Monthabril 2016

Com Temer reforçando a Alemanha, 7 a 1 vai ser pouco contra os direitos sociais

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Ex-primeiro ministro da Itália deixa escapar risada ao falar sobre a mídia brasileira

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Publicação de: Viomundo

Mark Weisbrot: Com encontro entre Thomas Shannon e Aloysio Nunes, EUA já sinalizaram apoio ao golpe — da mesma forma indireta que fizeram em Honduras

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em entrevista ao Democracy Now

Mark Weisbrot é codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington:

Sim, eu penso que definitivamente é um golpe. A mídia internacional mudou nos últimos meses e especialmente agora. Ela agia como a mídia brasileira, que mostra a situação a partir do ponto-de-vista da oposição, como se fosse um impeachment legítimo.

Agora se vê mais e mais gente dizer que não é legítimo, porque não há acusações reais contra a presidente que justifiquem o impeachment. Na verdade, é uma tentativa da oposição de reverter os resultados da eleição de 2014, tirar proveito do fato de que a economia está em recessão e atacar Dilma.

Acho que aquele artigo do Intercept (tradução parcial aqui) foi importante. Um ponto que eles destacaram foi a visita do senador Aloysio Nunes [PSDB-SP] a Washington não recebeu atenção da mídia, mas deveria, porque ele se encontrou com Tom Shannon [experiente diplomata, ex-embaixador no Brasil e hoje subsecretário de Estado].

E Tom Shannon é o cara mais influente sobre América Latina no Departamento de Estado. É ele quem vai dizer, recomendar ao secretário de Estado [John] Kerry o que ele deveria fazer, onde os Estados Unidos deveriam se colocar neste processo. E isso é extremamente importante, porque Shannon não tinha obrigação de encontrar Aloysio.
Ele é apenas um senador. Ao encontrá-lo, mandou uma mensagem para todos os que estão acompanhando o Brasil de perto que os Estados Unidos aprovam o processo.

Foi assim no golpe de Honduras. Todos os que estavam acompanhando [a situação em Honduras] sabiam, no primeiro dia do golpe, assim que os Estados Unidos divulgaram uma nota que não dizia nada mal sobre o golpe, que aquela declaração sinalizava fortemente, da única forma possível em pleno século 21, apoio a um golpe, um golpe militar.

Então, é algo similar. A mídia ignorou totalmente, mas foi um sinal. E agora está à mostra o que a gente já sabia: os Estados Unidos querem se livrar do Partido dos Trabalhadores, como sempre quiseram.

*****

Golpe brasileiro ameaça democracia

14/04/2016 02h00

na Folha

A presidente Dilma Rousseff está ameaçada de impeachment, mas não há evidências que a vinculem a qualquer esquema de corrupção. Em vez disso, ela é acusada de manipular as contas públicas, algo que presidentes anteriores já haviam feito.

Para traçar uma analogia com os Estados Unidos, quando os republicanos se negaram a elevar o teto da dívida, em 2013, a administração Obama recorreu a vários truques de contabilidade para adiar o prazo final no qual se alcançaria o limite. Ninguém se incomodou com isso.

A campanha do impeachment, que o governo descreveu corretamente como golpe, é um esforço da elite brasileira tradicional para obter por outros meios aquilo que não conseguiu conquistar nas urnas nos últimos anos.

O ex-presidente Lula é acusado de receber dinheiro de empresas investigadas por corrupção para fazer discursos e reformar um imóvel que ele afirma não ser dele. Mesmo que as acusações sejam verdadeiras, não há prova de vínculo com corrupção.

O juiz Sergio Moro, entretanto, lidera uma bem executada campanha de difamação de Lula. O magistrado teve que pedir desculpas ao Supremo Tribunal Federal por ter divulgado grampos telefônicos de conversas entre Lula e Dilma, Lula e seu advogado e até mesmo entre a mulher de Lula e os filhos deles.

É claro que o Partido dos Trabalhadores não estaria vulnerável a essa tentativa de golpe se a economia não estivesse em recessão profunda. Mas também a esse respeito a mídia está claramente equivocada, defendendo mais cortes nos gastos públicos e mais juros altos.

O Brasil precisa, pelo contrário, de um estímulo sério para fazer sua economia pegar no tranco. O principal obstáculo à recuperação é o poder dos grandes bancos.

O Brasil está pagando juros de quase 7% de seu PIB sobre a dívida pública, mais que a Grécia no auge de sua crise. Mas o Brasil não tem crise de dívida nem apresenta qualquer risco significativo de moratória. Seus juros usurários são o resultado do poder político de seus próprios bancos, que hoje desfrutam um “spread” recorde de 34% entre suas taxas de empréstimos contraídos e concedidos.

A simples redução dos juros sobre a dívida pública para o nível de alguns anos atrás criaria condições para um estímulo importante.

O governo dos EUA vem guardando silêncio sobre esta tentativa de golpe, mas há poucas dúvidas quanto à sua posição. Ele sempre apoiou golpes contra governos de esquerda no hemisfério, incluindo, apenas no século 21, o Paraguai em 2012, Haiti em 2004, Honduras em 2009 e Venezuela em 2002.

O presidente Obama foi à Argentina para derramar-se em elogios ao novo governo de direita, pró-EUA, e a administração reverteu sua política anterior de bloqueio de empréstimos multilaterais ao país. E hoje, no Brasil, a oposição é dominada por políticos favoráveis a Washington.

Seria mais uma coisa lamentável se o Brasil perdesse boa parte de sua soberania nacional, além de sua democracia, com este golpe sórdido.

 

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Publicação de: Viomundo

Ex-primeiro ministro da Itália se espanta — e ri — com a vulgaridade da mídia brasileira

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Publicação de: Viomundo

56% reprovaram circo dos hipócritas na Câmara; 66% dizem que derrubada de Dilma é golpe

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O picadeiro

da assessoria da CUT/Vox Populi

76% dos brasileiros assistiram toda ou parte da sessão da Câmara que aprovou a abertura do processo de impeachment contra Dilma.

A maioria não gostou do que viu — 56% reprovaram o comportamento dos deputados.

Este é um dos resultados da nova Pesquisa CUT/Vox Populi que avaliou o sentimento dos brasileiros depois que a Câmara dos Deputados aprovou, no  dia 17 de abril, a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. O processo foi encaminhado para análise do Senado.

Para 32% o Brasil vai piorar se o vice-presidente Michel Temer assumir no lugar de Dilma, 29% acreditam que o desemprego vai aumentar; 34% preveem piora em relação aos programas sociais; e 32% acreditam que perderão direitos trabalhistas.

Os brasileiros estão mais críticos sobre ser essa (o golpe) a solução para o país e sobre a possibilidade de Temer assumir.

A avaliação negativa de Temer aumentou para 62%, contra 61% (dentro da margem de erro), em relação à pesquisa anterior, realizada entre os dias 9 e 12 de abril.

Já o percentual dos que NÃO consideram que o golpe é a melhor solução para o país aumentou para 66%, contra 58% do levantamento anterior.

Por não acreditar que o golpe é solução ou por desalento diante do que viram nos últimos dias, a maioria não acredita em melhoras em suas vidas no caso do Senador aprovar o processo e Temer assumir.

Se o mandato de Dilma for cassado e o vice assumir, 33% acreditam que nada vai mudar no Brasil, 36% acham que nada vai mudar em relação ao desemprego, o mesmo percentual (36%) em relação a programas sociais e 35% em relação a direitos trabalhistas.

