Monthfevereiro 2016

Lula mostra que família Marinho é o núcleo do golpe: “tem um partido chamado Globo, essa é a oposição”

Não tem partido de oposição. Tem um partido chamado Globo, um chamado Veja. Essa é a Oposição.

Mas se eles quiserem voltar ao poder, tem de aprender a ser democráticos e respeitar os resultados das eleições

Lula é tratado como Vargas, Jango e Brizola
Lula é tratado como Vargas, Jango e Brizola

por Rodrigo Vianna

É uma pena que tenha levado tanto tempo. Mas a hora chegou.

Quem conhece a história sabe que O Globo, em parceria com os lacerdistas, cercou Vargas em 1954. O Globo cercou Jango em 64 e ajudou a desfechar o golpe. E a Globo, então já transformada no conglomerado mais poderoso da história brasileira, cercou Brizola em 82.

Agora chegou a vez de Lula.

Em 1954, foi assim que o povo reagiu: a história como farsa?
Em 1954, foi assim que o povo reagiu: a história como farsa?

Filho do trabalhismo, Lula não existiria sem Vargas e a industrialização. E como tantas vezes acontece, o filho renega o pai – antes de aceitar sua herança.

O PT e Lula tentaram contemporizar com a Globo e os novos lacerdistas. Evitaram o confronto. Mas o confronto veio até Lula.

Por esses dias, fala-se que o juiz das camisas negras prepara uma ação para humilhar a família de Lula. O juiz foi homenageado pela Globo. E já se sabe que é dessa parceria temerária entre um juiz de pendores fascistas e a Globo que se nutre a oposição que cerca o Brasil.

É hora de dobrar a aposta. É hora de cercar a Globo e confrontar a família Marinho. Ali está o núcleo do golpe.

Há uma operação em curso para atacar o Estado nacional, fechar o PT, e expurgar a esquerda e o trabalhismo da política.

Lula então mostra as caras. E, finalmente, aceita seu papel na história. Na festa de aniversário do PT, o maior presidente da República desde Vargas (na definição de Martinho da Vila) se apresenta ao combate aberto:

“Se quiserem me derrotar, vão ter que me enfrentar na rua” .

 

Se quiser ouvir o discurso, na íntegra, clique aqui.

Abaixo, a transcrição da fala (transcrição não literal, feita por Paulo Henrique Amorim, no calor do discurso, mas que resume o que disse Lula)…

O PT são milhões de brasileiros.

Vasco é o meu time no Rio e eu continuo vascaíno.

O Vasco não está bem mas eu continuo vascaíno.

Foi o primeiro time brasileiro a ter negro.

Há uma fragilidade de lideranças no mundo inteiro.

Tem crise desde 2007 e não se resolveu depois de aplicarem 32 trilhões de dólares.

Porque querem resolver primeiro o problema do mercado e depois o do povo.

Se a Economia não vai bem a coisa não vai bem.

E a culpa não é do nosso Governo, mas de uma conjuntura mundial.

Se quiser resolver a crise tem que olhar para o pobre outra vez: pobre não é problema, mas solução !

Se tivessem financiado novas tecnologias, maquinas modernas,  Alemanha vendia maquina à Africa, os Estados Unidos vendiam tecnologia para a Africa e América Latina e a crise não existiria.

Se acovardaram, reduziram consumo, o empréstimo e a economia se atrofiou.

A divida bruta americana em 2007 era de 64% do PIB, e agora chegou a 114% do PIB.

Dilma sozinha não vai resolver esse problema.

Esse Governo é nosso !

E nós temos responsabilidade de ajudar, discutir, de compartilhar e encontrar saídas.

O militante do PT não pode virar as costas e dizer o problema  não é meu.

O problema é nosso !

Meu, seu e da Dilma !

Dilma tem que ter certeza de que, por mais que tenha discordância, o lado dela é esse ! Ela precisa de nós para enfrentar os ataques que sofre do Congresso.

O país tem um potencial extraordinário: é possível resolver os problemas desse país !

Não podemos ter medo nem duvida.

Vamos assumir a responsabilidade, como assumimos, em 2004, 2007, 2012.

Temos mercado interno !

Vamos divergir o que tiver que divergir, falar o que tem que falar !

Partido não tem que concordar com tudo o que o Governo quer e o Governo não tem concordar com tudo o que Partido quer.

Mas estamos juntos. É como um casal.

Você pode brigar com a tua mulher mas ela é tua mulher.

Vai ter que dormir junto !

Dilma, eu estou na frente de milhares e milhares de homens e mulheres que são soldados.

Guerreiros e guerreiras para defender o seu mandato até as ultimas consequências.

(Na plateia: “não vai ter golpe !”)

Não tem partido de oposição.

Tem um partido chamado Globo, um chamado Veja, outro chamado outros jornais.

Essa é a Oposição.

E bom eles saberem: se eles quiserem voltar ao Poder vão ter que aprender a ser democratas, disputar eleição e respeitar o resultado.

Sacanagem não aceitamos. Golpe não vamos aceitar !

Afiem as suas garras e vamos disputar democraticamente em 2018.

Debater projeto.

Qual o projeto que interessa a esse pais ?

Qual o projeto que colocou mais pobre na universidade e comida na mesa do brasileiro, que mais investiu em educação e fez 40 milhões de pessoas ascenderem na escala social e levou energia elétrica a milhões e milhões de brasileiros ?

Gente do céu !

Se durante 500 anos não souberam cuidar desse povo e nos em doze anos ensinamos que é possível tratar esse povo com dignidade.

Uma menina negra da periferia chegar à universidade e ser doutora.

