Monthnovembro 2015

Movimentos sociais a Alckmin: Exigimos saída de secretário da Educação e chefe de gabinete

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Governador, a sociedade já escolheu! Não quer o fechamento, nem a desorganização das escolas!

do Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo,sugerido por Emílio Lopez

Nós, do Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo, manifestamos preocupação com a grave situação pela qual passa a educação paulista, a partir da imposição do Governo do Estado de São Paulo de reestruturar o ensino e fechar pelo menos 92 escolas.

Não houve nenhum diálogo com a população paulista por meio da Secretaria de Educação de São Paulo, do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), e, diante disso, os estudantes e a comunidade escolar passaram a ocupar as unidades como forma de explicitar a indignação com esse projeto.

Além disso, no dia 29 de novembro, um áudio vazou pela internet com a fala de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário de Educação, incentivando “ações  de  guerra”  e  reforçando  a  pressão  da  PM.  Ele  coloca  a  polícia  como instrumento para amedrontar estudantes, pais, mães e organizações de apoio como forma de desmobilizar a luta.

Repudiamos a violência e ações ditatoriais de perseguição que a PM de São Paulo tem adotado nas escolas da capital e do interior. Inúmeras são as denúncias postadas nas redes sociais e compartilhadas entre grupos que lutam por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Há  uma  criminalização  da  luta  dos  estudantes  e  dos movimentos sociais  que  os apoiam, demonstrando truculência e desrespeito aos direitos humanos, das crianças e dos adolescentes. Em detrimento do diálogo, o Governo do Estado de São Paulo prefere se valer das forças policiais para ameaçar e reprimir as ocupações, além de processos com pesadas multas aos sindicatos e entidades estudantis.

Diante disso, manifestamos nosso total apoio à luta dos estudantes, jovens e comunidade escolar nas ocupações. Manter ocupadas 225 escolas (até o momento) no Estado de SP não é obra de um ou outro movimento social ou sindical. A sociedade pede um basta ao governo Alckmin e suas políticas que pioram a condição de vida do povo mais pobre.

Exigimos  a  exoneração  do  atual  secretário  de  Educação  de  São  Paulo,  Herman  Voorwald, bem como de seu chefe de gabinete, Fernando Padula Novaes.

Por fim, reiteramos nosso compromisso e chamamos a todos/as defensores da educação pública, gratuita e de qualidade, a cerrarem fileiras com os estudantes, apoiando as ocupações. Apoiar a resistência nessas inúmeras escolas ocupadas é o nosso compromisso com o povo paulista.

São Paulo, 30 de novembro de 2015.

Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo.

Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação de São Paulo)

Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)

Centro Acadêmico XI de Agosto

CMP (Central de Movimentos Populares) Coletivo de Luta Pela Água

CONEN (Coordenação Nacional de Entidades Negras)

Consulta Popular

CPT (Comissão Pastoral da Terra)

CRECE (Conselhos dos Representantes dos Conselhos de Escola),

CUT Nacional

CUT São Paulo

CTB São Paulo

FACESP (Federação das Associações Comunitárias do Estado de São
Paulo)

FAF (Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo) FETAM (Federação dos Trabalhadores na Administração e do Serviço
Público Municipal no Estado de São Paulo)

FETEC (Federação dos Bancários da CUT)

FETQUIM (Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de SP)

FETSS (Federação dos Trabalhadores em Seguridade Social no Estado de SP)

FLM (Frente de Luta por Moradia)

FNSA (Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental) FNU (Federação Nacional dos Urbanitários)

Frente Estadual Contra Redução da Maioridade Penal

FUP (Federação Única dos Petroleiros) Levante Popular da Juventude

MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) Marcha Mundial de Mulheres

MPT (Movimento de Moradia Para Todos)

MSTL (Movimento Sem Terra de Luta)

MPA (Movimento de Pequenos Agricultores)

MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) MTD-SP (Movimento dos Trabalhadores Desempregados) MUHAB (Movimento Unidos pela Habitação)

