram murchando, murchando, murchando, murchando, até que, na manhã de hoje, último dia de junho, tentei um recurso derradeiro e cortei seus dois galhos já mofinos, na esperança de que voltem a crescer e a dar folhas e flores em breve.

Sem saber se vai dar certo, saí da cama bem cedo e fiz isso. A dor da tesoura decepando os dois galhos doeu em mim.

Acordei antes mesmo de o meu capim-de-Santa-Luzia florir no quintal (tão diferente do confete, capaz apenas de uma ou duas floradas por ano, o capim-de-Santa-Luzia se exibe toda manhã, com suas pétalas azuis que duram cinco, seis horas, se muito, até fenecerem à tarde, pra voltarem a florir no nascer do sol seguinte).

Desci a ladeira com minha bicicleta, pensando no destino triste da minha plantinha e nos seus significados, e me lembrei do filme “Truman”, produção espanhola-argentina estrelada pelo excelente Ricardo Darín, a que assisti há pouco, com atraso de uns dois meses.

O longa, bonito toda vida, fala da morte sem exibir a morte. É um drama que não faz drama. Em certos momentos, até faz rir.

Eu soube que, durante as filmagens, várias vezes, o diretor catalão Cesc Gay teve de desligar a câmera porque os atores choravam fora de hora. E a intenção do filme não era fazer chorar, embora quase todo mundo chore ao assistir. Eu, inclusive.

Aliás, o personagem de Darín, no único momento em que chora, dá as costas pra câmera.

Julian, interpretado por Darín, é um ator argentino de teatro que vive em Madri. Desenganado, mas ainda com vigor, apesar do câncer disseminado e já sem possibilidade de cura, ele decide abandonar o tratamento pra viver com liberdade o tempo que ainda lhe resta.

A partir daí, sua obcecação é encontrar quem possa ficar com seu cachorro depois que ele morrer. O cachorro se chama Truman e conduz toda a história.

Na esperança de convencê-lo a não deixar a quimioterapia, o melhor amigo de Julian, Tomás (Javier Cámara), que mora no Canadá, viaja até Madri. Na Europa, os dois passam quatro dias juntos – e é só este o período abordado numa história de profundidade lancinante.

Uma história sobre a amizade, o amor, as despedidas, a solidão, o arbítrio que todos deveríamos ter na hora da morte – e, principalmente, sobre o significado das pequenas coisas consideradas sem valor aos olhos dos outros.

Eu li que, segundo Darín, “Truman” é um filme no qual “o não dito tem uma importância imensa”. Ele tem razão.

Quando Julian, finalmente, entrega seu cachorro ao novo dono, e faz isso de uma forma surpreendente, o que fica na cabeça da gente não é aquela cena tocante. É o que o longa não mostra. É como aquele homem tão apegado a seu cachorro vai poder sobreviver sem ele os seus últimos dias.

Curiosamente, Troilo, nome do cachorro na vida real, morreria poucos meses depois das filmagens.

Pensei no filme por compreender que, como na agonia da minha plantinha, com todos os seus significados, o fim de verdade de todas as histórias vem sempre depois do fim estabelecido.

O fim de verdade jamais coincide com o momento em que foi decretado. E, geralmente, mais adiante o vivemos sozinhos. As plantas, os cachorros, as pessoas, os amores, tudo acaba um dia. Mas a lembrança dos seus significados permanece doendo.

*     *    *    *

Eduardo Galeano, o genial uruguaio que morreu em 2015, escreveu assim sobre a finitude no seu “Livro dos abraços”: “Nem dez pessoas iam aos últimos recitais do poeta espanhol Blas de Otero. Mas, quando Blas de Otero morreu, muitos milhares de pessoas foram à homenagem fúnebre feita numa arena de touros em Madri. Ele não ficou sabendo.”

 

Sede do PT Nacional é atacada duas vezes por crente em Janaina Paschoal

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No Facebook, o autor dos ataques demonstra ser consumidor de todo o menu da extrema-direita: em defesa dos militares, da “heroína” Janaina Paschoal, do Movimento Brasil Livre…

Acreano, ele aparece em uma foto ao lado de Marina Silva.

