Monthoutubro 2015

Deputado petista denuncia: Desvio de foco na Operação Zelotes é para proteger Gerdau, Grupo RBS e outros sonegadores

Captura de Tela 2015-10-30 às 00.24.55 Sirotski, protegido pela família Marinho: sócios; meme via Conceição Oliveira

Desvio de foco da Zelotes é para proteger grandes grupos de comunicação, denuncia Marcon

Quinta, 29 Outubro 2015 15:50

por Benildes Rodrigues, do PT na Câmara

Em pronunciamento na tribuna da Câmara, na quarta-feira (28), o deputado Marcon (PT-RS) questionou os motivos que levaram a Polícia Federal a concentrar as investigações da Operação Zelotes na empresa de Luis Claudio da Silva, filho do ex-presidente Lula e “esquecer” as grandes empresas sonegadoras do país. “A Operação Zelotes saiu do encalço do poder econômico para perseguir familiares de Lula sem qualquer motivo sólido ou aparente. Por que será?”, questionou.

“Em vez de investigarem as grandes e médias empresas que sonegam neste País, como o Grupo Gerdau, o Grupo RBS e a Marcopolo, lá no Rio Grande do Sul, estão investigando a filha do Gilberto Carvalho e o filho do Presidente Lula”, estranhou Marcon.

Segundo o deputado, esse tipo de ação da PF evidencia a proteção que a instituição faz às grandes empresas, em especial àquelas ligadas ao setor de comunicação. Como exemplo, ele cita o grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e que se encontra na lista dos grandes sonegadores da Operação Zelotes.

O deputado fez questão de lembrar que informações veiculadas nos órgãos de imprensa de circulação nacional revelam que a RBS, para se livrar de um débito no valor de R$ 150 milhões, pode ter pago R$ 15 milhões para agentes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) “sumirem” com a dívida.

“A cada dia fica mais claro, em se tratando da Zelotes, que a grande mídia do país que está envolvida em suborno e propina para agentes públicos reduzirem seus tributos junto aos órgãos arrecadadores, quer gerar uma cortina de fumaça para tirar de si o foco e apontar a mira para cima de agentes políticos”, criticou Marcon.??O deputado estranhou como uma operação fadada ao fracasso, uma vez que não tinha recursos para a força-tarefa, nem juiz federal despachando na velocidade de Sergio Moro (Operação Lava Jato) e, consequentemente, sem o impacto da espetacularização dos fatos, de repente, muda de foco, sai do encalço de grandes grupos econômicos — como a Rede Globo, bancos e empreiteiras e passa a perseguir a família do ex-presidente Lula.

“Esse fato foi o suficiente para transferir a Zelotes das páginas secundárias de jornais impressos para ganhar espaços de destaque — aqueles destinados às denúncias bombásticas, mesmo que denúncias vazias”, lamentou Marcon.

Para o deputado, é dessa forma que os grandes grupos econômicos do país agem quando se sentem atingidos. “Eles mandam recado para que não sejam investigados”, finalizou.

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Publicação de: Viomundo

Mídia Ninja: O protesto das mulheres contra o projeto de Eduardo Cunha

Vídeo e fotos do Mídia Ninja

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Comissão aprova projeto de Cunha que aumenta punição a aborto

Depois de debate tenso, Comissão de Constituição e Justiça modifica atendimento a vítimas de violência sexual. Matéria vai a plenário

Da Rede Brasil Atual, em 21.10.2015

São Paulo – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje (21) o Projeto de Lei (PL) 5.069/13, que modifica a Lei de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Lei 12.845/13).

O PL torna crime anunciar, induzir ao uso ou fornecer meios ou substâncias abortivas a uma gestante. Também proíbe prestar qualquer auxílio à mulher que o pratique – mesmo que se trate de uma vítima de estupro –, ainda que sob o pretexto de redução de danos. A matéria segue para votação no plenário da Câmara.

As penas previstas variam de quatro a oito anos de detenção. Se o agente é funcionário da saúde pública ou é médico, farmacêutico ou enfermeiro, a pena é agravada e sobe para cinco a dez anos. A punição ainda é aumentada em um terço se a gestante for menor de idade.

O PL também revoga artigos da Lei 12.8045/13, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual, dificultando ainda mais o acesso das mulheres a essa política de saúde.

A sessão da CCJ que aprovou a proposta de Cunha teve o auditório lotado e debates tensos. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) contestou. Para ela, toda a proposta está escrita de forma que não é possível saber quais suas reais consequências.

“Eu gostaria de ter certeza de que a mulher vai ser atendida pelo serviço de saúde, e não numa delegacia, porque é isso que preconizam todos os especialistas. Devemos votar essa proposta pensando nas vítimas”, enfatizou.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) lembrou que a proposta modifica o entendimento do que é violência sexual e estupro, para os efeitos da lei de atendimento às vítimas. Na lei está expresso que violência é qualquer ato não consentido, mas a proposta delimita ao que está definido no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40).

