Monthmaio 2016

Procurador que prejulgou Lula em entrevistas será investigado

Procurador Carlos Fernando LimaCarlos Fernando Lima, Procurador da República 

Nota dos advogados de Lula

O Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu que a conduta do procurador da república Carlos Fernando Lima deve ser examinada, encaminhando o caso para a Corregedoria Nacional, no âmbito do próprio CNMP.

A Corregedoria Nacional irá analisar se Carlos Lima antecipou juízo de valor e realizou prejulgamento ao conceder entrevistas a meios de comunicação, mesmo após os procedimentos investigatórios envolvendo o ex-Presidente Lula terem sido remetidos ao STF, em 22/03/2016, e colocados em segredo de justiça por determinação do Ministro Teori Zavascki.

O pedido de providências formulado pelos advogados do ex-Presidente teve por objetivo impedir a ocorrência de novas antecipações de juízo de valor em relação às investigações não concluídas, tendo em vista o princípio da presunção de inocência previsto na Constituição Federal e reforçado por diversos Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Na sustentação oral realizada perante os membros do CNMP, foi lembrado que o Comitê de Direito das Nações Unidas já decidiu em algumas oportunidades que “autoridades públicas devem absterem-se de prejulgar o resultado de julgamentos, incluindo abster-se de realizar declarações públicas afirmando a culpa do acusado (CCPR/C/106D-2120/2911 – Vladislav Kovalec et al v. Bielorússia).

Lula não é réu e tampouco sofreu qualquer condenação criminal.

Cristiano Zanin Martins

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Publicação de: Viomundo

FUP alerta: Pedro Parente é a volta do PSDB à Petrobras e o risco de virar Petrobrax

parente e o apagão

Nota da direção colegiada da FUP à sociedade e aos trabalhadores

Pedro Parente é a volta do PSDB à Petrobrás 

da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

O Conselho de Administração da Petrobrás, que até pouco tempo atrás defendia ardorosamente a independência da empresa em relação ao governo e aos partidos políticos, endossou a indicação do PSDB (aliado do governo golpista de Michel Temer) e aceitou de braços abertos Pedro Parente.

Os escândalos e fiascos que protagonizou como ministro de Fernando Henrique Cardoso e o prejuízo de mais de US$ 1 bilhão que causou à Petrobrás no passado, nada disso foi levado em conta pelos conselheiros. A FUP cobrou esclarecimentos sobre os critérios utilizados no Teste de Integridade que avaliou Pedro Parente.

A ficha corrida dele o desabona a gerenciar qualquer bem público, que dirá a mais importante empresa brasileira. Não temos dúvidas de que sua missão na Petrobrás será retomar o desmonte iniciado por FHC e que foi estancado no governo Lula.

Conhecemos muito bem o modus operandi dos tucanos e não permitiremos que repitam os estragos feitos nos anos 90, quando dizimaram direitos da categoria e tudo fizeram para privatizar a Petrobrás, que só não virou Petrobrax em função da resistência dos trabalhadores.

Pedro Parente significará a volta da gestão do PSDB. Um presidente indicado por um governo golpista não terá a legitimidade dos petroleiros.

SEU PASSADO O CONDENA

Conhecido como o “faz-tudo” de FHC, Pedro Parente carrega em seu currículo a pecha de “ministro do apagão”, por não ter conseguido gerenciar a crise de energia que eclodiu em 2001 e impôs à população cortes de luz, racionamentos e contas altíssimas.

Nessa mesma época, ele obrigou a Petrobrás a bancar investimentos privados em usinas termoelétricas e garantir o lucro dos empresários através de escandalosas “contribuições de contingências” que causaram prejuízos de mais de 1 bilhão de dólares à companhia.

Pedro Parente também responde a ação por improbidade administrativa, quando ocupou a Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, no início do governo FHC. Em um dos processos que corre contra ele na Justiça Federal de Brasília, chegou a ser condenado, junto com outros ministros tucanos,a ressarcir os cofres públicos em R$ 2,9 bilhões.