E o moleque da periferia não ser trombadinha mas ser doutor !

Eles passaram quatrocentos anos para fazer a primeira universidade.

Em doze anos colocamos mais jovens na universidade que eles colocaram em cem anos.

Eles não precisavam porque faziam pós-graduação na Sorbonne, em Harvard e não sei mais aonde.

Eles não sabiam que pobre também é inteligente.

Ou eles acham que a gente nasceu para ser pedreiro ?

Acabou !

Foi o PT que mudou isso !

Quando eu cheguei lá não era um presidente, era um trabalhador que sabia o que era o chão da fabrica, o que era a fome !

O Rio só não é mais bonito que Garanhuns.

Eu ando de saco chio com o comportamento de nosso inimigos na imprensa.

Nos brigamos na Constituinte para ter um Ministério Publico forte e independente e tem um Ministério publico fazendo jogo da Veja e do Globo.

Não merecem o cargo de quem esta no cargo para fazer Justiça.

Prometi a mim mesmo não tocar nesse assunto.

Sou acusado de ter um apartamento.

Um triplex minha casa minha vida.

200 metros quadrados.

Quero ver omo é que vai ficar essa historia.

Digo que não é meu, a empresa diz que não é meu, mas um cidadão que obedece à Globo … e a rede globo diz que o triplex é meu .

Quero saber quem é que vai me dar esse maldito apartamento !

Como Deus escreve certo por linhas tortas, inventaram uma offshore no Panamá – offshore, não sei o que é isso, deve ser coisa para enganar pobre.

Disseram que a empresa veio do Panamá para ser dona do meu apartamento e é dona do triplex da Globo em Paraty é dona do helicóptero (da Globo).

E a Globo notificou os blogueiros pra tirar o nome da Globo.

(Leia “Brito notifica notificação da Globo”)

Então vamos notificar a Globo para tirar o nome do PT como ela usa todo dia.

Todo mundo aqui conhece o Jacó Bittar, meu companheiro de 40 anos, fundador do PT, da CUT e prefeito de Campinas.

O Jaco Bittar inventou de comprar uma chácara para eu usar quando deixasse a Presidência.

A chácara não é minha.

Ela foi comprada com cheque administrativo.

O Jacó deu ao filho Fernando.

Eles dizem que a chácara é minha.

Quando acabar esse processo, vão ter que me dar um apartamento e uma chácara.

Todo santo dia, levantam dúvidas e mais dúvidas.

O PT não nasceu pra ficar calado !

Se um companheiro do PT cometeu erro, vai pagar pelo erro.

Mas não podemos culpar milhões de jovens que ascenderam na politica por causa do PT.

Já fui prestar vários depoimentos.

A partir de segunda feira vão quebrar meus sigilos fiscal, telefônico, tudo, meu da Marisa, da minha netinha e até da minha mãe.

Esse é o preço ?

Eu pago !

Mas, eu duvido que tenha um mais honesto do que eu !

É processo em que a Policia Federal e o Ministério, essas instituições não podem fazer como esse procurador que fala primeiro com a revista e a globo e depois com o advogado !

Pessoas para estarem presas tem que ser julgadas !

Não podemos criminalizar qualquer pessoa pela manchete da imprensa.

Juizes têm medo de votar com medo da manchete do jornal !

Me contaram que ouviram um Ministro dizer: passou uma passeata na porta da minha casa e eu fiquei com medo !

Um Ministro da Supremo Corte não pode agir com medo da opinião publica.

Se quer disputar a opinião publica não pode ter emprego vitalicio e ficar sob a pressão da imprensa.

Dispute uma eleição e seja deputado.

Hoje, a Veja, a Época, o Globo e a Globo determinam: Jandira (Feghali), você é criminosa e aí eu vou procurar que crimes você cometeu !

Eu tenho 70 anos de idade.

Quando eu tive um câncer na garganta, muita gente disse: acabou: esse peão vai embora !

Quero dizer a Ministro da Suprema ao Juiz mais simples, da televisão maior à menor: não vão me derrotar mentindo !

Vão ter que me enfrentar na rua !

Eles pensam que fazendo essa perseguição vão me tirar da luta.

O PT é um movimento que em doze anos fez o mundo admirar esse país extraordinário !

Eles têm ódio.

Já tiveram muito cientista politico, usineiro governando esse país e nenhum deles participou de uma reunião do G8 e participei de todas.

O que eu tenho e que eles não tem é vergonha na cara e compromisso com o povo.

Quero lançar um desafio.

Pensei em sair do Brasil e deixar a Dilma governar.

Se for necessário, quero dizer alto e bom som: terei 72 anos com tesão de trinta para ser candidato a Presidente !

(Plateia: “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”)

Nem a morte apaga a vida do homem de verdade.

Se você tem uma causa, a causa fica pairando na cabeça de milhões de pessoas.

Se ele fossem honestos eles faziam uma investigação na conta de outros partidos políticos para ver quem financia eles – e o PT.

Não vão nos destruir.

Nós sairemos mais fortes dessa luta.

Se eu cometer um erro não vai ser a Globo que vai anunciar a vocês: vou ser eu !

Vocês sabem o que ele fazem contra a gente todo santo dia.

A gente vai vence-los com a nossa verdade.

Tem uma senhora aí na plateia que diz que ainda bem que a Globo está falando mal de mim.

Porque no dia em que me elogiar, ela não acredita.

Vale pro PCdoB, pro PDT, pro PSB: temos que utilizar a tribuna da Câmara e do Senado.

A gente tem imunidade, tem mandato.

Não podemos levar desaforo pra casa.

Se falarem merda contra a gente vamos falar duas.