Afirma que protocolou denúncia contra o PT junto ao Ministério Público de SP nos seguintes termos: “Pedi se que esta corte investigue supostas sabotagens de membros do PT espalhados por empresas estatais e orgãos (foruns, polícia civil e demais entidades que podem ser relacionadas) pois na ambição de esconder seus crimes o PT sabota, dificulta em carater nacional abertura de queixas contra ele”.

Um meme compartilhado por Emilson diz que “o Brasil deveria romper as amarras e sair do Mercosul”, assim como o Reino Unido fez com a União Europeia. É como se o Uruguai e o Paraguai estivessem submetendo o Brasil a seus desígnios…

Liberado pela PM, agressor retorna à sede do PT e faz novo ataque

Autor de atentado à sede do partido durante a madrugada desta quinta-feira (30) retornou ao local no começo da tarde portando uma bomba caseira

por Agência PT, 30.06.16, 16:43

Pela segunda vez em um dia, o Partido dos Trabalhadores é alvo de atentado.

Emilson Chaves Silva, 38 anos, autor do ataque à sede nacional do partido em SP durante a madrugada desta quinta-feira (30) , retornou ao local no começo da tarde, munido de um coquetel molotov – bomba incendiária de fabricação caseira.

Segundo funcionários presentes no local, Silva entrou na sede do partido, atirou a bomba acesa ao chão e saiu correndo em fuga. Felizmente, o artefato não explodiu.

O agressor foi perseguido por policiais militares até a Praça da Sé, onde foi detido e posteriormente conduzido ao 1º Distrito Policial de São Paulo (Sé). Ninguém se feriu.

Mesmo detido, ele seguiu proferindo ameaças contra o partido e seus integrantes.

Ataque na madrugada

Por volta da 1h15 da madrugada Emilson havia destruído a fachada do prédio com golpes de picareta e ameaçado quem estivesse dentro do prédio. Após ser contido pelo segurança de plantão, Silva foi conduzido à delegacia por Policiais Militares e liberado em seguida.

Em post na rede social Facebook, Emilson Chaves Silva assumia a autoria do ataque e dizia que iria continuar a atacar.

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O Partido dos Trabalhadores está tomando todas as medidas necessárias para apuração e punição ao responsável pela depredação na sede do partido e das ameaças que verbalizou. As medidas serão tomadas nas esferas criminal e cível.

Vigília na Sede do PT

O Diretório Estadual e o Municipal de São Paulo convocaram para a noite de hoje, quinta-feira (30), uma vigília na sede do partido, a partir das 18h, assim que acabar a perícia que está sendo feita no local.

Deputados do PT vão cobrar providências com relação a atentado à sede do partido

Os deputados do PT Alencar Santana Braga, Luiz Turco e José Zico Prado, que é o líder da Bancada na Assembleia Legislativa, vão se encontrar nesta quinta (30/6), às 18h30, com o secretário estadual de Segurança Pública, Mágino Barbosa Filho, para solicitar providências com relação ao atentado à sede nacional do partido em São Paulo, que aconteceu nesta manhã.

Vale lembrar que outras sedes do partido já foram atacadas. Entre 2015 e 2016, foram registrados atentados aos diretórios de Suzano, São José dos Campos, Porto Feliz, Jundiaí e Ribeirão Preto, além da sede do Instituto Lula.

Para os deputados, trata-se de um ato político, um ataque à democracia e à liberdade, fruto do ódio e da criminalização, por setores da sociedade, a um único partido.

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O escracho de Janaina Paschoal no aeroporto de Brasília

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FUP: Pedro Parente mente; Conselho da Petrobras aprova criação de diretoria para seu apadrinhado Nelson Silva

parente e nelson silva

Pedro Parente mente para os trabalhadores e para a sociedade

30 de Junho de 2016

Nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

“Não haverá indicações políticas na Petrobrás”. O presidente interino da Petrobrás, Pedro Parente, mentiu para os trabalhadores e para a sociedade ao fazer essa declaração no dia 19 de maio em entrevista coletiva, logo após ter sido indicado para a empresa. Sua afirmação foi repercutida com estardalhaço pela imprensa e elogiada pelo mercado.