Rede Nossa São Paulo

SEPESP (Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo) Sindicato dos Bancários de São Paulo

Sindicato dos Bancários do ABC Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Sindicato dos Químicos de São Paulo

SINDIPETRO (Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo) 

SINDSAÚDE-SP (Sindicato dos Trabalhadores Públicos na Saúde do Estado de SP)

SINDSEP (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo)

SINPSI (Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo)

SINSEXPRO (Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de São Paulo)

SINTEPS (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza) SIFUSPESP – (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado
de São Paulo)

SITRAEMFA (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo)

UBM (União Brasileira de Mulheres)

UEE (União Estadual dos Estudantes de São Paulo) UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)

UJS (União da Juventude Socialista)

UMM (União do Movimento de Moradia) UNEGRO (União de Negros pela Igualdade)

UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas)

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Publicação de: Viomundo

Internautas pedem identificação de policial que apontou arma contra estudante em ocupação na Zona Leste; leia manifesto de professores

da TVT, via @serbretas e @Tatilobatto

MANIFESTO DE APOIO ÀS OCUPAÇÕES E À LUTA POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DEMOCRÁTICA

sugerido pela Maria Salete Magnoni

Nós, educadores, educadoras e cidadãos abaixo-assinados, manifestamos nosso apoio às/aos estudantes que ocuparam centenas de escolas do estado de São Paulo, em protesto contra a “reorganização escolar” e o fechamento de 94 escolas, que está sendo imposto pelo governador Geraldo Alckmin.

Não é de hoje que o governo paulista age de forma autoritária. Vamos recordar a história para entender o presente, e tentar evitar uma tragédia.

Trata-se de um estado governado pelo PSDB desde 1995. Em outubro desse ano, o governador Mário Covas e a então secretária de Educação, Rose Neubauer, anunciaram uma reorganização similar a que vemos em 2015.

Um mês depois, tudo estava pronto.

Houve muita resistência da população, mas a secretaria de Educação foi rígida, sem diálogo algum.

Resultado: cerca de 150 escolas fechadas, 60 mil docentes demitidos, salas de aula com mais de 55 alunos, desorganização e transtornos nas famílias dos estudantes e uma série de outros prejuízos à educação pública estadual.

À época, anos de crise, o governo ressaltava que a reorganização permitiria economizar recursos.

Hoje, os argumentos são:

(1) escolas de ciclo único têm melhor desempenho nas avaliações do Saresp e Prova Brasil;

(2) é preciso um novo modelo de escola que se adeque à redução da população em idade escolar (segundo a Secretaria Estadual de Educação, entre os anos de 1998 e 2015, a rede estadual de ensino teria perdido cerca de 2 milhões de alunos.)

O primeiro argumento não é acompanhado de demonstração. Quanto ao segundo, além da motivação demográfica, a carência de sustentação estatística permite nos perguntar: será que a redução do número de alunos não é justamente resultado da má qualidade da educação oferecida a eles?

O governo do estado insiste, há 20 anos, em ignorar a necessidade de reverter dois fatores causadores da péssima qualidade da educação oferecida às crianças e jovens:

(1) o baixo investimento em educação pública e

(2) a desvalorização dos profissionais da educação.

Atualmente, o governo investe entre R$ 300 e R$ 400 por mês por aluno na educação básica (valor que inclui gastos com salários, contas, livros, merenda, manutenção, etc). Que escola conseguiria oferecer educação de qualidade a um custo tão baixo?

E que professor é capaz de educar de forma desejável centenas de alunos, dando mais de 50 aulas por semana, em duas ou mais escolas, nas condições de trabalho e de salário a que está submetido?

Felizmente, nem todos baixaram a cabeça perante decisões tão descabidas como a de fechar escolas públicas, quando é evidente a necessidade de construir mais, de cuidar adequadamente das já existentes, de equipá-las e destrancar seus laboratórios e bibliotecas empoeirados, etc.