“Isso quer dizer que o entendimento hoje é de que a palavra da mulher vale, e é importante dizer que o atendimento deve acolher essas mulheres, e não desconfiar delas”, defendeu a parlamentar.

Erika também criticou a proposta argumentando que as mulheres vítimas de estupro poderão ser penalizadas porque não terão acesso à “pílula do dia seguinte” e que as mulheres pobres é que serão ainda mais prejudicadas, já que a medida não vai impedir que os abortos continuem acontecendo no país.

“As mulheres ricas conseguem recorrer a clínicas no exterior. As pobres continuarão correndo risco de vida ao tentar um aborto clandestino”, afirmou Erika ao portal G1.

Ela chegou a apresentar um requerimento para adiar a votação, mas a sugestão não foi aceita.

Para a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), a proposta piora uma conquista das mulheres, que é o atendimento humanitário em serviço de saúde.

“A decisão sobre se ela quer ou não ir à delegacia deve ser da mulher, mas depois de ter seu corpo vilipendiado, nenhuma mulher pode ser obrigada a fazer um exame de corpo de delito”, declarou.

Fundamentalismos

Segundo a justificativa de Eduardo Cunha, “a legalização do aborto vem sendo imposta a todo o mundo por organizações internacionais inspiradas por uma ideologia neomaltusiana de controle populacional”.

“Nós viemos aqui para defender a vida; e punir quem de forma covarde faz anúncio ou induz alguém a fazer aborto. É uma medida justa para coibir esse crime”, defendeu o relator da proposta, deputado Evandro Gussi (PV-SP).

A deputada Renata Abreu (PTN-SP) defendeu o relatório, e disse que médicos lhe ofereceram a opção de abortar quando ela tinha 17 anos, e que esse tipo de apologia ao aborto é que precisa ser punida com maior dureza. “Eu não tinha condições de saber as consequências daquele ato, e essa não deve ser uma prática”, disse.

Destaques

Após a aprovação do texto, três destaques tentaram modificar a proposta. A principal discussão foi sobre o encaminhamento obrigatório das vítimas a uma delegacia e ao exame de corpo de delito.

Embora o relator tenha retirado do texto uma parte que deu margem a críticas de que o exame de corpo de delito seria pré-requisito para o atendimento das vítimas, o texto foi criticado por colocar entre as obrigações do serviço de saúde o encaminhamento da vítima à delegacia.

“Essa medida protege as provas e busca punir os agressores, não vemos razão para que seja retirada do texto”, afirmou o deputado Marcos Rogério (PDT-RO)

Com reportagem da Agência Câmara

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Publicação de: Viomundo

“A Petrobras não está quebrada; venda de ativos e cortes de investimentos e produção de petróleo são para beneficiar o mercado e especuladores”

plataforma petrobras

por Alessandra Murteira, do Primeira Mão, da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

Apesar de absurda e sem fundamentos, a tese de que a Petrobrás estaria quebrada ou à beira da falência virou uma espécie de mantra para as gerências. Essa falácia, além de minar a imagem da empresa, busca aterrorizar os trabalhadores. O objetivo é tentar desmobilizar a luta da categoria para manter a Petrobrás como uma empresa integrada e geradora de riquezas econômicas e sociais.

A crise internacional que atinge a indústria petrolífera é conjuntural, como várias outras que já ocorreram no mundo. No caso da Petrobrás, seus efeitos foram amplificados pelas disputas políticas que paralisam o país desde as eleições presidenciais de 2014. A estatal passou a ser o foco dessa batalha, principalmente após ter sido desvendado um condenável esquema de corrupção, que atuava dentro e fora da empresa há pelo menos duas décadas. Portanto, há um grande viés político na campanha especulativa que atinge a companhia.

Não há dúvidas de que a Petrobrás atravessa uma crise grave, talvez a maior de sua história, mas está longe de ser uma empresa à beira da falência. Nos últimos 12 anos, a estatal foi fortalecida com investimentos robustos que recuperaram o seu papel estratégico e a tornaram uma potência tecnológica, capaz de descobrir e de desenvolver o pré-sal. Em função disso, aumentou em 70% as suas reservas provadas, que saltaram de 11 para 16 bilhões de barris de óleo, e realizou o feito histórico de explorar uma nova fronteira petrolífera, onde já acumula pelo menos outros 48 bilhões de barris.

A dívida da Petrobrás é resultado desses investimentos e é compatível com o patrimônio construído nos últimos anos. A relação entre dívida e reservas é, aliás, o principal indicador de uma empresa petrolífera. E a estatal brasileira tem hoje reservas superiores as das grandes multinacionais do setor, como a Shell, a Exxon Mobil e a BP.

Os que dizem que a Petrobrás está quebrada, portanto, agem de má fé. É possível enfrentar a crise, buscando alternativas de financiamento, sem que seja necessário vender ativos ou cortar investimentos estratégicos. Na Pauta pelo Brasil,  os trabalhadores elencam algumas propostas para fortalecimento da empresa. Nessa edição, você conhecerá as alternativas para que a Petrobrás continue cumprindo o seu papel econômico e social, sem comprometer as conquistas dos últimos anos.

