Político que não defender internet livre não se elege

Algumas horas antes de compor este texto, conversando com leitores no Facebook, este blogueiro ficou sabendo que é IMENSO o número de pessoas que não saem da internet e que NÃO sabem que a internet livre está ameaçada no Brasil. E isso é assustador porque, se nada for feito, internet vai virar artigo de luxo no Brasil logo, logo.

A internet é um estorvo para os estratos superiores (do ponto de vista econômico) da sociedade. Há algumas semanas, uma maré humana engolfou as Organizações Globo e a obrigou a EXPURGAR de sua programação um apresentador racista que era uma espécie de boneco de ventríloquo da família Marinho, dona do grupo de mídia mais poderoso do país.

As redes sociais e os sites independentes transformaram-se no pesadelo dos donos do poder econômico no Brasil, acostumados a usar a comunicação ao seu bel prazer e de forma incontrastável.

Para esses donos do poder, o fim da internet traria de volta os “bons tempos” em que não tinham que dar satisfação a ninguém porque a massa não tinha voz.

Antes de continuar, porém, vale discorrer sobre por que a internet brasileira está ameaçada. Comecemos, pois, pelo que a elite insatisfeita com a liberdade de expressão e igualdade na possibilidade comunicação está atacando.

 

O Marco Civil da Intenet

 

O Marco Civil da Internet, oficialmente chamado de Lei N° 12.965/14, regula o uso da Internet no Brasil ao estabelecer princípios, garantias, direitos e deveres para quem usa a rede, além de balizar a atuação do Estado.

O projeto surgiu em 2009 e foi aprovado na Câmara dos deputados em 25 de março de 2014 e no Senado Federal em 23 de abril de 2014, sendo sancionado logo depois pela então presidente Dilma Rousseff.

A ideia do projeto, surgida em 2007, foi adotada pelo governo federal em função da resistência social ao projeto de lei de cibercrimes, conhecido como Lei Azeredo (em alusão ao seu autor, Eduardo Azeredo), muito criticado sob a alcunha de AI-5 digital.

O Marco Civil da Internet pacificou temas como neutralidade da rede, privacidade, retenção de dados, função social que a rede precisará cumprir, garantia da liberdade de expressão e transmissão de conhecimento, além de impor obrigações de responsabilidade civil aos usuários e provedores.

A Lei 12.965/14 tem 32 artigos, divididos em cinco capítulos:

Disposições preliminares;

Dos direitos e garantias dos usuários;

Da provisão de conexão e aplicações da Internet;

Da atuação do poder público;

e Disposições Finais.

O Marco civil da Internet se baseia na seguinte premissa:

“O acesso à Internet é essencial ao exercício da cidadania (…)”.

O ponto nevrálgico do Marco Civil da Internet é a “neutralidade da rede” – ou neutralidade da Internet, ou princípio de neutralidade. Significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando à mesma velocidade, ou seja, na velocidade da contratação.

É esse princípio que garante a velocidade de acesso a qualquer tipo de informação na rede. Mas a velocidade de quem recebe uma informação não depende de uma lei, mas sim da velocidade contratada para envio do servidor em que você está se conectando.

Várias instituições e personalidades em destaque do Brasil e do exterior declararam seu apoio à aprovação do Marco Civil da Internet de forma individual, além da elaboração de documentos coletivos a favor do projeto.

Instituições Nacionais

ABCID – Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital

ARTIGO 19

AMNB – Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras

ANPEd – Associação Nacional de Pesquisa Pós-graduação em Educação

ARPUB – Associação das Rádios Públicas do Brasil

ASL – Associação Brasileira da Software Livre

Barão de Itararé

Casa da Cultura Digital

CGI.br[38]

Circuito Fora do Eixo

CSB – CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS

CTS-FGV

Coletivo Digital

CUT – Central Única dos Trabalhadores

EMERGE – Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência

ECO/UFRJ -Escola de Comunicação da UFRJ

FEITTINF – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação.