Esse partido não tem medo de coxinha.

Se tivesse, não comia tanto frango.

Lavei minha alma !

Daqui pra frente, é pão, pão, queijo, queijo.

Lulinha não vai ser mais Lulinha paz e amor !

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Publicação de: Portal Forum

Ao vivo: Lula no aniversário de 36 anos do PT

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Publicação de: Viomundo

Haverá “vazamentos” no inquérito da PF sobre FHC?

fhc mirian

 

As bancadas do PT e do PC do B na Câmara pediram que a Polícia Federal abrisse inquérito para investigar a suspeita de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou a empresa privada Brasif para enviar dinheiro ao exterior para a jornalista Mirian Dutra, com quem ele manteve relacionamento extraconjugal nos anos 1980 e 1990.

A representação foi entregue na última terça-feira (23) em encontro de deputados do PT e do PC do B com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro, então, encaminhou o pedido ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para que ele definisse qual superintendência da instituição cuidaria do caso, se a de Brasília ou a de São Paulo.

Na última sexta-feira (26), a PF abriu o inquérito. Nota do Ministério da Justiça não informa qual superitendência da PF investigará o caso.

Brasília, 26/02/16 – O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal abriu, nesta sexta-feira (26), inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais informados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Mônica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. A abertura do inquérito se deu a partir do encaminhamento de representação de parlamentares, recebida no Ministério da Justiça em 23/02 e encaminhada à PF para providências. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor

Apesar de esse caso envolvendo o tucano estar passando meio que “batido” devido à repercussão da prisão do publicitário João Santana, dito “marqueteiro” do PT, a abertura do inquérito pela PF constitui um terremoto político, apesar da determinação legal de que tramitará “em sigilo”.

A jornalista disse, em entrevista à Folha, que o ex-presidente custeou parte de despesas dela e do filho, Tomás, no exterior, por meio da Brasif, empresa que administrava free shops em aeroportos brasileiros quando FHC governou o país. Ela contou que foi contratada pela Eurotrade, que era da Brasif, por US$ 3.000 mensais, entre 2002 e 2006, mas que nunca trabalhou para os free shops.

A empresa Brasif fora beneficiada pelo governo FHC com contratos para gerir todos os free shops dos aeroportos brasileiros – um negócio multimilionário.

Ou seja: a jornalista Mirian Dutra acusa FHC de, enquanto governava o Brasil, ter usado uma empresa com a qual seu governo fez um gordo contrato para que essa mesma empresa lhe pagasse uma mesada. E o que é mais: a ex-amante diz ter provas de sua afirmação.

Note-se que não se trata de uma menininha ingênua. É uma jornalista tarimbada, ex-correspondente da Globo na Europa. Se ela, publicamente, diz ter provas, fica difícil imaginar que não tenha nada na mão. A grande dúvida é se ela vai realmente entregar essas provas.

Mirian Dutra aceitou uma situação imoral por mais de duas décadas. Recebeu gordos salários da Globo e da Brasif sem trabalhar. Aceitou se exilar na Europa para não “comprometer” o seu “coronel”. O que ela quer com tudo isso? Decidiu fazer justiça a si mesma e à sociedade brasileira mais de duas décadas depois?

Mirian se mostra inconformada com a acusação do ex-amante de que o filho que ele sustentou – talvez até por meios ilícitos – durante mais de vinte anos não é dele Apesar de o rapaz ter sido presenteado com um imóvel de luxo pelo tucano, Mirian parece preocupada com a herança e, provavelmente, está precisando de dinheiro para si, já que a fonte de renda que a manteve durante décadas aparentemente secou com a vinda de tudo isso à tona.

Mirian, portanto, pode estar em busca, apenas, de um “cala-boca”, ou seja, de dinheiro para ficar calada. Porém, com a abertura de inquérito pela PF, em tese tudo ficaria mais difícil. Após ter afirmado publicamente ter provas contra o ex-amante, se retroceder poderá se complicar com a lei – comunicação falsa de crime é crime.

Tudo vai depender do real empenho da PF em investigar. O histórico da corporação não é muito promissor. Até hoje não conseguiu descobrir quem atirou uma bomba caseira no Instituto Lula, por exemplo. É piada. O veículo que jogou a bomba foi filmado pelas câmeras diante do instituto e, obviamente, por todas as outras que ficam nas redondezas.

Outra coisa que dificilmente irá acontecer nessa investigação da PF é um fenômeno que, como este Blog mostrou recentemente, ocorre aos montes em investigações da corporação que envolvem o PT: vazamento.

Tudo que a PF investiga do PT vaza para a imprensa. Absolutamente tudo. Isso apesar de também serem inquéritos envoltos em sigilo judicial tanto quanto o de FHC.

Mirian Dutra disse, em várias entrevistas que vem dando, que dispõe de provas de que o ex-amante usou o poder de Estado (quando era presidente da República) para fazer com que uma empresa que tinha negócios com seu governo a financiasse por anos a fio sem que ela tivesse que trabalhar em troca do “salário”.

A PF começará a investigação de FHC justamente por aí, pelas declarações de Mirian. O primeiríssimo passo da investigação será intimar a denunciante a apresentar as provas que diz ter. Não precisa ser um gênio para concluir isso.

Eis a questão: as eventuais provas que vierem a ser apresentadas por Mirian vão vazar? E se vazarem, a imprensa vai noticiar? Haverá algum magistrado ou delegado ou investigador da PF enviando o vazamento a TODOS os veículos de comunicação com MUITA antecedência ao anúncio oficial de qualquer descoberta, como ocorre em casos envolvendo petistas?