CONSELHEIRA ELEITA TRAIU A CATEGORIA

A conselheira eleita, que ganhou a representação dos trabalhadores no CA com o apoio das gerências, cumpriu o seu primeiro dever de casa e referendou a nomeação de Pedro Parente, que, segundo a imprensa, foi eleito por unanimidade.

Em seu discurso de campanha, ela jurou independência política, mas o primeiro ato como conselheira foi servir de correia de transmissão de um governo golpista.

Michel Temer já anunciou que “o Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura” e que “a Petrobrás é uma empresa que tem que pautar-se pelos critérios de seu interesse, como se fosse quase um empreendimento privado”.

Essa não é a agenda dos trabalhadores. A conselheira, que deveria representar os petroleiros no CA, votou a favor dos entreguistas e traiu a categoria.

 

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Publicação de: Viomundo

Os golpistas Caiado, Marta e Chaves derrubam reunião para discutir cortes de Temer na Educação

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Na Comissão de Educação no Senado: da esquerda para a direita, Dario Berger (PMDB-SC), Telmário Motta (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI) e Marta Suplicy (PMDB-SP). Logo atrás , Ronaldo Caiado (DEM-GO). Fotos: Vinicius Alves Ehlers

Governo interino evita diálogo com a sociedade

da Assessoria de Imprensa da senadora Fátima Bezerra

O governo interino, mais uma vez, demostrou sua falta de interesse em dialogar com a sociedade. Nesta terça-feira, 31, os senadores Ronaldo Caiado, Marta Suplicy e Pedro Chaves foram escalados para derrubar a reunião da Comissão de Educação e Cultura do Senado, que discutia um requerimento (36/2016), de autoria da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), no qual convidava os ministros interinos da Educação, da Fazenda e do Planejamento a dar explicações sobre a redução de recursos para a área.

Segundo senadora Fátima, o objetivo era promover um debate sobre as medidas econômicas anunciadas pelo governo interino que vão impactar na educação. “É lamentável ver um governo se fechar ao debate e não querer dialogar com a sociedade. O que queremos é debater o presente e o futuro da educação brasileira. É revoltante ver um governo, através de alguns senadores, pedir verificação de quórum para derrubar a reunião da comissão. Além de golpista, esse governo tem medo de dialogar com o povo, com os gestores e com os movimentos sociais”.

A senadora informou ainda que, na próxima semana, a Comissão irá colocar o requerimento em votação. “Espero que ele seja aprovado. Nós não vamos desistir! Estamos aqui para cumprir o nosso papel como representante do povo e militante da área da educação. Quanto mais debate tiver, melhor será para o país”, afirmou.
Para o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o fato ocorrido na comissão mostra claramente os objetivos do governo Temer. “ Não é debater com movimentos sociais e nem discutir os problemas da educação brasileira. Este início do governo provisório está bastante temerário”, explicou.

Além dos ministros interinos, foram convidados para a audiência representantes do Fórum Nacional de Educação (FNE); da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES); da União Nacional dos Estudantes (UNE); da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); e do Conselho Nacional da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF).

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Publicação de: Viomundo

Fiocruz debate o quanto as medidas de Temer ameaçam gravemente a democracia no Brasil

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Retrocesso e ameaça à democracia são tema do próximo debate online do CEE-Fiocruz, em 2/6

do CEE-Fiocruz

A consolidação de uma agenda liberal conservadora, a desvinculação de receitas da saúde e da educação definidas constitucionalmente, uma política externa que põe em risco a soberania nacional, levada à frente à margem do Mercosul, da Unasul e dos Brics, são medidas tomadas pelo governo interino que mal assumiu que representam grave ameaça à jovem democracia brasileira.

