Racistas reagem a Oscar para “negro, gay e maconheiro”

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Um dos blogueiros da Veja postou no Twitter um comentário sobre o vencedor do Oscar em 2017 – Moonlight: sob a luz do luar – que muitos estão considerando racista, por razões óbvias.

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O comentário infeliz desse indivíduo se conecta a uma questão que muitos desconhecem…

Havia uma disputa maior na entrega do Oscar deste ano. Uma das produções candidatas a melhor filme era sobre um “gay, negro e maconheiro” arrastado para o lado errado pelas vicissitudes da vida; o adversário era um romance hiper açucarado protagonizado por uma bela loirinha de olhos claros.

Na segunda-feira, a Folha de São Paulo destacava o que chamou de “Oscar negro”. Foi ridículo. Se uma produção de brancos ganhasse o Oscar de melhor filme haveria matéria chamando a premiação em 2017 de “Oscar branco”?

Esse tipo de diferenciação é uma forma de preconceito e de desqualificação de uma etnia.

Em sete minutos, porém, os dois longas ganharam o Oscar de melhor filme. E esse episódio bizarro, que empanou a vitória de Moonlight sobre La la land, pode até não ter nada que ver com a disputa, mas nunca antes na história da Academia norte-americana de cinema ocorrera coisa igual.

Eis o que houve.

Fred Berger era o terceiro produtor de La la land a discursar quando a confusão começou. A estatueta não pertencia a ele e à sua equipe, como os atores Faye Dunaway e Warren Beatty haviam anunciado. O melhor longa-metragem da edição 2017 do Oscar, na noite de domingo, era Moonlight: sob a luz do luar, de Barry Jenkins.

A empresa PricewaterhouseCoopers (PwC), que audita a cerimônia do Oscar, assumiu a culpa, por meio de um comunicado. “Os apresentadores receberam o envelope da categoria errada. Quando descobrimos, isso foi imediatamente corrigido”, dizia o texto.

A atriz Jessica Chastain escreveu no Twitter, imediatamente: “Por que os produtores do show não correram para o palco quando o vencedor errado foi anunciado? Estou muito triste pela equipe de Moonlight. Gostaria que eles tivessem a experiência completa de ganhar o prêmio de melhor filme sem tanto constrangimento”.

Essa discussão sobre os méritos de Moonlight se espalhou ao menos pela elite de São Paulo. A turma do andar de cima fica enraivecida quando negros sobressaem e não engoliu a supremacia de um negro sobre a loirinha ideal.

O blogueiro da Veja apenas vocalizou discussão que vinha se dando nos salões dos ricaços paulistanos, enojados com a vitória da história de um “negro, gay e maconheiro” sobre o romance da personagem da estonteante Emma Stone”.

A forma calhorda desse sujeito de se referir a negros e homossexuais é um dos sintomas da ascensão do fascismo no Brasil.

Essa vergonha vai perdurar até que alguém mostre a essa gente que desqualificar o mérito de negros vencedores é incompatível com um país no qual negros e descendentes de negros são maioria.

Publicação de: Blog da Cidadania

Aragão: O golpe foi dado com uma facada nas costas bem planejada

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Temer e a pouca vergonha de nossos tempos

no GNN

Por Eugênio Aragão*

As frações de informação tornadas públicas na entrevista do advogado José Yunes, insistentemente apresentado pelos esbulhadores do Palácio do Planalto como desconhecido de Michel Temer, embrulham o estômago, causam ânsia de vômito em qualquer pessoa normal, medianamente decente.

Conclui-se que Temer e sua cambada prepararam a traição à Presidenta Dilma Vana Rousseff bem antes das eleições de 2014. A aliança entre o hoje sedizente presidente e o correntista suíço Eduardo Cunha existia já em maio daquele ano, quando o primeiro recebeu no Palácio do Jaburu, na companhia cúmplice de Eliseu Padilha, o Sr. Marcelo Odebrecht, para solicitar-lhe a módica quantia de 10 milhões de reais.Não para financiar as eleições presidenciais, mas, ao menos em parte, para garantir o voto de 140 parlamentares, que dariam a Eduardo Cunha a presidência da Câmara dos Deputados, passo imprescindível na rota da conspiração para derrubar Dilma.