O histórico da PF não autoriza otimismo. Porém, a jornalista Mirian Dutra, pela qual FHC se encantou nos anos 1990, cobria política em Brasília. Era, como dizem, uma “raposa”. Conhece todos os bastidores, conhece todas as tramoias demo-tucano-midiáticas da época em que foi exilada na Europa. E muitas outras. Deve ter muitos documentos.

Mirian é o que chamam de deep throat (garganta profunda). Tem informações que podem abalar a direita brasileira de uma forma avassaladora. Fica difícil acreditar que não será comprada. A menos que tenha um ódio sobrenatural por FHC e que não esteja ligando para o que venha a acontecer consigo, provavelmente vai ser enquadrada.

Mesmo com a possibilidade de ela vir a retroceder, porém, se houvesse uma polícia disposta a ir a fundo nesse caso, a margem de manobra para Mirian ser subornada e recuar ficaria muito estreita. Contudo, fica difícil acreditar que ESSA Polícia Federal vai querer investigar alguma coisa de algum grupo político que não seja o do PT.

Entretanto, nunca se deve subestimar uma mulher magoada e humilhada. Elas podem ser os seres mais obstinados da criação, pois à mulher, oprimida pelo machismo, só resta uma tenacidade moral e emocional muito superior à do homem, para quem as coisas sempre são mais fáceis. É por essas e por outras que a direita deve estar muito preocupada.

DENÚNCIA DO BLOG CONTRA A POLÍCIA POLÍTICA ANTIPETISTA

O site Viomundo procurou o Instituto Lula para pedir opinião sobre a denúncia deste Blog feita na última sexta-feira. O resultado da consulta do site em questão você pode ler aqui.

Publicação de: Blog da Cidadania

O Globo fornece prova ao MPF: de fato, Lula palestrou

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Da Redação

Os veículos da família Marinho — Jornal Nacional, jornal O Globo e revista Época à frente — figuram entre os mais engajados em atribuir a Lula a posse de um triplex do qual o ex-presidente diz não ser proprietário em Guarujá.

No caso da Paraty House, há pelo menos uma denunciante que mostra o rosto: a fiscal do ICMBio Graziela de Moraes Barros, que já em 2012 atribuiu a posse da mansão à família Marinho em entrevista à Bloomberg. A fiscal, diga-se, fez uma autuação que resultou em ação do MPF, que pediu a demolição da casa.

Em nota enviada a blogs, João Roberto Marinho negou qualquer relação da família com a Paraty House.

No caso do Guarujá, há um porteiro que viu Lula no local. E especulações mil, sem rosto, o que não impediu o jornal dos Marinho de anunciar em manchete o prédio como sendo do ex-presidente.

Mais que isso, a manchete reproduzida acima tenta empurrar o “prédio de Lula” para dentro da Operação Lava Jato, ao ligá-lo de forma absolutamente torta ao doleiro Yousseff. O ex-presidente foi à Justiça contra os jornalistas de O Globo e isso, aparentemente, atiçou ainda mais o apetite dos Marinho por denunciá-lo.

A revista Época já dedicou três capas aos vazamentos do promotor Douglas Kirchner, do Ministério Público do Distrito Federal, uma autoridade de perfil intrigante.

Uma das especulações que ela disseminou é de que Lula, lobista, teria recebido propina através de palestras. O Instituto Lula desmentiu, já em outubro de 2015:

Lula recebe remuneração profissional apenas e especificamente quando é contratado para dar palestras para empresas privadas, o que fez não só para a Odebrecht, mas 71 vezes para 42 empresas diferentes ao longo de 4 anos e 6 meses. Lula não faz lobby ou consultoria. O valor que foi recebido pelo ex-presidente por palestra para a Odebrecht é o mesmo que o cobrado para palestras para outras empresas. Nem mais, nem menos. Todas as palestras contratadas aconteceram e os dados sobre elas e as viagens do ex-presidente foram repassados ao Ministério Público. A empresa Infoglobo, por exemplo, do mesmo grupo proprietário da revista Época, pagou o mesmo valor que outras empresas por uma palestra de Lula feita no Rio de Janeiro, em 2013. A lista completa de empresas que contrataram palestras de Lula entre 2011 e 2014 é pública. Repetindo: Lula não é lobista, consultor, ou funcionário de nenhuma empresa. É contratado para palestras e só.

Quase seis meses depois, virou manchete: “MPF exige de empresas provas de que Lula deu palestras”. A suspeita está no ar.

Se todas as 71 palestras forem confirmadas, vai ter manchete sobre isso? Será? Mas, no corpo do texto da reportagem, publicada neste sábado, a Infloglobo teve de corroborar a versão do ex-presidente. Ela mesma contratou Lula para dar palestra, em 2013: “Além de divulgar o evento em seus jornais, a Infoglobo arcou com os custos dos palestrantes, inclusive do ex-presidente Lula”.

Leia também:

Como o BNDES tirou a Net do buraco durante o governo FHC

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Publicação de: Viomundo

Nos meses finais de FHC no Planalto, BNDES salvou Net, da família Marinho, com injeção de R$ 300 milhões; 80% do dinheiro novo foi público

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por Luiz Carlos Azenha

Nas entrevistas que deu até agora à revista espanhola Brazil com Z, à Folha e ao Diário do Centro do Mundo, a jornalista Mirian Dutra sustentou:

1. que deixou o Brasil de livre e espontânea vontade, depois de, segunda ela, ouvir do então senador Fernando Henrique Cardoso que poderia ter o filho de qualquer um, menos dele;

2. que quando tentou voltar ao Brasil, antes da reeleição de FHC ao Planalto (que aconteceu em 1998) foi aconselhada por Antonio Carlos Magalhães num almoço a não fazê-lo. Presente ao encontro, um funcionário da Globo — que Mirian não identificou;

3. que o favor que a emissora fez ao mantê-la assalariada no Exterior (com carga mínima de trabalho, muito menor que a de qualquer outro correspondente) foi recompensado por FHC com ajuda à Globo através do BNDES;

4. que FHC, depois da morte da esposa Ruth, fez chegar a ela a informação de que assumiria o filho, mas nunca o fez legalmente — por exemplo, alterando a certidão de nascimento.

