Ministro do Turismo desvincula seu caso do de Bebianno

Diante da crise no primeiro escalão da gestão Jair Bolsonaro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse neste sábado (16) não ver nenhuma relação entre a sua situação no governo e a possível demissão do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

Ambos se tornaram alvo de suspeita após a revelação pela Folha de candidaturas laranjas do PSL nas eleições de 2018.

“Não vejo relação de uma coisa com a outra. A questão do Bebianno está sendo resolvida, quem decide é o presidente da República, e a minha questão é completamente separada. O presidente é quem vai decidir”, afirmou ele durante visita a Brumadinho (MG).

Álvaro Antônio declarou ainda que participou de uma reunião com o presidente e o conselho de ministros na sexta (15) e que está “tudo tranquilo entre eles”. Ele não entrou em detalhes sobre o que foi tratado.

Como revelou a Folha em 4 de fevereiro, Álvaro Antônio patrocinou um esquema de candidaturas de fachada em Minas, que também receberam recursos volumosos do fundo eleitoral do PSL nacional e que tiveram votações pífias. Parte do gasto que elas declararam foram para empresas com ligação com o gabinete de Álvaro Antônio na Câmara.

Na quarta-feira (13), a Procuradoria-Regional de Minas Gerais anunciou que vai investigar o caso. O pedido foi feito em um despacho do chefe do Ministério Público Eleitoral do estado, Angelo Giardini de Oliveira, que cita a reportagem da Folha.

No documento, ele afirma que “os fatos narrados podem configurar, em tese, os crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral (…) e ameaça”. A pena prevista pode chegar a seis anos de reclusão.

A Promotoria de Minas Gerais também investiga o caso e irá ouvir as quatro candidatas apontadas de terem sido usadas no esquema. Juntas, as mulheres, que figuram entre os 20 candidatos do PSL que mais receberam dinheiro público, fizeram pouco mais de 2.000 votos. O desempenho seria um indicativo de candidatura de fachada.

O repasse do dinheiro foi formalizado pelo então presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria Geral da Presidência. Bebianno vem dizendo que deve deixar o governo. Álvaro Antônio disse não saber se a saída do correligionário teria ligação com o PSL e que prefere aguardar a decisão de Bolsonaro na segunda-feira.

“Sobre as denúncias, eu estou muito tranquilo. Eu tenho convicção e certeza que o PSL em Minas Gerais agiu cem por cento dentro da legislação eleitoral na distribuição do fundo partidário feminino. Nisso aí, eu não tenho nenhum problema, estou muito tranquilo”, disse Álvaro Antônio.

O ministro foi exonerado no dia 6 de fevereiro, em um ato assinado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. O ato, porém, teria sido apenas formalidade para que ele tomasse posse como deputado federal. Álvaro Antônio foi reeleito em 2018 com a maior votação do estado, com 230.008 votos.

A agenda em Brumadinho, incluindo reunião com o prefeito Avimar de Melo e com o Tenente Coronel da Defesa Civil Flávio Godinho, serviu para anunciar medidas da pasta para a região.

Brumadinho foi atingida pelo rompimento da barragem 1 do Córrego do Feijão, no dia 25 de janeiro, deixando pelo menos 166 mortos e 144 desaparecidos.

Da FSP

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Bebianno nota tratamento diferente ao dado ao ministro do Turismo


Pivô da crise de candidaturas de laranjas, o ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) se diz perplexo com a diferença do tratamento que vem recebendo em comparação ao do ministro Marcelo Alvaro Antonio (Turismo)

“Eu estou recebendo tratamento com perplexidade. Quem dispensa o tratamento é que tem que explicar os seus motivos”, diz, ao reclamar da diferenciação.

Responsabilizado por transferências de recursos públicos a candidatos laranjas do PSL, Bebianno afirmou ter recebido a sinalização do presidente Jair Bolsonaro de que será exonerado na segunda-feira (18).

A demissão de Bebianno, ainda não oficializada pelo Palácio do Planalto, é discutida após ele ter sido chamado de mentiroso por Bolsonaro.

O presidente negou ter mantido conversas com seu auxiliar na última semana e disse, ao ser questionado sobre as investigações, que o chefe da Secretaria-Geral poderia “voltar às origens”.

Tanto Bebianno quanto Alvaro Antonio se tornaram alvo de suspeita após a revelação pela Folha de candidaturas de laranjas do PSL nas eleições de 2018.

