Monthdezembro 2015

E a democracia sobreviveu a 2015

democracia

 

Refletindo sobre o ano espantoso, assustador e doloroso que chega ao fim, há que concluir que, sob um aspecto muito importante, não só terminou bem como ainda abre passagem a um novo ciclo que promete marcar a virada desse jogo injusto e perigoso que foi jogado ao longo dos últimos 365 dias.

Desde 2002 o Brasil não tinha um ano tão ruim. Durante os 12 anos seguintes este país distribuiria renda, veria a pobreza cair e o nível de emprego aumentar. Mas o fascismo não se conformava…

Chegamos ao fim de 2014 com algum desequilíbrio fiscal que poderia ter sido resolvido facilmente se tivéssemos feito o ajuste no primeiro semestre e se a operação Lava Jato não tivesse se transformado em um instrumento político para sabotar a economia, paralisando o setor da construção pesada e lançando incertezas sobre os agentes econômicos, paralisando o investimento.

A sabotagem da direita midiática roubou-nos empregos, aumentou a inflação, interrompeu a queda da pobreza e da desigualdade. E, mais do que tudo, ameaçou a democracia.

Os problemas econômicos artificiais, gerados por autêntica sabotagem assacada contra a nação, ludibriaram a maioria dos brasileiros, levando-os a colaborar com setores microscópicos da sociedade que a oprimem há cinco séculos e que, de forma trágica, recuperaram força que haviam perdido durante mais de uma década.

Hidrófoba, a ultradireita se assanhou como não fazia desde que, há cerca de meio século, sepultou a democracia e impôs aos brasileiros duas décadas inteiras de opressão, de violência, de concentração de renda, de saque ao patrimônio público sem que ninguém pudesse sequer sonhar em contestar.

Foi doloroso ver as minúsculas classes opressoras arrastarem para seu baile macabro aqueles que oprimem, lotarem as ruas em um festim diabólico contra a democracia.

Por muitas vezes, nesse ciclo terrível que chega ao fim, vimos a democracia quase naufragar e dar lugar a um novo regime autoritário que se estabeleceria sob disfarce de legalidade, porém jogando no lixo mais um mandato popular sob mentiras e distorções dos fatos, o que teria aberto um período de caça às bruxas da mesma natureza do que sucedeu ao golpe de 1964.

Porém, as instituições brasileiras resistiram. O Supremo Tribunal Federal, saneado da demência personalista de Joaquim Barbosa, não foi mais o mesmo. Barrou a delinquência de Eduardo Cunha e se converteu no grande bastião da democracia.

A esquerda, mesmo combalida e sem entender completamente o momento político, intuiu que precisava ir à rua e, assim, fez ver aos fascistas e golpistas que não seria tão fácil sepultar a democracia – sem violência física, dar um golpe de Estado é infinitamente mais difícil.

A democracia resistiu, também, por uma resistência de homens e mulheres que usaram a internet para denunciar os ímpetos antidemocráticos que espreitavam a nação. Blogueiros, ativistas digitais e uma parcela corajosa, heroica da opinião pública não sucumbiram à tentação de se abster. Agredidos, insultados, nós que atuamos pela democracia na internet não nos rendemos e, assim, ajudamos a barrar o golpe.

Por muitas vezes, todos nós pensamos que estava tudo perdido. O golpe seria desfechado e a democracia, que tanto custou a tantos para ser restabelecida, seria massacrada novamente. Mas não aconteceu.

Nossa luta tem dado frutos. Setores crescentes da sociedade apenas iniciam o despertar do ilusionismo nefando com que pretendem reimplantar um regime ditatorial no país. Conseguimos resistir, conseguimos barrar o golpe em 2015, o que, a certa altura, parecia impossível.

O ano que principia começará turbulento. Os golpistas apostarão tudo no primeiro trimestre porque sabem que, depois, a economia começará a se recuperar. E não haverá como impedirem. Só temos mais três meses de luta desigual pela frente, portanto. E para quem resistiu por 365 dias, resistir mais noventa será moleza.