Quanto a este último ponto, o jornal O Dia deste sábado confirma.

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Quanto aos empréstimos do BNDES, só uma investigação da Polícia Federal — como a pedida pelo deputado petista Paulo Pimenta — terá o poder de requisitar e analisar todos os documentos oficiais, estabelecendo uma cronologia com os fatos narrados por Mirian.

Porém, a análise de uma das operações revela indícios surpreendentes, que merecem uma avaliação mais aprofundada.

A operação foi objeto do processo 005.877/2002-9, que resultou no Acórdão 183/2004 do Tribunal de Contas da União, publicado no Diário Oficial de 15 de março de 2004.

Era o final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Crise econômica grave. Real desvalorizado em relação ao dólar. A Net Serviços de Comunicações S/A, ex Globo Cabo, está em situação penosa.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Social, através do BNDESPar, prepara uma operação de capitalização para salvar a empresa. O TCU acompanha.

Há preocupação com três aspectos da situação da Net, que podem implicar em perdas para o BNDES: queda no número de assinantes, acúmulo de dívidas de curto prazo e dívidas em moedas fortes, principalmente em dólar.

O ministro-relator Lincoln Magalhães da Rocha, depois de estudo feito por analista do TCU, decide: “8.1 — Recomendar ao Diretor-Presidente do BNDES (Nota do Viomundo: à época, Eleazar de Carvalho Filho) a adoção de providências no sentido de promover reuniões específicas com os demais membros das Diretorias do BNDES e da BNDESPAR para reavaliar (grifo nosso), em conjunto, os aspectos econômicos-financeiros do plano de capitalização da Net Serviços de Comunicação S/A (ex-Globo Cabo), manifestando-se, conclusivamente, sobre a oportunidade da assistência pelo Banco, nos termos previstos no Protocolo de Recapitalização e seus aditivos, levando-se em consideração a existência de riscos de insucesso da operação na hipótese de não vir a ocorrer”.

Ou seja, ele pregava uma detalhada revisão ANTES do fechamento do negócio.

Atendido o pedido do ministro, preocupado com possível perda de dinheiro público, o negócio poderia atrasar — ou nem sair. O governo FHC estava em contagem regressiva.

Logo depois da apresentação do relatório, o ministro Marcos Vinicios Vilaça pediu vista dos autos.

“Em seguida, a Globo Comunicações e Participações S/A (Globopar), controladora indireta da Net Serviços e Comunicações S/A, na condição de interessada, e por meio de procurador constituído nos autos, propôs ao Ministro Revisor que desconsiderasse as recomendações constantes do item 8.1 da Proposta de Decisão, por entender que as cautelas nela referidas já tinham sido observadas no processo de capitalização”, diz o documento.

Tudo isso, obviamente, prolongou o processo.

O Ministro Revisor pediu manifestação do Ministério Público. O procurador Lucas Rocha Furtado disse que não via ilegalidade na ajuda da BNDESPAR à Net, mas deu uma notícia que deve ter surpreendido os ministros do TCU: a operação já tinha sido realizada!

Portanto, as recomendações do ministro relator, aquelas do item 8.1, contra as quais a Globopar havia recorrido, não poderiam mais sem implementadas!

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“Há notícias de que a operação de recapitalização da empresa Net S.A. já estaria irreversivelmente em curso… Caso essa notícia seja oficialmente confirmada, prejudicadas estarão, no nosso entender, as propostas de encaminhamento do Ministro-Relator que visavam a balizar o processo decisório da diretoria da BNDESPAR”, escreveu o procurador.

Em outras palavras, a cautela recomendada pelo relator Lincoln Magalhães da Rocha foi atropelada pelos fatos.

Restou a ele analisar o desempenho da Net depois de concretizada a recapitalização com dinheiro do BNDES.

E, surpresa!, ele encontrou intactos todos os problemas que o levaram a fazer aquela recomendação 8.1 — contra a qual a Globopar se insurgiu: queda do número de assinantes, preocupantes dívidas de curto prazo e dívidas em moeda estrangeira, especialmente em dólar.

“A participação do BNDES e de outros credores no processo de capitalização da Companhia não conseguiu resolver os problemas enfrentados pela beneficiária”, afirmou.

Acrescentou: “Por meio da operação de capitalização ocorrida no terceiro trimestre de 2002 (Nota do Viomundo: portanto, FHC ainda estava no poder), o BNDES converteu R$ 139,9 milhões de debêntures de sua titularidade em ações da Companhia e ainda subscreveu outros R$ 156 milhões em novas ações a R$ 0,70 cada. Ressalte-se que esse preço foi atribuído após o grupamento de cada lote de 10 ações em 1 ação, conforme assembléia geral extraordinária realizada em 2 de maio de 2002. Se não fosse o grupamento, o preço da ação adquirida/convertida seria obrigatoriamente de R$ 0,07.”

O ministro Lincoln afirma que àquela altura o investimento na Net não tinha sido um bom negócio para o BNDES. Informa que, em 1999, o banco público já havia subscrito 4,8% do capital da Net, além de comprar outros 4,1% no mercado secundário, a um preço não revelado.

