Bolsonaro e Guedes proíbem divulgação de estudos sobre a reforma da Previdência

Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência

Cidadão não tem acesso a dados econômicos e sociais que sustentam a mudança na Constituição

por Fábio Fabrini  e Bernardo Caram, na Folha de S. Paulo

O Ministério da Economia decretou sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência.

Assim, não é possível ao cidadão comum, afetado diretamente pelas mudanças em pensões e aposentadorias, ter acesso a argumentos, estatísticas, dados econômicos e sociais que sustentam o texto em tramitação.

A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha para consultá-los, formulado com base na Lei de Acesso à Informação após o envio da PEC ao Congresso.

Na resposta, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho informou ter elaborado, “no âmbito de suas competências regimentais”, manifestações técnicas sobre a proposta em tramitação.

“Contudo, registra-se que todos os expedientes foram classificados com nível de acesso restrito por se tratarem de documentos preparatórios”, explicou.

Na prática, isso significa que só servidores e autoridades públicas, devidamente autorizados, podem acessar as informações.

A resistência do governo em apresentar levantamentos relativos à PEC tem irritado congressistas.

O decreto que regulamenta a Lei de Acesso chama de preparatórios documentos formais usados como fundamento de “tomada de decisão ou de ato administrativo, a exemplo de pareceres e notas técnicas”.

A secretaria diz que a medida restritiva segue entendimento da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) a respeito do assunto.

Na resposta à Folha, cita trechos da lei da norma regulamentadora, segundo os quais “o direito de acesso aos documentos ou às informações neles contidas” utilizados como fundamento da tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo.

A PEC já foi editada e apresentada pelo governo ao Congresso em fevereiro. Desde então, aguarda apreciação pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara.

O governo tentou, sem sucesso, votá-la na quarta (17). O tema será retomado na próxima semana.

“Não será possível a liberação dos documentos solicitados”, informou a secretaria ao jornal, sob alegação de que a PEC “ainda se encontra em fase inicial de tramitação no Congresso”.

Na avaliação de Manoel Galdino, diretor-executivo da Transparência Brasil, entidade sem fins lucrativos que milita pelo controle social do poder público, o governo fere a legislação ao classificar os estudos com acesso restrito.

Segundo ele, não há hipótese legal para impor sigilo em documentos preparatórios.

Galdino questiona ainda o fato de o governo afirmar que os pareceres são preparatórios.

“Se tivesse negado a informação antes de apresentar a reforma ao Congresso, faria sentido dizer isso. A proposta já foi enviada, o que mais a gente precisa esperar? O cidadão tem direito de saber quais foram os fundamentos que embasaram uma proposta que já está em debate público”, argumenta.

Galdino integra o Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção da CGU (Controladoria-Geral da União).

O colegiado, formado por integrantes da sociedade civil e do Executivo, é uma instância consultiva sobre a Lei de Acesso e acompanha sua execução. A própria minuta da lei, aprovada em 2011, foi rascunhada pelo grupo.

Na fase de elaboração da proposta que endurece as regras da aposentadoria, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, se recusaram a abrir as informações do projeto sob o argumento de que todos os dados seriam apresentados ao Congresso, por respeito aos parlamentares.

Porém, mesmo após a apresentação da PEC ao Legislativo, críticas de parlamentares sobre falta de transparência do governo persistiram.

Embora comande uma bancada com elevado índice de apoio à reforma, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse à Folha na semana passada que faltam dados para alimentar o debate e cobrou que a equipe econômica seja mais transparente.

Na conturbada audiência pública na Câmara com a presença de Paulo Guedes, que terminou em confusão e bate-boca no início do mês, críticas se repetiram.

A deputada Clarissa Garotinho (Pros-RJ), por exemplo, reclamou da falta de informações na apresentação do ministro aos parlamentares. Depois de fazer uma série de perguntas, voltou a se queixar de que Guedes deu poucos esclarecimentos e apresentou uma resposta por escrito incompleta. Ela disse que faria um requerimento formal de informação ao governo.

Um dos pontos mantidos em segredo pela equipe econômica é o detalhamento do valor do impacto fiscal de cada item proposto na reforma da Previdência.

O governo afirma que o projeto gera uma economia de aproximadamente R$ 1 trilhão em dez anos, mas vem se negando a abrir o cálculo desse valor a parlamentares e à imprensa.