Temer armou cedo o golpe que lhe daria o que nunca obteria em uma disputa democrática: o mandato de Presidente da República. Definitivamente, esse sujeitinho não foi feitopara a democracia. É um gnomo feio, incapaz de encantar multidões, sem ideias, sem concepções, sem voto, mas com elevada dose de inveja e vaidade. Para tomar a si o que não é seu, age à sorrelfa, à imagem e semelhança de Smeágol, o destroncado monstrengo do épico “O Senhor dos Anéis”.

Muito ainda saberemos sobre o mais vergonhoso episódio da história republicana brasileira, protagonizado por jagunços da política, gente sem caráter e vergonha na cara, que só conseguiu seu intento porque a sociedade estava debilitada, polarizada no ódio plantado pela mídia comercial e reverberado com afinco nas redes sociais, com a inestimável mãozinha de carreiras da elite do serviço público.

O resultado está aí: o fim de um projeto nacional e soberano de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A mais profunda crise econômica que o país já experimentou. A desconstrução do pouco de solidariedade que nosso Estado já prestou aos mais necessitados. A troca do interesse da maioria pela mesquinhez gananciosa e ambiciosa daminoria que, “em nome do PIB” ou “do mercado”, se deu o direito de rasgar os votos de 54 milhões de brasileiras e brasileiros. Rasgaram-nos pela fraude e pelo corrompimento das instituições, com o único escopo de liquidar os ativos nacionais e fazer dinheiro rápido e farto, como na privatização de FHC. Dinheiro que o cidadãonunca verá.

É assim que se despedaça e trucida a democracia: dando o poder a quem perdeu as eleições, garantindo aos derrotados uma fatia gigantesca do governo usurpado e até a nomeação de um dos seus para o STF, para assegurar vida mansa a quem tem dívidas com a justiça. A piscadela de Alexandre de Moraes a Edison Lobão, na CCJ, diz tudo.

Assistiremos a tudo isso sem nenhum sentimento de pudor?

A essa altura dos acontecimentos, o STF e a PGR só podem insistir na tese da “regularidade formal” do impedimento da Presidenta Dilma Roussef com a descarada hipocrisiadefinida por Voltaire como “cortesia dos covardes”.

Caiu o véu da mentira. Não há mais como negar: o golpe foi comprado e a compra negociada cedinho, ainda no primeiro mandato de Dilma. O golpe foi dado com uma facada nas costas, desferida por quem deveria portar-se com discreta lealdade diante da companheira de chapa. O Judas revelado está.

E os guardiões da Constituição? Lavarão as mãos como Pilatos — ou tomarão vergonha na cara?

*Eugênio Aragão é sub-procurador-geral da República e foi ministro no governo de Dilma antes do golpe

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Altamiro Borges: A quarta-feira cinzenta do usurpador Temer

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Publicação de: Viomundo

Advogados: Em nome de condenar Lula, Estadão promove o arbítrio

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A gente conhece os donos pelo comportamento do herdeiro

por Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins*

A pretexto de analisar a visão política de um dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em entrevista concedida ao Valor, o jornal O Estado de S.Paulo volta a praticar curandeirismo jurídico em seu editorial de hoje (28/02) para sustentar que “se os processos contra Lula forem analisados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa”. O próprio jornal, no entanto, não apresentou qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal.

Em uma das ações penais que o Ministério Público Federal promoveu contra Lula, valendo-se do espalhafatoso e indigno uso de um Powerpoint que chocou a comunidade jurídica nacional e internacional, sustentou-se que o ex-Presidente teria organizado um esquema que possibilitou o desvio de valores de três contratos firmados entre a Petrobras e uma empreiteira, e o produto desse ilícito teria sido utilizado para a “compra de governabilidade” (daí o aumento da base parlamentar em seu governo) e resultado em benefícios pessoais (a propriedade de um apartamento “tríplex” no Guarujá, SP, e o pagamento da armazenagem de parte do acervo presidencial.

As 65 testemunhas ouvidas, até o momento, nessa ação — sendo 27 selecionadas pelo Ministério Público Federal – quebraram a espinha dorsal da acusação. Nenhuma, inclusive os notórios delatores da Lava Jato, fez qualquer afirmação que pudesse vincular Lula a qualquer desvio na Petrobras, à propriedade do triplex ou ainda a recursos utilizados para a armazenagem do acervo presidencial. Ao contrário, os depoimentos apontaram a colossal distância entre esses supostos ilícitos na petroleira — que não foram identificados, diga-se de passagem, por qualquer órgão de controle interno ou externo — e o ex-Presidente Lula.