FENADADOS

FRENAVATEC – Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público

Geledés – Instituto da Mulher Negra

GPOPAI

GPCULT/UFRJ

Grupo Tortura Nunca Mais/RJ

IDEC

Instituto Bem Estar Brasil

Instituto Nupef

Instituto Telecom

INTERVOZES

ISOC BR – Sociedade da Internet no Brasil[39]

Movimento MEGA (MegaNão e MegaSim)

NEDAC/UFRJ

Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ

Projeto Saúde e Alegria

Proteste

Rede de Cultura Digital Indígena

RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa[40]

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)[41]

Teia Casa de Criação

UNE

Veredas

Instituto Brasileiro de Políticas Digitais – Mutirão

 

Instituições Internacionais

 

Access

Asociación para el Progreso de las Comunicaciones

Asociación por los Derechos Civiles, Argentina

Asociación Pro Derechos Humanos, Peru

Center for Democracy and Technology

Center for Internet and Society, India

Clínica de Nuevas Tecnologías, Propiedad Intelectual y Sociedad, Universidad de Puerto Rico

Consumers International

Fundacion EsLRed, Venezuela

Fundación Karisma, Colômbia

Human Rights Foundation

Identidad Robada

iNGO European Media Platform

Index on Censorship

Internet Democracy Project, India

Internet Rights & Principle Coalition

IT for Change, India

Mozilla Foundation[42]

ONG Derechos Digitales, Chile

Program on Information Justice and Intellectual Property (PIJIP), American University Washington College of Law

La Quadrature du Net, France/Europe

Reporters Sans Frontières

Ameaça ao Marco Civil da Internet

Na semana passada, A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos, por 3 votos a 2, decidiu revogar a regra que estabelecia a “neutralidade da rede”. A implicação disso são imensas para o Brasil.

Só para que se tenha ideia do que vem por aí, as operadoras de telefonia brasileiras já estão preparando uma ofensiva para derrubar a neutralidade de rede dentro do país. Motivadas pela decisão da Federal Communications Comission (FCC), agência norte-americana equivalente à Anatel, as empresas brasileiras querem que o Governo Federal permita a cobrança diferenciada de tarifa por determinados serviços de internet.

De acordo com a Folha, as operadoras vão esperar a votação da reforma da Previdência, marcada para fevereiro, para pedir ao presidente Michel Temer a revisão do decreto que garante a neutralidade da rede no Brasil.

O efeito disso seria uma involução de décadas na comunicação do país. Pequenos produtores de conteúdo praticamente desapareceriam e só as grandes corporações poderiam navegar nessa nova rede cheia de porteiras e portões que impediriam a grande maioria de ter acesso a informações que não circulam pelos grandes grupos de mídia.

Isso sem falar que o custo da internet iria disparar no Brasil. E, na verdade, tudo se resume à questão econômica. Todos poderão se comunicar desde que tenha dinheiro suficiente para isso.

Blogueiros, tuiteiros, facebookers, youtubers, todos poderiam ir dando adeus à comunicação.

Cidadãos comuns, sejam de esquerda ou de direita, não vão apoiar essa barbaridade, mas as operadoras de telefonia estão de olho na janela de oportunidades de faturarem alto que estará aberta até 31 de dezembro de 2018, enquanto Michel Temer estiver no poder.

Temer é um presidente fraco, o primeiro investigado por corrupção estando no cargo, e só se mantém onde está porque usa dinheiro público para subornar algumas centenas de parlamentares corruptos do Congresso.

Porém, esses parlamentares não visam só dinheiro. A grande maioria é ligada a corporações. Empresas de planos de saúde, bancos e, bingo!, operadoras de telefonia, entre outras. A aposta das operadoras é a de que Temer atenderá o desejo delas e sancionará projeto que as bancadas ligadas às corporações irão propor: o fim do Marco Civil da Internet.

Isso precisa ser feito em 2018 porque, em 2019, um presidente legítimo ocupará o cargo e, se as pessoas e políticos decentes e com cérebro agirem já, ele terá sido eleito sob o compromisso de impedir a quebra da neutralidade de rede.

Eis por que inúmeras organizações e partidos políticos já se preparam para discutir essa questão na campanha eleitoral.

Imagine a seguinte cena: um candidato de esquerda – Lula, por exemplo – em debate com um candidato de direita – Bolsonaro ou Alckmin, por exemplo – pergunta ao adversário se apoia o fim da internet livre e “barata” e a “igualdade” na rede, após explicar rapidamente a questão para quem assiste.