Como o Brasil avalia a performance dos deputados  

O Brasil parou para assistir à votação da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados no último dia 17. Quase 100% dos brasileiros assistiram a sessão – 76% assistiram toda ou em parte a sessão e 23% não viram o espetáculo. Só 2% não respondeu.

Mais da metade das pessoas não gostou do que viu. A performance dos deputados, mal preparados e com falas medíocres e até ofensivas, como a do Jair Bolsonaro que elogiou um torturador, foi julgada de forma negativa por 56% dos que assistiram a transmissão – 37% consideram o comportamento dos deputados péssimo e 19% ruim.

Avaliação dos senadores       

Os brasileiros estão divididos quanto a capacidade dos Senadores para avaliar o processo. Para 33% os senadores são mais bem preparados dos que os deputados para avaliar o processo de impeachment. Outros 25% acham e que os senadores são tão preparados quanto os deputados; 22% acham que nem senadores nem deputados são preparados; e 7% acham que os senadores são menos preparados. 14% não souberam ou não quiseram responder.

Para 58% o Senado deve aprovar o impeachment; 35% não acham.

70% acreditam que o Senado vai aprovar o impeachment. Só 20% acham que o Senado não vai aprovar.

Eleições diretas

Para 61% dos entrevistados o melhor para o Brasil é fazer eleições diretas este ano. Para 21% o melhor é a presidenta Dilma permanecer no cargo; 11% acham que é melhor Temer assumir e 7% não sabem ou não souberam responder.

A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada entre os 27 e 28 de abril com o objetivo de avaliar os sentimentos e opiniões da população brasileira a respeito do processo de impeachment da presidenta Dilma. Foram entrevistadas 1.523 pessoas em 97 municípios. Ver apresentação anexa.

Em alguns slides, a soma não dá 100% porque os números foram arredondados.

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Publicação de: Viomundo

Levante da Juventude faz vaquinha para novos escrachos contra o golpismo

Levante Popular da Juventude lança campanha de financiamento no Catarse para defender a democracia e escrachar o golpismo

do Coletivo Nacional de Comunicação do Levante Popular da Juventude, via e-mail

“Somos uma organização que sobrevive da contribuição dos seus militantes. Contudo, os desafios que nos estão colocados estão acima da nossa capacidade de arrecadação. Para enfrentar o poder econômico e midiático, só podemos contar com a solidariedade de cada defensor da democracia.

Através dos recursos arrecadados, custearemos o transporte dos jovens até Brasília. Nosso objetivo é realizar atos de denúncia contra os golpistas, pressionar os senadores a se posicionarem contra o golpe e em defesa da democracia.

O custo de transporte com ônibus é de aproximadamente R$ 4,20/km rodado. Para exemplificar, a cada R$ 1.680,00 que arrecadarmos, conseguimos deslocar 1 ônibus de uma distância de 200 km até Brasília (aproximadamente 50 jovens). Assim, a cada R$ 33,60 arrecadados, deslocamos 1 jovem à Brasília. Alcançando a meta de R$ 40.000,00 e descontando os custos da plataforma Catarse (13%), conseguimos transportar aproximadamente 1000 jovens!

Ainda, teremos despesas diversas com a produção de materiais utilizados nos atos, além da alimentação do pessoal.

Por isso seu apoio é tão importante. Contribua com qualquer quantia e participe junto conosco desse importante momento da vida política brasileira.

Acesse o llink: https://www.catarse.me/escracheumgolpista ”

Coletivo Nacional de Comunicação do Levante Popular da Juventude

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Publicação de: Viomundo

Sobre sonhos que não se realizam

Daqui a pouco mais de sete meses, no dia 6 de dezembro, uma terça-feira de Lua minguante, como informa o calendário, vai fazer 40 anos que Jango morreu. Eu era uma criança num país subjugado pela ditadura militar, e nem sabia da existência dele. Muito menos soube da morte dele na época.

Entretido nas brincadeiras de um quintal vasto e cheio de crianças, entre goiabeiras, mamoeiros, uma amendoeira, dois abacateiros, um pé de abiu, um de romã, um de pitanga, ignorava o país real que prendia, torturava e matava quem ousasse desafiar seus subjugadores.

Hoje, à custa daqueles presos, torturados e mortos, meus filhos têm liberdade e conseguem saber o que vai no Brasil e construir sua própria opinião – pra minha alegria, convergente com a minha.

Naquele Brasil em que eu fui criança, naquele país em que Jango morreu, não era assim. Na escola, não se falava dele, nem de seus sonhos, tampouco se informou de sua morte.

Derrubado da Presidência pelos generais de 1964, herdeiro político de Getúlio Vargas, Jango, como eu saberia mais tarde, estava no exílio da Argentina às 2h45 de uma madrugada de domingo pra segunda-feira quando seu coração parou de bater, fulminado por um enfarte.

Um enfarte que, segundo seus amigos, havia se elaborando aos poucos em seu peito no curso de 12 anos de solidão no exílio.

Tinha 58 anos de idade quando morreu. Havia chegado à Presidência da República aos 43. Com 35, já era ministro do Trabalho de Vargas. Desterrado de seu país, morava em Corrientes, província do município de  Mercedes, na Argentina.

Seu corpo atravessou a fronteira brasileira ainda na tarde de 6 de dezembro de 1976. Entrou no país pela Ponte Internacional de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, acompanhado por um cortejo de carros e sonhos. Sonhos que jamais viraram realidade.

O número redondo do aniversário de sua morte, em dezembro, será apenas uma coincidência. Um emblema pra quem, volta e meia, tenta imaginar o país que teria sido o de Jango e, por causa do golpe, não chegou a ser. O Brasil que só existiu no projeto – e, antes de nascer, foi abortado.

No dia seguinte ao do enfarte de Jango, Carlos Castello Branco, o Castellinho, com quem eu dividiria a mesma redação muitos anos depois, escreveu no “Jornal do Brasil”: “Poucos políticos foram tão cruamente julgados por seus contemporâneos, sobretudo depois de deposto.”

E ainda: “João Goulart se imaginou um pioneiro da revolução social do Brasil. E, certamente, deve ter morrido na expectativa de que a História será com ele mais amena do que seus contemporâneos.”

Hoje, a amenidade que a História dedica a Jango é a do esquecimento. Seu modelo de Brasil estatal se amofinou e desmoronou a cada privatização da era tucana. O trabalhismo que representava foi dizimado primeiro na ditadura e, em seguida, na própria democracia, eleição após eleição.

Antigos companheiros de luta, salvo um ou outro, estão mortos ou também esquecidos. Sua vida, sua trajetória, seu sonho, nada disso virou algo além de um túmulo na sua São Borja, no Rio Grande do Sul. Sua memória, como ele próprio tinha sido em vida, foi degredada e desterrada.

Grande proprietário rural, Jango governou o Brasil pensando na reforma agrária. Se daria certo ou não, jamais se saberá. Aquele Brasil não houve. Deposto, teve a intenção devastada.

O que de mais relevante ocorreu no setor agrário brasileiro desde sua morte foi o massacre de 19 trabalhadores sem-terra em Eldorado dos Carajás, no Sul do Pará, em 1996. Fernando Henrique Cardoso governava o país. O massacre, cometido por 150 policiais militares, completou 20 anos no último 17 de abril.

Pois o Brasil do quadragésimo aniversário da morte de Jango conspira por um lugar curioso na História universal – o daquele que agrediu violentamente a democracia com base em recursos constitucionais.