“No caso de Minas Gerais, do Marcelo Alvaro Antonio, por que que eu não sou culpado então?”, perguntou.

Bebianno é apontado como responsável pelas transferências por ter presidido o PSL entre janeiro e outubro de 2018. Ele nega irregularidades e diz desconhecer os candidatos suspeitos.

O ministro também questiona o fato de ser apontado pelas candidaturas de laranjas em Pernambuco, mas não por fatos correlatos em Minas Gerais.

Como revelou a Folha em 4 de fevereiro, Alvaro Antônio patrocinou um esquema de candidaturas de fachada em Minas, que também receberam recursos volumosos do fundo eleitoral do PSL nacional e que tiveram votações pífias. Parte do gasto que elas declararam foram para empresas com ligação com o gabinete de Álvaro Antônio na Câmara.

Na semana seguinte, outra reportagem da Folha mostrou que o grupo do atual presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), recém-eleito segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, criou uma candidata laranja em Pernambuco que recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição de 2018. Tanto Bivar quanto o então presidente do diretório de PE, Antônio de Rueda, culparam Bebianno pela liberação dos recursos.

Passadas duas semanas desde a publicação das candidaturas, Bolsonaro não se fez nenhuma manifestação pública sobre o caso do ministro do Turismo.

Ele foi exonerado no dia 6 de fevereiro, em despacho assinado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. O ato, porém, teria sido apenas formalidade para que ele tomasse posse como deputado federal. Álvaro Antônio foi reeleito em 2018 com a maior votação do estado, com 230.008 votos.

Neste sábado (15), em Minas Gerais, Alvaro Antonio negou que haja relação entre os dois casos.

“Não vejo relação de uma coisa com a outra. A questão do Bebianno está sendo resolvida, quem decide é o presidente da República, e a minha questão é completamente separada. O presidente é quem vai decidir”, afirmou ele durante visita a Brumadinho (MG).

Apesar do discurso de aliados nos últimos dias contra a interferência de filhos do presidente no governo, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL-SP, compartilhou neste sábado em rede social mensagem crítica a Bebianno e a favor do irmão.

“E ainda tem jumento que diz que o Carlos atrapalha o pai”, diz a mensagem escrita por um terceiro e compartilhada por Eduardo. O texto ataca ainda “membros do establishment e da mídia” que sairiam em defesa de Bebianno.

Da FSP

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Filme sobre o movimento estudantil é premiado no festival de Berlim

O filme “Espero tua (re)volta”, da diretora Eliza Capai, ganhou o Prêmio da Anistia Internacional (AI) e da Paz no Festival de Berlim neste sábado (16).

O filme, exibido na mostra Generation, fala sobre o movimento estudantil, protestos e ocupações em escolas feitas por estudantes lutando por melhorias para a educação pública.

Segundo o juri da Anistia Internacional, a obra expõe a “repressão sofrida por estudantes que procuram defender o acesso à educação livre”.

“Imaginem que seus filhos saem às ruas porque o governo quer fechar as escolas e são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e pancadas”, apontou a atriz austríaca Feo Aladag, do júri da AI.

O documentário também recebeu o Prêmio da Paz, que é dado pela Fundação Heinrich Böll.

Assista ao trailer:

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Com informações do G1.

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200 pessoas foram removidas durante a noite por risco de rompimento de barragem

A tragédia em Brumadinho.

Cerca de 200 pessoas foram retiradas de suas casas durante a noite deste sábado (16) numa área próxima a uma barragem da Vale em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A barragem tem aproximadamente 3 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minaração.

Em 8 de fevereiro, moradores de comunidades próximas também tiveram que deixar suas casas por conta de alertas em barragens.

“Auditoria se negou a atestar segurança, motivo pelo qual está ocorrendo a evacuação preventiva”, informou o Corpo de Bombeiros às 19h48.

Depois das tragédias criminosas ocorridas em Mariana e Brumadinho com centenas de mortes e impacto ambiental irreversível, essa é a rotina dos moradores próximos das barragens de rejeitos da mineradora Vale.

Com informações do Estado de Minas.

Publicação de: Blog do Esmael

Retiradas de suas casas cerca de 200 pessoas que moram perto da barragem Nova Lima

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou agora que irá evacuar na noite deste sábado uma área de risco da barragem B3/B4 da Mina de Mar Azul, da Vale, no município de Nova Lima (MG). Entre 170 e 200 pessoas terão que ser retiradas do local, que abrange cerca de 49 edificações, entre residências e estabelecimentos comerciais.