Jovens capazes de seguir a razão vibrante em seus cérebros e a coragem pulsante em seus corpos, se uniram no enfrentamento de um governo acostumado a, diante do primeiro imprevisto relacionado a direitos sociais, recorrer à sua tropa da polícia militar. Nem todos saíram ilesos nessa história.

Até que a liminar da Justiça impedindo a reintegração de posse acontecesse, e mesmo após ela, jovens e profissionais da educação, em pleno exercício de cidadania e do diálogo, foram gravemente feridos, fisicamente, psicologicamente e moralmente.

Pior, feridos pelo mesmo estado que afirma, tanto em suas leis quanto em suas cartilhas escolares, a importância da democracia e da cidadania, do diálogo, da ética e da autonomia, da participação social, do protagonismo juvenil, para a “construção e ampliação de uma sociedade mais justa, posicionada contra as desigualdades sociais e a qualquer forma de opressão, que garanta a todos as mesmas oportunidades de desenvolvimento de suas potencialidades” (Resolução SE 52, de 14-8-2013).

Será que esses valores só importam na hora de responder ao Saresp? Que nota será que o governador Geraldo Alckmin e seu secretário de educação, Herman Voorwald, obteriam? Talvez tivessem um bom desempenho, se antes frequentassem as salas-de-aula de algumas das centenas de escolas hoje ocupadas, graças a eles e em protesto contra eles.

“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar a todas por todo o tempo”.

Essa frase de Abraham Lincoln cabe aqui. Hoje, sabemos que a reorganização escolar por ciclos não passa de uma reforma administrativa que visa reduzir gastos com educação e abrir espaço para parcerias com o setor privado, sobrepondo-se interesses empresariais (privado) a direitos da população (público).

Lembremos que em Goiás, luta semelhante está acontecendo. Marconi Perillo, governador de Goiás, também do PSDB, em seu quarto mandato, apresenta mais uma de suas propostas para dilapidação da educação pública e precarização dos direitos trabalhistas, através da aprovação de leis que autorizam a privatização da educação.

Goiás seria a cobaia da gestão da educação por Organização Sociais (OSs) ou, mais diretamente, empresas.

Contrários a estas medidas, professores da rede estadual, junto com estudantes secundaristas e universitários, pais e toda a comunidade escolar se organizam para enfrentar a perversidade do governador e de sua secretária, Raquel Teixeira. E também o governador já enviou suas tropas militares para o “diálogo”.

Esperaremos que a Educação de todo um país esteja completamente infestada de “pragas”? Ou nos uniremos no enfrentamento e defenderemos a educação pública, de qualidade, igualitária e inclusiva?

“Toda esta política já foi utilizada em outros países pelos reformadores empresariais da educação e não resolveu a questão da educação por lá. Os Estados Unidos estão na média do Pisa há dez anos e não saem daí. Na Prova Brasil deles, pela primeira vez em muitos anos, as médias caíram em quase todas as avaliações e anos. A Suécia privatizou e caiu no Pisa. A adoção de políticas similares na Austrália resultou em queda no Pisa. O Chile está dando marcha à ré nestas políticas. Essas políticas destroem a escola pública e não produzem avanço. Portanto, não resolverá aqui também. Perderemos uma ou mais décadas para depois voltarmos ao ponto inicial, ou seja, ao que temos hoje piorado, pois teremos deixado de apostar em outras vias que poderiam nos levar mais longe”, diz o professor Luiz Carlos Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Por fim, queremos alertar à sociedade paulista sobre a tramitação de três propostas do Plano Estadual de Educação (PEE) na Assembleia Legislativa, documento que norteará a educação paulista nos próximos dez anos.

Entendemos que o poder público tem o dever de informar a sociedade sobre essa lei, e possibilitá-la de participar diretamente de sua construção, não apenas por intermédio de representantes políticos, uma vez que afetará diretamente a ela.