O Brasil do quadragésimo aniversário da morte de Jango vive, enfim, a expectativa da derrubada de Dilma e da ascensão de Michel Temer.

Produtor de maus políticos em larga escala, este Brasil assiste ao julgamento da presidente como quem vê um filme já sabendo seu final. Um julgamento que, para o espanto da imprensa lá de fora, mas não a daqui, é conduzido justamente pelos mesmos maus políticos que esta terra não se cansa de produzir, não se cansa de produzir, não se cansa de produzir.

Dilma é julgada por transgressões fiscais, mas será condenada por crimes que não cometeu. Envergonha o silêncio da grande imprensa brasileira sobre isso. A grande imprensa brasileira estava amordaçada na morte de Jango. Agora não está. Diz o que quer. Ou deixa de dizer o que não quer dizer.

Quem queria o Brasil de Jango, quando havia Jango no Brasil, sabia o país que poderia vir a ser com ele. Quem quer o Brasil de Temer não parece se importar com o Brasil que será. Basta que não seja o de Dilma.

É previsível o país que será o de Temer. Ainda será injusto na distribuição de sua riqueza. Ou, provavelmente, será ainda mais injusto. Continuará repartindo mal as oportunidades. Os pretos não deixarão de ser maioria nas prisões ou onde mais a indigência se faz presente.

Sem Dilma, e com Temer, a saúde pública não vai melhorar. Permanecerá indecente. O trem que sacode todo dia lotado de gente pobre ainda será assim. O país seguirá refém dos infortúnios que o assombram.

O fim da corrupção, desejo alegado por quem quer Temer na cadeira de Dilma, não vai acontecer. A corrupção, possivelmente, só terá menos visibilidade – porque já haverá um cristo na cruz pra salvar a classe política de todos os pecados.

Jango morreu sem satisfazer os seus sonhos e os de uma parcela de Brasil que punha fé em seu ideal. Morreu condenado sem julgamento formal.

Morto, não mereceu do então ditador Ernesto Geisel, que presidia o país naquele 6 de dezembro, sequer uma decretação de luto oficial. O mesmo Geisel cuja memória, por ironia, mereceria essa deferência do governo civil do professor Fernando Henrique ao morrer em 12 de setembro de 1996.

Jango, como tudo faz crer que acontecerá com Michel Temer, também chegou à Presidência depois de ser eleito como vice. Era o segundo na linha de sucessão de Jânio Quadros, que renunciara em 1961. Mas era um tempo em que se votava também para vice. Ele não era da chapa de Jânio. Ao contrário, na eleição, fora seu opositor.

Antes, já havia vencido a disputa pelo posto de vice de Juscelino Kubitschek com mais votos do que o próprio presidente.

Outra coincidência com Temer é que Jango também era casado com uma jovem primeira-dama muito bela, recatada e do lar. Dona Maria Thereza tinha apenas 21 anos quando o marido tomou posse.

Mas as coincidências param aí.

Às vezes, fazemos tudo pra conseguir alguma coisa. Ou achamos que fazemos. Não raro, em ocasiões de muita aflição, fazemos tudo errado, imaginando fazer o certo. Aí, se não conseguimos o objetivo, o resultado é uma sensação misturada de frustração, melancolia e arrependimento.

Visitando a História 40 anos depois, fica a sensação de que os contemporâneos de sonho de João Goulart foram todos assim. Nenhum de seus seguidores ou companheiros de luta chegou ao poder.

Os sentimentos são universais. Todo mundo estará sempre passível de sentir fome, frio, saudade, desejo disso ou daquilo. Agora mesmo, há uma multidão de gente ali fora, querendo coisas. Seja a satisfação de um sonho contrariado, seja a vitória do time do coração, seja um país mais justo, qualquer coisa.

Uns conseguem. Outros, não. Jango não conseguiu. Se conseguisse, talvez não houvesse hoje nada disso. Se conseguisse, talvez não houvesse hoje o sacrifício de Dilma, ou talvez nem houvesse Dilma, e talvez o Brasil fosse outro.

Mas é só um sonho. E há sonhos que não se realizam.

Cliente de Janaína Paschoal deu golpe no MPF: omitiu laudo oficial e se disse doente de “fanatismo religioso”; gritaria com senador Telmário deixa perguntas sem resposta; veja o vídeo

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Teatral: Janaína Paschoal em ato público pelo impeachment de Dilma no largo de São Francisco; fazendo alongamento em público antes de se apresentar à comissão do impeachment no Senado e gritando com o senador Telmário Mota (PDT-RR)

por Luiz Carlos Azenha

Seo Elias, conhecido em Porto Velho como Catitu, não quer saber de muita conversa.

“Não quero nada com esse procurador”, diz ele ao telefone. Elias se refere a Douglas Kirchner, que foi casado com sua filha Tamires.

Os dois, Douglas e Tamires, volta e meia reaparecem no noticiário. Aconteceu de novo durante o depoimento da advogada Janaína Paschoal à comissão do impeachment no Senado.

Além de ser uma das autoras do pedido de afastamento de Dilma Rousseff, Janaína atua como advogada do procurador que, segunda ela, abriu “a primeira investigação” contra o ex-presidente Lula.

A “musa do impeachment” parece determinada a salvar o cargo de Douglas.

Meses antes de começar a investigar Lula, Kirchner foi acusado em Porto Velho de participar do sequestro e cárcere privado da própria esposa. Ambos eram da Igreja Evangélica Hadar, que tem muitos familiares de Tamires como integrantes — inclusive a tia, pastora Eunice, fundadora da igreja.

Hoje Tamires não mora mais em Porto Velho. Num primeiro depoimento sobre o caso, ela acusou Douglas de espancá-la com cintadas e bofetadas. Depois, voltou atrás. O pai, Catitu, também negou em depoimento oficial que a filha tenha sido vítima de violência do marido.

Ligamos para saber se ele, Catitu, tinha influenciado a filha a “mudar de ideia” ou se tinha concorrido para que ela deixasse Porto Velho. Qualquer escândalo envolvendo a igreja Hadar, afinal, é um tiro no pé da própria família.

Catitu não quis saber de conversa. Depois da primeira resposta, bateu o telefone.

Em uma de suas sustentações orais, Janaína deixou claro o que a atraiu para caso: “Se fosse um caso de [lei] Maria da Penha, eu realmente talvez não estivesse aqui. Mas quando eu li aquele material enorme [da investigação] eu vi ali um caso de liberdade religiosa. E essa é uma matéria sobre a qual eu tenho me debruçado há anos”.

UM CASO ESPANTOSO. UMA INCRÍVEL FALTA DE CURIOSIDADE

Num mundo em que as notícias e opiniões viajam velozmente, em que as pessoas bombardeiam e são bombardeadas por elas como nunca, em que a capacidade de atenção está prejudicada pelo dilúvio de dados, há um papel para a mídia: o de contextualizar as informações, de maneira a guiar os leitores/ouvintes/telespectadores através daquilo que muitas vezes nos parece uma selva informativa.

Mas, no Brasil, não é o que se vê: por incompetência, falta de capacidade econômica ou escolha ideológica, nossa mídia examina alguns fatos mais e melhor que outros.

Às vezes não demonstra a menor curiosidade por casos verdadeiramente escabrosos, como este.

Desde abril de 2015 o nome de Douglas Kirchner ganhou repercussão nacional, a partir de denúncias publicadas pela revista Época contra o ex-presidente Lula largamente reproduzidas por outros meios.