Procurada, a Vale informou que acionou na noite deste sábado o nível 2 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) para a barragem B3/B4 da mina Mar Azul, em Nova Lima (MG). DE acordo com a empresa, a medida foi tomada “por segurança”. De acordo com a empresa, a medida é “preventiva”. “A decisão é uma medida preventiva e se dá após a revisão dos dados dos relatórios de análise de empresas especializadas contratadas para assessorar a Vale. Cabe ressaltar que a estrutura está inativa e essa iniciativa tem caráter preventivo”, frisou a empresa em nota enviada por sua assessoria de imprensa.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a auditoria se negou a atestar segurança da estrutura, o que motivou a evacuação preventiva. B3/B4 têm cerca de 3 milhões de metros cúbicos de rejeito em alteamento a montante. Ou seja, foi construída com o mesmo tipo de estrutura da Barragem I da Mina de Córrego do Feijão, que rompeu no fim de janeiro, em uma tragédia que caminha para ter mais de 300 mortos.

Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil e Polícia Militar foram acionados e estão com equipes no local. “A barragem está no nível 1, mas será modificada para nível 2 dentro de alguns minutos, seguindo o protocolo uma vez que a auditoria não atestou a segurança. A sirene será acionada dentro de alguns minutos”, informou assessoria do Corpo de Bombeiros por volta das 20h16.

“O trabalho está sendo conduzido pela Vale com apoio da Defesa Civil e demais órgãos competentes. As pessoas evacuadas estão sendo acolhidas e registradas no centro comunitário, onde receberão informações adicionais. Posteriormente, elas serão acomodadas em hotéis da região. A Vale dará toda a assistência e apoio necessários até que a situação seja normalizada”, declarou a empresa.

Moradores de duas outras cidades de Minas já tinham deixado suas casas devido ao risco de rompimento das barragens da Vale, em Barão de Cocais, e da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu.

Após a tragédia em Brumadinho, a Vale prometeu acabar com todas as barragens a montante.

Leia abaixo a íntegra da nota da Vale:

A Vale informa que acionou na noite deste sábado (16/2) o nível 2 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) para a barragem B3/B4 da mina Mar Azul, em Nova Lima (MG). A decisão é uma medida preventiva e se dá após a revisão dos dados dos relatórios de análise de empresas especializadas contratadas para assessorar a Vale. Cabe ressaltar que a estrutura está inativa e essa iniciativa tem caráter preventivo.

Por segurança, a Vale está fazendo a evacuação de cerca de 200 pessoas em área que abrange 49 edificações, entre domicílios e estruturas de uso comercial na região de Macacos, a 25 quilômetros de Belo Horizonte. O trabalho está sendo conduzido pela Vale com apoio da Defesa Civil e demais órgãos competentes.

As pessoas evacuadas estão sendo acolhidas e registradas no centro comunitário, onde receberão informações adicionais. Posteriormente, elas serão acomodadas em hotéis da região.

A Vale dará toda a assistência e apoio necessários até que a situação seja normalizada.

Do Estadão

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Gerson Carneiro e Pedro dos Anjos: Interpretar a barbárie já não basta; é preciso confrontá-la antes que seja tarde demais!

No RJ, segurança do Extra (de uniforme preto, estilo paramilitar) sufoca e mata o jovem Pedro Gonzaga, 19 anos, e  bolsonaristas destroem placa em homenagem a Marielle Franco.

O de camisa da seleção é Daniel Silveira, eleito deputado federal pelo PSL-RJ.  Nesta quarta, ele apresentou dois projetos de lei que tratam da “cessão compulsória de órgãos, no caso em que o cadáver apresenta indícios de morte por confronto com agentes de segurança pública. Pela proposta,“a retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica” não precisará de autorização expressa familiar. 

Interpretar a Barbárie Já Não Basta! É Preciso Confrontá-la!

Por Pedro dos Anjos, especial para o Viomundo

“[…] uma outra técnica crucial que Zweig identificou em Hitler e seus ministros: eles introduziram suas medidas mais extremas gradualmente –estrategicamente – a fim de avaliar como cada novo ultraje era recebido.

“Apenas uma única pílula de cada vez e depois um momento de espera para observar o efeito de sua força, para ver se a consciência mundial ainda digeria a dose”, escreveu Zweig. “As doses tornaram-se progressivamente mais fortes até que toda a Europa finalmente perecesse delas”. When it’s too late to stop fascism, according to Stefan Zweig [Quando é tarde demais para acabar com o fascismo, segundo Stefan Zweig, por George Prochnik, na New Yorker, em 06/02/2017 

Um homicídio covarde, ato das trevas, foi cometido à luz do dia. E ninguém não fez nada não!