Ora, é evidente que a Escola é o canal mais apropriado para promover o debate com a população sobre esse assunto, e que se a comunidade escolar não está esclarecida sobre isso, deve-se a uma omissão proposital por parte do governador e seu secretário. D

eploravelmente, ao contrário desse esclarecimento, o que vemos é o gasto de R$ 9 milhões com propaganda de uma “reorganização” que só nos sinaliza as intenções de um projeto sistêmico de venda da Educação Pública Paulista aos setores privados, com aparência de inovação. Será somente a educação paulista?

“Tenho dúvidas se o governo vai recuar. Está em jogo 2018. Alckmin não pode chegar lá sem nada. Além disso, a Secretaria da Educação está cercada pelos empresários que querem a adoção dessas políticas. Note que na negociação com os estudantes, Herman Voorwald, o secretário de Educação, disse que levaria a demanda dos alunos ‘para o governador’. Ou seja, a questão é de Estado para Alckmin e só ele poderia ordenar um recuo. Já não é o secretário que está conduzindo a implantação. Tudo depende do crescimento do movimento estudantil e do desgaste imposto ao governo.” (Luiz Carlos Freitas).

O caminho está aberto, chegou o momento de fazermos história. Não podemos permitir que uma reunião de domingo (29/11), com 40 dirigentes de ensino, onde o chefe de gabinete do secretário Herman anunciou que o decreto da ‘reorganização’ sai na terça (01/12), intimide estudantes e desmoralize nossas ocupações.

Nada apagará o discernimento, a coragem e a ousadia que as/os estudantes continuam a imprimir na história da educação.

Segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Escrito por professores de Escola Estadual da zona oeste de São Paulo, unidos na luta por uma Educação Pública, Gratuita e Democrática.

Veja também:

CUT cobra explicação sobre violência policial contra estudantes

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Publicação de: Viomundo

CUT-SP cobra explicações sobre denúncias de violência da PM em escolas ocupadas

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CUT/SP cobra Secretaria de Segurança Pública por denúncias de abusos da PM

30/11/2015

Central protocolou pedido de audiência para questionar ações da Polícia Militar nas escolas ocupadas

Escrito por: Vanessa Ramos – CUT São Paulo

Nesta segunda-feira (30), a Central Única dos Trabalhadores de São Paulo protocolou pedido de audiência na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para que o governo paulista responda sobre denúncias de violência praticada pela Polícia Militar nas ocupações de escolas.

O pedido foi feito ao secretário da SSP-SP, Alexandre Moraes. Há dias, a Central tem recebido informações de professores e estudantes sobre a pressão exercida por policiais militares diariamente nas escolas públicas estaduais ocupadas por alunos e comunidade escolar. O modo de atuação continuou mesmo diante da decisão da 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça contrária às reintegrações de posse nas escolas da capital.

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, cobra resposta imediata da secretaria. “Exigimos esclarecimento sobre essa pressão exercida pelo governo Alckmin (PSDB). Ainda mais depois do áudio que vazou pela internet com a fala do Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário de Educação, dizendo ser preciso organizar ações de guerra e que parte dessa estratégia seria utilizar a PM para amedrontar os estudantes”, afirma.

Para a secretária de Comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães, há uma blindagem da PM feita pela grande imprensa sobre os acontecimentos. “Que a notícia é selecionada pelos canais massivos de comunicação não é novidade. Mas a cada dia cresce nossa indignação ao ver a ausência de debate pelos veículos que não mostram os problemas da educação pública paulista, muito menos a violência da PM nas escolas da capital e do interior”, avalia.

No dia 14 deste mês, a Central fez uma das primeiras notas de repúdio contra a pressão e a violência exercidas pela PM paulista contra estudantes que ocupavam a Estadual José Lins do Rego, na Estrada do M’Boi-mirim, no Jardim Ângela, zona sul da capital paulista. Além de apoiar e participar dos atos públicos organizados pelos estudantes e comunidade escolar em defesa da educação pública.

