OAB pede revisão de veto a visitas de Wadih Damous a Lula


Solitária

Na ultima segunda (23), deputado, que também é advogado do ex-presidente, foi impedido de visitá-lo

Cristiane Sampaio |
Deputado Wadih Damous (PT-RJ) em entrevista logo após tentativa frustrada de visita a Lula (PT) em Curitiba Eduardo Matysiak

Em petição assinada nesta terça-feira (24), a seção do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou à juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba (PR), uma reconsideração da decisão que proibiu a visita do deputado Wadih Damous (PT-RJ) ao ex-presidente Lula (PT) na Superintendência da Polícia Federal da capital.

O parlamentar, que é advogado, foi constituído oficialmente como membro da defesa do ex-presidente no último dia 20, por meio de uma procuração assinada por Lula. No entanto, em um despacho assinado no dia 23, a magistrada negou o pedido de visita que seria feita pela comissão externa da Câmara Federal destinada a fazer uma vistoria no local da prisão, grupo do qual Damous faz parte.

Além dele, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) também integrariam a diligência. Na negativa do pedido, a juíza citou uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF) que havia sugerido o impedimento da visita. Entre outras coisas, o MPF alegou “ausência de relevância ou justo motivo” para a autorização.

O incidente oxigenou os problemas políticos e jurídicos que circundam a prisão do ex-presidente, que já teve outras várias visitas negadas, entre elas as do teólogo Leonardo Boff, da ex-presidenta Dilma Rousseff e do Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel. Por ser advogado, Wadih Damous alega que não poderia ter sido impedido.

“Ela não tem competência pra isso. Quem diz se um advogado está impedido ou não de advogar é a OAB, não o Poder Judiciário. Ela está usurpando, exercendo a jurisdição onde não pode exercer”, criticou.

A juíza argumentou ainda que um parlamentar não poderia exercer a advocacia quando estiver no exercício da função legislativa, seja a favor ou contra os interesses do Estado.

No entanto, no pedido de reconsideração feito pela OAB, a entidade destaca que um parlamentar advogado é considerado impedido de exercer a advocacia somente quando se trata de ação que envolva pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.

Wadih Damous explicou que o caso do triplex se trata de uma ação penal e sem essas características.  

“Ela inventou uma tese que só o fascismo pode inventar. A União não é parte do processo, que se trata não de patrimônio, mas de liberdade”, completou.   

Como resultado, o petista provocou a OAB Federal a tomar uma atitude e o presidente da entidade, Carlos Lamachia, pediu providências à OAB do Paraná, que agora aguarda retorno da juíza.

O episódio provocou reações em outras frentes. Na ultima segunda (23), um grupo de juristas enviou uma carta à OAB solicitando que fossem tomadas as medidas consideradas cabíveis. Leonardo Yarochewsky, um dos advogados que assinam o documento, considera que a decisão da magistrada ofende a categoria.

“Isso é uma violação e uma afronta ao Estatuto da OAB, uma lei federal. É um absurdo completo, viola a prerrogativa do advogado, que tem o direito de estar com o seu cliente independentemente de procuração”, afirmou.

Segundo apurações feitas pela reportagem, a OAB do Paraná deve impetrar um mandado de segurança até a próxima segunda-feira (30) contra a decisão da juíza, caso a magistrada não atenda ao pedido.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Justiça revoga prisão de 137 detidos em festa de supostos milicianos no Rio


Intervenção

Decisão seguiu indicação de parecer do Ministério Público

Vinicius Mansur |
Soldados do exército circulam pelo Rio de Janeiro durante ações da intervenção federal na segurança publica do estado Tania Rego/Agência Brasil

O juiz Eduardo Marques Hablitschek, da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, ordenou a soltura de 137 das 159 pessoas presas numa festa promovida por supostos milicianos no último dia 7 de abril no Rio de Janeiro. O juiz acatou pedido feito nesta terça-feira (24) pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos.

De acordo com o pedido do MPRJ acatado pela Justiça, após análise detalhada das provas e da conduta dos presos, não há indícios que justifiquem a prisão preventiva e o oferecimento de denúncias contra as 137 pessoas liberadas. Um preso, o artista de circo Pablo Dias, já havia sido liberado no último dia 19.

Contra os demais 21 presos, o MPRJ oferecerá denúncia. Para o Ministério Público fluminense, de fato, havia na festa chefes da milícia que controla o crime organizado em Santa Cruz, o que seria comprovado pela troca de tiros com a Polícia Civil quando os agentes iniciaram a operação.

Dentro da festa, os policiais encontraram fuzis e pistolas, além de uniformes privativos das forças de segurança pública, material normalmente utilizado por grupos milicianos.

Para a conselheira do Conselho Estadual de Direitos Humanos e representante da Federação de Favelas do Rio de Janeiro (Faferj), Katia Lopes, a decisão é a primeira medida para reverter uma injustiça. A ativista visitou os presos no último dia 9 e disse que uma apuração simples já poderia indicar a inocência da maioria. Mas, segundo Katia, os presos não foram ouvidos e, além de terem seu direito de defesa violado, foram muito agredidos.

“Eles apanharam muito. Uns tiveram que lavar banheiro e corredor da Cidade da Polícia e enxugar com as blusas das outras pessoas acusadas. Um teve que sentar em cima do formigueiro, porque eles colocaram eles em cima de britas. Não podiam levantar nem para urinar. Muitos fizeram na calça e estavam sujos. Outros tiveram que cantar ‘um, dois, três, eu amo a Core’. Eles se sentiram muito humilhados”, relatou.