O próximo debate online da série Futuros do Brasil, do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz), que tem como tema Retrocesso, analisa este delicado momento, tendo como convidados a professora Sonia Fleury, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (Ebape/FGV), e o professor Jairo Nicolau, do Departamento de Ciência Política do Ifics/UFRJ.

O debate tem transmissão em tempo real e qualquer pessoa pode participar. Basta conectar-se pelo blog do CEE-Fiocruz (cee.fiocruz.br), acompanhar e fazer perguntas aos palestrantes.

Divulgue, conecte-se e participe!

Debates Online CEE-Fiocruz – Futuros do Brasil

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Publicação de: Viomundo

Veja sofre protesto virtual; link de matéria da revista diz que ela mente

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A imagem que você vê acima é print screen de matéria publicada no portal da revista Veja. Foi feito às 17 horas e 17 minutos de 31 de maio de 2016.

O link da matéria diz que é falsa informação contida no título de matéria que acusa o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

Em geral, os links de postagens na internet são formados pelo título do que foi publicado. Nesse caso, o link diz o seguinte:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/titulo-falso-a-ordem-veio-de-cima

Se você for um dos felizardos que ler este post pouco após ser publicado, terá oportunidade de dar boas rizadas com o protesto virtual de que Veja foi alvo.

Pode ser um hacker que fez a brincadeira, ou pode ser algum funcionário que não concorda com o jornalixo que a Veja produz

O fato é que, por volta das 17 horas desta terça 31 de maio, essa é a notícia mais lida no portal, apesar de que todos já sabem que Veja mente.

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Publicação de: Blog da Cidadania

Fátima Oliveira: “Mamãe eu vi Boi da Lua dançar no planeta do Brasil”

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Êh, meu boi: “Mamãe eu vi Boi da Lua dançar no planeta do Brasil”

Fátima Oliveira, em OTEMPO

Médica – fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_

Busco arrego em Guimarães Rosa: “O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas”.

Papete (José de Ribamar Viana) virou encantado em 26.6.2016. “Mamãe eu tô com uma vontade louca/ De ver o dia sair pela boca/ De ver Maria cair da janela/ De ver maresia /Ai maresia… Bandeira de aço/ Bandeira de aço…” (César Teixeira).

Papete foi meu conforto mental naquilo que a filosofia rosiana diz que “viver é um rasgar-se e remendar-se”.

Papete foi um ombro amigo de travessia. E travessia é travessia, pois “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia” (Guimarães Rosa).

Fora do Maranhão por quase 30 anos, tive a companhia fiel de Papete e ninei filharada e netaiada com seu disco “Bandeira de Aço” (1978), bem cultural imaterial do Maranhão – que, para Flávio Paiva, “é um trabalho essencialmente inoxidável, em seu caráter anímico, zoomórfico e arquetípico, de sotaque de orquestra, matraca, zabumba e viola… Parte da trilha sonora do Brasil profundo” (“Bandeira de Aço”, 2013).

Aqui, em casa, as músicas de “Bandeira de Aço” são acalantos! Sabemos acompanhar “Boi da Lua”: “Meu são João…/ são João, meu são João/ Eu vim pagar a promessa/ De trazer esse boizinho/ Para alegrar sua festa/ Olhos de papel de seda/ Com uma estrela na testa… Chora, chora/ Chora boi da lua vem pedir uma esmola/ Pra aquela boneca de anil/ Mamãe eu vi boi da lua/ Dançar no planeta do Brasil” (César Teixeira).

“Engenho de Flores” alumbra: “Ê alumiô, toda terra e mar/ Ê alumiô, toda terra e mar/ Eu vi fortaleza abalar/ Eu vi fortaleza abalar/ Agora qu’eu quero ver/ se couro de gente é pra queimar (bis)/ Vou pedir pra são João/ Cosme e Damião/ Pra nos ajudar…” (Josias Sobrinho).