Foi nessa mesma ação penal que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ser confrontado com a prática de ilícitos na Petrobras no período em que era o dirigente máximo do País, com o envolvimento de alguns dos mesmos atores que hoje figuram na Lava Jato, reconheceu que “o Presidente da República não tem como saber de tudo”. FHC também esclareceu que mantém seu acervo presidencial através de doações, exatamente como fez Lula.

Tamanha é a segurança na inocência de nosso cliente que pedimos — também nessa ação — a realização de uma prova pericial que pudesse analisar, dentre outras coisas, se algum valor desviado da Petrobras foi utilizado em benefício do ex-Presidente Lula. Mas a prova foi negada pelo juiz sem maior fundamentação. E por quê? Simplesmente, porque iria demonstrar, de uma vez por todas, que nenhum valor proveniente da Petrobras foi usado para beneficiar Lula. Outras provas requeridas também foram negadas da mesma forma.

Quem acompanha o que acontece na 13ª Vara Federal de Curitiba — presencialmente ou pelas gravações realizadas — sabe a distância entre o que afirma O Estado de S.Paulo e a condução real das audiências pelo magistrado responsável pelos processos.

São rotineiramente desrespeitadas expressas disposições legais, como aquelas que asseguram às partes o direito de gravar as audiências independente de autorização judicial. A OAB/PR já aderiu à nossa impugnação sobre o tema e deu prazo para o magistrado se explicar.

O jornal confunde a combatividade de nossa atuação – que deveria nortear a conduta de qualquer advogado — com tentativas de “irritar o magistrado”, deixando evidente a falta de seriedade de sua análise e a conivência do diário com as ilegalidades praticadas naquele órgão judiciário.

Aliás, esse acumpliciamento entre o juízo e alguns setores da imprensa está longe de ser novidade. Quando o principal ramal do nosso escritório foi interceptado, gravando a conversa de 30 advogados, o jornal ficou absolutamente silente, a despeito de violação flagrante às nossas prerrogativas. Bem diferente foi a posição quando se buscou quebrar o sigilo de jornalistas, o que mostra o casuísmo presente nas análises.

Os abusos praticados contra Lula pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba não são denunciados apenas por nós, seus advogados. No último dia 26.02, por exemplo, o próprio O Estado de S.Paulo veiculou entrevista com Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e com atuação nas mais diversas áreas do governo, afirmando que a condução coercitiva de Lula foi arbitrária. Ele também lembrou outros atentados jurídicos praticados contra o ex-Presidente pelo mesmo juiz.

Aliás, foi esse cenário de flagrantes arbitrariedades e ilegalidades, que afrontam claramente as garantias fundamentais de Lula, associado à ausência de um remédio eficaz para paralisá-las, que motivou o Comunicado de junho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que assinamos juntamente Geoffrey Roberston, um dos maiores especialistas no mundo sobre o tema. Em momento algum deixamos de apresentar, com técnica jurídica, a defesa em favor de Lula.

A propósito, não só elaboramos consistentes trabalhos jurídicos de defesa, como tornamos publico esse material (site www.averdadedelula.com.br). Oportuno lembrar, ainda, que o Congresso Nacional reconheceu em 2009 a possibilidade de qualquer brasileiro levar um comunicado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, de forma que a providência tem expresso amparo na legislação nacional. Os erros já cometidos pelo jornal no acompanhamento da tramitação do comunicado em Genebra também são a prova cabal da clara e deliberada confusão entre a opinião do diário e a apuração jornalística. A segunda está a reboque da primeira.

Das demais ações penais propostas contra Lula nesse assédio de alguns membros do MPF, com o cristalino objetivo de prejudicar ou inviabilizar sua atividade política, existe uma em estágio mais avançado, que tramita perante a 10ª Vara Federal de Brasília. Essa ação penal trata da – absurda – “compra do silêncio de Nestor Cerveró” e está baseada exclusivamente em acusação feita pelo senador cassado Delcídio do Amaral em delação premiada negociada com o MPF, que permitiu que ele deixasse a prisão.

A ação foi proposta sem que Cerveró sequer tivesse sido ouvido sobre essa acusação de Delcídio, mostrando que a apuração ou a verdade dos fatos não foram os nortes seguidos pelos acusadores. Também os depoimentos ali colhidos mostram o óbvio: Lula jamais participou de qualquer ato objetivando interferir, direta ou indiretamente, na delação de Nestor Cerveró. O próprio delator deixou claro esse fato quando foi ouvido em juízo, na mesma linha seguida pelas demais testemunhas.