No entanto, as primeiras notícias sobre as graves acusações que Kirchner sofre em processos administrativo e criminal só sairam — e na blogosfera — em fevereiro de 2016.

Foi no GNN, de Luís Nassif, que também registrou um compartilhamento significativo de Kirchner nas redes sociais.

O procurador definiu como “sensacional” um vídeo de “cristãos” que sugerem que o reconhecimento da união estável entre homossexuais vai levar a casamentos entre pedófilos e crianças e à zoofilia e que o grande problema das sociedades não é a opressão, mas o pecado.

O vídeo também descreve o feminismo como algo “de esquerda”, condenável, uma tentativa de apagar as diferenças entre homens e mulheres.

Faz pensar, considerando que Kirchner responde a processo no TRF de Rondônia pela co-autoria de cárcere privado da esposa.

PASSANDO O PANO PARA A MILITANTE DO IMPEACHMENT

A degradação da história pessoal do promotor correu em paralelo com a da mídia.

Mesmo depois que decisões relativas a Kirchner haviam sido tomadas em instâncias do Ministério Público Federal, muitos fatos relativos às denúncias contra ele foram omitidos, com generoso espaço concedido às teses da defesa de Janaína Paschoal no processo administrativo disciplinar (PAD).

Em manchete recente, no dia 29 de março de 2016, o diário conservador Estadão cravou: “Conselho do MP forma maioria para demitir procurador de caso de Lula suspeito de agredir a mulher”.

O “forma maioria” da manchete do Estadão induz o leitor a acreditar numa ação política pela demissão de Kirchner.

A escolha das palavras vai ao encontro da tese da advogada Janaína, que sustenta que seu representado é vítima de “perseguição política”.

Paschoal assumiu a defesa de Kirchner de última hora. Ela mesmo contou, na sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal do dia 14 de março de 2016.

Naquela ocasião, cabia ao CSMPF decidir se Kirchner teria ou não a “vitaliciedade”, ou seja, todas as vantagens e deveres do cargo de forma vitalícia, depois de dois anos de estágio probatório.

A relatora do caso, Ela Wiecko de Castilho, votou pela demissão dele, mas foi derrotada por 5 votos a 4, conforme noticiou em primeira mão o Viomundo.

Captura de Tela 2016-04-30 a?s 00.18.50Em menos de um ano, Kirchner rendeu à revista Época, dos irmãos Marinho, três reportagens de capa e pelo menos duas outras de grande repercussão, sempre com documentos que deveriam ser sigilosos

Para quem está chegando agora, vale recapitular:

1. Kirchner, transferido de Rondônia para Brasília em 05.08.2014, quando já respondia a processo disciplinar e criminal por agressões à esposa, abriu procedimento investigatório contra o ex-presidente Lula no dia 20 de abril de 2015. Ou seja, cerca de seis meses depois de assumir posto no MPF-DF. A defesa de Lula afirma que ele militava fortemente contra o PT e o governo nas redes sociais. O próprio Kirchner disse que se baseou inicialmente em recortes de jornais. Suspeita contra Lula: tráfico internacional de influência.

2. Os dados do procedimento foram imediatamente vazados para a revista Época. Um recorde. Dez dias depois, no dia 30 de abril, já eram reportagem de capa, apesar de não passarem de suspeição: Lula, o operador. Como é que Kirchner, com apenas seis meses de Brasília, já tinha acesso aos jornalistas Thiago Bronzatto e Filipe Coutinho?

3. Época continuou desfrutando do trabalho do promotor Kirchner através do repórter Thiago Bronzatto em ao menos quatro reportagens subsequentes.

Confira as datas: 26.06.2015, 28.08.201503.10.2015 19.02.2016, sendo duas outras reportagens de capa. Tudo em menos de um ano.

4. A defesa de Lula alega que a Época teve o que os advogados do ex-presidente nunca tiveram: acesso aos dados de um procedimento que corria em “segredo de Justiça”.

5. A partir desta e de outras atitudes de Kirchner, a defesa de Lula fez denúncias gravíssimas contra ele ao próprio CNMPF (ler no pé do post).

4. Gravação telefônica de Lula, divulgada em 16.03.2016, registrou a seguinte conversa:

Lula: “Nós vamos pegar esse de Rondônia agora, eu vou colocar a Fátima Bezerra e a Maria do Rosário em cima dele”.

Paulo Vannuchi: “É isso mesmo!”.

Lula: “Sabe porque, eu até tirei um sarro da Clara Ant de ficar procurando o que fazer, faz um movimento das mulheres, contra esse f.. d. p…! Ele batia na mulher, levava a mulher no culto religioso, deixava ela sem comer, dava chibatada nela, sabe?! Cadê as “mulher de grelo duro” lá do nosso partido?!”

Mil interpretações podem ser dadas a este diálogo. Ele é posterior à condução coercitiva de Lula, que aconteceu em 04 de março de 2016.

Indiscutível, no entanto:

1. Kirchner àquela altura já era acusado pelos advogados de Lula de cometer várias irregularidades (vazar documentos sigilosos e redistribuir o procedimento para si próprio, dentre outras), o que talvez explique a frustração expressa pelo ex-presidente;

2.  A conversa é de MUITO DEPOIS de Douglas Kirchner ter mantido a própria mulher em cárcere privado em Porto Velho. Ou seja, apesar da obviedade, é preciso registrar em tempos de déficit cognitivo que não foi Lula o responsável pela abertura de processo administrativo disciplinar ou criminal contra Kirchner.

Cabe agora recapitular dados sobre as circunstâncias em que eles surgiram:

1. Douglas Kirchner, nascido em 2 de maio de 1989, em Iporã do Oeste, Santa Catarina, foi um brilhante concurseiro, que conquistou uma disputadíssima vaga de procurador do MPF quando já era funcionário público em Rondônia. Ele, com 24 anos de idade, e a esposa Tamires Souza Alexandre, então com 20 anos, integravam a Igreja Evangélica Hadar, em Porto Velho.

2. O casamento teria resultado de uma “visão” da pastora Eunice Batista Pitaluga Campelo, que enxergou compatibilidade no casal.

3. Por suposta rejeição do casamento, Eunice teria decidido punir a sobrinha Tamires. Primeiro, com uma surra de cipó. Em seguida, num “processo disciplinar” que envolveu sequestro e manutenção de Tamires em cárcere privado, nas instalações da própria igreja.

4. Depois daquela primeira surra de cipó, quando Kirchner ainda não era procurador, ele assumiu oficialmente o cargo, em 14 de maio de 2014. Naquele dia, a mulher já estava em cárcere privado e permaneceria mais dois meses assim enquanto o marido atuava oficialmente como procurador federal em Rondônia.

5. Tamires fugiu da igreja. A data exata pode ser determinada pelo alerta dado à população de Porto Velho pela própria família de Tamires: 23 de julho de 2014. Ela foi morar na rua, certamente com medo de represálias, já que o marido era procurador federal, a tia pastora da igreja e vários familiares integrantes da congregação. Acolhida por conhecidos, conseguiu no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Porto Velho uma medida protetiva para não ser levada novamente à igreja.

6. Denunciado publicamente, Kirchner foi transferido de Rondônia para Brasília em agosto de 2014. A defesa sempre sustentou que ele foi apenas omisso em relação à mulher, ou seja, deveria no máximo ser suspenso pelo MPF. Na versão da acusação, Kirchner violou a Lei Maria da Penha e deveria, além de responder criminalmente, perder o cargo.