DÍVIDA FINANCIOU NOVAS DESCOBERTAS DE PETRÓLEO

A dívida líquida de R$ 324 bilhões que a Petrobrás registrou nas demonstrações contábeis do primeiro semestre de 2015 é, sem dúvida, um valor significativo, mas precisa ser analisado no contexto dos relevantes investimentos que foram feitos nos últimos anos.  Além de financiar a descoberta de novos campos de petróleo — tarefa vital para qualquer empresa do setor —  esse endividamento é resultado do intenso processo de sucateamento que a Petrobrás sofreu nos anos 90.

Para retomar o seu papel estratégico, foi preciso multiplicar os investimentos da empresa, que saltaram de R$ 9,92 bilhões em 2001 para R$ 104,4 bilhões, em 2013. Nos últimos 12 anos, por exemplo, a empresa aumentou em 700% os investimentos em pesquisa e em tecnologia. Por isso, conquistou recentemente o prêmio OTC, o maior reconhecimento internacional da indústria de petróleo offshore.

Em função dos investimentos que recebeu, a Petrobrás aumentou em 70% as suas reservas provadas e já acumula no pré-sal pelo menos 48 bilhões de barris de petróleo, passando a ocupar uma posição privilegiada no cenário internacional. Três das dez principais reservas de óleo e gás do planeta pertencem à estatal brasileira e, por isso, o nosso país ocupa o primeiro lugar no ranking das maiores descobertas de petróleo do mundo.

DESINVESTIMENTOS JÁ AFETAM O PIB

A crise que a Petrobrás atravessa é eminentemente de liquidez. Mas em vez de propor alternativas para o financiamento da dívida, a direção da empresa optou por reestruturar o Plano de Negócios e Gestão, cumprindo à risca o receituário do mercado financeiro. Além de cortar em 37% os investimentos previstos até 2019 e reduzir em 66% a meta de produção de petróleo que seria alcançada em 2020, a ordem é fazer caixa com a venda de ativos. Quem se beneficia com essas medidas se não o mercado, os especuladores e os privatistas?

A Petrobrás passou a ter como principais valores a disciplina de capital e a rentabilidade dos acionistas. Enquanto isso, o povo brasileiro sofre as consequências do encolhimento da empresa. Milhares de trabalhadores perderam seus empregos, obras que estavam prestes a serem concluídas foram interrompidas, projetos estratégicos estão indefinidamente suspensos e a cadeia produtiva do setor segue sendo desmantelada.

A indústria naval, por exemplo, já perdeu 15 mil postos diretos de trabalho somente no primeiro semestre de 2015. Segundo estudos do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, o Brasil deixará de criar 20 milhões de empregos até 2019, se mantidos os desinvestimentos na indústria de petróleo. Só a Petrobrás seria responsável por 70% dessas perdas, em função dos postos de trabalho diretos e indiretos que deixaria de gerar.

Os impactos já começam a repercutir no PIB. Estudos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estimam que as reduções de investimentos da Petrobrás poderão afetar em até 2% o PIB de 2015. Segundo o estudo, para cada R$ 1 bilhão que a estatal deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões.

VENDER ATIVOS É UM PÉSSIMO NEGÓCIO

A Petrobrás quer vender US$ 57,7 bilhões em ativos e reduzir em US$ 130,3 bilhões os seus investimentos até 2019.

Como toda empresa de petróleo, a Petrobrás financia os seus projetos a longo prazo.

A maior parte da dívida da Petrobrás é de longo prazo: 31,3% vencem entre 2018 e 2019 e 45,4%, só a partir de 2020, quando a produção no pré-sal já terá superado, e muito, o atual recorde de um milhão de barris de óleo por dia.

A queda do preço do petróleo no mercado internacional e a desvalorização cambial têm um impacto mais imediato sobre a dívida e, portanto, demandam cautela, mas, em nada justificam a opção por desinvestimentos. Pelo contrário: pressionadas pela crise do setor, as petrolíferas já despejaram cerca de um trilhão de dólares em ativos no mercado mundial. Vender qualquer coisa agora, portanto, é um péssimo negócio.

É POSSÍVEL VENCER A CRISE, PRESERVANDO ATIVOS E INVESTIMENTOS ESTRATÉGICOS

Na Pauta pelo Brasil, apresentada pela FUP aos gestores da Petrobrás logo após a aprovação do Novo Plano de Negócios e Gestão, os trabalhadores propõem alternativas para a companhia enfrentar a crise, de forma a garantir a manutenção dos ativos, preservar empregos e retomar a sua função desenvolvimentista.

Em 2008, quando o sistema financeiro entrou em crise, o ex-presidente Lula autorizou os bancos públicos brasileiros a injetarem recursos na Petrobrás. O governo Obama fez o mesmo com a GM, a maior montadora dos Estados Unidos. Apesar de privada, a empresa recebeu aportes de US$ 49,5 bilhões do Tesouro Norte Americano, o que impediu a desintegração do setor automotivo do país e salvou um milhão de empregos, segundo balanço feito pelo governo.