Congressistas questionam, por exemplo, qual seria o impacto de eventual supressão dos trechos da PEC que promovem mudanças em aposentadorias rurais e nos benefícios pagos a idosos em situação de miséria. Os dois pontos têm chances de retirada da proposta, com aval de aliados do governo.

A informação poderia ser esclarecida com o acesso aos estudos elaborados pelo Ministério da Economia, agora classificados como de acesso restrito.

Em março, em outra medida para restringir informações nessa seara, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) emitiu uma circular desautorizando seus funcionários a se manifestar à imprensa sobre a reforma da Previdência. Entidades civis criticaram a medida.

No ofício, direcionado a diretores, gerentes e auditores, o órgão argumentou que esclarecimentos sobre o tema devem ser dados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Publicação de: Viomundo

Igreja ‘Povo de Deus em Movimento’ denuncia aumento da pobreza no país

Segundo o texto, “a força da Páscoa se manifesta no desejo do povo em opinar sobre as decisões do Estado, expressar isso livremente e ser levado em consideração”. Para isso, a nação não pode considerar movimentos sociais e sindicatos como “inimigos internos”: para os autores do texto, o governo deveria escutar essas vozes, “fazendo reverberar politicamente suas experiências, e não excluindo os conselhos de participação popular vindos do chão da sociedade”.

Confira na íntegra:

“CARTA ABERTA DO POVO DE DEUS PARA A PÁSCOA DE 2019 – PADRES, LEIGOS, LEIGAS, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS DE UMA IGREJA POVO DE DEUS EM MOVIMENTO

A Campanha da Fraternidade 2019 que teve como tema Fraternidade e Políticas Públicas, salpicou em terras brasileiras encharcadas pelo suor de todas as pessoas que se empenham na luta pelo direito e pela justiça, um grito de esperança.

O tempo pascal que se concretiza em nós é sinal na história do povo e se faz presente, sacramentalmente, no corpo, nos sonhos e nas comunidades humanas. A força da Páscoa se manifesta no desejo do povo em opinar sobre as decisões do Estado, expressar isso livremente e ser levado em consideração. Por isso, reivindicamos uma democracia ampla, plural, participativa, que afirme e respeite os direitos dos pobres e excluídos, contra toda forma de intolerância.

Entendemos as redes, grupos, movimentos, escolas populares e tantas outras ações coletivas ligadas à luta do povo como síntese de que se conduz uma nação sem inimigos internos, como vem sendo feito com Movimentos Sociais e Sindicatos – como insiste o atual presidente da república –, e sim, escutando esses, fazendo reverberar politicamente suas experiências, e não excluindo os conselhos de participação popular vindos do chão da sociedade.

A Páscoa insiste em acontecer em nós, mesmo sabendo que, de 2017 para cá, o Brasil registra o aumento da pobreza extrema; crescem as taxas de mortalidade infantil; 15 milhões de Brasileiros vivem com US$ 1,90 por pessoa/dia. Cremos que a nossa vida nunca se apaga, ao contrário, ela reluz, renasce, frutifica, dá vida nova e nos dá coragem de dizer:

1.      Não queremos Reforma da Previdência Social, com seu suposto déficit, pois defendemos a solidariedade social, princípio da Doutrina Social da Igreja. Num país onde a expectativa de vida em periferias chega a 59 anos, não aceitamos a proposta do governo quer que seja de 63 anos o direito a aposentadoria, onde milhares vivem com o BPC – Benefício de Prestação Continuada e o presidente quer cortá-lo.

2.      Repudiamos a precarização do SUS – Sistema Único de Saúde -, política pública que garante acesso gratuito a toda população e que atores econômicos vêm subfinanciando para fortalecer os convênios particulares. Queremos um SUS 100% público e gratuito.

3.      Denunciamos os cortes absurdos nas políticas de Assistência Social, sobretudo na Cidade de São Paulo, onde a prefeitura vem reduzindo valores de investimento sem justificativa, precarizando o atendimento de jovens, crianças, adultos, pessoas em situação de rua, idosos, e tantas pessoas que necessitam do mínimo de acolhimento, cuidado e escuta.