JANAÍNA CAI DE PARAQUEDAS

Douglas Kirchner estava próximo de completar os dois anos de estágio probatório quando o Conselho Superior do Ministério Público Federal, CSMPF, se reuniu para considerar se ele teria direito ou não à “vitaliciedade”.

A advogada Janaína Paschoal entrou no caso de última hora. Segundo ela, foi procurada por Douglas na noite de quarta-feira, 09 de março e passou a ler todos os documentos do caso.

Na sexta-feira, a defesa apresentou um laudo médico alegando que “à época dos fatos era o examinado [Douglas Kirchner] portador de distúrbio psiquiátrico do tipo reativo, caracterizado por fanatismo religioso”.

Foi com base neste laudo que o CSMPF decidiu, por 5 votos a 4, confirmar Kirchner. A subprocuradora geral da República, Ela Wiecko, relatora do caso, foi voto vencido. No relatório, ela acusou Douglas Kirchner de violar a lei Maria da Penha (para ouvir o relatório e o debate naquela sessão, clique aqui).

Porém, a Corregedoria Nacional do Ministério Público fez recentemente uma acusação gravíssima a Kirchner.

Novamente, ficou ficou longe das manchetes (ver documento abaixo).

Segundo a denúncia,  Douglas Kirchner “agiu de maneira desleal para com a Instituição, porquanto omitiu, por ocasião do julgamento do estágio probatório perante o CSMPF, perícia médica oficial, produzida por iniciativa da defesa no referido PAD [processo administrativo disciplinar], que atestava a sua higidez mental”.

Trocando em miúdos, ele trocou o atestado oficial que o considerava mentalmente apto por outro, apresentado de última hora, segundo o qual Kirchner agira em relação à mulher por conta de “doença psiquiátrica” causada por “fanatismo religioso”.

O procurador Kirchner “omitiu dos Conselheiros laudo pericial oficial que atestava a plena capacidade, à época daqueles fatos, para compreender a ilicitude de suas ações”, escreveu o conselheiro Fábio Bastos Stica.

Por isso, no dia 31 de março, ele decidiu liminarmente pela suspensão do ato de confirmação de Kirchner no CSMPF e pelo afastamento liminar do procurador de suas funções, para evitar que o vitaliciamento acontecesse “por mero decurso de prazo” (os dois anos vão se completar no dia 14 de maio próximo).

Na decisão, o conselheiro reiterou as graves acusações a Kirchner feitas em Rondônia: “contribuiu e assentiu que a própria esposa fosse vítima de intensas e reiteradas sevícias, perpetradas por lapso temporal de cinco meses (violência doméstica que importou em agressões físicas, restrição de liberdade, ofensas morais e privação de condições mínimas de alimentação e higiene)”.

Aqui uma pergunta é inescapável: quem decidiu omitir um laudo e apresentar outro?

Dois dias antes da liminar, o Conselho Nacional do Ministério Público já demonstrara ter oito votos (inclusive o do procurador-geral Rodrigo Janot) para demitir Kirchner quando o conselheiro Walter de Agra Júnior pediu vistas. Na sessão seguinte, a extraordinária do dia 05/04, Kirchner perdeu por 11 a 2: teve apoio apenas dos conselheiros Walter de Agra Júnior e Esdras Dantas, os dois representantes da OAB no Conselho.

A advogada Janaína Paschoal bateu boca no início do julgamento, alegando que “novas provas” deveriam ser consideradas (veja o vídeo acima).

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A acusação do CNMP foi de que ele teria cometido “incontinência pública e escandalosa”: A incontinência pública e escandalosa, segundo o Superior Tribunal de Justiça, é definida pela doutrina e jurisprudência como o comportamento que não se ajusta aos limites da decência, ou seja, que mereça censura de seus semelhantes, e que esteja revestida de publicidade ou repercussão pública. Segundo análise integralmente acolhida pelo relator do PAD e realizada pela comissão processante instituída pelo CNMP para investigar a matéria, “a incontinência pública e escandalosa se configurou no caso presente porque os fatos se desenvolveram no ambiente de uma igreja com acesso livre ao público, e não em ambiente privado”, segundo nota do próprio CNMP.

Cabem ainda embargos de declaração, mas no seu voto o relator Leonardo Carvalho destacou que, “como Douglas Kirchner ainda não completou o período de dois anos desde seu efetivo exercício no MPF e, portanto, segue em estágio probatório, a pena de demissão pode ser aplicada sem a necessidade de ajuizamento de ação de perda de cargo, nos termos da interpretação do artigo 208 da Lei Complementar nº 75/93″. O estágio termina oficialmente em 14.05.2016.

Apesar do voto de 11 x 2 pela demissão de Kirchner, a advogada Janaína Paschoal continua sustentando publicamente que o promotor é vítima de perseguição dentro do MP.

Foi o que ela repetiu durante sua aparição na comissão do impeachment no Senado.

Tarde da noite, o senador Telmário Mota (PDT-RR) fez a ela cinco perguntas específicas sobre a proposta de impedimento da presidenta Dilma Rousseff — e acrescentou no final uma última, pedindo que Janaína confirmasse se é mesmo a advogada de Douglas Kirchner.

Ela explodiu! Vejam no vídeo abaixo:

Antes da explosão, que foi precedida de choro com uma cópia da Constituição de 88 nas mãos, Janaína havia se declarado apartidária, apesar de ter trabalhado nos governos FHC e Alckmin e de ter recebido R$ 45 mil reais do PSDB pelo seu parecer pró-impeachment.

A insistência em denunciar publicamente um complô contra um de seus “clientes sagrados”, sugerindo que isso se dá por ele ter decidido investigar o ex-presidente Lula,  torna inevitável que a militante Janaína — não a advogada — responda a questões importantes, sempre no campo da política.

O objetivo é fechar brechas num caso ainda contado pela metade: algum partido e/ou político pediu a Janaína que assumisse a defesa de Kirchner? algum jornalista ou empresa jornalística fez o mesmo? alguém estranho à causa pagou por serviços prestados? quem comanda o complô contra o promotor? o complô inclui o procurador-geral Rodrigo Janot? o complô inclui Ela Wiecko, relatora do caso no CSMPF? Lula e Dilma fazem parte do complô? se sim, como e através de quem? se sim, quais as vantagens oferecidas/recebidas pelos envolvidos? quantos votos o complô obteve no CSMPF? e no CNMP? quem decidiu que o procurador Kirchner deveria omitir o laudo oficial do processo de vitaliciamento, substituindo-o por aquele que considerou Douglas Kirchner vítima de “fanatismo religioso”, foi o procurador ou sua advogada?

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A igreja onde o casal vivia e onde Tamires ficou em cárcere privado; quando ela fugiu, mensagem foi distribuída em Porto Velho pedindo que informações sobre o paradeiro de Tamires fossem repassadas à família, que tinha vários integrantes na igreja

PRDF: Defesa de Lula denunciará abusos a Janot, CNMP e OAB

Instituto Lula

20/02/2016

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai representar junto ao Conselho Nacional do Ministério Público e ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, denunciando os reiterados abusos e ilegalidades que têm sido cometidos contra Lula no âmbito da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF).

Também será denunciado ao presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, o cerceamento ilegal das prerrogativas dos advogados por parte do procurador Douglas Kirchner.