Clarinha, que teve a honra de ver e ouvir Papete no palco, diz toda faceira: “É boooi! De boi eu gosto, num é, vovó?” É boiera! Luana e Lucas, cariocas: “Vó, bota aí as músicas do Maranhão”. E Inacim, o neto gaúcho, grita: “É lua”! Repito: “Papete, a expressão do sagrado do são João maranhense” (O TEMPO, 24.6.2014).

Papete não é um ilhéu da gema. Nasceu na beira do rio Mearim, em Bacabal (MA), em 8.11.1947. A cosmovisão ilhéu ludovicense impregnou seu jeito de ser e fazer profissional de cantor, compositor e multi-instrumentista: um dos cinco melhores percussionistas do mundo e a maestria inimitável com o berimbau.

Papete declarou: “O são João, para mim, é uma parceria com a minha parte espiritual. Isso, para mim, é um compromisso religioso com a minha infância, de resgate do meu passado, e um encontro com tudo aquilo que acredito. Eu amo a cultura maranhense” (2011).

Com seus dons musicais e suas esmeradas técnicas, Papete tinha estofo para brilhante carreira apartado da produção musical maranhense, porém o senso tolstoiano, já aflorado em “Bandeira de Aço”, bradou: “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia” (Leon Tolstói, 1828-1910).

Tolstoiano, desde 1990, Papete, com sua banda, se dedicou a interpretar músicas do Maranhão, a pesquisar e a divulgar compositores maranhenses, a exemplo do livro “Os Senhores Cantadores: Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão” (Editora Ipsis, 2015), cuja inspiração foi a solidariedade: “Ao perceber que Coxinho, um dos maiores ícones do bumba meu boi maranhense, morreu pobre e sem receber as honrarias devidas, pensei que devia fazer algo para preservar a memória daqueles que muito fizeram pelo nosso bumba meu boi, e daí veio a ideia para esse projeto”.

Papete é o Maranhão por inteiro, benzido e encruzado: olhos de papel de seda com uma estrela na testa.

PS de Conceição Lemes: No dia em que Papete partiu, Fátima Oliveira, muito triste, me mandou uma mensagem. “Ouça e se encante com Papete! Bandeira de Aço (1978). Ele foi reconhecido um dos melhores percussionistas do mundo, nos anos de 1982, 1984 e 1987, quando participou do ‘Festival de Jazz de Montreux’, na Suíça”.

Junto, mandou o link do álbum completo de Bandeira de Aço, que eu compartilho com vocês. Lindo demais. Emocionante. Uma preciosidade, que nos esfrega na cara o quanto de maravilhoso da verdadeira cultura brasileira nós estamos deixando passar batido. Obrigadíssima, Fátima, por tê-lo me apresentado. Sempre. Beijão


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Publicação de: Viomundo

Giam Miceli: Defender “escola sem partido” é ignorância sem tamanho

frota e mendoncinha

O Ministério da Educação em Prol do Retrocesso

por Giam C. C. Miceli, especial para o Viomundo

A visita de Alexandre Frota e do líder do grupo, seita, ou qualquer outro nome, Revoltados Online, Marcello Reis, ao Ministério da Educação, gera muitas questões que, por motivos de honestidade e de real preocupação com os rumos da educação, sobretudo pública, devem ser publicadas.

Em uma filmagem postada pelos dois sujeitos anteriormente citados, nota-se o motivo da visita: promover o partidário “Escola sem Partido” .

Trata-se de um projeto vazio, sem maiores definições, que atua, de forma arbitrária e pouco inteligente, com base na criação de um estereótipo: professor doutrinador (?). A apresentação do site diz:

A pretexto de transmitir aos alunos uma “visão crítica” da realidade, um exército organizado de militantes travestidos de professores prevalece-se da liberdade de cátedra e da cortina de segredo das salas de aula para impingir-lhes a sua própria visão de mundo.

Um primeiro ponto questionável: o uso das aspas em “visão crítica” é indevido, na medida em que não existe visão crítica certa ou errada. Ela é relativa. Além disso, temos total liberdade e respaldo legal para que essa visão crítica seja exposta. A visão crítica é um atributo de toda e qualquer pessoa provida da capacidade de observar e analisar um determinado fato, fenômeno ou processo.