Agora não há mais dúvidas de que Pedro Parente mentiu quando afirmou que não haveria mais indicações políticas na Petrobrás.

Na quarta-feira, 29, o Conselho de Administração da empresa aprovou a criação da Diretoria de Estratégia para abrigar Nelson Silva, apadrinhado do presidente interino, que, no dia 06 de junho já havia lhe agraciado com o cargo de consultor sênior de estratégia, criado especialmente para ele.

Os conselheiros e diretores que aprovaram sem pestanejar tal medida são os mesmos que até alguns meses atrás vinham defendendo a “disciplina de capital” a ferro e fogo, impondo aos trabalhadores drásticos cortes de custos e o esquartejamento da Petrobrás. Durante meses, o Conselho de Administração discutiu a reestruturação da empresa e, em momento algum, foi sequer ventilada a ideia de uma diretoria de estratégia.

A representação dos trabalhadores, através de Deyvid Bacelar, chegou a propor que a gerência executiva de SMS, que já tem toda uma estrutura montada, passasse a atuar como diretoria, para que dessa forma pudesse haver autonomia na implementação de uma nova política de segurança. Nem isso foi aprovado, sob a alegação de que iria onerar as contas da empresa.

Agora, de uma tacada só, o CA aprova a criação de uma nova diretoria com o propósito mais do que evidente de empoderar o escudeiro de Pedro Parente, dando-lhe total autonomia para cumprir os compromissos que Temer assumiu com os financiadores do golpe: entregar o Pré-Sal às multinacionais, tirando a Petrobrás da função estratégica de operadora única, e doar ao mercado os ativos da companhia.

Nelson Silva, que já vinha executando a toque de caixa a venda de ativos, terá agora à sua disposição uma estrutura completa para tentar acelerar o desmonte da maior empresa do país. Experiência é o que não lhe falta. Por onde passou, deixou sua marca registrada: reestruturações e privatizações. Fez isso na Vale do Rio Doce, na Comgás e na BP, onde foi um dos articuladores da fusão com a Shell, que passou a deter participações estratégicas nos principais campos do Pré-Sal, tornando-se, assim, a maior concorrente da Petrobrás.

E, sem a menor dificuldade, o interino Pedro Parente colocou a raposa para tomar conta do galinheiro. Tudo com a conivência do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva, que já vinham atuando a serviço do mercado. Agora contam também com uma ajudinha extra da conselheira eleita que ocupou a vaga dos trabalhadores, com o apoio das gerências.

Se não houver reação à altura dos trabalhadores e dos setores da sociedade organizada que defendem a soberania nacional, eles vão aniquilar os maiores patrimônios desse país que são o Pré-Sal e a Petrobrás. Essa é a luta que está posta para os petroleiros. E não é de hoje.

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Só há uma forma de barrar as perdas de direitos: Luta articulada dos movimentos

Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Comissão de Direitos Humanos da Câmara - Flavio Soares - Agência Câmara

Comissão de Direitos Humanos

Fotos: Flávio Tavares/Agência Câmara

Somente articulação poderá barrar perdas de direitos, defendem participantes de fórum

29/06/2016 18h30

do site da Câmara dos Deputados  

Participantes do Fórum Social e Parlamentar de Direitos Humanos pela Democracia, realizado nesta quarta-feira (29), decidiram tornar a iniciativa permanente.

O objetivo do fórum será garantir a mobilização e a articulação entre os diferentes movimentos organizados. Caberá ainda ao organismo realizar audiências públicas em diferentes regiões do país para debater as ameaças de perdas de direitos, sugestão do Secretario de Direitos Humanos e Minorias Minas, Nilmário Miranda.