4.      O problema da violência é real, o debate dominante é falso, feito para favorecer a repressão e implementar leis mais drásticas (leia-se “criminalização”), ao invés de ir à raiz da violência, que está em problemas urbanísticos como distribuição de renda, trabalho, moradia.

Por isso, mobilizamos os cristãos a serem sinais pascais – vida que enfrenta a morte -, denunciando este mercado que sempre traz a justificativa fácil para se retirar empregos e dificulta o direito constitucional à moradia. Como afirmou o Papa Francisco, “Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, de transmitir valores, de deixar a Terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela” (EG, nº 183).

Feliz Páscoa – Germina em nós esperança e ousadia, espírito crítico que carrega consigo o amor, a partilha e a luta pela digna passagem de todos nessa terra. Encarnando nossa vocação definitiva em ser húmus: ‘Se o grão não cair na terra e morrer, não germinará’.

Igreja – Povo de Deus – em Movimento

São Paulo, Páscoa de 2019?

Publicação de: Blog do Esmael

Dívidas com a previdência superam R$ 1 trilhão

Enquanto Bolsonaro, Guedes e o “mercado” querem saquear a aposentadoria dos trabalhadores, a dívida para com o sistema de Previdência atinge a soma astronômica de R$ R$ 1 trilhão. Essa informação fornecida pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional destrói qualquer argumentação sobre a necessidade da “reforma” proposta.

Segundo levantamento do Portal Brasil Debate, a PEC da previdência é fundamentada em dados contestáveis, e um deles refere-se à questão relativa à dívida das empresas junto à previdência. Essa dívida totaliza 1,055 trilhão de reais.

LEIA TAMBÉM: Bolsonaro e Guedes determinam sigilo nos estudos sobre a Previdência

O equilíbrio financeiro da Seguridade Social não requer portanto a criação de novos impostos e tributos, no curto prazo. A retomada da economia com a recuperação dos empregos e o cumprimento dos artigos 194 e 195 da Constituição Federal (CF) de 1988 – o que nunca ocorreu desde 1989 – seria decisivo.

Apenas em 2015, deixou-se de contabilizar nas contas da Previdência Social, como “contribuição do governo”, a arrecadação proveniente da Cofins (R$ 202 bilhões), da CSLL (R$ 61 bilhões) e do PIS-Pasep (R$ 53 bilhões).

Nesse mesmo ano, a Seguridade Social também deixou de contar com R$ 157 bilhões por conta das desonerações tributárias e com R$ 61 bilhões por conta das Desvinculações das Receitas da União (DRU). De 2009 a 2015 o resultado da Previdência (RGPS) sempre foi superavitário.

As informações são do Portal Brasil Debate via Vermelho.

Publicação de: Blog do Esmael

Feliciano quer impedir que Mourão roube a cadeira de Bolsonaro


Em meio a conflitos quase diários entre as diversas correntes que compõem a gestão de Jair Bolsonaro —militares, olavistas, liberais, evangélicos, entre outros —, o deputado Marco Feliciano (Pode-SP), vice-líder do governo no Congresso, apresentou formalmente um pedido de impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão. Irritado com o que chama de “postura golpista” do vice, o parlamentar listou uma série de ocasiões em que Mourão se contrapôs a Bolsonaro, incluindo a ida a Washington para uma palestra— o convite do evento citava a “paralisia política” do governo e tratava o vice como a “voz da razão e da moderação” na administração. Em entrevista à ÉPOCA, por e-mail, o parlamentar subiu o tom e atacou Mourão , a quem chamou de “Judas”, “traidor” e “sem caráter”. Para Feliciano, o plano do vice é claro: “Roubar a cadeira do presidente”.

O que motivou o senhor a pedir formalmente o impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão?

Eu pedi pelo bem do Brasil. Em favor da estabilidade das instituições e das reformas estruturais. Não é possível que o vice-presidente da República contradite diariamente o presidente em público. Não é possível que ele se coloque o tempo todo como alternativa de poder, em uma postura golpista à luz do dia. Isso gera instabilidade e mina a autoridade presidencial, mina a instituição Presidência da República, o que é ruim para o país e ruim para as reformas. Casa dividida não para em pé, e para aprovar a nova Previdência o governo tem que mostrar força e unidade. Mourão estava prejudicando muito isso.