A munição golpista-fascista está terminando ao mesmo tempo em que a nossa está para receber reforço da recuperação do segundo trimestre e de medidas do governo que diminuirão a resistência de setores da esquerda a se posicionarem contra o golpe. Por isso tudo, 2016 será o ano da virada. O fascismo não perde por esperar.

Que venha 2016. Feliz Ano Novo, companheiras e companheiros!

Publicação de: Blog da Cidadania

De um leitor: “Uma das manchetes mais tendenciosas que já vi. Mentirosa. Típica para ser usada em horário eleitoral”

 

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da Redação

Quando se imagina que a Folha de S. Paulo já decaiu tudo o que era possível, descobrimos que estamos enganados.

Neste 31 de dezembro, o jornal de Otavinho Frias publicou no caderno Mercado a reportagem intitulada Só Venezuela raciona mais que Brasil.

Um leitor estarrecido nos mandou o recorte acima com os seguintes comentários:

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Alguém discorda?

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Publicação de: Viomundo

Brasileiros: Cade condena cartel multinacional por desviar energia elétrica no Brasil por 16 anos

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Multinacionais são condenadas por desviar energia elétrica por 16 anos no Brasil

Além dos prejuízos causados a concessionárias de energia e empresas privadas, a prática impactou um dos elementos que compõem o custo da energia elétrica paga pelo consumidor brasileiro

em Brasileiros, 31/12/2015 9:36, sugerido por Carlos Ferreira 

Após investigação iniciada em 2006, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou hoje (30) a condenação de 11 empresas por formação de cartel internacional com atuação no mercado de venda de equipamentos eletroeletrônicos para o setor de transmissão e distribuição de energia no Brasil. Além dos prejuízos causados a concessionárias de energia e empresas privadas, a prática impactou um dos elementos que compõem o custo da energia elétrica pago pelo consumidor brasileiro.

As empresas comercializavam equipamentos de direcionamento de fluxo de energia elétrica com isolamento a gás, conhecido como GIS (do inglês – gas-insulated switchgear), utilizados para proteção e isolamento de equipamentos elétricos, sendo o principal elemento de uma subestação de força.

As investigações apontam que o cartel causou prejuízo para o sistema elétrico brasileiro e também para empresas concessionárias de energia como a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, Companhia Energética de Minas Gerais, Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, Companhia de Energia Elétrica do Paraná, LIGHT – Serviços de Eletricidade S/A, Eletropaulo, Eletrosul, dentre outras. Também foram afetadas pela prática criminosa a Petrobras, a Companhia Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional.

De acordo com o Cade, o cartel atuou com “impressionante profissionalismo” no período compreendido entre os anos de 1988 a 2004. Segundo o órgão, o grupo atuava fixando preços e reservando áreas geográficas específicas para cada uma das empresas que participavam do esquema, com o objetivo de permitir que seus integrantes conquistassem e preservassem as participações de mercado previamente estipuladas.

“Durante os 16 anos seguintes, 1988 a 2004, os grandes fabricantes de GIS coordenaram a concessão de projetos  numa base internacional, de acordo com as regras e princípios acordados, respeitando quotas estimadas do mercado, fixando níveis de preços e reservando alguns territórios aos membros específicos do cartel”, diz trecho do processo de investigação do Cade.

As empresas integrantes do cartel são Alstom Holdings S.A., Alstom Hydro Energia Brasil Ltda, Areva T&D S.A, Alstom Grid Energia Ltda, Japan AE Power Systems Corporation, Mitisubishi Eletric Corporation, Siemens AG, Siemens Ltda, Toshiba Corporation, VA Tech Transmission & Distribuition GmbH & Co, VA Tech Transmissão e Distribuição Ltda.

Ainda de acordo com o órgão, o grupo também atuava em outros países, tendo sido julgado e condenado em países membros da Comissão Europeia e Estados como a Nova Zelândia, Hungria, Israel e República Tcheca.