Esse balanço é suficiente para mostrar as impropriedades cometidas pelo jornal, em seu editorial de hoje, sob o disfarce de uma análise jurídica para a qual sequer dispõe de expertise e isenção para realizar. Sintomática igualmente a afirmação ali contida de que “sobram provas” contra Lula, mas nenhuma foi apontada, exatamente porque não existem! São apenas fruto de construções grosseiras, que O Estado de S.Paulo insiste em reverberar, com a divulgação constante de erros factuais em sua pretensa cobertura jornalística “isenta”.

*Advogados do ex-presidente Lula

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A arrasadora marchinha de Tom Zé sobre Temer

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Publicação de: Viomundo

Berzé: A realidade no Brasil e a realidade na Globo

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PS do Viomundo: Notem que na Globo as palavras da repórter são completamente desconectadas do que ela testemunha. Os jornalistas ouvem e não dizem nada. É o jornalismo do século 21!

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A sombria quarta-feira de Cinzas de Michel Temer

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Publicação de: Viomundo

Altamiro Borges: Depois da confissão de Yunes, a cinzenta quarta-feira do governo Temer

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Noblat angustiado: ‘Temer subiu no telhado’

Por Altamiro Borges, em seu blog

O jornalista Ricardo Noblat, blogueiro estimação da famiglia Marinho, até que se entusiasmou com o Judas Michel Temer e, principalmente, com Marcela Temer – a “primeira-dama recatada e do lar”.

Na patética entrevista coletiva com o golpista, realizada em novembro passado, a pergunta mais crítica e incisiva que ele conseguiu fazer foi: “Temer, como você conheceu Marcela?”. Haja subserviência e chapa-branquismo! Agora, porém, ele parece angustiado.

Em artigo postado nesta sexta-feira (24) em seu blog, hospedado no site do jornal O Globo, ele lamentou: “O governo Temer subiu no telhado”.

Segundo a sua lamúria, “para o presidente Michel Temer, a quarta-feira de cinzas chegou antes do carnaval. A Igreja Católica trata a quarta-feira de cinzas como um dia para lembrar a fragilidade da vida humana, sujeita à morte.Temer está em ótima forma física. Quanto à saúde do seu governo, ela passou a inspirar sérios cuidados desde que o advogado José Yunes depôs à PGR no último dia 14, em Brasília. Amigo de Temer há mais de 40 anos, assessor especial dele na presidência da República, Yunes pediu demissão do cargo em dezembro depois de ter seu nome citado na delação de executivos da Odebrecht”.

No inflamável depoimento, o “quase-irmão” do golpista relatou que serviu de “mula” do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebendo um “pacote” que poderia conter para dos R$ 10 milhões em propina da Odebrecht. Para Ricardo Noblat, o que José Yunes contou na Procuradoria-Geral da República “deixa Temer muito mal”.

O serviçal do Grupo Globo cita a entrevista concedida à edição desta semana da revista Veja. “Fui mula involuntária”, declarou Yunes, apresentando-se como um inocente útil nas mãos de Padilha”. Diante desta bomba, que antecipa a quarta-feira de cinzas, o porta-voz informal da famiglia Marinho concluiu:

“O estrago que a entrevista causará na imagem do governo será muito grande. Por mais que Temer tenha dito que só afastará do cargo o ministro que tenha sido denunciado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal, a situação de Padilha se tornará insustentável. Se ele não agir com rapidez livrando-se desde logo de Padilha, sua própria situação deverá ser duramente afetada. Afinal, segundo Yunes, Temer foi informado por ele há mais de dois anos sobre como tudo se passou, não procurou Padilha para tratar do assunto e o nomeou ministro depois que assumiu a vaga da ex-presidente Dilma Rousseff”.

A conclusão de Ricardo Noblat, que só fala os que os donos autorizam, pode indicar que a Rede Globo, principal protagonista do “golpe dos corruptos”, prepara-se para desembarcar do covil de Michel Temer.

Bem informada, inclusive pelo compadre Sergio Moro — tão premiado pelo império global devido aos serviços prestados na seletiva e midiática Lava-Jato –, a famiglia Marinho talvez até já tenha obtido acesso a outros vazamentos sobre as relações sinistras entre José Yunes, Eliseu Padilha e o chefão da quadrilha, o presidente ilegítimo.