De acordo com os presentes, somente por meio da unificação dos movimentos sociais e da comunicação eficiente com a sociedade será possível reverter o processo político em curso. A ministra da Cidadania afastada, Nilma Lino, defende que o mais importante é se articular no que é comum para construir estratégias específicas e outras conjuntas “para derrubar o golpe”.

A ministra acredita ainda ser necessário “chegar perto das pessoas que não estão na luta organizada e não compreendem o que esse golpe significa”. Para isso, além das ações do fórum permanente, defende a utilização de instrumentos como rádios comunitárias e caravanas que viajem pelo país.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também acredita que o caminho seja a unificação das pautas em torno da defesa do Estado Democrático de Direito. “Se lutarmos de forma desarticulada, os golpistas vão avançando, temos de unificar a pauta para barrar esse golpe”, disse.

O ativista e poeta Hamilton Terra é outro para quem não será possível interromper o curso da política atual sem articulação. Para ele, é necessário apender a garantir a presença na rua com os instrumentos modernos de comunicação. “Precisamos encontrar a mensagem precisa para denunciar, e também a perspectiva para apaixonar o povo brasileiro e derrubar o golpe”, assegura.

“Perdas de direitos”

Para os participantes do fórum, o “ataque à democracia” que o Brasil vive coloca em risco todas as conquistas sociais dos últimos anos.

Nilma Lino, afirmou que o golpe não é simplesmente parlamentar, mas extremamente complexo, elaborado e tramado há muito tempo. “Foi também um golpe midiático, de gênero, de raça e classe, e contra os sujeitos que as políticas sociais em curso beneficiavam”, sustentou.

Para a ministra afastada, a extinção dos ministérios e secretarias voltados a minorias –mulheres, igualdade racial e políticas para a juventude – e sua transferência para o novo Ministério da Justiça e Cidadania é “uma mensagem clara” sobre como o governo interino se relaciona com os movimentos sociais. “É a leitura das lutas de movimentos sociais como se não fossem questão de direito, mas sim de segurança pública”, ressaltou.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Padre João (PT-MG), comparou a situação dos direitos humanos, sociais e mesmo políticos no Brasil a um edifício que está sendo destruído. “E minha angústia é que muitas pessoas estão esperando de braços cruzados”.

Padre João ressaltou ainda que o país “tem um acúmulo de direitos que não são de um governo, mas foram conquistados pelo povo” e precisam ser preservados.

Alerta social

De acordo com a ministra afastada do Desenvolvimento Social ,Tereza Campelo, “desde 12 de maio todos os dias um direito foi perdido”. Para acompanhar esse processo, foi formulado o site www.alertasocial.com.br, que atualiza diariamente as mudanças propostas pelo governo interino. O plenário do fórum decidiu criar também seu próprio observatório de ameaças a direitos, em conjunto com as iniciativas já existentes.

Como exemplo de prejuízos para as áreas sociais, Tereza Campelo explicou que, se o teto de gastos aprovado pelo governo Temer fosse imposto desde 2011, hoje a área de assistência social contaria com R$ 55 bilhões, e não com os R$ 78 bilhões atuais.

Campelo afirma ainda que, além de congelar recursos, o governo interino começa a criminalizar os movimentos sociais e os gestores, com o objetivo de “desacreditar as políticas públicas e os pobres”.

“Acerto de contas”

No entendimento da deputada Érika Kokay (PT-DF), essa retirada de direitos “é pagamento de contas do golpe”. A deputada acredita que, ao enfraquecer a educação ou a saúde públicas e descontruir a lógica do direito, o atual governo “abre espaço para o rentismo”, porque cria oportunidades para o lucro da iniciativa privada.

Também para Paulo Pimenta o ataque a direitos econômicos, civis e sociais visam atender a “grupos políticos que se articularam em torno desse golpe”. Segundo afirma, o governo Temer tem “uma agenda a cumprir, que não é opção e, sim, o custo do golpe, dos ajustes que foram feitos”.

Organização do fórum

O fórum foi realizado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, em parceria com a Frente Parlamentar de Direitos Humanos.