Veja também:

O áudio enojante que revela estratégia de Alckmin para enfrentar secundaristas

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Publicação de: Viomundo

Em sentença contra Kamel, desembargador cita “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”

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Arte de Gerson Carneiro especial para o Viomundo; abaixo, íntegra da sentença

PS do Viomundo: Notem como não vai sair notinha no Radar da Veja, nem nestes sites que dizem falar em nome de jornalistas/jornalismo. Na verdade, eles têm o mesmo bias da grande mídia: puxam sempre para o lado do patrão.

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Publicação de: Viomundo

No Facebook, movimento pede o fim de “privilégios” para deficientes; cadeirante responde; 34 aderem a abaixo-assinado para retirar direitos

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30/nov/2015, 11h55min

Movimento pede fim de “privilégios” para deficientes

Do Sul 21, sugerido por Luiz Henrique Gomes Moraes

Uma página do Facebook vem provocando polêmica nas redes sociais nesta segunda (30). Intitulada ”Movimento pela Reforma de Direitos”, a página divulga uma petição pública que pede o fim do que eles consideram como privilégios para deficientes no Brasil. Dentre esses privilégios, estariam vagas de estacionamento dedicadas à pessoas com deficiência, o fim das cotas para deficientes em empresas e pelo fim da isenção de impostos em compra de automóveis.

Em uma postagem no Facebook, o grupo afirma:

Você fica meia hora dentro de um estacionamento de shopping procurando um lugar pra estacionar e não acha uma vaga livre. Aí, você passa por aquele monte de vagas com um símbolo azul no chão, todas esperando pra serem ocupadas. Mas não, você não pode! É daquele deficiente que nem vai usar! Aí, passa mais uma hora e a vaga está lá, sem ninguém pra ocupar. E a sua vaga, cadê? E o seu direito?

Você não está prejudicando ninguém, mas não dá pra pegar aquela vaga ali, não é seu direito!

E quando você está num supermercado lotado e aquela fila pra deficientes ali, livre, esperando, mas que não pode ser usada?

Eles têm privilégio pra tudo. É meia-entrada, desconto, isenção, fila especial, banco especial no ônibus, banheiro especial, tratamento VIP pra tudo. E essa história de lei de cota, que garante vaga em universidade, mercado de trabalho, concursos? E a gente que concorre e batalha por tudo, não tem nada de especial?

E quando tudo no seu trabalho muda por causa de um deficiente só? Gastam muito pra adaptar o lugar, mas aquele aumento prometido há dois anos não sai.

Fala a verdade, dá raiva, né?!

É hora de dar um basta nisso!

A página está recebendo diversos comentários de pessoas indignadas com a proposta que o grupo apresenta . O internauta Jonathan diz: “As vagas não estão lá de brinde, você viu o tamanho das vagas? elas são maiores pois as comuns a cadeira não passa do lado do carro sem arranhar seu belo porsche”. Já Aline desabafa: “O que vocês fazem além de passar vergonha no Facebook? Adm’s da página sugiro que vão fazer algo de útil pela sociedade ao invés de criticar os DIREITOS das pessoas com deficiência!”.

PS do Viomundo: A internauta Ana Cristina Adão comentou: “Calma, amanhã você pode fazer parte da nossa turma”, e acrescentou uma foto dela em cadeira de rodas. O Viomundo pediu entrevista ao administrador/ra/res/ras da página. A “comunidade” lançou um abaixo-assinado digital que foi assinado por 34 pessoas; será um hoax?