Os programas eleitorais na tevê e no rádio irão bater sem parar nessa tecla e mesmo que no início do ano os partidos de direita consigam trair seus próprios eleitores e aprovarem em votação relâmpago o fim da neutralidade, os eleitos naquele ano terão assumido compromisso de revogar a revogação do Marco Civil da Internet.

A vida dos que querem acabar com a internet livre no Brasil não será fácil. Para que se possa mensurar como esse tema é sensível, tanto o presidente da Anatel quanto o jornal O Globo já se posicionaram CONTRA o fim da neutralidade da rede. Isso porque quem defender o fim dessa neutralidade irá se tornar inimigo público número um de um país inteirinho.

Temer, porém, gaba-se de não ter compromisso com o povo por ter alta impopularidade e por não ser um presidente legítimo. Assim, vende que se não for tirado do cargo poderá fazer o serviço sujo para as corporações sem medo de nunca mais se eleger ou de ficar impopular.

O mesmo, porém, não vale para os deputados e senadores que ele tentará cooptar para que se suicidem politicamente em troca de alguns milhões de reais.

Temer irá comprar deputados e senadores para aprovarem a reforma da Previdência e o fim da neutralidade de rede. Porém, dificilmente conseguirá se todos nos engajarmos em divulgar sobretudo a questão da neutralidade, porque o repúdio à reforma da previdência já é gigantesco e tende a crescer.

As pessoas precisam saber do que está acontecendo. Só a divulgação de textos como este poderá impedir que a comunicação no Brasil volte ao que era antes de a internet existir. Até porque, com o fim do Marco Civil e da neutralidade de rede a internet irá sumir para uma parte descomunal dos brasileiros.

Faça a sua parte. Divulgue esta matéria.

*

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Assista, ABAIXO, a reportagem acima em VÍDEO

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Presidente da Anatel rejeita fim da neutralidade de rede

 

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5 dicas literárias que atravessam os 100 anos da Revolução Russa


Literatura

Os livros são clássicos, que podem ser encontrados em bibliotecas públicas

Pedro Carrano |
Algumas obras tiveram a participação de autores que viveram no Paraná Reprodução

Listamos aqui uma pequena celebração, nessa época dos 100 anos da Revolução Russa, que se completa no dia 7 de novembro, pelo calendário ocidental – ainda que conhecida mundialmente como “A Revolução de Outubro”. Os livros são clássicos, que podem ser encontrados na Biblioteca Pública do Paraná. Alguns deles tiveram a participação de autores que viveram no Paraná.

Stálin – uma biografia política, de Isaac Deutscher

O autor foi jornalista e integrante do Partido Comunista Polonês. Mesmo apoiando Leon Trótski, o maior rival de Stálin na disputa pelo poder na Rússia, o trabalho de Deutscher traduz a força de um relato bem feito, criterioso e crítico ao biografar Stálin na sua dimensão pessoal, cultural e, sobretudo, histórica.

A nova mulher e a moral sexual

Publicado pela editora Expressão Popular, o livro da revolucionária e militante Alexandra Kolontai data de 1918. Segue atual quanto a vários aspectos sobre a luta pelos direitos das mulheres. 

Mistério-Bufo

Texto teatral e alegórico do poeta Vladimir Maiakovski, que dialoga com a linguagem do circo, que o poeta revolucionário também admirava, bem como o cinema e a publicidade em cartazes. O autor buscou reunir nos seus trabalhos forma e conteúdo refletindo a mudança política e social.

Marina Tzvietáieva

Na tradução de Décio Pignatari, que faleceu em Curitiba, em 2012, o tradutor recria a poesia turbulenta e sonora de Marina. Filha de aristocratas russos, dissidente soviética, ela viveu em Paris e veio a morrer de volta em solo russo. A autora não tinha admiração de Maiakovski, mas é impressionante como os dois se assemelham no formato e qualidade de seus poemas.

Crime e Castigo

O romancista Fiodor Dostoievski (1821-1881) é autor de livros como “Notas do Subterrâneo”, “Crime e Castigo” e “O Jogador”. Seu romance “Irmãos Karamazov”, além de ter fornecido elementos para a ciência da psicanálise, também pode fornecer um panorama para entender a história anterior à Revolução Russa, afirmava o poeta Paulo Leminski, no livro “Leon Trotsky, a paixão segundo a revolução”.