O processo administrativo segue agora para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final. Caso sejam condenadas, as empresas deverão pagar multa que pode alcançar até 20% de seu faturamento no ano anterior ao de instauração do processo nos ramos afetados pela atividade.

 

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Só assim para abrir inquérito contra o Aécio. Cadê o juiz Sérgio Moro?!

Meme bem bolado encaminhado pela SGeral do MST, via e-mail

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CUT: Novo salário mínimo é o melhor poder de compra desde 1979; beneficiará diretamente 48 milhões de brasileiros e gerará mais renda para outros setores da economia

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Foto: Lula Marques/Agência PT

Salário mínimo valorizado é instrumento de combate à crise e a miséria

por Vagner Freitas, presidente da CUT

O aumento do Salário Mínimo (SM) para R$ 880,00 anunciado pelo governo nesta terça-feira 29, é uma boa notícia para os brasileiros e para o País. Para as pessoas porque beneficia diretamente 48 milhões de aposentados, pensionistas e trabalhadores que têm o rendimento atrelado ao piso nacional, referência para os salários do mercado informal de trabalho e para os pisos de muitas categorias profissionais.  Para o Brasil porque serão R$ 57 bilhões a mais circulando na economia a partir de 1º de janeiro, quando o reajuste entra em vigor.  Esse montante incrementará o consumo, gerando mais renda para outros setores da economia, como comércio, agricultura e indústria.

Outro impacto positivo é a melhora da distribuição renda, fator que considero fundamental para a retomada do desenvolvimento econômico e social do Brasil iniciada em 2003 e condição necessária para sairmos da agenda da crise e entrarmos de uma vez por todas na agenda  do crescimento, da geração de emprego e melhoria da renda.

A política de valorização do salário mínimo, negociada pela CUT, com o apoio das demais centrais sindicais, e implementada nos governos Lula e Dilma, aumentou o poder de compra em 77% de 2002 até este ano, segundo o DIEESE. Quando comparamos com o valor da cesta básica, o novo SM comprará 2,14 cestas. Este é o melhor poder de compra desde 1979.

Sabemos que este valor não é suficiente para atender todas as necessidades de uma família. Por isso mesmo, continuamos lutando pelo mínimo necessário para manter uma família de, por exemplo, dois adultos e duas crianças que, segundo o DIEESE, estava em de R$ 3.399,92 em novembro de 2015. Mas, não podemos deixar de reconhecer que em apenas 15 anos conseguimos aumentar o poder de compra em quase 80% e, com isso, segundo o IPEA, ajudar a reduzir a desigualdade da renda e do trabalho. Fato inédito há décadas, segundo o Instituto.

Apesar de todos esses fatos, ainda há quem critique o aumento do salário mínimo alegando preocupações com os impactos nas contas públicas. Em outras palavras, com a elevação do que eles chamam de “custo” dos pagamentos de benefícios previdenciários e nós chamamos de investimento na melhoria de vida das pessoas. Além disso, os críticos esquecem que o aumento da renda também vai contribuir para elevar a arrecadação de impostos sobre o consumo, que segundo o DIEESE será de mais de R$ 30 bilhões. Ou seja, grande parte do aumento de gastos se paga.

Outra crítica que vem sendo feita é sobre a decisão do governo de dar aumento real ao SM ampliando seu valor para R$ 880 – segundo a regra deveria subir para R$ 871. Essa diferença, alegam, gera uma despesa de mais R$ 2,9 bilhões, pelos cálculos do Ministério do Planejamento, aumentando o chamado “rombo” nas contas públicas. O montante, na verdade, é muito pequeno se comparado a outras despesas, como o pagamento de juros da dívida pública, que em 2015 terá seu custo aumentado em mais de R$ 200 bilhões, ou seja, 100 vezes mais que aumento do SM.

O interessante neste debate é notar que, quando o aumento de gastos é para engordar os lucros dos banqueiros e dos especuladores financeiros, os críticos se calam. Porém, quando o benefício é para a classe trabalhadora rapidamente se posicionam contra, com o velho e batido argumento do “rombo das contas”.