O segundo ponto: um “exército organizado de militantes travestidos de professores”. Esse exército, na verdade, não existe. Quem trabalha em escolas públicas e particulares percebe as diferentes visões políticas ali existentes. Inclusive, é notória a presença de docentes conservadores, com visão de mundo individualista, discurso meritocrático, visão naturalizada de injustiças diversas e base cultural rasteira.

O terceiro ponto: “cortina de segredo das salas de aula”. É importante lembrar que vivemos a era da internet e dos celulares. Qualquer aluno/a, hoje, pode gravar, filmar, enfim, registrar o que é dito em sala de aula. E aquilo que é dito pode ser difundido instantaneamente, através das redes sociais. Além disso, vale lembrar a precariedade de muitas escolas das diversas redes públicas. Essa precariedade impede que salas de aula tenham portas, o que faz com que diversos alunos, professores e funcionários escutem aquilo que é dito.

Os três pontos anteriormente citados mostram que os autores e autoras do projeto “Escola sem Partido” desconhecem completamente o funcionamento de uma escola, criam uma representação totalmente equivocada de professores e professoras, além de ignorarem por completo a legislação educacional.

Uma rápida visita ao site do projeto nos faz recordar do genial Umberto Eco, quando diz que “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade.”

Com base na visita realizada, bem como no teor da mesma, cabe publicar alguns questionamentos pertinentes:

1- Será que o atual ministro da educação, Mendonça Filho, que recebeu prontamente uma pessoa que, em um programa de auditório, confessou e narrou um estupro , receberia docentes realmente aptos ao debate educacional?

2- Falar em “Escola sem Partido” e em “doutrinação” consiste em uma ignorância sem tamanho, na medida em que se despreza a existência de redes (redes municipais, redes estaduais e rede federal) de ensino, além das escolas privadas. Alegar, portanto, que a educação brasileira está dominada pela “ideologia do comunismo” significa desconhecer o fato de que as redes municipais e estaduais são mantidas pelos mais diversos partidos políticos.

Já que o assunto é ideologia e uma suposta necessidade de neutralização política de escolas, docentes e discentes, é fundamental citar o seguinte acontecimento:

trabalho em uma rede municipal de ensino, cujo governo é do PMDB, um partido que simboliza o atual avanço conservador. O governante, no início de seu mandato, distribuiu quadros com suas próprias fotos, para que estes fossem pendurados em partes visíveis da escola. Na escola em que trabalho, por exemplo, o quadro fica exposto na secretaria.

Cabe lembrar, também, o que os candidatos de partidos que representam o atual avanço conservador fazem em períodos de campanha, o que inclui propaganda política nas proximidades de estabelecimentos escolares em horário de aula.

3- A proposta de uma “Escola sem Partido” é ilegal, na medida em que atropela a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei N. 9394/96 -, que prevê a liberdade de pensamento e de concepção pedagógica, prevista em seu Artigo 3º.

Isso quer dizer que todos os professores e professoras têm o direito de assumir um posicionamento político e de abraçar uma concepção pedagógica. Os conservadores podem até reclamar, mas admirar a obra de Paulo Freire é direito garantido por lei.

4- Se realmente houvesse preocupação com a educação, temas pertinentes teriam sido discutidos: até quando as redes educacionais serão comandadas por detentores de cargos de confiança, sem a aprovação da comunidade escolar e, muitas vezes, sem a competência minimamente necessária? Como investir em alternativas de avaliação que realmente avaliem e que deixem de ter cunho classificatório? De que modo podemos pensar em currículos que valorizem a diversidade, a identidade e a diferença? Como fazer com que a escola deixe de ser um espaço de produção de mão de obra barata, sub-qualificada e obediente? Como desenvolver uma escola para a tolerância e para o debate maduro e sério?