Por tudo isso, os petroleiros propõem:

* Em função da queda no valor das ações da Petrobrás, o governo brasileiro deveria fechar o capital da empresa, adquirindo as ações ordinárias e preferenciais em circulação.

* Alongar e viabilizar operações financeiras que troquem as dívidas em dólares por Reais.

* Agregar valores à logística e à infraestrutura do Sistema Petrobrás. Uma das propostas, por exemplo, é a instalação de cabos de fibra ótica nas faixas de dutos.

* Elaborar uma política de preços de longo prazo para os derivados de petróleo, adotando critérios seletivos para proteção dos consumidores de baixa renda (no caso do gás de cozinha, por exemplo).

* Estabelecer relações financeiras com o Banco de Infraestrutura da China e o Novo Banco de Desenvolvimento, criado pelos países que integram o Brics.

* Acessar 10% das reservas internacionais brasileiras e, através do Fundo Soberano, pagar as dívidas em dólares.

* Ampliar acordos de financiamento, utilizando-se antecipadamente do petróleo como meio pagador.

* Revisar o acordo que antecipou créditos tributários junto ao governo federal.

* Inserir a Petrobrás no programa que facilita o crédito junto ao BNDES e às demais instituições financeiras públicas.

* Avaliar que projetos do Sistema Petrobrás poderiam ser transformados em estruturados (Project Finance).

* Sem inibir os demais projetos e ativos, identificar os que podem garantir retornos mais imediatos.

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Professores, alunos, pais e movimentos sociais contra o fechamento das escolas da rede pública paulista: Assista à integra do ato

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Altamiro Borges: Mídia golpista manipula informações para satanizar o MTST e endeusar os “coxinhas” do MBL

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MTST esclarece confronto com fascistas

por Altamiro Borges, em seu blog

O clima esquentou no gramado diante do Congresso Nacional na tarde desta quarta-feira (28). Cerca de 120 ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que foram a Brasília protestar contra a votação da chamada “lei antiterrorismo” – que criminaliza os movimentos sociais -, entrou em confronto com os engravatados do Movimento Brasil Livre (MBL), um grupo direitista que prega o impeachment de Dilma e a volta dos militares ao poder. Houve bate-boca e empurra-empurra. A mídia golpista, que nunca criticou as hostilidades e as agressões patrocinadas pelos fascistas mirins, já tenta manipular as informações para satanizar o MTST e endeusar os “coxinhas” do MBL.

Em seu site, o jornal O Globo – que nunca escondeu o seu ódio aos movimentos sociais – garante que “a briga começou depois que os sem-teto decidiram acampar ao lado dos manifestantes do MBL, que já estão acampados no gramado do Congresso Nacional desde quinta-feira passada”. Ele até  divulga um vídeo gravado pelos fascistas mirins, que posam de vítimas inocentes, mas não publica a nota do MTST, divulgada em seu site oficial, com a sua versão sobre o episódio. A manipulação é descarada!

Segundo jornalão da famiglia Marinho, os sem-teto “invadiram” uma área já ocupada pelos “jovens” pacíficos do MBL. Nem sequer a decisão da própria Polícia Legislativa foi divulgada. Foi ela quem determinou que os dois movimentos ocupassem o mesmo espaço no gramado. O site Congresso em Foco, que não pode ser acusado de simpatizante do MTST, informa que esta ordem “foi confirmada pela reportagem com policiais que estavam no local”.

O Globo também omite que Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal e herói dos fascistinhas mirins, autorizou a montagem das 30 barracas do MBL no gramada diante do Congresso. A ocupação deste local estava terminantemente proibida para qualquer movimento desde 2001, mas foi violada pelo lobista amiguinho dos grupelhos golpistas mirins que pedem o impeachment de Dilma. Os sem-teto simplesmente aproveitaram a brecha aberta pelo correntista suíço.

Reproduzo abaixo a nota dos sem-teto – que o jornal da famiglia Marinho preferiu não divulgar:

O MTST organizou um ato no dia de hoje, 28/10, em frente ao Congresso Nacional, contra a aprovação da Lei Antiterrorismo de iniciativa do governo federal, que pretende criminalizar movimentos sociais.

No gramado do Congresso Nacional, encontramos representantes do dito Movimento Brasil Livre (MBL), que fizeram provocações e hostilidades aos lutadores do MTST.

Reagimos como deve se reagir com fascistas. O MTST permanecerá acampado em frente ao Congresso Nacional contra a Lei Antiterrorismo, denunciando as medidas do ajuste fiscal de Dilma e exigindo a saída de Eduardo Cunha.

Um provocador ligado ao MBL e parlamentares da direita buscaram dar dinheiro às pessoas que estavam na manifestação tentando descaracterizar e desmoralizar o movimento!

É o velho preconceito da elite, que quer construir a ideia de que as mobilizações do povo pobre são motivadas por interesses menores.

O gramado do Congresso não é propriedade dos coxinhas!