Daí a conclusão de que “o governo Temer subiu no telhado”.

Em tempo: Na semana passada, o covil golpista obteve duas vitórias na sua missão para “estancar a sangria” das investigações sobre corrupção. Emplacou o nome do “guarda-costas” Alexandre de Moraes como ministro do Supremo Tribunal Federal e nomeou Osmar Serraglio, fiel aliado do correntista suíço Eduardo Cunha, para a função de ministro da Justiça. Tudo parecia uma festa na semana de abertura do Carnaval.

As confissões do “ingênuo” José Yunes, porém, estragaram a “suruba”. Para complicar ainda mais o cenário, antecipando a quarta-feira de cinzas, nesta sexta-feira (24), a Interpol prendeu em Miami, na Flórida, os dois principais operadores do PMDB em contas no exterior — os ricaços Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho.

Eles já chegaram ao Brasil e podem atazanar de vez a vida da quadrilha que as saltou o poder. A conferir!

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Bombou a marchinha de Tom Zé sobre Temer!

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Publicação de: Viomundo

Condenar Lula será mais difícil do que a Folha pensa

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Reportagem do jornal Folha de São Paulo publicada nesta terça-feira de Carnaval está chamando atenção pelo ineditismo, pois condena o ex-presidente Lula à prisão em duas instâncias da Justiça e o torna inelegível para a eleição presidencial de 2018. O jornal, como se diz, “dá de barato” a condenação de Lula sem citar que provas sustentariam tal condenação.

A matéria foi feita pela repórter curitibana Estelita Hass Carazzai, que estreou na profissão de jornalista na Folha, em 2009, participando de programa de treinamento aberto a estudantes de jornalismo recém-formados.

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Como Curitiba é hoje a cidade mais antipetista do Brasil e a Folha usa uma repórter oriunda da petefóbica classe média curitibana, não surpreendem os erros factuais contidos em uma reportagem jornalisticamente reprovável por usar critérios questionáveis para avaliar os processos em curso contra um ex-presidente da República.

Antes de prosseguir, é preciso ler a matéria.

folha lula 2A reportagem é ruim, é tendenciosa. Por que? Basta ler os quatro primeiros parágrafos e refletir.

Vejamos:

“Se seguirem o ritmo de outros processos, as ações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que correm pelas mãos de Sergio Moro podem torná-lo inelegível ainda antes do pleito de outubro de 2018.

Levantamento da Folha nas seis ações da Lava Jato já julgadas em segunda instância mostra que levam, em média, 1 ano e 10 meses até chegarem a um veredicto no TRF (Tribunal Regional Federal) –a partir da denúncia.

Mantido esse ritmo, o petista ficaria inelegível em meio à campanha de 2018 –entre julho e outubro.

A inelegibilidade está na Lei da Ficha Limpa, que estabelece que todo condenado por um colegiado está impedido de se candidatar (…)”

Em primeiro lugar, trata-se de matéria requentada. As informações que figuram nessa matéria já podiam ser encontradas em outra, da revista Exame, publicada em 4 de outubro do ano passado Sob o título Só 3 sentenças da Lava Jato foram julgadas em 2ª instância

A matéria de Estelita, da Folha, diz, quatro meses depois da matéria da Exame, que, agora, são seis os condenados em segunda instância pela Lava Jato. Deve ter havido algum mutirão na Justiça Federal, desde então, para dobrar a quantidade de réus da Lava Jato julgados em segunda instância.

A matéria da Exame, porém, é melhor que a da Folha porque faz ponderações que esta não faz, como, por exemplo, neste trecho:

“(…) Os trâmites na segunda instância, porém, envolvem muitas variantes, como o número de réus condenados e que vão recorrer e o próprio tempo da tramitação do processo com Moro e dos recursos no Tribunal, onde os casos são julgados por turmas de desembargadores – que se reúnem apenas uma vez por semana -, nas quais um magistrado pode, por exemplo, pedir vista para analisar os casos por tempo indefinido (…)”

Ou seja, haverá que usar uma pressa extraordinária e uma irresponsabilidade assustadora para condenar um ex-presidente da República “pela média” das condenações da Lava Jato, principalmente porque, até o momento, surgiram apenas “convicções” a respeito da culpa de Lula nos “crimes” que lhe são imputados.