Essas e outras questões – não há a menor dúvida sobre a incapacidade, desqualificação e falta de lastro de Alexandre Frota, bem como de qualquer membro ou admirador do grupo Revoltados Online, o que inclui, vergonhosamente, alguns colegas docentes – são pertinentes e precisam adentrar o campo das políticas educacionais e das políticas públicas.

Giam C. C. Miceli é mestre em Educação e professor de Geografia em Itaboraí, no Estado do Rio de Janeiro. 

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Publicação de: Viomundo

Marina Lacerda: Globo já começa a desconstruir Temer; é para tornar FHC presidente por eleição indireta

FHC e TemerO que explica a Globo bater tanto em Temer? Tornar FHC presidente em sete meses, por eleição indireta 

por Marina Lacerda, especial para o Viomundo

Há alguns dias temos visto, estupefatos, a grande mídia, craque em seletividade, bater no governo Temer.

Primeiro em Romero Jucá, agora em Fernando Silveira, que acaba de entregar a sua carta de demissão ao presidente interino.

Qual o sentido em o PIG ajudar a desconstruir sua criatura?

A resposta pode estar em nossa maltratada Constituição.

Artigo 81, § 1º. Vagando os cargos de Presidente e de Vice-Presidente da República, nos dois últimos anos de mandato, o Congresso Nacional elege novo presidente.

Assim, a mídia monopolista e seus aliados precisam tolerar Temer por apenas mais sete meses.

A partir de janeiro de 2017, em ele deixando o cargo por qualquer razão, o Congresso pode colocar como Presidente da República, por exemplo, Fernando Henrique Cardoso ou outro representante do projeto que tem reiteradamente perdido perante o sufrágio universal.

O passo subsequente pode ser acabar de vez com as eleições diretas para a chefia do governo, como querem José Serra e Renan Calheiros, instalando o Parlamentarismo.

Afinal, as urnas têm rejeitado a agenda dos setores contrários à intervenção do Estado na redução da desigualdade e a um maior protagonismo do Brasil em uma polícia externa independente.

A pretensão pode ser dar fim à “festa da democracia”.

Se não tivermos eleições diretas agora em 2016, talvez não as tenhamos mais.

Marina Lacerda, advogada, mestre em Direito Constitucional pela PUC/Rio.

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Em Sorocaba, até parabéns ao prefeito tucano no Facebook é pago com dinheiro público

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Publicação de: Viomundo

Em Sorocaba, até parabéns ao prefeito tucano no Facebook é bancado com dinheiro público; mensagens postadas por gente que ganha até R$ 8,5 mil mensais

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O prefeito, as mensagens e Graziano no papel de difamador; o filho de Graziano foi um dos que espalharam a falsa relação entre Lula e a Friboi

Exército virtual defende prefeito na web

29/05/16 | Wilson Gonçalves Junior, no Cruzeiro do Sul, sugerido por Mara RBF

Uma das atribuições de parte dos funcionários comissionados da Prefeitura de Sorocaba — embora não esteja descrita na súmula — é de servir de exército virtual do governo de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) nas redes sociais, defendendo-o de críticas, como também enaltecendo suas qualidades pessoais e seu mandato.

O sistema idealizado pelo PSDB de Sorocaba é profissional e foi desenvolvido por uma empresa especializada em posicionamento digital, a Epolitics, de São Paulo.

Toda ação é comandada por um integrante nacional do PSDB e homem de confiança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), Xico Graziano, e colocada em prática pelos integrantes do Conexão Sorocaba, grupo fechado existente no Facebook e que é formado basicamente por funcionários comissionados (sem concurso público) e também por servidores de carreira que ocupam cargos de confiança, lotados na Prefeitura de Sorocaba, no Parque Tecnológico de Sorocaba e no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

Entre esses servidores do Conexão Sorocaba estão também os que ocupam cargos que foram considerados inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em decisão liminar recente.