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Janio de Freitas, sobre o encontro sorrateiro do protetor e protegido: E viva a nova (i)moralidade!

Cunha e Temer

Ponto de encontro

30/06/2016  02h00

por Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo

Michel Temer e seu governo agem para salvar Eduardo Cunha na Câmara. Talvez não fosse preciso dizer mais nada sobre a atitude de Temer. Afinal, apesar de todo o esforço da Lava Jato e dos pró-impeachment para incriminar petistas, na opinião nacional ninguém simboliza mais a calamidade política do que Eduardo Cunha. Está dito quase tudo sobre protetor e protegido. Mas Temer leva a algumas observações adicionais.

Descoberto por jornalistas o encontro sorrateiro de Cunha e Temer na noite de domingo (26), o primeiro fez o que mais faz: negou. Não falava com Temer desde a semana anterior. Com a mentira, comprovou que a combinação era de encontro oculto. O segundo deu esta explicação: “Converso com todo mundo. Embora afastado, ele é um deputado no exercício do seu mandato”.

A frase é uma medida da lucidez de Temer ou da honestidade de sua resposta ao flagrante: “afastado” mas “no exercício do mandato”. Nada de muito novo. Mas a pretensa justificativa de que “conversa com todo mundo” excede o aspecto pessoal. Se é isso mesmo, em quase seis anos de convívio com o Poder ainda não o compreendeu. À parte a liturgia do cargo, de que Sarney tanto falou, o Poder requer cuidados com sua respeitabilidade. Ao menos no sentido, tão do agrado de jornalistas brasileiros, cobrado às aparências da mulher de César.

O sítio de alto luxo não combina, mas não tira o título do Palácio do Jaburu, nem, muito menos, a sua condição de uma das sedes do mais alto poder governamental. O recepcionado aí para a barganha de espertezas não é, porém, como “todo mundo”. É um múltiplo réu no Supremo Tribunal Federal, tão excluído do exercício de mandato que está proibido até de simplesmente entrar na Câmara dos Deputados, Casa aberta a todos. Proibição, ao que consta, sem precedente. Não no conceito, de moralidade ao menos duvidosa, que o atual morador aplica ao uso do palácio de governo.

Eduardo Cunha viu-se necessitado de reforço em duas instâncias. Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, à qual encaminhou recurso contra a decisão do Conselho de Ética, que o considerou passível de perda do mandato. E também na substituição de Waldir Maranhão, em exercício na presidência da Casa, por alguém de sua confiança, para assegurar-lhe decisões favoráveis nas manobras de defesa ao ser julgado em plenário.

Já na segunda-feira (27), Temer fazia iniciar a ação do seu pessoal em favor da eleição de Rogério Rosso para presidir a Câmara. É o preferido por Eduardo Cunha. E viva a nova (i)moralidade.

POR DENTRO DO FORA

A ordem de Michel Temer para suspender a cobertura oficial de sua presença fora de Brasília não é, como alegado, para reduzir gastos. É nenhum o custo de um fotógrafo ou cameraman já integrante da comunicação oficial. O problema está na impossibilidade de eliminar, nas gravações, o frequente “Fora, Temer”, dito ou escrito. Sem encontrar outra solução, foi considerado preferível eliminar os registros.

Apesar de imprensa e TV não o noticiarem, coros de “Fora, Temer” estão pelo país todo. No espetáculo do Prêmio da Música Brasileira, por exemplo, o Teatro Municipal do Rio explodiu em repentino “Fora, Temer”. Coisas assim acontecem todos os dias, numerosas.

ACHADO PERDIDO

Por falar no mal ou não noticiado, a Lava Jato encontrou nas ligações de celulares de Léo Pinheiro, presidente da OAS, troca de mensagens com Fernando Bittar tratando das obras no sítio de Atibaia, como proprietário associado a Jonas Suassuna Filho. Não foi um bom achado para a tese da Lava Jato e da imprensa/TV sobre a propriedade.

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Publicação de: Viomundo

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