No pedido, o senhor lista exemplos de vezes em que Mourão “contraditou” o presidente Jair Bolsonaro. O exercício do contraditório não é normal dentro de um governo? Ou o senhor avalia que o vice-presidente extrapolou?

A diversidade de opiniões é normal e saudável, mas o que é inaceitável é que sejam feitas quase que diariamente e em público, pois isso desgasta a imagem do governo e do presidente. Demonstrar publicamente desunião não é bom para nenhum time. Se o vice quer ajudar, porque não fala em privado com o presidente como todos os que o antecederam no cargo de vice-presidente? Além disso, o que causa estranheza é que muitas das contraditas do Mourão atacam promessas de campanha do presidente Bolsonaro. Promessas que Mourão defendeu também, o que o transforma em um estelionatário eleitoral. Quando ele desdiz o que o presidente sempre afirmou antes e por coerência mantém agora, isso o transforma em um traidor, um Judas.

Também no pedido, o senhor afirma que a atitude do vice-presidente é “claramente conspiratória”. O senhor acha que há uma intenção deliberada dele em contribuir para a queda do presidente?

Eu gostaria de saber qual dos dois é o Mourão verdadeiro? O brutamontes da campanha eleitoral, que pretendia acabar com o 13º salário e fazer uma nova Constituição sem o Congresso, ou esse moço bem-comportado que só fala o politicamente correto que o mais raso do senso comum quer ouvir? É uma mudança muito radical. Me parece evidente que ele está sendo instruído por um bom marqueteiro, justamente para antagonizar o presidente. Isso mostra não apenas que ele é um homem sem caráter, sem identidade, que fala o que as pessoas querem ouvir, como mostra que ele tem o plano de roubar a cadeira do presidente Bolsonaro. Mourão é apenas a ponta do iceberg, a parte visível de uma conspiração. Ele é o único que fala pois não pode ser demitido, mas a quadrilha é bem maior.

O senhor é vice-líder do governo no Congresso, uma função de confiança. Sendo assim, o senhor comunicou previamente o presidente Bolsonaro sobre a apresentação deste pedido de impeachment?

Mantenho contato em linha direta com o presidente, e sempre lhe informo sobre meus atos. Mas pedi o impeachment na condição de parlamentar, não enquanto vice-líder, apesar de essa função ser justamente a de defender o governo. E o governo estava sendo atacado todos os dias, por dentro. Pois no sistema presidencialista, quem encarna o governo é o próprio presidente, que depende de sua autoridade para cumprir seu papel. Vale lembrar que foi exatamente essa a tática de (Michel) Temer para desconstruir a autoridade de Dilma (Rousseff). Já vi esse filme e não vou deixar que façam isso com meu presidente, meu amigo pessoal há dez anos, com quem travo lutas contra a esquerda desde o dia em que pisei no Congresso. A ação deliberada de Mourão é no sentido de enfraquecer a autoridade presidencial. Ele está sendo bem instruído. Se fosse um fato isolado, tudo bem, mas a situação é diária, é só ler os jornais.

O pedido cita o fato de o Mourão ter curtido, no Twitter, uma publicação em que uma jornalista tecia elogios a ele e criticava o Bolsonaro. Este foi o estopim para a decisão do senhor de apresentar a peça?

É o conjunto da obra, pois diariamente Mourão desdiz o presidente Bolsonaro, sendo de extrema deslealdade para com ele. Isso é indigno, é indecoroso, pois tem como finalidade usurpar a posição do presidente. É só verificar as notícias. Todo dia a mesma coisa. Mas, para mim, a gota d’água foi quando a imprensa apresentou prova documental do comportamento indigno e indecoroso do Mourão, que é crime de responsabilidade. Ele aceitou convite para palestrar em uma instituição estrangeira, na capital de outro país (Estados Unidos), e no convite para essa palestra Mourão era louvado como a “voz da razão e da moderação”, como o homem capaz de guiar o país tanto na agenda doméstica como na externa. No convite, o vice é descrito como o queridinho da imprensa e crítico frequente do próprio presidente. Com sua presença no evento, Mourão chancelou tudo o que ali se passava e dizia, inclusive o escrito no convite. A curtida no Twitter foi apenas mais um dos vários atos de deslealdade. Isso tudo é golpismo à luz do dia.