Um ser humano, treinado para trucidar, desabou mortiferamente sobre outro semelhante e ninguém não fez nada, não!

Um vigilante de aluguel, em circunstâncias obscuras, escolheu como alvo um jovem negro – apenas mais um na lista dos cabras pretos anônimos marcados pra morrer. E ninguém não fez nada, não!

Uma rede de supermercado contrata vigilantes paramentados à moda paramilitar, para intimidar, reprimir e – como vimos agora na Barra da Tijuca – até matar excluídos sociais que ousem adentrar suas dependências. E ninguém não faz nada, não!

Uma chacina culposa ma non troppo no Ninho do Urubu e outra suspeitosamente dolosa no Fallet-Fogueteiro, ambas na maravilhosa cidade. E posteriormente quase ninguém não fez nada, não!

Um celerado deputado skinhead , com intelecto diametralmente oposto à sua farta musculatura,  propondo o sequestro de órgãos de cadáveres tombados em dantescas ocorrências policiais. E quase ninguém não faz nada, não!

O mundo cada um de nós modifica a partir de onde a gente está.

Diante de atos de barbárie fascista devemos agir confrontando abertamente seus autores – na força e/ou na moral.

Serpentes já deixaram os ovos e temos que levantar a voz e agir pra combatê-las, antes que o Brasil pereça.

Até quando vamos aguentar esses brucutus?

por Gerson Carneiro, especial para o Viomundo

Desde quinta-feira, não me sai da cabeça a cena do segurança do supermercado Extra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio Janeiro, que, com uma ”gravata’, sufocou e matou Pedro Gonzaga, de 19 anos.

No judô, aprendemos (para não usar) técnicas de sufocamento capazes de desacordar a vítima em cinco segundos.

O vigilante, além de despreparado, foi vaidoso e cruel. Babaca!

Em cinco segundos, você desacorda uma pessoa cortando o fluxo de sangue para o cérebro.

Ela volta ao normal,  sem lembrar de nada, após cair completamente horizontalmente.

Mas é preciso ter conhecimento para aplicar a técnica de forma correta e, claro, sem se preocupar com exibicionismo.

Por que não estou presente nesses momentos?

Mostraria para esse porra como se faz! Sem precisar matar!

Quero passar por essa vida sem precisar revidar alguém na base da força, mas  está difícil.

Em algum momento vamos ter que reagir para nos defender. Esse momento não está distante. Graças a eles.

Eu só quero paz.

Paz com voz. Sem medo.

Ao começar a escrever este texto eu pensei muito no Moa do Katendê, assassinado com 12 facadas nas costas por um bolsonarista por dizer que tinha votado no PT.

É uma sucessão de tragédias da mesma natureza: banalização da vida humana.

Na época, o jornalista Ricardo Boechat classificou como ”bobagem” a morte de Moa.

Durante programa na BandNews, ele comparou o crime que vitimou Moa com cenário nacional: ”Tem um capoeirista morto, mas somos 200 milhões de pessoas”.

Até quando vamos aguentar esses brucutus?

Publicação de: Viomundo

“Não reconheço a legitimidade dessa sentença”, escreve Lula ao receber condenação

O ex-presidente Lula escreveu na intimação da condenação do caso do Sítio de Atibaia que não reconhece a legitimidade da sentença. “Sou inocente, por isso, vou recorrer.”

LEIA TAMBÉM: Pé na estrada: Haddad no Ceará em defesa de Lula e contra a ‘reforma’ da Previdência

“Não reconheço a legitimidade dessa sentença, sou inocente, por isso, vou recorrer”, escreveu Lula ao assinar o documento.

Publicação de: Blog do Esmael

Bebianno só acredita “quando sair o papel com a exoneração” e teria dito a interlocutor que com sua demissão “o Brasil vai tremer”

Da Redação 

“Eu quero ver o papel com a exoneração, a hora em que sair o papel com a exoneração é porque eu fui exonerado”, afirmou aos jornalistas neste sábado Gustavo Bebianno, o ministro da Secretaria Geral da Presidência.

O cala boca de Bebianno, agora acusado de ter vazado conversas sigilosas entre ele e Jair Bolsonaro a veículos da mídia, teria sido uma diretoria da Itaipu Binacional, mas ele recusou.