Em breve resumo, desde abril de 2015, a PRDF:

1. Promove, a partir de ilações fantasiosas, verdadeira devassa sobre a vida pessoal e atividades profissionais do ex-presidente Lula, invadindo dados fiscais, bancários, comerciais e até viagens e hospedagem no exterior;

2. Impede o pleno acesso da defesa ao teor do procedimento, mas nada faz para impedir que dados sigilosos e partes injuriosas dos autos vazem sistemática e ilegalmente para a revista Época, das Organizações Globo;

3. Estabeleceu um rodízio de procuradores no comando do procedimento, o que prolonga sua duração, dificulta o direito de defesa e dilui as responsabilidades pelos abusos e ilegalidades cometidos;

Sobre a revista Época desta semana, o Instituto Lula afirma:

1. O único crime evidenciado na reportagem é o vazamento ilegal de um procedimento sigiloso, ao qual os advogados de Lula tiveram acesso negado, também de forma ilegal;

2. A se acreditar na revista, que tem histórico de manipulação de documentos oficiais, a PRDF consumiu dez meses de “investigações”, custeadas com dinheiro público, para concluir que Lula teria, hipoteticamente, ajudado o BNDES a receber parcelas atrasadas do governo da Venezuela. Tratar tal hipótese como crime seria desmerecer não só o dever de imparcialidade do Ministério Público mas até a capacidade cognitiva de alguns de seus membros.

3. O contrato entre a LILS Palestras e a empresa Odebrecht é semelhante, inclusive nos valores, a contrato de palestra de Lula assinado e pago (com recolhimento de impostos) pela INFOGLOBO, que edita O Globo e demais publicações da família Marinho.

A seguir,  nota técnica do advogado Cristiano Zanin Martins

Em relação à reportagem “Lula fez tráfico de influência em favor da Odebrecht”,  as Organizações Globo, por meio da revista “Época”, voltam a atacar a honra e a imagem do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  utilizando-se, para tanto, de informações colhidas em procedimento investigatório sigiloso que tramita perante o Ministério Público Federal de Brasil.

O Procurador da República que deu origem a este procedimento admitiu, no âmbito de processo disciplinar perante o Conselho Nacional do Ministério Público, que a acusação por ele formulada em desfavor do ex-Presidente Lula foi construída a partir da coleta – por ele próprio realizada – de sete documentos na internet, consistente em comentários opinativos e publicações de blogs e jornais.

A condução do procedimento sofre contínuas mudanças praticamente a cada semana, corroborando a idéia de que há um direcionamento e, acima de tudo, um prejulgamento em relação ao ex-Presidente Lula formado não a partir de fatos, mas de idéias e posicionamento ideológico. Não por acaso, o Procurador da República que instaurou o procedimento mantinha nas redes sociais publicações altamente ofensivas ao Partido dos Trabalhadores e seus membros e elogios  a partidos e pessoas que se situam em campo político antagônico, conforme documentação entregue pelos advogados do ex-Presidente Lula ao Conselho Nacional de Justiça (CNMP).

Como sempre ocorreu, os advogados do ex-Presidente Lula tentam obter cópia desse procedimento desde a primeira quinzena de dezembro de 2015.  O pedido foi negado e na primeira quinzena de janeiro de 2016 foi refeito, com base em nova base legal que não deixa dúvida sobre o direito dos advogados de obterem cópia de procedimento investigatório. Mesmo assim, o deferimento de acesso foi parcial, excluindo-se qualquer decisão ou despacho meritório formulado naqueles autos – tais como aqueles que os advogados do ex-Presidente Lula tomaram conhecimento pelas páginas da revista.

Não bastasse, apenas na data de ontem (19/02/2016), no final do dia, tais cópias parciais foram entregues aos advogados do ex-Presidente Lula, em contraposição à conduta adota em relação à revista Época, que conseguiu ter acesso a todo o procedimento sigiloso.

Não é apenas a falta de acesso imposta aos advogados do ex-Presidente Lula que macula todo o procedimento e a relação mantida pelos responsáveis pela sua condução com a revista Época.
Isso porque, durante esse período em que os advogados do ex-Presidente Lula ficaram sem acesso, os assessores da Procuradoria da República prestaram informações escritas de que o Procurador Douglas Kirchner, ao passar transitoriamente perante o 1º Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/DF – onde o procedimento foi deflagrado – teria feito uma redistribuição do feito ao  5º Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/DF. E o titular do 5º Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/DF é o próprio procurador Douglas.

Essa obscura tramitação não está justificada nas cópias fornecidas aos advogados do ex-Presidente Lula, que contém apenas respostas de ofícios e petições.
A gravidade dos fatos é gritante, razão pela qual os advogados do ex-Presidente Lula irão, mais uma vez, levar a situação ao conhecimento do Procurador Geral da Republica – que até hoje não deu resposta às ilegalidades antes denunciadas – e ao Conselho Nacional do Ministério Público, que necessita cumprir as suas funções constitucionais e impedir que continue havendo o vazamento de informações sigilosas sonegadas aos advogados.

Também será dado conhecimento formal, ao presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, em audiência marcada para esta semana, do cerceamento ilegal do Direito de Defesa por parte do procurador Douglas Kirchner.

Advogado Cristiano Zanin Martins

*****

Nota do BNDES, 20.02.2015

O BNDES repudia mais um ataque da Revista “Época” à instituição e seu presidente, Luciano Coutinho, desta vez na matéria “Lula fez tráfico de influência em favor da Odebrecht, diz MPF”.

Em primeiro lugar, atribuir ao presidente do BNDES o poder de interferir na concessão de um financiamento na forma relatada na reportagem demonstra ignorância absoluta em relação aos procedimentos do Banco. As operações de apoio a exportação passam por dezenas de técnicos, funcionários concursados do BNDES, e órgãos colegiados internos e externos ao Banco. Todas as operações relatadas na reportagem foram submetidas a esse processo. Se houvesse, de fato, o tal “modus operandi criminoso” envolvendo o BNDES, como acusa Época, seria preciso exercer influência indevida sobre quase uma centena de pessoas.

Já o “modus operandi” de Época é bastante claro. Como é praxe, a revista apresenta apenas fatos e datas que supostamente reforçariam sua tese equivocada, omitindo aquilo que a contradiz. Requenta informações que já foram, por repetidas vezes, abordadas em reportagens que atacavam o BNDES. E, como tem sido regra, a maioria das respostas dadas pelo BNDES aos questionamentos feitos pela revista foi omitida, e o pouco que foi registrado foi relegado burocraticamente ao fim a matéria.

A revista esconde de seus leitores a informação de que a operação de financiamento a exportações brasileiras para a obra do porto de Mariel já estava em curso desde 2009 e nada teve a ver com a visita de Luciano Coutinho ao Instituto Lula. A tramitação da parcela do empréstimo liberada em agosto de 2011 foi explicada em detalhes a revista, que ignorou as informações do Banco.

O BNDES faz cerca de 1 milhão de operações de crédito todos os anos e relaciona-se com o conjunto das empresas brasileiras. Isso significa que, para aqueles que adotam o “modus operandi” de ”Época”, é possível fazer associações de quase qualquer natureza, entre datas, empresas e operações financiadas para tentar legitimar uma tese falsa ou corroborar uma ilação.

O BNDES tem absoluta convicção da lisura e rigor dos seus procedimentos e lamenta o vazamento de informações de um documento sigiloso do Ministério Público que a própria revista admite trazer conclusões “não definitivas”.