O artigo da Lei do Impeachment citado para embasar a peça diz que é um crime de responsabilidade “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Não é um conceito muito amplo para propor uma medida grave como um impeachment?

Mas é justamente para ser amplo, é o que os juristas chamam de “cláusula aberta”, colocada na lei para facilitar o julgamento político. Segundo o saudoso ministro Paulo Brossard, o impeachment se presta para afastar o mau governante, e não para punir um criminoso. Se o exercício do cargo público por determinada autoridade está sendo ruim para o país, há a possibilidade de afastamento. Mas tem que convencer 2/3 da Câmara e do Senado.

O filósofo Olavo de Carvalho aconselhou ou mesmo incentivou o senhor a apresentar o pedido de impeachment?

O professor Olavo é um visionário. Ele enxerga longe. Como eu, ele também está preocupado com o movimento de setores que não aceitam o resultado das urnas, onde o povo elegeu um projeto conservador. Como perderam no voto agora se infiltram no governo e querem destruir a revolução conservadora por dentro. Não vamos permitir.

O senhor chegou a tratar diretamente do tema com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, depois de protocolar a peça? Qual foi a posição dele?

Apenas o comuniquei por telefone que estava protocolando. Ainda não falei com o Rodrigo pessoalmente. Vamos nos falar essa semana. Certamente ele tomará a melhor decisão para o Brasil, pois hoje ele é um dos fiadores da democracia em nosso país. Há muito tempo um presidente da Câmara não tem tanto prestígio entre os deputados.

Politicamente falando, é sabido que as condições para que este pedido prospere na Câmara são baixas. Por que protocolar o pedido mesmo assim?

A política é feita de símbolos. O tiro de alerta foi dado. Estamos de olho no vice e no seu entorno, e também em outros que o ajudam às escondidas. Não passarão.

Da Época

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Dedeco, líder dos caminhoneiros, já tem até nome para a greve do 29 de abril

O líder dos caminhoneiros Wanderlei Alvez, o Dedeco, decidiu que a paralisação que ele convoca para o dia 29 de abril se chamará Lorenzoni, em referência a Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil.

“[Para] ninguém esquecer que ele sabia com quem deveria negociar”, diz Dedeco, referindo-se ao diálogo que o governo mantém com lideranças que, segundo ele, não representam a categoria.

Os dois dialogam há tempo. Em agosto de 2017, Lorenzoni oferecia apoio a caminhoneiros em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados. Na ocasião, mandou “um abraço especial ao Wanderlei Dedeco”.

Dedeco é um dos motoristas que defendem um novo bloqueio nas estradas no dia 29. Até poucos dias atrás, ele conversava com Onyx via WhatsApp, mas diz ter sido bloqueado pelo ministro.

Procurada, a assessoria do ministro da Casa Civil não respondeu.

Jornalista, Joana Cunha é formada em administração de empresas pela FGV-SP. Foi repórter de Mercado e correspondente da Folha em Nova York.

Da FSP

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Corpo de bombeiros resgata corpo da última vítima de Muzema

Os bombeiros encontraram o corpo da última vítima considerada desaparecida nos escombros da tragédia em Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, por volta da meia-noite deste domingo (21).

A identidade ainda não foi confirmada, mas, segundo o Corpo de Bombeiros, trata-se de uma mulher.

Com isso, chegou a 23 o número de mortos na queda de dois prédios ocorrida há nove dias, na sexta-feira (12). Na tarde deste sábado (20), foram resgatados os corpos de dois meninos.

O desabamento de dois prédios no condomínio Figueiras de Itanhangá também teve oito feridos, sendo que três deles continuam internados em hospitais do Rio de Janeiro.

Nesta sexta (19), a Justiça determinou a prisão de três pessoas consideradas culpadas pelas construções que desabaram na Muzema.

Os edifícios eram considerados irregulares, e 16 tiveram ordem de interdição e serão demolidos, informou a prefeitura.

A região de Muzema está no controle de milícias. Os milicianos atuam na grilagem de terras na região.

Da FSP

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Bolsonaro mente nas redes enquanto negocia cargos e emendas por apoio

Depois de servir cafezinho no gabinete presidencial para Romero Jucá, Gilberto Kassab e outros caciques, no início do mês, Jair Bolsonaro tentou se explicar para seus seguidores. “Nada foi tratado sobre cargos, nem da parte deles, nem da nossa parte. Quem falou que haveria questões envolvendo cargos caiu do cavalo”, afirmou.