Para nós da CUT, o salário mínimo é um instrumento de combate a crise e a miséria, portanto, deve continuar crescendo, não só pelo impacto econômico positivo, como também por ser um alicerce da sociedade que estamos construindo com mais justiça social, geração de empregos e distribuição de renda.

 

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Fátima Oliveira: Que 2016 seja alvissareiro para o povo brasileiro

Flávio Dino e Maria Clara O governador do Maranhão, Flávio Dino, e Maria Clara, neta de Fátima de Oliveira

Que 2016 seja alvissareiro para o povo brasileiro

Fátima Oliveira, em O TEMPO

fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_

A chegada de um novo ano marca o alvorecer de um novo tempo e a possibilidade de melhores dias, nem sempre concretizáveis, mas a esperança é daquele tipo “vai que acontece”!

No geral, acho que há o que comemorar ter “rompido” o Ano-Novo. Em linguajar do sertão maranhense, “romper o Ano-Novo” é a dádiva de estar vivo, logo, nem sempre a alegria é babaquice, a não ser quando as comemorações excedem os limites da diversão: “Beber daquela vez como se fosse a última”…

Os rituais de Ano-Novo são compostos por diferentes ritos, pois, em geral, em cada país a chegada do Ano-Novo é celebrada de uma maneira. Num mesmo país, os rituais podem ser diferentes, a depender se é praia, montanha ou roça.

Escrevi em “Depois das alvíssaras da Maria Clara, que venha 2010!” que “é difícil não se contagiar com a iminência de um ‘ano que entra’. Quem vivenciou um ano ruim, espera um melhor; e quem navegou em alegrias, agradece as graças recebidas. Se para alguns celebrar o Ano-Novo é uma chatura, para a maioria não o é. Em algumas regiões do Brasil, alvíssaras são mimos recebidos no ‘Dia de Ano’, que é um costume lindo!

Recebi minhas alvíssaras antecipadamente. Em 30 de dezembro passado nasceu a minha neta Maria Clara, que reverberou em mim como um sentimento de eternidade. Ouvir o seu choro ao nascer foi mágico.

Nem cortar o cordão umbilical eu queria, de tão emocionada, mas a dra. Myrian Celani, que tem o dom de obstetra, nem quis saber e colocou a tesoura em minha mão e… clic, nem vi direito, cortei! Estava embevecida, olhando-a e constatando que era a cara da mãe, da tia e do tio quando bebês – o milagre genético da natureza em toda a sua exuberância, parido do meu ventre!

Foi só ver Maria Clara sobre a sua mãe, Lívia Cristina, pra não perder o costume de filosofar e arengar. Indaguei em que mundo gostaria que ela vivesse” (O TEMPO, 12.1.2010). O tempo passa numa celeridade impressionante! Amanhã, dia 30, Maria Clara, completará seis anos e, como ela diz, “Já me formei no ABC!”.

É para essa gente pequena que já se formou no ABC, pra quem ainda vai se formar no ABC e para toda a meninada, adolescentes e jovens que estão na luta por um futuro radiante, pelos que se perderam pelo caminho e podem ser recuperados, que nós, adultos de várias gerações, precisamos legar um futuro de oportunidades e dignidade, numa República laica e democrática, com liberdade de opinião e também a liberdade de ter ou não uma religião.

Para quem tem a solidariedade como um valor, a luta é por um mundo acolhedor para todas as pessoas, logo, um desafio é compreender, introjetar e cumprir o dito pela geneticista francesa Claudine Guérrin-Marchand, autora do livro “Manipulações Genéticas”: “A Terra nos foi dada em usufruto, e é nosso dever legá-la saudável para as futuras gerações”. É o mínimo que se espera como demonstração de consciência ecológica e como expressão da ética da responsabilidade.