Artigo | Governo do Paraná tenta remendar buracos na gestão ambiental


Meio ambiente

Gestão ambiental está em decadência. O resultado são crimes ambientais, ações corruptas e impunidade

Henrique Simão Pontes* |
Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não tem concurso público há décadas e constantemente é sucateado Depositphotos

A gestão ambiental no Paraná está em um estágio de decadência, é referência daquilo que não se deve ser. Este problema persiste há anos, mas o atual governo tem piorado a situação envolvendo o desmonte de órgãos ligados a área ambiental, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o qual não tem concurso público há décadas e constantemente é sucateado.

O resultado disso é o que tem sido registrado no Paraná ultimamente, crimes ambientais envolvendo diversos setores econômicos, completo de ações corruptas e ilegais por parte de gestores públicos. Em tudo isso, a impunidade prevalece, e os mesmos personagens, que respondem por ilicitudes diversas, continuam a ocupar cargos de comando nos órgãos estaduais ligados à área ambiental.

A última “boa ação” do atual governo foi o lançamento do programa Residência Técnica em Engenharia e Gestão Ambiental, que tem como objetivo capacitar profissionais para atuar no IAP, Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITCG) e Instituto das Águas do Paraná. Os residentes selecionados, profissionais formados em cursos de engenharia, arquitetura, biologia, geografia, geologia e direito, ganharão uma bolsa de 1,9 mil reais para atuarem nos referidos órgãos públicos por dois anos.

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), um profissional de nível superior (da engenharia, arquitetura, agronomia, geologia e geografia) com curso universitário de 04 (quatro) anos ou mais, tem seu salário relacionado com a dedicação diária. Sendo assim, 6 horas = 6,00 salários mínimos; 7 horas = 7,25 salários mínimos; 8 horas = 8,50 salários mínimos. Assim, o profissional deve ganhar mais de 7 mil reais de salário se trabalhar seis horas diárias. O desrespeito deste programa com o piso salarial garantido por lei mostra uma preocupante desvalorização dos profissionais graduados nas áreas ambientais.

Uma das justificativas para a implantação do referido programa é a “agilidade nos processos de licenciamento ambiental no Paraná”. Infelizmente, a lógica nunca é oferecer um serviço de excelência, valorizando os servidores públicos, respeitando a legislação ambiental e buscando um bem estar da sociedade. O que vale é agilizar a licença ambiental, que muitas vezes é emitida para empreendimentos irregulares, atropelando questões ambientais e até mesmo de ordem cultural, histórica e social.
Fazer sombra tampando o sol com a peneira. Esta é a lógica do programa apresentado pelo Governo Estadual para a gestão ambiental no Paraná. O problema continuará e poderá piorar.

*Henrique Simão Pontes é Geógrafo, mestre em Gestão do Território e Doutorando em Geologia. Integra o Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (GUPE), Grupo de Pesquisa Geoconservação e patrimônio geológico (UFPR-CNPq) e o Observatório de Justiça e Conservação (OJ&C).

Indígenas se unem a voluntários para replantio de área desmatada pelo governo do DF


Brasília

Considerado lugar sagrado, Santuário dos Pajés é alvo de especulação imobiliária e vive conflito judicial há dez anos

Cristiane Sampaio |
Mutirão ecológico mobiliza voluntários do DF e de outros estados que vieram ajudar na recuperação da área Mídia Ninja

Indígenas do Santuário dos Pajés, localizado em Brasília, estão somando forças com voluntários para reflorestar, neste final de semana, uma área desmatada há quinze dias durante uma ação da Novacap, empresa de obras do Governo do Distrito Federal (GDF). Um mutirão solidário pretende plantar, num quadrilátero de 1,5 hectare, 850 mudas doadas pelo Jardim Botânico de Brasília.

Segundo o voluntário Rodrigo Duarte, a ideia é não só contribuir para o equilíbrio do meio ambiente local, mas também fortalecer a luta da comunidade pela preservação da área e pelo reconhecimento do Santuário como terra indígena, uma disputa que se arrasta na Justiça desde 2003.