O presidente dança uma valsa meio atrapalhada em seu esforço para conseguir apoio no Congresso. Enquanto foge do assunto e trata com ironia a distribuição de espaços na máquina federal, seus auxiliares se esforçam para fazer essa partilha entre potenciais aliados.

Metade dos figurões do Palácio do Planalto trabalha hoje para destravar nomeações políticas que podem ajudar o governo a construir uma base de apoio consistente nas votações da Câmara e do Senado —em especial na reforma da Previdência.

Na semana das reuniões de Bolsonaro com dirigentes partidários, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que era “óbvio que eles vão ter algum tipo de participação” no governo. O ministro Santos Cruz disse que o preenchimento de cargos por indicação política “é normal em qualquer lugar do mundo”.

Agora, o chefe de Casa Civil prometeu aos líderes das principais siglas do Congresso que vai distribuir postos de chefia no Banco do Nordeste e em áreas da Caixa nos estados, além de vagas em outros órgãos, como mostrou a coluna Painel.

Além disso, Onyx Lorenzoni avisou que cada deputado que votar a favor das propostas do governo vai receber R$ 10 milhões por ano em emendas parlamentares extras, além das que são obrigatórias. O presidente continua fazendo cara feia para a velha política, mas seus auxiliares são obrigados a fazer o trabalho sujo.

Os parlamentares até se encantam com as ofertas, já que precisam levar obras e serviços para suas bases eleitorais, mas reagem com desconfiança. Eles acham que, assim que for confrontado novamente, Bolsonaro voltará a acusar os partidos de pressioná-lo por verbas e cargos.

Bruno Boghossian
Jornalista, foi repórter da Sucursal de Brasília. É mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA).

Da FSP

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Bolsonaro e Guedes determinam sigilo nos estudos sobre a Previdência

O governo Bolsonaro quer convencer a todos de que sem o fim da Previdência o Brasil não sai da crise, mas agora esconde os dados que embasam a “reforma” que tramita no Congresso.

LEIA TAMBÉM: Pastorais do Campo: Defesa da reforma da Previdência se baseia em falácias

Pois o ministério da Economia decretou sigilo sobre os estudos e pareceres técnicos que embasaram a Proposta de Emenda à Constituição. da Previdência.

Assim, não é possível ao cidadão comum, afetado diretamente pelas mudanças em pensões e aposentadorias, ter acesso a argumentos, estatísticas, dados econômicos e sociais que sustentam o texto em tramitação.

A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha de S. Paulo para consultá-los.

O sigilo reforça a percepção de que o alarmismo em relação a necessidade da reforma não se sustenta na prática.

Não há outro motivo lógico para se determinar o segredos nos documentos, a não ser a desconfiança de que os dados forneceriam munição para a aposição, que luta contra a “reforma”.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Publicação de: Blog do Esmael

Gol do Timão em campanha inédita: “Não grite bicha, grite Corinthians!”

Se depender de uma parte da torcida do Corinthians, as manifestações homofóbicos ficarão de fora da final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, em Itaquera, no próximo domingo (21) Um grupo de corintianos iniciou uma campanha na semana passada contra os gritos de “bicha” nos tiros de meta do São Paulo. Na primeira final do Estadual, parte da torcida são-paulina presente ao Morumbi se manifestou de tal forma.

Os torcedores do Corinthians que lideram a campanha fazem parte de um grupo intitulado de Coletivo Democracia Corinthiana. Informes espalhados pelas redes sociais frisam que há torcedores LGBTs (sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros) nas arquibancadas de Itaquera. “Time do povo, de todos e de todas. Temos LGBTs nas arquibancadas Corinthianas. Não grite bicha, grite Corinthians. Homofobia não é piada”, disse uma imagem divulgada pelo grupo, que assiste aos jogos no setor sul da Arena Corinthians.