Muitas postagens das redes sociais foram “cumpridas” em horário de expediente e foram “pagas” com dinheiro dos cofres públicos.

A Epolitics criou as páginas pessoais do prefeito Antonio Carlos Pannunzio e do secretário de Governo de seu mandato, João Leandro da Costa Filho, um dos pré-candidatos do PSDB nas eleições deste ano.

Hora de defender

Em uma dessas postagens, no dia 13 de janeiro, Xico Graziano escreve para o Conexão Sorocaba: “Pessoal, está faltando mais gente defender o prefeito no face dele…muitos adversários atacam sem que apareça alguém para contrapor. Vamos lá ativistas.”

Ele se referia às críticas feitas nos comentários de um vídeo do prefeito, postado em sua página do Facebook, em que Pannunzio afirmava que sua administração se pautava pela transparência.

Às 9h39 do dia 13, um assistente de gabinete nível 2 (cargo tido como inconstitucional pela Justiça e com vencimento de R$ 6.230,64) entra na página do prefeito no Facebook. “Boa prefeito, infelizmente o PT e o PMDB estão destruindo nosso país, mas com uma administração responsável e transparente vamos vencer.”

Às 14h14, um assessor de secretário (também outro cargo inconstitucional pela Justiça, com salário de R$ 8.558,68) também atende o pedido de Graziano e posta no Facebook de Pannunzio.

“A gestão mais transparente do Estado de São Paulo (avaliação do Ministério Público Federal). Pesquisa antes de falar”, cita, ao criticar uma pessoa que teceu comentários em relação ao rompimento do contrato do lixo entre a Prefeitura de Sorocaba e a empresa Gomes Lourenço.

O mesmo assessor repete comentários às 14h34 e 14h35, citando que as críticas feitas ao vídeo de Pannunzio foram feitas por desespero da oposição. Outros participantes do Conexão Sorocaba defendem Pannunzio na mesma postagem.

Até parabéns a você

No dia 29 de julho de 2015, a mensagem de Xico Graziano aos “ativistas” do Conexão Sorocaba era a seguinte: “Turma: hoje é o aniversário do Pannunzio. Vamos produzir uns posts para vocês utilizarem em suas páginas. Dia de elevar nosso ativismo e fazer a cidade inteira parabenizar seu Prefeito. Se quiserem, podem começar a falar bem do engenheiro, professor, político honesto e ético que ajuda Sorocaba a progredir…#parabénsPannunzio”.

No mesmo dia 29, um assessor de comunicação nível 1 (outro cargo inconstitucional pela Justiça e salário de R$ 5.013,32), escreve em seu perfil do Facebook: “Campeões nascem prontos, são feitos com trabalho e dedicação. Parabéns Pannunzio, pelo seu aniversário e pela maneira transparente de conduzir Sorocaba.”

Outro servidor, que ocupa o cargo de assistente de gabinete nível 2 (também tido como inconstitucional e salário de R$ 6.666,78) postou, no mesmo dia 29: “…Com ele eu também aprendi os princípios de um Homem de verdade, seja ele público ou não, mas que valoriza os princípios éticos e familiares acima de qualquer coisa… Pannunzio, obrigado pelos ensinamentos da vida e que Deus continue te abençoando e te dando saúde para que mais pessoas possam ver virtudes de um Homem de verdade, sem marketing, sem maquiagem ou sem fantoche. Parabéns.”

Vamos aplaudir

No dia 11 de junho de 2015, Xico Graziano pede que os ativistas “aplaudam Pannunzio” pela economia gerada com a licitação do lixo e que o exército virtual “não apenas publique post” em suas páginas, como também participem de debates em páginas de jornais.

Às 12h55, um assistente de gabinete nível 2 entra no Facebook do jornal Cruzeiro do Sul, na matéria sobre o novo contrato de lixo: “Parabéns Pannunzio, economia de 8 milhões e a volta dos contêineres, tudo com transparência e ética…#eucurtoSorocaba”. Além disso, outro comissionado, com o cargo de assistente de gabinete nível 2, colocou na sua página: “Sorocaba economizará 8 milhões com o novo contrato…#vaiPannunzio.”