“Não foi esse meu emprego, meu projeto era eleger a pessoa que me inspirava confiança e eu achava que ia mudar os rumos do Brasil para melhor”, afirmou.

Notem os tempos verbais: inspirava e ia.

Nas intensas manobras de bastidores, a mídia é usada para vazar “fatos consumados”.

O SBT, sem citar fontes, disse que a demissão de Bebianno será formalizada na segunda-feira.

Bebbiano publicou um texto sobre lealdade em sua conta do Instagram depois de seu encontro com Bolsonaro no Planalto (íntegra no pé do post).

“Um comandante não pode alvejar um soldado pelas costas”, teria dito Bebbiano na reunião, segundo a descrição de dois repórteres da revista Veja.

Tanto Bebbiano quanto o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, são suspeitos de criar candidaturas laranjas do PSL em seus estados de origem, Pernambuco e Minas Gerais.

Ambos teriam sido beneficiários indiretos do dinheiro do fundo partidário “aplicado” nos candidatos fantasmas — na soma, R$ 989 mil para obter 5.760 votos.

Porém, o caso de Marcelo vem sendo desconhecido dentro do governo.

Por outro lado, o presidente da República disse, em entrevista à Record TV, ter pedido à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar as acusações a Bebianno.

“Não sei, não sou eu que dispenso tratamento. Eu estou recebendo tratamento com perplexidade. Quem dispensa o tratamento é que tem que explicar os seus motivos”, disse ele a respeito da diferença com que vem sendo tratado em relação ao ministro do Turismo.

Não se sabe, ainda, o conteúdo completo dos áudios que Bebianno teria repassado à Veja e ao blog Antagonista.

A acusação de “mentiroso” foi feita depois que o ministro disse a O Globo que conversara normalmente com Jair Bolsonaro, mesmo depois de denunciado na Folha como responsável pelo laranjal pernambucano.

O filho de Bolsonaro, Carlos, retrucou nas redes sociais, afirmando que estava ao lado da cama do pai e Bebianno mentira.

No bate boca virtual, Jair Bolsonaro alinhou-se ao filho.

Depois de saber que sua demissão já teria sido assinada, Bebianno afirmou a um interlocutor que “se isso acontecer na segunda, o Brasil vai tremer”, segundo os repórteres de Veja.

Bolsonaro estaria “alienado, perturbado da cabeça”, por causa da nova cirurgia e da longa internação, nas palavras atribuídas ao ministro.

Durante os últimos dois anos, Bebianno dedicou-se completamente à campanha de Bolsonaro.

Pode ter um whatsapp carregado de áudios e vídeos, além de informações, que poderiam abalar o clã dos Bolsonaro.

Políticos que tentaram manter Bebianno no poder, dentre os quais o ministro Onyx e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acreditam que a crise no PSL pode ter impacto na aprovação da reforma da Previdência.

“A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para o Bebianno sair. E ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado, ele não é presidente da associação dos militares”, ironizou Maia.

Em Fortaleza, o candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, alfinetou: “A crise da semana, porque toda semana tem uma crise, envolvendo o ministro da Secretaria-Geral também preocupou a todos, a imprensa, os meios militares, um governo que está sendo tutelado de certa maneira, dada a incapacidade de articulação, a tutela tem sido a marca dos 45 dias. É sempre uma tutela, porque se deixar… A pergunta é qual é o adulto na sala, quando tem uma reunião do governo a pergunta é quem é o adulto na sala”.

Se Bebianno de fato for demitido e decidir retaliar, pode agravar o quadro que envolve a própria família Bolsonaro.

O presidente, a esposa e o filho Flávio, eleito senador, são suspeitos de tirar vantagens de “laranjas” através do ex-assessor Fabrício Queiroz, também suspeito de envolvimento com a milícia do Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.

Quando deputado estadual, Flávio empregou a mãe e a esposa de um miliciano que segue foragido, além de homenagear o PM duas vezes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Publicação de: Viomundo

Entenda o esquema de corrupção no partido de Bolsonaro


Laranja

Evidências indicam envolvimento de atual ministro e presidente nacional do PSL

Redação |
O presidente do PSL, Gustavo Bebianno Fernando Frazão/Agência Brasil

Denúncias de candidaturas laranjas do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, feitas pelo jornal Folha de São Paulo, neste mês de fevereiro, revelaram indícios de desvios de verbas públicas em dois estados durante o período eleitoral de 2018. O escândalo coloca em xeque o discurso de ética e combate à corrupção bradado pelo presidente e seus correligionários durante o pleito. 