“Dar valor à cultura indígena é dar valor a esta terra. Essa aqui é uma luta primordial. Ela ensina muito a outras lutas”, considera.

Rodrigo vive em Nitéroi, no Rio de Janeiro, mas está em Brasília desde o último dia 6, quando soube do desmatamento ocorrido no Santuário.

Ele se mudou temporariamente para contribuir com a proteção do território e tem dormido todos os dias em uma barraca de lona junto com os outros voluntários. A tenda tem servido como ponto de patrulhamento para que o grupo monitore, em parceria com membros da comunidade, possíveis novas ameaças ao Santuário. Para Rodrigo, a iniciativa está relacionada também às vantagens que a natureza tem a oferecer.

“É a forma que a gente tem de combater a prática do inimigo, que são as empreiteiras, e uma forma de se conectar com essa terra. É uma luta que abraça tudo, abraça todos, a terra e nós mesmos, porque nós somos a terra também”, diz.

::Leia também: Santuário indígena é ameaçado por bairro de alto padrão em Brasília

O local reúne três etnias, com cerca de 150 pessoas, ao todo. Alvo constante da especulação imobiliária, o Santuário resiste à ação de construtoras que avançam sobre o território para expandir um bairro de alto padrão que tem o metro quadrado mais caro da cidade, avaliado em mais de R$ 9 mil. Para a representante do Santuário, Márcia Guajajara, a atuação dos voluntários no replantio de mudas não só colabora com o equilíbrio do meio ambiente local como contribui para o reconhecimento da área.

“Pra nós, é muito importante a parceria dos apoiadores. Eles estão aqui porque acreditam na nossa cultura e na nossa existência como povos indígenas”, destaca.

O filho dela, Fêtxá Guajajara, de 18 anos, estava no local quando a área foi desmatada por funcionários do governo. Ele considera que o mutirão ecológico está em sintonia com os princípios indígenas, que têm a terra como bem soberano.

“É uma ancestralidade muito forte nossa com a natureza. No dia em que eu vi o trator passando, eu senti como se fosse em mim. Senti uma dor e fiquei com vontade chorar. Fiquei em pânico em ver, literalmente, a minha vida acabando”, desabafa.

O estudante secundarista Marlon Augusto chegou a dormir no Santuário por 12 dias seguidos após o desmatamento para colaborar com a proteção da área. De volta esta semana para participar do mutirão, ele conta que o contato com a comunidade e com a natureza superam o desconforto causado pela barraca improvisada e pela chuva que tem caído diariamente.

“A causa é muito maior. E, desde quando eu cheguei aqui, tive um crescimento muito grande, tanto pessoal como espiritual”, narra.

O mutirão teve início nessa sexta-feira (15) e se encerra neste sábado (16), no fim do dia.

Papo Esportivo | Com bico afiado, Pato Branco vence a final do futsal paranaense


Esportes

Time venceu a equipe de Francisco Betrão na disputa conhecida como “rixa das penas”

Régis Luís Cardoso |
O resultado de 4×1 pro Pato repetiu o resultado do Marreco na primeira partida, e levou disputa pros penâltis José Delmo Menezes Junior

Dia 9 de dezembro de 2017 agora é data histórica: essa é a data em que o time de Pato Branco levou o caneco da série Ouro do futsal paranaense.

Na famosa rixa das penas, a cereja do bolo – ou melhor, o prato principal – foi o Marreco assado. Isso porque o Pato Futsal  venceu por 4×1 o Marreco, de Francisco Beltrão, em uma final inédita protagonizada pelas duas cidades vizinhas e rivais.  Não à toa, o duelo é conhecido também como a “Terceira Guerra Mundial”.

Foi uma final emocionante, recheada de surpresas e saborosamente degustada pelos admiradores do futsal.

E o resumo é o seguinte: o bico do time patobranquense estava mais afiado. Quem confirmou isso foi o fixo do Pato Futsal, Neguinho, eleito o craque das finais.

Foi com um bico do Neguinho, lá no canto direito do goleiro do Marreco, que saiu o primeiro gol do Pato na partida. O lance foi responsável por abrir a porteira para o título.