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Publicação de: Viomundo

Juiza que investiga filho de Lula é irmã do prefeito tucano de Blumenau

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A leitura do despacho da juíza federal Celia Regina Ody Bernardes Carrer, que determinou a operação de busca e apreensão na empresa do filho de Lula Luiz Cláudio espanta pela contudência. Ela determinou que até pessoas que estivessem no local sofresse revista corporal.

Além disso, a juíza determinou que os familiares do alvo da operação não tivessem acesso à acusação visando preservar o “sigilo das investigações”, apesar de que tudo foi parar na mídia minutos após seu despacho.

Diante do ineditismo de uma operação como essa sem que o nome do filho de Lula sequer constasse da operação Zelotes – que seria o objeto da investigação que desembocou na operação no escritório de Luiz Cláudio -, muitos começaram a questionar a atitude dessa juíza.

Foi o que bastou para a Folha de São Paulo divulgar que Celia Regina seria “de esquerda”, de forma a afastar suspeitas de que sua decisão tenha tido motivação política. Confira, abaixo, coluna de Rogério Gentile na edição de 29 de outubro desse jornal.

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Circula pela internet, porém, informação que o colunista da Folha esqueceu de repassar aos seus leitores. Celia Regina é irmã de Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau desde 1o de janeiro de 2013.

O site que divulgou a informação reproduziu notícia veiculada pela Rádio Clube de Blumenau, onde Napoleão fez carreira antes de se tornar prefeito da cidade. Segundo a matéria, Napoleão foi a Brasília em 2011 para prestigiar a posse da irmã Celia Regina como juíza federal.

Como o site que divulgou essa informação postou apenas um print da matéria, o Blog fez uma busca e descobriu que essa matéria foi apagada, mas pode ser acessada em cache – recurso que permite localizar postagens na internet que depois são apagadas.

Confira, abaixo, o print. Para acessar a página em cache, clique aqui

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Se restar qualquer dúvida, basta acessar o perfil de Napoleão na Wikipedia, onde aparece o nome de sua mãe: Maria Celia Ody Bernardes.

Há muita coisa na internet sobre Celia Regina que sugere que ela é simpática ao PSDB. Na eleição do ano passado, quando a campanha de Aécio Neves acusou os Correios de atuarem em favor de Dilma, a empresa tentou notificar o tucano por via judicial de que sua acusação era caluniosa e poderia gerar uma ação judicial. Adivinhe, leitor, quem julgou a tentativa dos Correios de notificar Aécio e deu parecer favorável a ele? Ela mesma, Regina Célia.

Para ler a matéria, clique aqui

Será que o Conselho Nacional de Justiça tem alguma coisa a dizer sobre a conduta dessa juíza? Pelos seus laços políticos e familiares, ela deveria se declarar impedida de atuar contra o filho de um inimigo político de seu irmão.

 

Publicação de: Blog da Cidadania

Álvaro dos Santos: Civilizatoriamente, o mundo andou para trás. Dá medo!

O Grito

O Grito, de Edvard Munch

CIVILIZATORIAMENTE FALANDO O MUNDO ANDOU PARA TRÁS. ISSO AMEDRONTA

 por  Álvaro Rodrigues dos Santos  

Tudo faz crer que estamos enfrentando algo muito mais grave que uma circunstancial crise econômica, política ou ética.

Não se faz necessário desfiar e historiar exemplos, que estão aí de roldão, seja nas decorrências políticas e sociais da crise econômica global, seja nos horrores das guerras locais e suas associadas ondas de vítimas e refugiados, seja na radicalização ideológica das disputas políticas internas, seja, incrível, no próprio retorno do risco de uma guerra global…

Fato real é que em termos de valores civilizatórios o mundo vem temerariamente retrocedendo à época em que a violência, sob todos seus matizes, se oferecia como o instrumento natural para a solução de conflitos de qualquer ordem.

A sociedade brasileira é hoje um exemplo claro dessa tragédia civilizatória.

Os valores humanistas e iluministas que marcaram a recuperação da democracia ao final do século XX, representando um alentado avanço cultural civilizatório na história brasileira, perderam grande parte de seu sentido, sendo hoje até motivos de chacotas.

A maquiavélica indústria do consumismo produziu uma massa que busca compulsivamente a demonstração dos valores materiais/sociais de sucesso que lhe enfiaram mente a dentro, o egoísmo e o sentido de tirar-se vantagem de qualquer circunstância prevalecem nas relações humanas, a gentileza entre cidadãos tornou-se um acontecimento raro e estranho, crescem em poder e selvageria o banditismo marginal e sua contrapartida nos sistemas públicos de segurança, dezenas de milhões entregam-se bovinamente às pregações obtusas e intolerantes da malandragem neopentecostal, os impulsos de intolerância, ódio e exclusão dão a nota no trato das diferenças, legitimam-se os posicionamentos fascistoides, encontrando ampla guarida e repercussão em vários segmentos da sociedade, as lutas políticas e ideológicas transformaram-se em guerras de extermínio e exclusão de adversários…

Os fatores causais desse terrível fenômeno são vários e complexos. Mas não se pode, no caso brasileiro, apequenar a responsabilidade do PSDB e do PT por estarmos, após 30 anos de reconquista da democracia, em um estágio civilizatório nitidamente mais atrasado.