Entendo que legar uma Terra ecologicamente saudável para as futuras gerações é partilhar riquezas e tem a exata dimensão do que nos diz Flávio Dino, governador do Maranhão, um obcecado, como eu, pelo bem-estar do nosso povo. Em “Governo de todos nós, um ano” (27.12.2015): “No ano que se inaugura, vamos continuar a lutar para superar o quadro de extrema dificuldade econômica que vive o nosso país para realizar o sentido máximo de nossa gestão, qual seja, fazer com que as riquezas do Maranhão sejam capazes de levar benefícios para todos”.

 

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Capa da ‘Piauí’ de janeiro mostra beijo entre Temer e Cunha

Beijo de Temer e Cunha

Capa da ‘Piauí’ de janeiro mostra beijo entre Temer e Cunha

Ilustração é da artista russa Nadia Khuzina, radicada na Califórnia (EUA), editora de um blog de charges políticas e colaboradora da publicação brasileira

por Redação, do Estadão, sugerido por Julio César Macedo Amorim

30/12/2015, 15h33

A capa da revista Piauí de janeiro traz a ilustração de um beijo entre o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com a mão esquerda, Cunha cola nas costas de Temer um adesivo com a inscrição “Fora Dilma”. A obra é da artista russa Nadia Khuzina, radicada na Califórnia (EUA), editora de um blog de charges políticas e colaboradora da publicação brasileira.

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A ilustração do beijo entre Temer e Cunha é inspirada na cena em que o líder soviético Leonid Brejnev e o então presidente da extinta Alemanha Oriental (RDA), Erich Honecker, se cumprimentam com o beijo adotado pelos regimes comunistas no século passado, após uma solenidade de celebração dos 30 anos da RDA, em 1979. A imagem ficou mundialmente conhecida com o grafite no muro de Berlim feito pelo também russo Dmitri Vubrel, chamado “Meu Deus, Me Ajude a Sobreviver a esse Amor Fatal” e também conhecido como “Beijo Fraterno”.

Leia também:

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Deputados pedem a presidente do STJ que apure uso político do site do Tribunal contra José Dirceu

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Nota da Assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta, via e-mail

Excelentíssimo Ministro Francisco Falcão, Presidente do Superior Tribunal de Justiça.

Os deputados que abaixo subscrevem este requerimento vêm expor e, ao final, requerer o quanto segue.

Com surpresa e indignação lemos, na página oficial do STJ no twitter em (@STJnoticias), a frase: “Como o recesso do Judiciário só termina em fevereiro, José Dirceu vai passar o ano novo atrás das grades”. A publicação, de 29.12.15, trata do habeas corpus impetrado em defesa do ex-ministro José Dirceu. Por decisão de Vossa Excelência, o pedido será analisado após o recesso.

A comunicação institucional do STJ se vale de linguagem e termos inadequados para um Tribunal Superior. A comunicação de qualquer órgão  público deve, ao informar, apresentar postura neutra e respeitosa, ainda mais quando se trata da comunicação de um órgão que tem a nobre função de julgar.

A divulgação revela, ainda, o já conhecido uso da prisão como espetáculo. Dessa forma, não basta o ex-ministro estar preso preventivamente – sob critérios com justeza questionados por sua defesa. Ele precisa ser exposto e ter a dignidade aviltada.

A comunicação oficial do STJ agiu de maneira parcial. Sancionou, assim, o uso do sistema penal como instrumento político, o que absolutamente não é condizente com o Estado Democrático de Direito.

Não é é crível que essa postagem na rede social tenha tido a anuência da direção do Tribunal, que se intitula como aquele da Cidadania.

Desse modo, requer-se de Vossa Excelência:

a)   imediata abertura de sindicância interna para apuração e responsabilização devidas;

b)    retirada imediata da postagem, e;

c)     um pedido de desculpas ao investigado.

Cordialmente,

Deputado Federal Paulo Pimenta

Deputado Federal Wadih Damous

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Publicação de: Viomundo

Que bom seria se a Lava Jato fosse para valer…

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A imagem que encima este texto vale por um tratado sobre política, mas, para os que têm dificuldade em enxergar realidade como ela é e não como a mídia mafiosa pinta, vamos desenhar a situação.