Alguém pode citar uma única prova de que Lula é proprietário dos imóveis que dizem ser dele? Alguém pode citar o que, diabos, Lula fez para receber como propina imóveis baratos e que ele teria recursos próprios para comprar?

Os imóveis não tem nem mesmo conexão cronológica com atos de Lula como presidente da República. Não existe nem mesmo uma afirmação de qual negócio entre empreiteiras e o governo federal o ex-presidente, sem ter “domínio do fato” – ou seja, cargo de comando –, poderia ter viabilizado em troca da suposta propina.

A celeridade do processo de Lula, como reconhece a matéria da Folha, é tão grande que o juiz Sergio Moro não concordou em adiar nem por um dia depoimento que ele deveria prestar, mesmo que isso implicasse em o ex-presidente ter que faltar à missa de sétimo dia da companheira por 43 anos, então recém-falecida.

Algumas perguntas que a tal Estelita não se fez:

1 – Por que iriam condenar sem provas e em segunda instância um ex-presidente da República que é também o candidato com mais apoio popular para suceder Michel Temer?

2 – Por que o processo de Lula deveria tramitar “pela média” de tempo que tramitaram processos de outros réus da Lava Jato, já que é muito mais complicado devido, justamente, à falta de provas materiais?

3 – Por que a repórter dá como certa a condenação de Lula em primeira instância? Isso não compromete a imagem (risível) de independência que o juiz Sergio Moro tenta passar?

A repórter da Folha afirma que Lula poderia recorrer ao TSE para poder participar da eleição de 2018, conseguir uma liminar como tantos candidatos inelegíveis fizeram. Porém, se essas condenações em primeira e segunda instâncias se concretizassem, o ex-presidente poderia, em tese, até ser preso, já que o STF criou jurisprudência que permite prisão após condenação em segunda instância.

A matéria, portanto, é cheia de furos e de ilações. Pouco jornalismo e muita opinião. E opinião é cabível num blog autoral como este, mas nunca em reportagens de grandes jornais… Certo?

Mas há um outro fator que Estelita não considerou. Mês passado, durante o velório de dona Marisa Letícia Lula da Silva, o Blog conversou com Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, e foi informado de alguns fatos que podem frustrar os desejos da repórter da Folha e de seus patrões.

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Lula teria que ser condenado por Sergio Moro até meados deste ano para que houvesse um tempo menos escandalosamente curto para uma segunda condenação no ano eleitoral de 2018, ou iria parecer ainda mais que ele enfrenta um processo sumário e político.

Porém, no metade desse caminho tortuoso reside uma pedreira. Zanin Martins afirma que dificilmente o Comitê de Direitos Humanos da ONU deixará de acolher a denúncia de Lula de que a Justiça brasileira está sendo usada como “arma de guerra” política contra si.

É isso mesmo que você leu e que Estelita, da Folha, não leva em conta: a ONU deve abrir processo contra o Estado brasileiro por suas instituições estarem perseguindo um ex-presidente. E essa será uma bomba que vai cair no cenário político brasileiro no segundo semestre deste ano, segundo o advogado de Lula.

O efeito prático disso é que o MUNDO estará de olho no julgamento de Lula em primeira instância e, além disso, no Brasil, pode haver uma comoção se usarem um processo criminal sem provas para impedir o povo de votar no mais amado ex-presidente da história da República, segundo Datafolha, Ibope e tantos outros institutos de pesquisa.

O risco que a direita tucano-midiática corre é de haver uma comoção nacional ante uma condenação de Lula sob provas fracas, como ocorreu no julgamento do mensalão. E muito mais porque o tempo se encarregará de acelerar um processo que está surgindo e que foi recentemente noticiado pelo jornal Valor Econômico.

Confira trecho da reportagem.

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Esse processo deve se acelerar muito, até o ano que vem. Primeiro porque a crise econômica ainda está longe de terminar devido à crise política; segundo, porque mesmo que a economia melhorasse o golpe vai fazer as pessoas perderem direitos trabalhistas, programas sociais etc; terceiro, porque muitos apoiaram a derrubada ilegal de Dilma caindo no conto do vigário da mídia e dos golpistas de que, ela saindo, o bem-bom da era Lula voltaria. Ou seja, as pessoas apoiaram Dilma esperando que os benefícios dos OITO ANOS de Lula retornassem.