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Ele escreveu que o plano inicial de recapitalização não foi cumprido: “No plano de capitalização inicial no valor de R$ 1 bilhão, havia previsão de que R$ 447 milhões seriam integralizados em dinheiro novo, dos quais R$ 39 milhões pelo BNDES, acrescidos de uma garantia firme de subscrição adicional de até R$ 117 milhões, caso houvesse sobras de ações não adquiridas pelo público. O restante seria desembolsado pelos demais acionistas e/ou credores. Entretanto, por meio dos aditivos número 1 e 2, essas regras mudaram e o desembolso do BNDES tornou-se exigível pelo valor de R$ 156 milhões, independentemente de sobras, e a participação dos demais reduziu-se a aproximadamente R$ 100 milhões”.

Porém, os demais acionistas não entraram nem com R$ 400 milhões em dinheiro novo, nem com R$ 100 milhões: “Observa-se nesse demonstrativo que a parcela integralizada em dinheiro novo foi de apenas R$ 192 milhões, dos quais R$ 156 milhões pela BNDESPAR e somente R$ 26 milhões aportados pelos demais acionistas e/ou terceiros”.

Ou seja, mais de 80% do dinheiro novo veio do banco público!

O ministro concluiu que o BNDES fez mais do que havia prometido no negócio. A Net, não. A empresa da família Marinho teria “induzido este tribunal a posicionar-se de forma passiva” diante de um negócio arriscado.

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Estávamos, então, em março de 2004.

Ao ministro Lincoln restou recomendar, no acórdão aprovado pelo TCU: que o BNDES, “na condição de segundo maior acionista e detentor de 22,1% das ações da Net”, atue junto à empresa e demais acionistas pelo reequacionamento das dívidas e substituição das operações em dólar norte-americanos por reais; que a diretoria do BNDES, “doravante, observe com rigor as normas operacionais da instituição financeira, em especial as cláusulas e condições dos protocolos que firmar, antes de efetuar liberação de quaisquer recursos financeiros ou renegociação de créditos/direitos, com vistas a não por em risco os capitais públicos”.

Mas, independentemente das recomendações do Tribunal de Contas da União, a Net tinha sido salva com dinheiro público e decolaria ao longo do governo Lula, com o crescimento do mercado de TV a cabo impulsionado pelo boom da economia.

Leia também:

Fernando Brito pede à Globo que investigue dono da mansão de Paraty

O post Nos meses finais de FHC no Planalto, BNDES salvou Net, da família Marinho, com injeção de R$ 300 milhões; 80% do dinheiro novo foi público apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Fernando Brito pede à Globo que investigue dono da mansão de Paraty

Captura de Tela 2016-02-26 a?s 23.02.42Captura de Tela 2016-02-26 a?s 23.02.06

O texto da Bloomberg citado por Fernando Brito está aqui.

A resposta do Tijolaço à Globo

POR FERNANDO BRITO · 26/02/2016

Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.

Senhor João Roberto Marinho.

Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.

Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.
Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.

Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título “Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves“ e nos seguintes termos:

Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.

E, a seguir, na mesma reportagem:

Modernist Home

That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.

Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.

The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.

“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”

Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.

Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).

As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública)  de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.

Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista  – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em  que pese ser remota.

Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagem Construções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.

É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.

Creio que se estará, assim,  prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.

Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido.

Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.

Atenciosamente,

Fernando Brito, editor do Tijolaço.

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Publicação de: Viomundo

Nota do Ministério da Justiça sobre investigação de FHC sai do ar e volta diferente

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Ministério da Justiça determina apuração de denúncia de jornalista contra FHC

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Justiça determinou hoje (26) que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a denúncia de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) usou a empresa Brasif S.A Exportação para pagar pensão no exterior a um filho da jornalista Mirian Dutra Schimidt, com quem o então senador teve um relacionamento extraconjugal entre as décadas de 1980 e 1990.

Em nota divulgada no início desta noite, o ministério informa que o inquérito tramitará em segredo de Justiça. Ao jornal Folha de S.Paulo, Mirian Dutra disse que assinou um contrato fictício de trabalho com a Brasif por meio do qual recebia recursos enviados pelo ex-presidente ao filho dela, Tomás Dutra.

No final da semana passada, a Brasif negou que intermediasse a remessa de dinheiro de Fernando Henrique para a jornalista. A empresa, no entanto, confirmou ter contratado a jornalista, em 2002, mas negou participação do ex-presidente na contratação ou no depósito dos pagamentos.

O ex-presidente também nega que tenha usado a Brasif para enviar recursos para o exterior. Em nota, Fernando Henrique admitiu que mantém contas no exterior e que presenteou Tomás com um apartamento.

Edição: Nádia Franco

*****

A nota original sumiu da página do Ministério da Justiça.

Vejam como foi originalmente divulgada:

O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal, no âmbito das suas competências constitucionais, determinou nesta sexta-feira (26), a abertura de inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais noticiados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Monica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor.

A nota voltou diferente:

Brasília, 26/02/16 – O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal abriu, nesta sexta-feira (26), inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais informados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Mônica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. A abertura do inquérito se deu a partir do encaminhamento de representação de parlamentares, recebida no Ministério da Justiça em 23/02 e encaminhada à PF para providências. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor. 

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Publicação de: Viomundo

ONU critica lei antiterrorismo: “Muito ampla”, “pode causar arbitrariedades”

ONU critica lei anterrorismo

Brasil: direitos humanos da ONU critica aprovação de lei antiterrorismo

26 de fevereiro, 2016

do site do ACNUDH 

SANTIAGO (26 de fevereiro de 2016) – O Escritório para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) criticou hoje (26/02) a recente aprovação de uma lei antiterrorismo (PL 2016/15) no Congresso Federal do Brasil.