A tramitação das operações que envolveram a Odebrecht foi rigorosamente idêntica à de quaisquer outros financiamentos do BNDES, sem qualquer excepcionalidade. Também não procede a afirmação da revista que as condições oferecidas pelo banco nos financiamentos seriam camaradas. O BNDES pratica, inclusive, taxas de juros semelhantes ou até superiores aquelas ofertadas por outras agências de crédito à exportação que competem com o Brasil no mercado internacional.

O BNDES tem fornecido todas as informações requisitadas pelas autoridades competentes na investigação citada, e está seguro de que sua conclusão irá corroborar a correção de todos os procedimentos realizados pela instituição.

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Publicação de: Viomundo

Carina Vitral: 74 universidades formaram comitês para barrar o golpe

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UNE em evento no Paraná, na sexta-feira (29), que lembrou um ano do massacre de Curitiba pelo governador Beto Richa; na quinta-feira (28), a diretora de comunicação da UEE-SP e presidenta do DCE da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Emanuelle Thomaziello e a estudante de Direito da FMU, Natália Miranda, foram agredidas durante uma manifestação em defesa da democracia; um homem tomou o megafone da estudante e deu pontapés antes de fugir

O formigueiro da juventude

por Carina Vitral*

As manifestações da juventude brasileira nos recentes dias e, em especial, na última quinta-feira, 28 de abril, são uma prova de que o consórcio político-midiático que planeja um golpe sobre nossas instituições peca pela arrogância ou pela cegueira.

A ofensiva de Michel Temer, Eduardo Cunha e Aécio Neves para atropelar a República pisando sobre os movimentos sociais trouxe o cálculo de que éramos inexpressivos como formigas.

No entanto, o Dia Nacional de Paralisações nas universidades e outros atos de revolta em todo o país mostram que, aos afoitos, cabe às vezes é meter o pé inteiro dentro do formigueiro e se dar mal.

Apenas os que não conhecem a história do Brasil imaginariam que um golpe de estado dessa magnitude contaria com a passividade de grupos como os estudantes.

No feriado do dia 21 de abril, milhares deles foram espontaneamente às ruas em defesa da legalidade.

No Dia Nacional de Paralisações, foram realizadas em todo o Brasil a suspensão de aulas, assembleias de estudantes, “trancaços” de portões e acessos, atos culturais e muitas outras atividades.

Os companheiros Cunha e Temer talvez não tenham visto a formação de 74 comitês universitários em 74 grandes universidades do país para barrar o golpe, a partir do movimento Universidade Pela Democracia.

Caso tenham visto, estão apostando alto ao minimizar a capacidade de organização dos estudantes universitários, professores, técnicos administrativos e comunidade acadêmica na mobilização social e na formação de opinião a respeito do momento que vive o país.

Menosprezam o fato da universidade brasileira, atualmente, não abrigar somente os filhos das famílias ricas, brancas e dos bairros nobres.

Estão lá os pobres, negros, índios, LGBT, personagens historicamente excluídos do ensino superior que compreendem com muita clareza que o golpe é também contra eles e contra o que eles representam hoje no país.

A confissão de desprezo pela educação a partir do chamado Plano Temer – que inclui até a vergonhosa desvinculação dos recursos para essa área na Constituição Brasileira – é uma fórmula didática para indicar que prounistas, cotistas, estudantes do FIES, do Ciência Sem Fronteiras e de outros programas estão do lado oposto ao do vice-presidente conspirador.

A juventude brasileira claramente não se sente representada pelos deputados que votaram pelo golpe no dia 17 de abril.

Os jovens do país, principalmente os que enfrentam mais dificuldades no seu dia a dia, sabem que a manobra de retirar a presidenta do país não tem, como objetivo, melhorar as suas vidas. Sabem que aqueles que sentarão na cadeira de Dilma não voltarão seus olhos para quem está por baixo na sociedade brasileira. Por isso, essa parcela da população não foi às manifestações a favor do impeachment.

Durante as jornadas de junho de 2013, muitos foram os que tentaram definir, controlar, explicar o que estava acontecendo, utilizando clichês e pensamentos prontos. No entanto, a diversidade daquelas manifestações abriu a porta para a criação instantânea e ininterrupta de novas narrativas no debate público brasileiro, que não permitem de forma nenhuma a interpretação simplória de que o impeachment golpista é fato consumado.

Da crise surgem novos fenômenos, novos personagens, novos fatos e possibilidades. A juventude sempre representa o novo. O formigueiro é uma das muitas forças da natureza que simplesmente entram em erupção, independente do que se espera dele. Não pisem. Não subestimem.

*É presidenta da União Nacional dos Estudantes

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Lula e Dilma participam do 1º de Maio em São Paulo: Contra o golpe e a retirada de direitos

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Dilma e Lula no último congresso da CUT. Foto: Lydiane Ponciano

Lula e Dilma participam do 1º de Maio em São Paulo

Ato será de luta por direitos, democracia e manutenção das políticas públicas. Evento terá transmissão ao vivo.

por Marize Muniz, da Assessoria de Imprensa da CUT

O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff confirmaram presença na celebração do 1º de Maio, em São Paulo. O evento tem início previsto para as 10h. Lula agendou sua participação para as 13h e Dilma, para as 14h. Ambos falarão ao público presente.

O ato será transmitido ao vivo pela internet, no site da CUT.

Por todo o Brasil, o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, da CUT será comemorado este ano em conjunto com os movimentos sociais, estudantis, de negros, mulheres, LGBT e partidos que estão à frente da luta em defesa da democracia, contra o golpe e contra a retirada de direitos.

Juntos, CUT, CTB, Intersindical, MST, MTST, CMP, e todas as mais de 60 entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo vão denunciar o golpe em curso no Brasil, explicar para a sociedade que, se o golpe se consumar todos perderão, especialmente, a classe trabalhadora.

“O retrocesso será enorme”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segundo ele, nos últimos dias os jornais vêm divulgando amplamente a agenda conservadora do vice-presidente, Michel Temer, o golpista que lidera o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff junto com Eduardo Cunha, PMDB-RJ.

“O projeto do Temer e dos empresários que financiam o golpe é extinguir ou reduzir programas sociais e direitos conquistados com muita luta como carteira assinada. Eles já falaram em acabar com a política de valorização do salário mínimo e fazer reforma na previdência, como querem os patrões. E como diz o jornal O Globo de hoje ‘privatizar tudo que for possível’”.

É por isso que representantes dos setores empresariais como a FIESP (Federação Nacional da Indústria) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) estão apoiando e patrocinando o golpe, diz Vagner.

ATOS EM TODO O PAÍS

A CUT e as entidades que lutam pela democracia e pelos direitos vão realizar atos em todo o País. Em São Paulo, o evento será no Vale do Anhangabaú e começa às 10h, com ato político com presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, deputados, senadores e personalidades de todas as áreas.

LISTA DE CIDADES ONDE HAVERÁ ATOS

Alagoas

Cidade: Maceió

7hs – Concentração no Posto 7 (Praia) caminhada até Alagoinha (2 KM)

Por volta das 12hs, termina com Ato Político e Cultura pela Democracia – Movimento Sindical e Movimentos Sociais.

Bahia

Cidade: Salvador

11h – Ato político, ecumênico e cultural em defesa da democracia, contra o golpe e por direitos, no Farol da Barra.

Outras 13 cidades terão atos na Bahia:

Itabuna, Eunápolis, Vitoria da Conquista, Paulo Afonso, Camaçari, Vale Jiquiriçá, Valença, Santo Antônio de Jesus e outras

Ceará

Cidade: Fortaleza

8h – Concentração na Areninha do Pirambu. Logo após terá uma caminha pela Avenida Presidente Castelo Branco e encerramento com ato político no Cuca da Barra.