A maior torcida organizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, também pede para os sócios não se manifestarem de tal forma nos tiros de meta. Em 2016, quatro anos depois do início dos gritos homofóbicos, uma nota foi divulgada pelos torcedores que ficam no setor norte da Arena. “Nossa torcida vem se adaptando à nossa nova casa e uma nova forma adotada nos setores Leste, Oeste e Sul de “secar” o adversário nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em todos os jogos é gritando “bicha”. Isso começou em um jogo da Libertadores em 2012, contra o Cruz Azul, do México, em alusão ao que eles fazem lá contra os visitantes, e depois adaptado contra o São Paulo.

Agora tornou-se algo incessante. Pois bem, queremos acabar com isso”, dizia trecho da nota. Segundo um torcedor da Gaviões, “existe uma regra” entre eles durante os jogos do Corinthians na Arena. A ideia é que somente gritos de incentivo ao time sejam repetidos. Em setembro de 2014, o próprio Corinthians iniciou uma campanha por meio de um manifesto contra esse tipo de gritos na Arena de Itaquera. “Pelo fim do grito de ‘bicha’ no tiro de meta do goleiro adversário. Porque a homofobia, além de ir contra o princípio de igualdade que está no DNA corinthiano, ainda pode prejudicar o Timão”, ressaltou.

Corinthians e São Paulo entrarão em campo às 16h (horário de Brasília), na Arena Corinthians. Os times precisam de uma vitória simples para conquistar o título. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis.

De Uol 

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Ativistas ocupam embaixada da Venezuela em Washington em apoio a Maduro


Coletivo de ativistas norte-americanos estão ocupando a embaixada da Venezuela em Washington para impedir a chegada da delegação do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido pelos Estados Unidos como “presidente interino” do país. Os diplomatas do governo de Nicolás Maduro perderem suas credenciais e têm até a próxima quinta-feira (25) para deixar a capital americana.

O prédio de quatro andares da embaixada venezuelana, localizado no bairro nobre de Georgetown, permanece quase vazio e fechado ao público. A maioria dos representantes de Caracas já deixou o território americano, depois que o governo de Donald Trump retirou suas credenciais. Os poucos remanescentes trabalham para organismos multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), mas já estão de malas prontas.

Ativistas insatisfeitos com o posicionamento de Trump decidiram, então, ocupar o prédio, para evitar a instalação de uma delegação escolhida por Guaidó. O deputado de oposição se autoproclamou presidente interino da Venezuela em 23 de janeiro e, desde então, foi reconhecido por cerca de 50 países. No dia 10 de abril, por 18 votos a favor, a OEA aceitou a nomeação do enviado de Guaidó, Gustavo Tarre, como representante da Venezuela até que haja novas eleições.

Os militantes estão determinados a ficar na embaixada. Eles trancaram a porta de entrada com um cadeado e instalaram seus sacos de dormir nos sofás. O objetivo, segundo a organização Code Pink, é impedir que “a oposição venezuelana tome o prédio diplomático que pertence ao governo eleito” e, para isso, organizou “uma vigília 24 horas por dia, sete dias por semana para proteger a embaixada”.

“Estou aqui porque estou furiosa, porque estamos vendo um golpe em câmera lenta. Durante minha vida vi golpes e intervenções militares americanas suficientes, e eles sempre acabam mal para o povo do país”, diz Medea Benjamin, integrante do coletivo Code Pink. Ela ficou conhecida por interromper sessões da OEA aos gritos de “Tirem as mãos da Venezuela”, uma frase depois repetida por Maduro.

Os ativistas, que têm o consentimento do governo Maduro, organizam eventos culturais e se revezam no prédio. Alguns vêm de outras cidades norte-americanas.

O advogado Zeese, de 63 anos, também integrante da ocupação, disse que estuda apresentar um recurso judicial para impedir a entrada dos representantes de Guaidó.

Em março, Carlos Vecchio, designado por Guaidó como seu embaixador em Washington, anunciou que os opositores assumiriam o controle de três sedes diplomáticas americanas, incluindo a de Nova York.

Os ocupantes da missão em Washington têm a impressão que os diplomatas de Maduro tiveram de deixar o local às pressas. Os discos rígidos dos computadores não estão mais no local e arquivos foram esvaziados, mas dezenas de passaportes originais não preenchidos foram abandonados sobre as mesas. Para o advogado Zeese, o governo dos EUA deveria estar protegendo a sede diplomática.

*Com informações de agências internacionais

Publicação de: Blog do Esmael

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