Todos deveríamos estar exultantes com a Operação Lava Jato e com as condenações de políticos importantes pelo Supremo Tribunal Federal, Corte que, até que o PT chegasse ao poder, jamais condenara político algum à prisão.

Afinal de contas, quem não sabe, desde que começou a se entender por gente, que empreiteiras fazem negociatas, corrompem políticos, crescem e enriquecem às custas de obras públicas?

E quem não fica satisfeito por ver banqueiros e políticos importantes indo para a prisão – e, ainda mais havendo provas, como no caso de Delcídio do Amaral e André Esteves, do banco Pactual?

Deveríamos, pois, estar soltando rojões. Finalmente no Brasil, em tese, não seriam mais, apenas, pretos, pobres e prostitutas que vão em cana. Em tese, as prisões de empreiteiros, políticos e banqueiros significaria que, agora, não são mais apenas os três Pês que podem ver o sol nascer quadrado.

Contudo, não é nada disso.

O que a imagem acima revela é, apenas, que apenas acrescentamos um Pê aos três Pês que simbolizavam os únicos tipos de cidadãos passíveis de prisão no Brasil; agora, apenas Pretos, Pobres, Prostituas e Petistas (e quem se meta com eles) são os que podem ser presos neste país.

Vamos, pois, explicar a imagem no alto da página para aqueles que não conseguem pensar sozinhos. A imagem contém 5 edições do jornal Folha de São Paulo. Vamos analisá-las uma a uma.

Da esquerda para a direita, a primeira edição do jornal noticia, em letras garrafais, a prisão de Delcídio do Amaral. Contudo, em vez da foto de quem foi preso a capa da Folha trás a foto de Lula, que nem a processo responde.

A segunda capa da Folha da esquerda para a direita relata, com o maior destaque possível, que “amigo de Lula” foi preso, apesar de que o arrestado tem muitas amizades e relações com expoentes da oposição.

A terceira capa do jornal, da esquerda para a direita, também com todo o destaque possível e imaginável relata acusação de um delator da Lava Jato a um familiar de Lula.

Na segunda fileira de capas da Folha, tudo muda. São capas que relatam problemas com a Justiça que têm altos membros do principal partido de oposição do país.

A primeira capa da segunda fileira de capas, a partir da esquerda, relata que o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo foi condenado a vinte anos de prisão. A notícia ganhou uma notinha discreta no canto inferior esquerdo da primeira página do jornal. E sem foto do condenado.

A segunda capa relata que o líder da oposição, senador Aécio Neves, segundo candidato mais votado na eleição presidencial de 2014 – e que vive condenando petistas sem julgamento por serem delatados – foi delatado por um envolvido na operação Lava Jato.

Essa justaposição da capaz da Folha simboliza, também, o que acontece na Justiça brasileira a depender de quem seja o acusado. E, mais do que isso, revela o que acontecerá com investigações como a Lava Jato depois que o PT deixar o poder – seja via golpe, seja por via eleitoral.

Tudo isso que está acontecendo e que, em tese, deveria dar esperança ao Brasil de que o país está mudando, vai simplesmente acabar. A Lava Jato, pois, é uma farsa política engendrada, única e exclusivamente, para derrubar um governo. E mais nada.

Se o PSDB volta ao poder (toc-toc-toc), acabam as Lava Jatos ou qualquer outro tipo de investigação. As empreteiras, os banqueiros, os políticos voltarão a roubar desbragadamente sem que ninguém seja sequer denunciado – como acontecia antes de o PT chegar ao poder.

Sempre digo que eu estaria exultante se a Lava Jato fosse para valer. Se corruptos de todas as correntes políticas estivessem sendo presos, seria maravilhoso. Este país se tornaria ético e começaria a civilizar-se rapidamente.

Mas não é nada disso o que está acontecendo. Com ou sem provas, apenas corruptos e supostos corruptos de um único grupo político estão sendo penalizados, enquanto que seus equivalentes à direita são vergonhosamente acobertados pela imprensa e pela Justiça.