Cidade: Icó-CE

7h30 – Concentração no Balão de Padre Cícero

Distrito Federal

Brasília inicia as comemorações no dia 30

A CUT Brasília realizará uma Virada Cultural (Eixo Monumental Setor Divulgação Cultural – estacionamento da Funarte – entre a Torre de TV e a Funarte) a partir das 16h do dia 30 de abril até o dia 1º de maio.

A virada terá apresentação teatral para as crianças e a partir das 19h shows com artistas da cidade.

No dia 1º será realizado um ato unificado com as frentes e logo após o ato, enceramento com uma roda de samba.

Espírito Santo

Cidade: Vitória também inicia as comemorações no dia 30

30/04 – 10hs – Feria da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Espaço Vida Saudável

19hs – Luau com Preta Roots e Renato Casanova

01/04 – 07hs – Concentração e Caminhada da Praça dos Namorados até o Espaço Vida Saudável

10hs – Feria da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Espaço Vida Saudável.

11hs – Ato Político e show com Mano Feijó, Gang Sem Frescura e Bloco Bleque

Goiás

Cidade: Goiânia também inicia no dia 30

10h – Tem virada do Dia 30/04 ao dia 1º/05. No sábado a atividade começa 10h, na Praça do Trabalhador. No domingo, a festa continuará com apresentações musicais e ato político.

Maranhão

Cidade: São Luis

9h – dia 1º – Caminhada do Trabalhador, na Praça João Lisboa

Mato Grosso

Cidade: Cuiabá

15h – dia 1º Caminhada saindo do INCRA-CPA até Praça Cultural CPA II, onde acontecerá a partir das 17 horas – Ato Político pela Democracia com atividades Culturais

Mato Grosso do Sul

Cidade: Campo Grande

01/05 – A partir das 9 hs – Ato da CUT – “amigos do 1 de maio” – vai acontecer na Av. Calógeras com Av. Afonso Pena

Minas Gerais

Cidade: Belo Horizonte

10h – dia 1º/05 – Ato em defesa da democracia e contra o golpe. Marcha da Praça Afonso Arinos até a Praça da Liberdade; Ato político-cultural na Praça da Liberdade; Lançamento do Acampamento da Democracia.

Pará

Cidade: Belém

8h – dia 1º – Ato cultural na Praça da República, com café da Acolhida, com participação dos Movimentos Sociais.

Paraíba

Cidade: João Pessoa

Ato “Democrassoca” uma alusão aos muriçocas do Miramar um bloco de carnaval. Sairá da praça das muriçocas até o busto de Tamandaré. Com manifestações culturais e políticas

Paraná

Cidade: Curitiba

29/04 – O ato lembrará um ano do massacre contra os professores. A concentração começa às 14h, na Praça Rui Barbosa.

Pernambuco

Cidade de Recife

Acampamento desde o dia 25 na Praça do Derby

No dia 1º, caminhada a partir das 9hs pelo centro de Recife, terminando na Rua da Moeda (Recife Velho). Ato Político a partir das 12hs e a partir das 14hs Ato Cultura (Junto com tradicional Festa da Lavadeira)

Piauí

Cidade: Teresina

Café da Manha com [email protected], na praça Rio Branco às 9 horas da manhã de sábado dia 30 nesse evento dialogaremos com a população sobre Democracia, direitos ameaçados, impeachment é golpe e panfletagem todas entidades que tiverem interesse na pauta venham lutar conosco por um Brasil melhor para[email protected]!!!

Rio de Janeiro

Cidade: Rio de Janeiro

Dia 29 – Ato da Frente Brasil Popular a partir das 18hs na Lapa – Encerramento com Show Arlindo Cruz

Dia 30 – Viradão (de sábado para Domingo) a partir das 20hs na Lapa com a Juventude, Várias atrações culturais

Dia 01 – 1º de Maio da CUT – A partir das 14 horas na Lapa – Roda de Samba com diversas atrações Culturais .

Rio Grande do Norte

Cidade: Natal

9h – dia 1º – Grande ato de resistência ao Golpe, concentração na Praça das Flores, em Petrópolis. Em seguida, os trabalhadores e trabalhadoras, seguirão em caminhada até a Praia do Meio, onde um ato de rua encerrará o nosso grande ato.

Cidade: Mossoró

Dia 29/04 – 17h30 – Mulheres Abraçam Dilma – Memorial da Resistência

20h00 – Roda de Conversa sobre Conjuntura e as consequências para a Classe trabalhadora – Praça da Igreja Alto da Conceição.

Dia 30/04 – 17h30 – Roda de Conversa sobre Conjuntura e as consequências para a Classe trabalhadora – Praça da Igreja Nossa Senhora de Fátima

Rio Grande do Sul

Cidade: Porto Alegre

10h – dia 1º – Ato junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção com movimentos sindical e sociais

Rondônia

Cidade: Porto Velho

16h – Ato Político / Cultural – Praça Madeira Mamoré (Ponto Turístico da Cidade). Como é um local turístico, será feito panfletagem, falas e atividades culturais para conscientizar as pessoas Pela Democracia e contra Golpe.

Roraima

Cidade: Boa Vista

Dia 01 – Encontro na sede da FETRAFERR Com trabalhadores rurais e Urbanos

Das 08 às 18 horas – Ato pela Democracia

São Paulo

Cidade: São Paulo

01/05 – Assembleia Popular da Classe Trabalhadora contra o Golpe, na Defesa da Democracia e Por Nossos Direitos, no Vale do Anhangabaú a partir das 10h.

Cidade: Sâo Sebastião (Praia do Camburi)

01/05 – Caminhada dos Trabalhadores às 7h, na Praça dos Namorados

Cidade: Campinas

01/05 – As 9hs missa dos Trabalhadores – Catedral Metropolitana de Campinas

A Partir das 14 horas – Ato Político e Cultural – Praça de Esportes Amil Rached

Cidade: Bauru

01/05 – A partir das 18 horas – Local: Vitória Regia – Ato político, shows e roda de samba

Cidade: São Bernardo

A Partir das 10 horas – Local Espaço de Eventos Poliesportivos (Av. Kennedy)

Santa Catarina

Cidade Florianópolis:

Dia de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras – 15h – Largo da Alfandega

Cidade Chapecó:

Mateada dos trabalhadores contra o Golpe e em Defesa da Democracia – 16h – Em frente a Igreja Católica do Bairro Colatto

Cidade Joinville:

Encontro pela Democracia – 9h30 – Parque da Cidade

Cidade Laguna:

Ato em Defesa da Democracia e dos nossos Direitos – 15h – Próximo Ponte Anita Garibaldi em Cabeçudas.

Cidade Blumenau:

Classe Trabalhadora em Defesa da Democracia – 15h – Praça Dr. Blumenau

Sergipe

Cidade: Aracajú

A partir das 14h deste domingo, a Praça da Juventude no Conjunto Augusto Franco será o palco da Assembleia dos Trabalhadores contra o golpe.

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Publicação de: Viomundo

O que move o fotógrafo que protestou contra o golpe na entrega de prêmio internacional

Da Redação

“Não vai ter golpe, mesmo que inflamado pela oligarquia midiática brasileira”, afirma Mauricio Lima no Facebook.

Ele denunciou a Globo diante de 500 convidados na entrega do Prêmio Pulitzer (ver as imagens premiadas aqui).

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Publicação de: Viomundo

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