Primeiro Ato 

As primeiras denúncias ocorreram em Minas Gerais e envolvem Marcelo Álvaro Antônio, atual ministro do Turismo. Na época, ele era presidente do PSL no estado e tinha o poder de decisão sobre quais candidaturas seriam lançadas. 

De acordo com as denúncias do jornal paulistano, Álvaro Antônio está envolvido em um esquema que implica quatro candidaturas laranjas em Minas Gerais. 

As candidatas receberam R$ 279 mil da verba pública que deveria ser utilizada na campanha da legenda. Cerca de R$ 85 mil foram destinados a quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje Ministro do Turismo. 

Ainda segundo o jornal, não há indícios da realização de campanha efetiva das candidatas durante a eleição, que, juntas, alcançaram cerca de dois mil votos, apesar de estarem entre as 20 candidatas que mais receberam dinheiro do partido no país inteiro. 

Em depoimento prestado ao Ministério Público, em 18 de dezembro, a candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais, Cleuzenir Barbosa, disse que foi coagida por dois assessores de Marcelo Álvaro Antônio a devolver R$ 50 mil dos R$ 60 mil que havia recebido da legenda. 

Frente à denúncia, Álvaro Antônio disse que as as acusações foram feitas “com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido”. 

Segundo Ato 

Uma segunda denúncia foi feita pela Folha, no dia 10 de fevereiro. Luciano Bivar, recém-eleito segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, teria criado uma candidata laranja em Pernambuco. De acordo com o jornal, o partido de Bolsonaro repassou R$ 400 mil do fundo partidário no dia 3 de outubro, a apenas quatro dias antes da eleição. 

Maria de Lourdes Paixão foi a terceira candidata que mais recebeu dinheiro do partido no país e se candidatou de última hora para preencher a vaga remanescente de cota feminina. 

De acordo com a candidata, 95% do dinheiro foi gasto em uma única gráfica, destinado à impressão de 9 milhões de santinhos e 1,7 milhão de adesivos. Cada um dos 4 panfleteiros, que ela diz ter contratado, deveria ter distribuído cerca de 750 mil santinhos por dia. 

O também presidente do PSL, Luciano Bivar, nega que a candidata tenha sido laranja. Ele argumenta que a decisão de repassar R$ 400 mil foi da direção nacional do partido, na época presidida por Gustavo Bebianno, hoje secretário-geral da Presidência da República. Seguindo no jogo de “empurra”, Bebiano, por sua vez, alegou que as decisões dos repasses são das direções estaduais. 

À época, Bebianno era o presidente nacional do PSL e coordenou a campanha de Jair Bolsonaro. Ele era responsável formal por autorizar repasses dos fundos partidários e eleitoral a candidatos da legenda. 

Segundo apuração da Folha, ele liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada. Bebianno nega ter envolvimento com candidaturas laranjas do PSL.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Ministro do Meio Ambiente jura que soja em terra indígena é legal

Para se parecer minimamente com um “ambientalista”, o ministro Ricardo Salles visitou durante a semana uma aldeia indígena. Mas a aldeia que ele escolheu fica numa reserva que abriga um arrendamento ilegal para cultivo de soja.

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E, mesmo com embargo do Ibama e com o posicionamento do Ministério Público Federal, Salles continua afirmando que a plantação não é ilegal. Nem o ministério da Agricultura consegue sustentar a legalidade do plantio.

“A plantação não é ilegal, tanto que ela foi feita durante 13 anos. Eles começaram a plantar desde 2005 e de repente, apenas em 2017, é que os órgãos tanto de meio ambiente quanto de controle específicos do estado [do Mato Grosso] foram lá e tomaram posições que vão contra essa atividade indígena que já era feita há 13 anos”, declarou o ministro à Folha de S. Paulo.

Ora, alguém tem que explicar para ele que a repetição de uma ilegalidade não a torna legal.

O arrendamento é na terra indígena Utiariti, no Mato Grosso. Foi o primeiro lugar da Amazônia que Salles visitou desde que assumiu a pasta. Ele foi acompanhado da ministra da Agricultura Tereza Cristina.

Não é difícil imaginar que o ministro do Meio Ambiente, que já foi chamado de ministro da mineração, fará de tudo para liberar o agronegócio dentro das reservas indígenas.

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Com informações da Folha de S. Paulo.

Publicação de: Blog do Esmael

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