Se tivéssemos à mão um indicador numérico de civilidade humana, sem dúvida o brasileiro médio hoje estaria muitos pontos abaixo do brasileiro médio de 1985. Indesculpável o total descaso dos governos democráticos que se sucederam após 85 com a formação do caráter cívico do povo brasileiro, tanto por falta de ações diretas de uma educação emuladora dos valores humanistas e de ações conscientizadoras de uma verdadeira cidadania, como pelos maus exemplos éticos oferecidos pelos administradores públicos que, ao contrário, teriam como obrigação proporcionarem-se como referências sociais de abnegação e conduta, especialmente para nossa juventude.

É difícil prever-se o que, a curto e médio prazos, poderá acontecer na sociedade brasileira. Uma coisa é certa, não será boa coisa.

A recuperação, o cultivo e o fortalecimento de valores humanistas de cidadania talvez constituam a transformação de qualidade de mais dificultosa realização dentro de uma sociedade. Ainda assim, talvez se apresente como a tarefa cotidiana de maior importância para aqueles que “sobreviveram” e tem consciência de sua essencialidade.

Geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos. Outubro 2015

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Publicação de: Viomundo

Jean Wyllys ao homofóbico João Rodrigues: “Resta saber se o seu vídeo pornô era homo ou hétero, pois há sempre homossexualidade enrustida nesta Casa”

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NOVÍSSIMA CRÔNICA DO ABSURDO (ABSURDO MESMO!)

deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), no Facebook

Há pouco, no plenário da Câmara, a Deputada Federal Jô Moraes me chamou para mostrar o boletim da Comissão de Relações Exteriores, da qual fazemos parte. Estávamos ali, analisando a publicação, quando o deputado João Rodrigues (PSD-SC) chegou bem próximo de mim e me abordou [pra quem ainda não sabe quem ele é, eu informo que é aquele cujas falas em favor da morte de “bandidos”, chamando-a de “faxina”, eu critiquei em postagens anteriores; e também aquele que foi flagrado, em plena sessão, assistindo a um filme pornô]. O breve “diálogo” que se seguiu foi mais ou menos o seguinte:

João Rodrigues: Você me conhece? Você sabe quem eu sou?

Eu: Nunca lhe cumprimentei nem me apresentei pessoalmente, mas, sim, sei quem você é.

João Rodrigues: Então, você tome cuidado com o que você fala a meu respeito. Você postou, colocando a minha foto, que “bandido bom é bandido de gravata e com gabinete”. Você não me conhece…

[Ele achava que eu me intimidaria. Perdeu o chão quando olhei em seus olhos e reiterei tudo que eu escrevi sobre sua fala de tons fascistas e acrescentei:]

Eu: …E, por fim, alguém precisava relativizar sua fala; afinal, você foi denunciado pelo Ministério Público por aquilo que o órgão considera crime.

João Rodrigues: Mas, o processo contra mim que você citou foi arquivado…

Eu: Ora, se o processo contra você foi arquivado, é porque você teve amplo direito a defesa. Então, os outros que você chama de “bandidos” também devem ter direito a defesa, em vez de serem mortos sem a chance de se defender, não?

João Rodrigues: Bandido safado, nojento, merece morrer mesmo.

Eu: Ah, é? Então por que você não sobe à tribuna e diz isso em relação ao Eduardo Cunha? Afinal, pra Procuradoria Geral da República, ele cometeu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão ilegal de divisas, logo, é um bandido…

João Rodrigues: Mas ele só está denunciado…

Eu: Mas por qual julgamento passaram os “bandidos” ao quais você se refere para já sentenciá-los à pena de morte? Vamos, se bandido bom não é bandido com gravata, então por que você não sobe à tribuna e diz, em relação a Cunha, o que você disse sobre os bandidos pobres?

João Rodrigues: E por que você defende Lula?

Eu: Em primeiro lugar, eu não defendo Lula. Ele não precisa de minha defesa. Em segundo, ainda não há nenhuma denúncia formal contra Lula. Em terceiro, quem está negando o direito à defesa e defendendo pena de morte no vácuo da legalidade é você; não eu!

João Rodrigues [chegando bem mais perto de mim, de modo que eu quase sentia sua respiração e seu perfume]: Eu defendo a pena de morte mesmo! Você fica aí, defendendo essa raça… Você não sabe com quem você foi comprar briga! [referindo-se a si mesmo]

Eu [olhando no olho dele e para baixo, já que ele é bem menor que eu]: “Essa raça” é também parte do povo brasileiro e está sob o mesmo estado de direito… Quem é você para decidir quem vive ou morre? Deus? E se você está me ameaçando, devo lhe dizer que não temo sua ameaça. [aproximando-me bem dele e olhando diretamente em seus olhos] Os tempos mudaram, meu caro. Os “coronéis” já não podem mais intimidar as pessoas ou ameaça-las impunemente.