Um daqueles gols clássicos do futsal: o jogador soltou aquele chute de bico de pé meio despretensioso, e pegou o goleiro desprevenido.

O segundo jogo que terminou com o placar de 4 gols contra 1 repetiu o resultado da primeira partida, quando o Marreco levou a vantagem. O resultado levou à decisão para os pênaltis, que acabou em cinco a três para o time do Lavardinha.

E você pode estar se perguntando: “Quem é Lavardinha?”. Bom, esse nome já é considerado sinônimo de futsal lá em Pato Branco. Agora, sem dúvida, Luiz Sérgio Lavarda faz parte da elite dos grandes personagens da história do futsal paranaense.

Mas dessa vez, Lavardinha aprontou fora das quadras. Atualmente ele é presidente do Pato Futsal e tornou-se tricampeão paranaense pelo Pato Branco. Antes disso, em 1990, ele foi levou o título como jogador, quando ainda era Grêmio Industrial Patobranquense.

Já em 2006, também atuando nas quadras, foi campeão pelo Clube Atlético Patobranquense.  Outra coincidência do futsal é que o treinador, Sérgio Lacerda, foi campeão em 2006 e 2017. Ou seja: é bicampeão com Pato Branco.

Ouça o Programa Brasil de Fato – Edição São Paulo – 16/12/17


Rádio

Destaque desta edição é o impacto do preço do gás de cozinha na vida da população que voltou a cozinhar com lenha

Redação |
A sintonia, em São Paulo, é a Rádio 9 de Julho AM 1600, sábado às 12h20, com reprise aos domingos às 7h Gabi Lucena | Bdf

No programa desta semana vamos entender o porquê do aumento do gás de cozinha e ver como ele afeta a vida das pessoas.

Tem também o encerramento da greve de fome feita por militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A greve foi em protesto contra à votação da reforma da Previdência e durou mais de dez dias, você confere em matéria de Cristiane Sampaio.

Tem comentário do repórter Daniel Giovanaz sobre o sucateamento das universidades públicas e a ligação com a Lava Jato.

Matéria sobre o acampamento Hugo Chávez, do MST, no Pará, que sofreu ação de despejo na terça, deixando mais de 300 famílias sem ter para onde ir.

Confira também o oitavo capítulo da radionovela Rosa Luxemburgo e no quadro Mosaico Cultural, a edição deste sábado traz o grupo Xicas da Silva, que utiliza o poder do tambor mineiro para falar sobre feminismo.

Já em Alimento é Saúde, vamos aprender uma receita deliciosa e indicada para quem tem doenças renais e hepáticas.

A sintonia é a Rádio 9 de Julho AM 1600, sábado às 12h20, com reprise aos domingos às 7h.

Ouça o programa Brasil de Fato – Edição Pernambuco – 16/12/17


RÁDIO

Entrevista sobre impactos da economia no contexto popular é o destaque do programa

Brasil de Fato Pernambuco |
Programa vai ao ar aos sábados e domingos, às 7h da manhã, na Rádio Clube AM, do Recife (PE). Brasil de Fato

Quais os impactos da política econômica do governo ilegítimo no bolso da população? A economista Jacqueline Natal, supervisora do Departameto Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ela discute também sobre os argumentos da publicidade do governo não-eleito na economia e as previsões para o bolso da classe trabalhadora em 2018. Outro destaque é o Dia Nacional do Forró (13), data de nascimento de Luiz Gonzaga. 

Dos destaques da semana, a edição questiona as confusões e tumultos no Recife para cadastramento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que oferece ajuda de custo de um salário-mínimo para idosos e deficientes que não tem condições de participar ativamente da sociedade. Por outro lado, relato destaca o que aconteceu durante o 27º Encontro Regional do MST em Caruaru. 

No quadro “O que tu indica?”, a professora e jornalista Andrea Trigueiro traz opinião sobre o filme Extraordinário, que está em cartaz no país. Da série “Rosa Luxemburgo”, a narrativa se desenrola no período da Primeira Guerra Mundial, relacionando prisões e resistência ideológica da militante polonesa.   