A memória afetiva dos áureos tempos do governo Lula vai se tornar extraordinariamente forte até o ano que vem. A vida dos brasileiros vai piorar muito e mesmo que a economia reaja, ano que vem, todos estarão furiosos com as medidas golpistas de supressão de direitos.

Tornar Lula inelegível ou até prendê-lo na véspera de uma eleição presidencial plebiscitária como a que haverá em 2018 não só poderia desencadear uma guerra civil como desmoralizar de uma forma trágica o Brasil diante do mundo.

Pra mim, amado leitor, não vão ter peito de fazer isso. Correm o risco de provocar comoção social, com multidões na rua exigindo que permitam que Lula se candidate.  E protestando furiosamente contra uma sua impensável prisão arbitrária.

Baixem a bola, golpistas. Não é assim que a banda vai tocar. Escrevam o que estou dizendo – lembrando que desde 2015 eu vinha dizendo que Lula iria se fortalecer eleitoralmente, como todos estão vendo, ouvindo e sentindo acontecer.

Publicação de: Blog da Cidadania

JoicyBumba faz paródia de A Jardineira: O professora por que estás tão triste?; veja vídeo

Sugestão de Adriano Diogo e Emílio Lopez, em grupo de WhatsApp

Veja também:

Altamiro Borges: A festa de Temer vai acabar?

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Publicação de: Viomundo

Lançada no sábado, marchinha Fora Temer, de Tom Zé, já tem 593 mil visualizações; veja vídeos

Da Redação

Durante show, em São Paulo, nesse sábado (25/02), o compositor e cantor Tom Zé lançou a marchinha “Fora Temer”.

A letra é curta, bem direta, como observou o Vermelho:

Essa turma ninguém derruba/

Nem Moscou, nem Cuba/

Todos chupando jujuba/

No esfrega da suruba/

Mamãe eu quero/

Fora Temer/

Fora, fora Temer.

Na página de Tom Zé no Facebook, há duas versões, que reproduzimos acima.

Uma delas é a do show no sábado. A outra, a gravação em estúdio.

Na hora em que publicamos este post, às 12h30 de 28 de fevereiro, juntas já somavam 362 mil visualizações.

Agora, às 19h23, já são 558 mil visualizações.

Assista.

Veja também:

Altamiro Borges: A festa de Temer vai acabar?

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Publicação de: Viomundo

Marcela Temer: “o governo Lula foi maravilhoso”

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Até os golpistas reconhecem: o governo Lula foi “maravilhoso” e “não podemos negar”. Quem somos nós pra discutir com madame Marcela Temer, certo? Abaixo, a íntegra da fala dela.

Publicação de: Blog da Cidadania

Judeus lançam abaixo-assinado contra ida de Bolsonaro à Hebraica-SP para palestra

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Da Redação, com sugestão de Leandro Fortes

A diretoria do Clube Hebraica de São Paulo convidou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para fazer uma palestra em sua sede, em 27 de março.

Indignado, Mauro Nadvorny, de Porto Alegre, criou o abaixo-assinado Não aceitamos Bolsonaro na Hebraica- SP, que será entregue à presidência do clube.

Na petição (na íntegra, abaixo), Mauro alerta:

(…) em todas oportunidades em que lhe é permitido falar, explora e ataca as minorias entre as quais, nós judeus, nos encontramos.

Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção. Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades.

Abaixo, a íntegra da petição. Para apoiá-la, clique aqui.

Não aceitamos Bolsonaro na Hebraica- SP

Mauro Nadvorny Porto Alegre, Brasil

Impossível ficar passivo ao convite para que Jair Bolsonaro venha ser entrevistado para uma plateia na Hebraica de São Paulo.

Tomados pela incredulidade de convite para entrevista com plateia de Jair Bolsonaro na sede do clube, nós judeus brasileiros chamamos a direção da Hebraica-SP para ponderar as implicações de tal atividade para a comunidade judaica brasileira como um todo, e a paulista em especial.

Bolsonaro representa a extrema direita brasileira e em todas oportunidades em que lhe é permitido falar, explora e ataca as minorias entre as quais, nós judeus, nos encontramos.

Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção. Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades.

Por tudo isso que em nome da memória de Vladmir Herzog, Iara Iavelberg, Ana Rosa Kucinski, Gelson Reicher, Chael Charles Schreier, e tantos outros judeus vítimas da ditadura, os abaixo-assinados pedem que a Hebraica – SP não permita ato com Jair Bosonaro na sede do clube.

 

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Publicação de: Viomundo

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