João Rodrigues [se esforçando para ser irônico]: Não, eu não estou lhe ameaçando. Eu não ajo desse forma. Eu não cheguei aqui pelo BBB, aquela putaria, eu tenho muitos mandatos.

Eu: Bom, eu estou em meu segundo mandato e fui eleito com quase 145 mil votos, mas se você quer crer que foi o BBB que me trouxe aqui, fique à vontade… Ao menos não cheguei pela força da grana.

João Rodrigues: Bom, agora você já me conhece. Já sabe quem eu sou. E já está avisado de que mexeu com a pessoa errada.

Eu: Prazer. Agora você já sabe que eu não temo o que me parece uma ameaça.

Despedimo-nos. Ele seguiu. Eu permaneci ali para concluir minha conversa com Jô Morais. O clima estava tão tenso entre os que conseguiam nos ouvir que dava para cortar o ar com uma faca [toda a conversa se deu como numa cena de um thriller político]

E, aí, amados e amadas, vocês acham que eu devo temer algo mais que as já manjadas difamações, injúrias e calúnias feitas na internet?

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*Durante a produção do texto acima, em que contava a vocês a cena surreal em que fui abordado pelo deputado João Rodrigues, ele subiu à Tribuna da Câmara para novamente me atacar e intimidar.

Não intimidou!!!! Sou acostumado a falar o que penso, porque a verdade é libertadora. A resposta que dei a ele está no vídeo.

Jean Wyllys responde a ataques do dep. João Rodrigues (PSD-SC)NOVÍSSIMA CRÔNICA DO ABSURDO (ABSURDO MESMO!)Há pouco, no plenário da Câmara, a Deputada Federal Jô Moraes me chamou para mostrar o boletim da Comissão de Relações Exteriores, da qual fazemos parte. Estávamos alí, analisando a publicação, quando o deputado João Rodrigues (PSD-SC) chegou bem próximo de mim e me abordou [pra quem ainda não sabe quem ele é, eu informo que é aquele cujas falas em favor da morte de “bandidos”, chamando-a de “faxina”, eu critiquei em postagens anteriores; e também aquele que foi flagrado, em plena sessão, assistindo a um filme pornô]. O breve “diálogo” que se seguiu foi mais ou menos o seguinte:João Rodrigues: Você me conhece? Você sabe quem eu sou?Eu: Nunca lhe cumprimentei nem me apresentei pessoalmente, mas, sim, sei quem você é.João Rodrigues: Então, você tome cuidado com o que você fala a meu respeito. Você postou, colocando a minha foto, que “bandido bom é bandido de gravata e com gabinete”. Você não me conhece…[Ele achava que eu me intimidaria. Perdeu o chão quando olhei em seus olhos e reiterei tudo que eu escrevi sobre sua fala de tons fascistas e acrescentei:]Eu: …E, por fim, alguém precisava relativizar sua fala; afinal, você foi denunciado pelo Ministério Público por aquilo que o órgão considera crime.João Rodrigues: Mas, o processo contra mim que você citou foi arquivado…Eu: Ora, se o processo contra você foi arquivado, é porque você teve amplo direito a defesa. Então, os outros que você chama de “bandidos” também devem ter direito a defesa, em vez de serem mortos sem a chance de se defender, não?João Rodrigues: Bandido safado, nojento, merece morrer mesmo.Eu: Ah, é? Então por que você não sobe à tribuna e diz isso em relação ao Eduardo Cunha? Afinal, pra Procuradoria Geral da República, ele cometeu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão ilegal de divisas, logo, é um bandido…João Rodrigues: Mas ele só está denunciado…Eu: Mas por qual julgamento passaram os “bandidos” ao quais você se refere para já sentenciá-los à pena de morte? Vamos, se bandido bom não é bandido com gravata, então por que você não sobe à tribuna e diz, em relação a Cunha, o que você disse sobre os bandidos pobres?João Rodrigues: E por que você defende Lula?Eu: Em primeiro lugar, eu não defendo Lula. Ele não precisa de minha defesa. Em segundo, ainda não há nenhuma denúncia formal contra Lula. Em terceiro, quem está negando o direito à defesa e defendendo pena de morte no vácuo da legalidade é você; não eu!João Rodrigues [chegando bem mais perto de mim, de modo que eu quase sentia sua respiração e seu perfume]: Eu defendo a pena de morte mesmo! Você fica aí, defendendo essa raça… Você não sabe com quem você foi comprar briga! [referindo-se a si mesmo]Eu [olhando no olho dele e para baixo, já que ele é bem menor que eu]: “Essa raça” é também parte do povo brasileiro e está sob o mesmo estado de direito… Quem é você para decidir quem vive ou morre? Deus? E se você está me ameaçando, devo lhe dizer que não temo sua ameaça. [aproximando-me bem dele e olhando diretamente em seus olhos] Os tempos mudaram, meu caro. Os “coronéis” já não podem mais intimidar as pessoas ou ameaça-las impunemente.João Rodrigues [se esforçando para ser irônico]: Não, eu não estou lhe ameaçando. Eu não ajo desse forma. Eu não cheguei aqui pelo BBB, aquela putaria, eu tenho muitos mandatos.Eu: Bom, eu estou em meu segundo mandato e fui eleito com quase 145 mil votos, mas se você quer crer que foi o BBB que me trouxe aqui, fique à vontade… Ao menos não cheguei pela força da grana.João Rodrigues: Bom, agora você já me conhece. Já sabe quem eu sou. E já está avisado de que mexeu com a pessoa errada.Eu: Prazer. Agora você já sabe que eu não temo o que me parece uma ameaça.Despedimo-nos. Ele seguiu. Eu permaneci ali para concluir minha conversa com Jô Morais. O clima estava tão tenso entre os que conseguiam nos ouvir que dava para cortar o ar com uma faca [toda a conversa se deu como numa cena de um thriller político]E, aí, amados e amadas, vocês acham que eu devo temer algo mais que as já manjadas difamações, injúrias e calúnias feitas na internet?__*Durante a produção do texto acima, em que contava a vocês a cena surreal em que fui abordado pelo deputado João Rodrigues, ele subiu à Tribuna da Câmara para novamente me atacar e intimidar. Não intimidou!!!! Sou acostumado a falar o que penso, porque a verdade é libertadora. A resposta que dei a ele está no vídeo.