“O projeto de lei inclui disposições e definições demasiado vagas e imprecisas, o que não é compatível com a perspectiva das normas internacionais de direitos humanos”, disse o Representante do ACNUDH na América do Sul, Amerigo Incalcaterra.

“Essas ambiguidades podem dar lugar a uma margem muito ampla de discricionariedade na hora de aplicar a lei, o que pode causar arbitrariedades e um mau uso das figuras penais que ela contempla”, acrescentou.

O Representante ressaltou a necessidade de que o Brasil garanta os direitos às liberdades de reunião e associação pacífica e a liberdade de expressão, entre outros direitos, no contexto da luta contra o terrorismo. “As disposições do projeto por si só não garantem que essa lei não seja usada contra manifestantes e defensores de direitos humanos”, disse.

Incalcaterra citou ainda a opinião de quatro relatores especiais da ONU, que em novembro de 2015 julgaram a proposta de lei antiterrorismo no Brasil como “muito ampla”.

“A estratégia mundial contra o terrorismo deve ter como pedra angular a proteção dos direitos humanos, as liberdades fundamentais e o Estado de Direito”, finalizou o Representante do ACNUDH.

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Publicação de: Viomundo

Paulo Nogueira, que frequentou o Comitê: Como a Globo achaca governos

FHC, Ruth e Mírian Dutra

O MODUS OPERANDI DA GLOBO PARA OBTER ‘FAVORES ESPECIAIS’ DOS GOVERNOS

por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

26.02.2016

Como opera a Globo ao pressionar – ou achacar – governos em busca de favores e privilégios?

A melhor resposta a essa pergunta capital para entender o Brasil moderno está no livro Dossiê Geisel, baseado em documentos do general Ernesto Geisel em seus dias de presidência.

Despachos de ministros de Geisel compilados no livro são reveladores sobre o estilo de Roberto Marinho em sua relação com a ditadura – e, posteriormente, com os governos civis.

Um episódio é particularmente significativo.

Roberto Marinho, definido pelo ministro da Justiça Armando Falcão como “o maior e mais constante amigo” do governo na imprensa, reivindicava novas concessões para a Globo.

O ministro das Telecomunicações, Quandt de Oliveira, não queria atender ao pedido.

Numa reunião com Geisel, Oliveira explicou os motivos.

Diz o livro: “Em 14-3-1978 ele mostrou que Roberto Marinho detinha diretamente, ou através de filhos ou prepostos, o controle societário de várias emissoras de TV (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Bauru), 11 estações de rádio em onda curta em diversas cidades do país, cinco estações de FM, duas estações em onda curta e uma em onda tropical.  A partir desse levantamento, considerou que (…) Roberto Marinho poderia chegar ao monopólio da opinião pública. Logo, não deveria receber novas concessões.”

Roberto Marinho foi a Golbery, homem forte de Geisel, e outros ministros.

Falou do “constante apoio” que vinha dando ao governo. Alegou que a Globo promovia “assistência social”.

Está no livro: “Disse também que o comportamento da Rede Globo deveria fazê-la merecedora de atenção e favores especiais do governo”.

Não era apenas o conteúdo da Globo que servia de mercadoria para que Roberto Marinho demandasse “favores especiais”.

Havia mais. Os documentos relativos ao ministro Armando Falcão revelam que “Roberto Marinho se prontificava a articular reunião com empresários para elogiar a política econômica do governo”.

Falcão, como demonstra o livro, tinha clareza sobre as relações entre o governo e a mídia. Está num registro:  “O governo é o dono real da televisão e do rádio, que apenas dá em concessão a particulares. Os próprios jornais, com raríssimas exceções, dependem do governo para viver e sobreviver. É mister utilizar estas armas incríveis com inteligência e habilidade.”

Falcão não brincava em serviço.

Num certo momento, o Jornal do Brasil, então o jornal mais influente do país, contratou Carlos Lacerda, cassado pela ditadura, como colunista.

Falcão diz a Geisel que o JB estava passando para o lado do inimigo. E “inimigo não pode receber favores do governo”.

Roberto Marinho jamais correria o risco de ser visto como “inimigo”, e foi assim que a Globo cresceu brutalmente na ditadura militar.

Se com os generais a Globo exigiu “favores especiais”, você pode imaginar o que a empresa fez com um presidente fraco e servil como FHC.

Tanto mais que FHC foi objeto, ele também, de um “favor especial”, para dizer o mínimo – o exílio de Mírian Dutra.

É digno de nota que a Globo não teve que fazer pressão sobre os governos do PT para extrair mamatas – a maior das quais verbas multimilionárias de publicidade.

Inimigo não pode receber favores do governo, disse o ministro Falcão. Mas nem Lula e nem Dilma parecem ter, em nenhum momento, considerado a Globo – como as demais empresas jornalísticas – “inimigo”.

Se isso ocorreu por miopia, por ingenuidade ou simplesmente por estupidez é algo que só o tempo dirá.

PS do Viomundo: Paulo Nogueira já foi diretor de uma empresa do Grupo Globo e, nesta condição, frequentou o Comitê que toma as decisões mais importantes na empresa. Fique registrado que a blogosfera está sob ataque da poderosa Globo. É uma luta de Davi contra Golias. Chegou a hora de os leitores manifestarem sua solidariedade aos blogs da forma como for possível. Um simples compartilhamento no Facebook já ajuda.