Veja também:

O áudio enojante que revela estratégia de Alckmin para enfrentar secundaristas

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Publicação de: Viomundo

Max Altman: Na Venezuela, integrante de bando criminoso é o novo herói da direita

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Como um delinquente e integrante de um bando criminoso, julgado e condenado pela justiça, pôde ser dirigente da Ação Democrática?

por Max Altman, via Brasil de Fato

Quanto cinismo! O colunista da Folha de S. Paulo, Clóvis Rossi, (ed. 30 nov. mundo A13) por não querer assinar de próprio punho, passa a palavra a Luis Almagro, secretário-geral da OEA: “O assassinato de um dirigente político é uma ferida de morte para a democracia”, disse Almagro sobre o tiro que matou o venezuelano Luis Manuel Díaz, dirigente da oposicionista Ação Democrática”.

Ocorre que Rossi recebeu do blogueiro que assina esta matéria um dossiê, do até agora apurado, sobre o assassinato. O que se tem ao certo é que o crime foi um acerto de contas entre mafiosos e assim honestamente deve ser tratado por quem tem a incumbência profissional de informar.

O restante de sua coluna esforça-se por demonstrar que o pleito de 6 de dezembro não será “livre e justo”, as duas palavrinhas que a comunidade internacional usa para qualificar a lisura de uma votação. Centra sua argumentação, baseada em pareceres de especialistas, de que a cobertura eleitoral dos meios de comunicação de massa é francamente favorável ao governista PSUV, em detrimento do espaço oferecido à opositora MUD.

Por acaso, só para citar um exemplo, a cobertura dos meios de comunicação de massa brasileiros – televisão, rádio e imprensa escrita – não foi esmagadora e raivosamente favorável a um dos candidatos nas últimas eleições presidenciais? É que a direita e os neocons não se conformam que na Venezuela a revolução bolivariana montou uma rede de comunicação para travar a batalha de ideias contra seus opositores, o que infelizmente não aconteceu e não acontece no Brasil: o PT ter montado também sua rede de meios de comunicação de massa.

Interessante que logo abaixo da matéria de Rossi, uma reportagem assinada por Samy Adguirni, correspondente do jornal na Venezuela, sob o título “Reduto chavista vibra em comício opositor”, dá conta que a oposição realizou um ato eleitoral em Guarenas, estado de Miranda, ‘bastião histórico do chavismo’.

Menciona ainda outras ‘penetrações’ de oposicionistas em redutos chavistas. De seu relato, não se pode perceber o menor ato de violência ou sequer resistência a atos políticos da oposição em redutos governistas. Pode-se então deduzir que a campanha corre com plena liberdade de manifestação e é isto que deveria ser destacado se houvesse ‘equilíbrio’ na informação.

Por quê um delinquente, portador de alentado prontuário policial, ex-presidiário, julgado e condenado por homicídio, estava em liberdade e era dirigente de seu partido?

Esta é a pergunta que não foi respondida pelo secretário-geral do partido Ação Democrática, Henry Ramos Allup, sobre Luis Manuel Díaz, alcunha El Crema, um meliante extorsionista assassinado em virtude de acerto de contas entre quadrilhas durante um ato político da oposição.

“Secretário-geral da AD em Altagracia de Orituco”, assim o definiu Allup na rede social. “Cumpria apenas dois meses como dirigente local desse partido. Como chegou a este cargo, é a certeira pergunta que o mundo deve se fazer.

Díaz era membro de um bando de extorsionistas, Los Plateados, que em conflito para ter acesso exclusivo à cobrança de “vacunas” (vacinas- ‘taxa’ de proteção) de empresários de Guárico contra outra quadrilha, Los Malony, perpetrou um assassinato por encomenda. Com a mesma arma que mataram Díaz haviam matado outra desse mesmo bando, Los Plateados, em outubro.

Agora, sobre casos esses sim que podem ser catalogados como crimes políticos, houve alguma reação da OEA, do Parlamento Europeu? Robert Serra, deputado da Assembleia Nacional, morte planificada pela direita colombiana; Eleazar José Hernández Rincón, estudante de direito, assassinado em eleições estudantis por Yorman Barillas, dirigente do partido opositor Primero Justicia; Génesis Arguinzones, dirigente na localidade de Petare (Miranda), morta por encapuzados vinculados com Primero Justicia; Liana Aixa Hergueta González, esquartejada por José Rafael Pérez Venta, dirigente de Primero Justicia.