Posted by Jean Wyllys on Quarta, 28 de outubro de 2015

 

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Publicação de: Viomundo

O que o Jornal Nacional não está noticiando sobre a Operação Zelotes: quem pagou propina de R$ 11,7 milhões?

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Sirotski, da RBS (esquerda) e Marinho: o que não interessa a gente esconde…

23/10/2015 – Copyleft

RBS, afiliada da Globo, pagou R$ 11,7 milhões para conselheiro do CARF

A Operação Zelotes apura o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões

Najla Passos, na Carta Maior

Documentos sigilosos vazados nesta quinta (22) comprovam que o Grupo RBS, o conglomerado de mídia líder no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria Empresarial, uma das empresas de fachada apontadas pela Operação Zelotes como responsáveis por operar o esquema de tráfico de influência, manipulação de sentenças e corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga administrativamente os recursos das empresas multadas pela Receita Federal.

A SCR Consultoria Empresarial é umas das empresas do advogado e ex-conselheiro do CARF, José Ricardo da Silva, indicado para compor o órgão pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e apontado pela Polícia Federal (PF) como o principal mentor do esquema.

Os documentos integram o Inquérito 4150, admitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na  última segunda (19), que corre em segredo de justiça, sob a relatoria da ministra Carmem Silva, vice-presidente da corte.

Conduzida em parceria pela PF, Ministério Público Federal (MPF), Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda e Receita Federal, a Operação Zelotes, deflagrada em março, apurou o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal e venda de decisões do CARF que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões aos cofres públicos.

Segundo o MPF, 74 julgamentos realizados entre 2005 e 2013 estão sob suspeição.

As investigações apontam pelo menos doze empresas beneficiadas pelo esquema. Entre elas a RBS, que era devedora em processo que tramitava no CARF em 2009.

O então conselheiro José Ricardo da Silva se declarou impedido de participar do julgamento e, em junho de 2013, o conglomerado de mídia saiu vitorioso.

Antes disso, porém, a RBS transferiu de sua conta no Banco do Rio Grande do Sul, entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, quatro parcelas de R$ 2.992.641,87 para a conta da SGR Consultoria Empresarial no Bradesco. ? ?Dentre os documentos que integram o Inquérito 4150 conta também a transcrição de uma conversa telefônica entre outro ex-conselheiro do Carf, Paulo Roberto Cortez, e o presidente do órgão entre 1999 e 2005, Edison Pereira Rodrigues, na qual o primeiro afirmava que José Ricardo da Silva recebeu R$ 13 milhões da RBS.

“Ele me prometeu uma migalha no êxito. Só da RBS ele recebeu R$ 13 milhões. Me prometeu R$ 150 mil”, reclamou Cortez com o então presidente do Carf.? ?Suspeitos ilustres? ?Os resultados das investigações feitas no âmbito da Operação Zelotes foram remetidos ao STF devido às suspeitas de participação de duas autoridades públicas com direito a foro privilegiado: o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes.

O deputado foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Os termos de sua participação no esquema ainda são desconhecidos.? ?Nardes, mais conhecido por ter sido o relator do parecer que rejeitou a prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff relativa ao ano de 2014, por conta das polêmicas “pedaladas fiscais”, é suspeito de receber R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria, por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que ainda hoje permanece registrada em nome de um sobrinho dele.

Processo disciplinar

Nesta quinta (22), a Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda anunciou a instalação do primeiro processo disciplinar suscitado pelas investigações da Operação Zelotes. Em nota, o órgão informou que o caso se refere a uma negociações para que um conselheiro do CARF pedisse vistas de um processo, sob promessa de vantagem econômica indevida, em processo cujo crédito tributário soma cerca de R$ 113 milhões em valores atualizados até setembro.

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