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Publicação de: Viomundo

Quem são os responsáveis pelo ódio que avança: um 1964 em câmera lenta

A direita comemora essa imagem: mas e quando outros pescoços forem para a forca?
A direita comemora essa imagem: mas e quando outros pescoços forem para a forca?

por Rodrigo Vianna

Não é exagero afirmar que estamos em meio à maior ofensiva conservadora no Brasil, desde 1964.

A violência verbal de blogueiros como Reinaldo Azevedo transbordou para as ruas. Isso desde 2013, quando brucutus de academia e falanges de direita tentaram impedir militantes de movimentos sociais de marchar na avenida Paulista.

Em 2015, o tom subiu: pregou-se abertamente o golpe e a volta da ditadura, atacou-se gente ligada ao PT em restaurantes, hospitais e até na rua. Panelas batem nas varandas da classe média – que está à beira de um ataque de nervos.

O adversário não deve ser ouvido, nem levado em conta. Deve ser esmagado, preso, proscrito. É nesse pé em que estamos.

O músico Tico Santa Cruz recebe ameaças pelo telefone. Alinhado com as políticas sociais de Lula, ele virou alvo de gente que (em chamadas covardes, pelo telefone) fala em atacar os filhos adolescentes de Tico. Ouvi o aúdio de uma das ligações: o homem que ameaça sabe os nomes dos filhos do músico, e diz falar em nome de Eduardo Cunha. Tico pede que o aúdio não seja divulgado, por enquanto, já que está buscando apoio da polícia contra as ameaças – clique aqui para ver o que Tico Santa Cruz conta sobre as ameaças.

Miriam Dutra, que denunciou os esquemas da Globo com FHC, também recebe uma ameaça nada velada: a ex-amante de FHC, que a família Marinho escondeu na Europa para não gerar um escândalo, está internada num hospital espanhol – com grave crise emocional. Enquanto isso, invadem a conta dela no Facebook “anunciando” que Miriam está morta. Sim, são esses os métodos.

A Globo também ameaça blogueiros. Vai citar extra-judicialmente todos aqueles que fizeram referência à emissora. É o poder da Casa Grande que, diante da tibieza do governo, percebe a avenida aberta para uma restauração completa.

Os que se resistem contra o avanço conservador recebem uma dupla mensagem: da direita, vem o aviso de que não estamos mais no terreno dos debates, mas da guerra total; do governo eleito com os votos da esquerda e da centro-esquerda, por outro lado, chegam sinais de rendição e derrota.

A tabelinha mídia/Judiciário avança e aperta o torniquete. Estamos diante de um 1964 em câmera lenta. E não há outro caminho, a não ser enfrentar as ameaças.

Passei os últimos anos estudando a Colômbia, numa pesquisa de Mestrado. Desde o século XIX, o país tem eleições regulares, mas a característica básica do regime colombiano é ser uma democracia restrita: a esquerda e os movimentos sociais foram sempre excluídos do jogo político. Conservadores e Liberais se revezam no poder, enquanto setores populares sofrem com assassinatos, exclusão, perseguição.

Enquanto Brasil e Argentina incorporaram as massas ao jogo político, com o peronismo e o varguismo, a Colômbia viu ser assassinado o líder popular que se apresentava para liderar os trabalhadores: no dia 9 de abril de 1948, Jorge Gaitán foi morto no centro de Bogotá; era favorito para virar presidente nas eleições seguintes.

A morte de Gaitán mostrou a amplos setores que o caminho institucional estava fechado. Por todo o país, pipocaram guerrilhas que nem eram de esquerda, mas “liberais”. De uma dessas guerrilhas, surgiria alguns anos depois, no início da década de 1960, as FARC.

Não adianta dizer que as FARC são apenas uma “narco-guerrilha”. Claro, na Colômbia quase todos os entes têm relação com os interesses do tráfico. Mas as FARC não são filhas da droga. São filhas da exclusão social e do ambiente político excludente.

A democracia restrita jogou parte da população para fora do jogo político. Nunca houve na Colômbia um partido trabalhista. Nunca. O caminho foi o das armas.  

Hora dessas falo um pouco mais sobre a Colômbia. Mas o que me assusta é ver que o Brasil pode, muito tempo depois, seguir caminho parecido.

Tudo leva a crer que setores do Judiciário e da elite política e midiática tomaram a decisão de expurgar a esquerda (e mesmo a centro-esquerda) do jogo político.

Se isso ocorrer, estará aberto o caminho para que a política seja feita por outras vias.

Por enquanto, é a direita que toma a iniciativa de usar a violência. Mas, ao fechar as portas do sistema político para um partido com quase 2 milhões de filiados, e com pelo menos 30 ou 40 milhões de simpatizantes, a direita abre as portas para a guerra política.

Desde já é possível apontar 3 personagens e 2 famílias com responsabilidade pelo clima de ódio que avança:

Reinaldo Azevedo, que cunhou o termo “petralha”, e há anos é pioneiro em espalhar o ódio pelas redes sociais, sempre com patrocínio do tucanato;

José Serra, que na eleição de 2010 trouxe esse ódio das redes para as ruas, com uma campanha feita na base do preconceito e da pregação conservadora;

Ali Kamel, que colocou a máquina da Globo, de forma discreta mas persistente, numa campanha de criminalização da esquerda;

e as famílias Marinho e Civita, pela permanente semeadura do ódio.

Quando o caldo entornar de vez, cada um pagará sua cota por levar o país para um clima de confrontação e ódio. Por enquanto, eles comemoram, porque só um lado bate.

Em breve, talvez, essa gente vai perceber que quem apanha sem parar não esquece jamais os nomes de seus algozes.

A história vai dar o troco. Não tenham dúvidas.

 

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Publicação de: Portal Forum

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