Além de não estar havendo combate real algum à corrupção, o país está ficando pior porque, mais do que nunca, o que está valendo aqui é a máxima que permeia a história brasileira desde o descobrimento: “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”.

Publicação de: Blog da Cidadania

Rubens Valente: Delator da Lava Jato afirma que diretor da UTC levou R$ 300 mil a Aécio no Rio

Aécio propina

RUBENS VALENTE, na Folha de S. Paulo
DE BRASÍLIA

30/12/2015  02h00

Em delação premiada homologada pelo STF, Carlos Alexandre de Souza Rocha, entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, afirmou que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Rocha, conhecido como Ceará, diz que conheceu Youssef em 2000 e, a partir de 2008, passou a fazer entregas de R$ 150 mil ou R$ 300 mil a vários políticos.

Ele disse que fez em 2013 “umas quatro entregas de dinheiro” a um diretor da UTC chamado Miranda, no Rio.

Também em depoimento, o diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana, confirmou que o diretor comercial da empreiteira no Rio chamava-se Antonio Carlos D’Agosto Miranda e que “guardava e entregava valores em dinheiro a pedido” dele ou de Ricardo Pessoa, dono da UTC.

Nem Pessoa, também delator na Lava Jato, nem Santana mencionaram repasses a Aécio em seus depoimentos. A assessoria do senador chamou a citação de Rocha de “absurda” (leia abaixo).

Em uma das entregas, que teria ocorrido entre setembro e outubro daquele ano, Rocha disse que Miranda “estava bastante ansioso” pelos R$ 300 mil. Rocha afirmou ter estranhado a ansiedade de Miranda e indagou o motivo.

O diretor teria reclamado que “não aguentava mais a pessoa” lhe “cobrando tanto”. Rocha disse que perguntou quem seria, e Miranda teria respondido “Aécio Neves”, sempre segundo o depoimento do delator.

“E o Aécio Neves não é da oposição?”, teria dito Rocha. O diretor da UTC teria respondido, na versão do delator: “Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, […] todo mundo”.

O comitê da campanha presidencial do tucano em 2014 recebeu R$ 4,5 milhões da UTC em doações declaradas à Justiça. A campanha de Dilma recebeu R$ 7,5 milhões.

Rocha disse ter manifestado estranheza sobre o local da entrega ser o Rio de Janeiro, já que Aécio “mora em Minas”. Miranda teria respondido que o político “tem um apartamento” e “vive muito no Rio de Janeiro”.

O delator disse que não presenciou a entrega do dinheiro ao senador e que ficou “surpreso” com a citação.

Rocha prestou o depoimento em 1º de julho. Em 4 de agosto, foi a vez de Santana também dar declarações.

Embora tenha dito que Miranda não tinha “nenhuma participação no levantamento do dinheiro para formar o caixa dois” da construtora UTC, Santana observou que “pode ter acontecido algum episódio em que o declarante ou Pessoa informaram a Miranda quem seriam os destinatários finais da entrega”.

OUTRO LADO

A assessoria de Aécio Neves disse que considera “absurda e irresponsável” a citação a seu nome, “sem nenhum tipo de comprovação”.

“Trata-se de mais uma falsa denúncia com o claro objetivo de tentar constranger o PSDB, confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações”. A assessoria cita o fato de que Ricardo Pessoa, dono da UTC, não incluiu Aécio na lista de quem recebeu recursos da empresa no esquema da Petrobras.

“A falsidade da acusação pode ser constatada também pela total ausência de lógica: o senador não exerce influência nas empresas do governo federal com as quais a empresa atuava e não era sequer candidato à época mencionada. O senador não conhece a pessoa mencionada e de todas as eleições de que participou, a única campanha que recebeu doação eleitoral da UTC foi a de 2014, através do Comitê Financeiro do PSDB”, diz a nota.

Procurada, a UTC disse que “a acusação não tem fundamento”.

 

 

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Publicação de: Viomundo

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