Houve alguma reação do mundo a respeito? Da chancelaria do Brasil, Uruguai ou Paraguai? Da OEA de Luis Almagro? De algum governo europeu? De Mario Vargas Llosa? De Fernando Henrique Cardoso? De Sebastian Piñera, de Felipe González, de Vicente Fox, de Ricardo Lagos, de Alejandro Toledo? De algum meio de comunicação da grande mídia internacional? Da CNN? Do Departamento de Estado? Da Casa Branca?

PS do Viomundo: E a série de reportagens da Band sobre a Venezuela, hein? O que foi aquilo?

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Publicação de: Viomundo

PM invade escola ocupada na periferia da Zona Sul e prende dois alunos; um estava filmando

PM na escola

URGENTE: POLÍCIA MILITAR INVADE ESCOLA OCUPADA E PRENDE ESTUDANTES

do site O Mal-Educado

Urgente: a PM invadiu a E.E. Honório Monteiro, na Vila Calu, fundão da M’Boi Mirim, zona sul da capital, e prendeu dois alunos, um que estava filmando.

Essa é a estratégia de “guerra” que o governo anunciou? Onde as lentes da imprensa não filmam, a polícia ataca e prende os estudantes?

A escola fica na Travessa Magondi, nº 80. Todo apoio é necessário no local.

Resistir! Fora PM das escolas!
Recua Geraldo! Não à reorganização!
?#?OcupaEscola

PS do Viomundo:  O Mal Educado é um coletivo, que busca registrar, divulgar e fortalecer experiências de luta e organização vividas por alunos de diferentes escolas.

Leia também:

Secretaria da Educação prepara “guerra” contra escolas ocupadas

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Publicação de: Viomundo

Nesta segunda, Maria Helena Malta lança ‘Uma sentença de vida ou de morte’

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 Sugerido por Izaías Almada, via e-mail

Uma sentença de vida ou de morte

Um olhar sobre a literatura luso-africana contemporânea de: 
António Lobo Antunes, Dulce Maria Cardoso, José Eduardo Agualusa,
Ruy Duarte de Carvalho e Valter Hugo Mãe.

Qual é a grande surpresa da literatura que vem de Portugal e da África? O livro é o resultado de leitura atenta pela autora da surpreendente literatura contemporânea luso-africana, direta ou indiretamente ligada às guerras pela independência de Angola. Os autores analisados viajam errantes e, ainda que mordazes, irônicos e às vezes trágicos, contam sempre uma boa história, com início, meio e fim, e mostram um forte desejo de transformação. E isso não apenas em função das fronteiras que atravessam, mas porque se apoiam numa ética inclusiva e no respeito às diferenças e individualidades. Mesmo quando infinitamente descrentes, tentam preencher o vazio do presente com uma dose generosa de humanidade – talvez um grãozinho da velha e ambivalente utopia de outrora.

Leia também:

Gerson Carneiro: Perdi o Cristiniano para o Bolsonaro

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Publicação de: Viomundo

Gerson Carneiro: Perdi o Cristiniano para o Bolsonaro

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por Gerson Carneiro

Cristiano Alves dos Santos.

Eu, Gerson Carneiro, não o conheço pessoalmente.

Jovem, negro, pobre. Morador de uma comunidade na cidade de Santos-SP.

Há aproximadamente quatro anos, prestou vestibular para o curso de Enfermagem em um universidade pública em Ribeirão Preto. Foi aprovado. E não tinha dinheiro para sair de Santos e ir a Ribeirão Preto efetuar a matrícula e muito menos por lá se estabelecer. Foi aí que Cristiano Alves dos Santos
entrou na minha vida.