Ouça o programa Brasil de Fato – Edição Paraná – 16/12/17


Rádio

Edição deste sábado traz últimas informações sobre o andamento e as mobilizações contra a reforma da previdência

Redação |
O programa Brasil de Fato também é transmitido por rádios nos estados de SP, PE, MG e RJ / Divulgação Arte: Gabi Lucena

Os últimos acontecimentos envolvendo a reforma da Previdência são destaques na edição deste sábado do programa Brasil de Fato Paraná. Você vai entender melhor porque seis militantes ficaram alojadas na Câmara Federal, em Brasília, em uma greve de fome que durou quase dez dias.

O programa traz também a experiência da Escola Milton Santos de Agroecologia, que há 15 anos contribui para a formação de jovens no campo, na região de Maringá.

E no semana do Dia Nacional da Economia Solidária, comemorado em 15 de dezembro, integrante de coletivos econômicos solidários convidam você a pensar uma maneira diferente de consumir neste natal.

O repórter Daniel Giovanaz também traz a análise de como a Operação Lava Jato pode ter contribuído para o ataque às universidades públicas brasileiras.

E tem esporte no programa! O comentarista Régis Luis Cardoso vai contar como foi a final da série Ouro do Futsal Paranaense, na disputa entre Pato Branco e Francisco Beltrão, conhecida como “rixa das penas”.

E nesta edição, a música é por conta do mestre Luiz Gonzaga, em homenagem ao Dia Nacional do Forró!

O programa é transmitido aos sábados, nos seguintes locais:

Ponta Grossa – Rádio Princesa 87,9 FM, às 10h (com reprise às 9h de domingo)

Francisco Beltrão- Anawin 106.3 FM, às 11h

Paiçandu – Rádio Pioneira 91,3 FM, às 7h

Apresentação e roteiro: Júlia Rohden e Franciele Petry | Repórteres: Júlia Rohden, Daniel Giovanaz | Colaboradores: Régis Luis Cardoso e equipe de jornalismo do Brasil de Fato | Operação de áudio: Renan Henche | Apoio: Senge – Sindicatos dos Engenheiros do Paraná e Louie Records.

Sintonize e participe!

Ouça o Programa Brasil de Fato – Edição Rio de Janeiro – 16/12/2017


Rádio

PEC que garante mais recursos para universidades estaduais e ameças à saúde mental no SUS são destaques da edição

Redação RJ |
Programa vai ao aos sábados, às 9 horas, pela Rádio Fluminense 540 AM, com reprise aos domingos, no mesmo horário Arte: Gabi Lucena | BdF

Esta edição do programa Brasil de Fato no Rio destaca mais uma mobilização em torno de mais recursos para as universidades estaduais fluminenses. Como a explica a reportagem de Mariana Pitasse, uma proposta de emenda à constituição costurada com os servidores das universidades, deve ser votado na assembleia legislativa do Rio (Alerj) na próxima terça-feira (19) e pode garantir o pagamento de um valor fixo mensal, dando mais previsibilidade para a manutenção das ações das três universidades (Uerj, Uezo e Uenf) sob administração do governo estadual.

No quadro Repórter Sus, um alerta sobre as alterações que o Ministério da Saúde pretende fazer na política de saúde mental, destinando mais recursos para os hospitais psiquiátricos. A medida, como alerta a pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz), Pilar Belmonte, caminha na contramão das conquistas da reforma psiquiátrica, que tem como norte exatamente menos internação e uma assistência integral à saúde.

O programa traz também uma homenagem às mulheres do forró em uma entrevista com a cantora carioca Mariana Melo, que tem encantado o público com o seu Tributo à Rainha do Xaxado Marinês.

E ainda em comemoração ao Dia da Economia Solidária, uma reportagem mostra como as mulheres mães têm se organizado em torno de novas formas de trabalho e consumo. E o incentivo para o consumo sustentável neste natal, por meio das feiras e circuitos, adquirindo direto dos produtores.

No quadro Ouvir Estrelas, a astróloga Ana Lúcia Vaz fala sobre os desafios e potencialidades para quem é do signo de Áries. E no Dicas Mastigadas, um delicioso creme de milho.

O programa vai ao ar todos os sábados, às 9h, com reprise aos domingos, no mesmo horário, pela rádio Fluminense 540 AM, e pode ser ouvido também em tempo real pela internet.

Ouça, compartilhe e participe!

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