Após encaminhamento dos questionamentos do jornal Cruzeiro do Sul à Prefeitura de Sorocaba, o Conexão Sorocaba eliminou 25 pessoas do grupo fechado, passando de 133 para 108 e alterou administradores, com a saída do presidente do Saae, Rodrigo Maldonado.

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Publicação de: Viomundo

Wanderley Guilherme dos Santos: Fora com os usurpadores!

temer e serra

A mensagem popular é clara: Fora com os usurpadores! 

por Wanderley Guilherme dos Santos, no Segunda Opinião 

O governo interino de Michel Temer age com a truculência de força de ocupação em território estrangeiro: desconsidera a história local, subverte os laços de solidariedade e cancela as políticas aprovadas coletivamente. Mesmo um governo de oposição eleito segundo as regras do jogo evita bagunçar a vida da comunidade, e não só porque os padrões de relacionamento entre o poder público e os grupos da sociedade estão incorporados ao cálculo de futuro das pessoas.

A prudência recomenda reconhecer que são vocacionadas para o fracasso as tentativas de apagar completamente os vestígios dos antecessores. O custo seria elevadíssimo, a fraude descomunal e o desmascaramento certo. Explicam-se, portanto, as idas e vindas das autoridades interinas, a atabalhoada adoção de políticas antes anunciadas pelo governo destituído e a pirraça de renomear o que já existe.

Baratas tontas enfurecidas e míopes. Acresce o comprovado envolvimento em traficâncias da maioria dos mandachuvas interinos, com previsão de que não causará surpresa se o próprio presidente precário vier a ser exposto como estrela da turma. Tudo depende da capacidade dos líderes da Lava-Jato e outros figurões de continuar filtrando o resultado de delações, batidas espetaculares e conduções coercitivas.

Até agora os golpistas têm conseguido levar a vida na flauta, sorridentes, deputados, senadores e ministros, embora o júbilo proporcionado pelo sucesso do assalto esteja sendo substituído, em todos, por caras de paisagem.

O impacto farsesco contamina o Supremo Tribunal Federal, obrigado a empenhar monumental esforço para emprestar ração modestíssima de autenticidade a deliberações de teor antecipado em editoriais intimidantes.

Não há como disfarçar a repetida coincidência entre o desempenho do judiciário e o interesse de apressados golpistas. Nem escapa ao conhecimento da opinião pública a voracidade rentista da corporação, embaralhando tratativas constitucionais com irrefreável apetite salarial e por benesses colaterais. Destituído de solenidade crível, a teatralidade das sessões e a linguagem pedantemente rococó, quando não francamente charlatanesca (em despacho, o juiz Sergio Moro registra sua “cognição sumária”, pois aos iniciados não sucedem pedestres “primeiras impressões”), são como cartas de amor, embaraçosamente ridículas. Sem a inocência do lirismo de Fernando Pessoa, contudo.

Nada se sustenta. Podem os interinos tentar seduzir a audiência com promessas de executar um salto mortal triplo, sem rede, mastigar sem hesitação lápides fúnebres e beber seis taças de mercúrio cromo. Tirante a irrelevância das fanfarronadas, nem essas são honradas por usurpadores.

Cabe aos eleitores afanados de seus direitos recusar-lhes obediência, interpelar a infalibilidade do Supremo Tribunal Federal por infidelidade constitucional e manter o democrático escracho, forma de coação moral dentro da legalidade, até que os usurpadores renunciem ou saiam eleitoralmente derrotados em 2016 e 2018.

Pactos laterais constituiriam assassinato pelas costas ao enorme contingente de brasileiros que, desde logo, sublevou-se contra o golpe parlamentar.

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Publicação de: Viomundo

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