Através de uma campanha, feita por pessoas aqui no facebook ideologicamente alinhadas ao governo do Lula, para arrecadar fundos para ajudar o Cristiano, tomei conhecimento de sua História e participei. Foram arrecadados pouco mais de três mil reais, o que possibilitou ao Cristiano dar continuidade ao seu projeto de vida.

Um pouco à frente, já cursando, Cristiano, de namorico com uma jovem estudante universitária, entrou em contato e me pediu dinheiro para recebê-la em um final de semana. Novamente, pensando em sua realização pessoal, com todo contentamento contribui.

Cristiano me chamava de “padrinho”. Termo este que nunca me agradou. “Padrinho” parece coisa de máfia. E dizia que um dia iria retribuir, ao que sempre eu respondia: – Estude, torne-se alguém e ajude a transformar a vida dos que ficaram lá, de onde você veio. Essa é a melhor retribuição.

Ficamos um tempo sem nos comunicar. Há aproximadamente seis meses o Cristiano apareceu.

Bolsista do CNPq. Continua estudando. Mas eu não reconheci o Cristiano. Agora admirador do Bolsonaro, Kim Kataguiri e Fernando Holiday, Cristiano virou agente propagador de calúnia, difamação e injúria contra o governo que proporcionou a ele a possibilidade de se tornar estudante universitário. Começou a pensar que a mudança em sua vida é fruto unicamente do seu esforço pessoal.

Cristiano Alves dos Santos foi ideologicamente capturado por quem determinou que ele fosse morador de uma Comunidade pobre em Santos mas não possibilitou que ele de lá saísse.

A realidade crua e triste é essa. Tendo saído da situação social em que se encontrava, ao invés de lutar para resgatar outros que lá ficaram, o indivíduo passa a ser agente do opressor.

Por diversas vezes tentei dialogar com o Cristiano e mostrá-lo que do pessoal que hoje ele exalta, ninguém contribuiu efetivamente para a mudança real na vida dele.

A impressão que tenho é que convivendo com jovens menos desprovidos das carências sociais, os Cristianos, para se sentirem aceitos e integrados nos novos grupos sociais, passam a negar as origens.

Cristiano sempre dizia que me convidaria para ser padrinho em sua formatura.

Entre os doadores da campanha citada no início do texto, havia homossexuais.  Hoje os homossexuais também estão no alvo dos ataques do Cristiano.

Perdi o Cristiano para o Bolsonaro.

Infelizmente não poderei mais comparecer à formatura do Cristiano.

Ontem, com tristeza, me senti obrigado a bloqueá-lo.

Apesar de tudo, ainda considero o Cristiano vítima do mecanismo opressor.

PS: eu, pobre, na adolescência, fui salvo por alguém que me deu oportunidade através da Educação. Sou eternamente grato, e enquanto puder, sempre vou contribuir para que pessoas com oportunidades reduzidas de acesso à Educação tenham chance de  modificar para melhor as suas vidas, apesar dos Cristianos. Um só que souber aproveitar e transformar o mundo para melhor, terá valido a pena.

Leia também:

Como a Folha fez manchete com insinuação mentirosa para atacar Lula

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Publicação de: Viomundo

Secretaria de Educação de Alckmin fala em abrir “guerra” contra estudantes: áudio da reunião vazou

Reportagem exclusiva, de Laura Capriglione*, mostra que secretaria do PSDB teria procurado ajuda de jovens militantes tucanos e até de um Cardeal católico: objetivo é isolar e derrotar os estudantes que lutam contra desmonte da rede estadual.

por Laura Capriglione, nos Jornalistas Livres

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geraldo_alckminEm reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.

A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário.

Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.

Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.

Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.

A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.

Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.

Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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* Laura Capriglione trabalhou na Folha e na Abril, entre outros. Mas jamais achou que fosse sócia da família Frias ou dos Civita. Entre outras funções inglórias, teve que aturar esse blogueiro (na época, em inicio de carreira), como seu editor-assistente na “Folha”, nos idos de 1991/1992.

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Publicação de: Portal Forum

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