A preocupação dos defensores humanos agora é como os presos liberados poderão voltar em segurança para seus lares. Tanto aqueles que moram em comunidades dominadas por milícias ou pelo tráfico podem ter sua integridade física ameaçada.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Carcereiros de Lula mentem sobre prisão de R$ 300 mil

A Polícia Federal está alardeando que a prisão de Lula em sua sede em Curitiba gera gastos de “R$ 300 mil por mês” e que, por isso, quer transferi-lo. Quem concorda que é impossível gastar 10 mil reais por dia para manter preso um idoso em uma saleta? Ou a PF explica e justifica esse absurdo ou a Corregedoria tem que abrir uma sindicância imediata para esclarecer esse gasto…

A imprensa noticiou que a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba pediu à Justiça a transferência de Lula para “um estabelecimento prisional adequado”.

Em ofício “urgente” endereçado à juíza Carolina Lebbos, encarregada da execução penal de Lula, os policiais afirmam que a presença do ex-presidente Lula naquele local causaria “transtornos” e gastos “muito altos”.

Fica difícil entender que gastos são esses. A cela de Lula tem 15 metros quadrados, uma cama, uma mesa, uma cadeira, uma televisão e um chuveiro elétrico. Não custa dez mil reais por ano, que dirá por dia.

De acordo com o documento enviado à juíza, “tem-se uma perspectiva de gastos de aproximadamente R$ 300 mil no mês”.

A PF atribui isso a “diárias de policiais, passagens e deslocamentos de pessoal de outras unidades para reforçar a segurança da superintendência” da PF em Curitiba.

Uau! Quem será que oferece tanto risco à segurança da POLÍCIA FEDERAL? Lula, de 72 anos? Os acampados diante da PF?

Bem, imagem aérea do local não confirma nenhum aparato de segurança.

Supõe-se que os gastos com “segurança” do local sejam para conter gente do lado de fora, já que, pelo lado de dentro, não é possível que os policiais federais armados e treinados para combate estejam com medo de um velhinho de 72 anos.

As imagens aéreas não mostram segurança do lado de fora. Além disso, para proteger o prédio da Superintendência da Polícia Federal é só pedir proteção à Polícia Militar. A PF não gastaria um centavo. Quem paga a PM é o governo do Estado…

E, a julgar pelas imagens que se tem desse acampamento de apoiadores de Lula, as pessoas que lá estão não parecem tão perigosas a ponto de requerem um pequeno exército ao custo de 300 mil reais por mês (mais ou menos uns 100 soldados).

Como se vê, a alegação de gastos da Polícia Federal com Lula não passa de balela. Mas por que, então, a mentira?

É mais do que óbvio: trata-se de uma jogada propagandística para jogar a população contra o ex-presidente. O que se procura, agora, é encarcerar o significado de Lula para os brasileiros enquanto os torturadores da PF tratam de produzir torturas psicológicas para tentar quebrar seu espírito…

A julgar pela última pesquisa fresquinha, do Ibope, não está dando certo.

Confira a reportagem em vídeo

 

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Juíza Lebbos, que curso de Medicina a senhora frequentou para alegar “não urgência” e vetar a visita dos médicos a Lula?

por Conceição Lemes

Desde que chegou à Polícia Federal, em Curitiba, em 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não passou por qualquer avaliação médica de rotina como habitualmente  vinha fazendo.

Motivo: a juíza Carolina Lebbos , da 12ª Vara Federal de Curitiba, vetou a visita de um dos médicos indicados pela sua defesa.

Em despacho nesta quinta-feira (25/04), às 15h8, indeferiu o pedido  sob o fundamento de que “não há urgência”.

Por isso, hoje a  defesa protocolou um novo pedido (veja abaixo) à juíza, reiterando o feito em 20 de abril, para que ela autorize Lula a ser atendido periodicamente e sempre que necessário pelos médicos já indicados.

A defesa observa que tem a informação de que outras pessoas custodiadas na superintendência da Polícia Federal do Paraná recebem atendimento dos médicos indicados por eles.

Data vênia, juíza Carolina Lebbos, que curso de Medicina a senhora frequentou para alegar “não urgência” e vetar a visita dos médicos do ex-presidente?

O ex-presidente tem 72 anos e sofre de diabetes e hipertensão arterial.

A senhora sabia que a idade avançada, a pressão alta e o “açúcar” no sangue são importantíssimos  fatores de risco para infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)?

Sabia que infarto e o AVC podem ocorrer de repente  sem  terem tempo de mandar um aviso prévio para a digníssima juíza?

Para agravar a situação, o encarceramento pode ter desestabilizado essas doenças crônicas que vinham tão bem controladas.

Lamentavelmente, quer queira ou não a sua postura é um atentado à vida de Lula.

Portanto, se algo grave acontecer ao ex-presidente, a senhora terá responsabilidade.

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Publicação de: Viomundo

Benedita da Silva: Oferecido de bandeja ao mercado, servidor público não será bode expiatório de Temer

Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

O servidor público não será bode expiatório de Temer

por Benedita da Silva*, especial para o Viomundo

No último dia 8 de abril, a Medida Provisória 805/2017 perdeu a eficácia.

Com ela, Temer queria aumentar de 11% para 14% a alíquota da contribuição previdenciária dos servidores públicos federais – ativos e aposentados – cuja remuneração esteja acima do teto do INSS.

De acordo com o Ministério do Planejamento, esse aumento atinge 711.446 servidores, com grande impacto na área do magistério federal.

Essa MP já tinha sido suspensa por liminar do ministro Ricardo Lewandowski (STF) e estava no Congresso.

A razão da liminar é que a MP 805 penalizava duplamente os servidores, com aumento da alíquota e adiamento dos reajustes salariais para 2019.

As entidades dos servidores denunciavam a MP como um confisco na remuneração, cujo único objetivo é fazer caixa.

De fato, o Ministério do Planejamento admite que a MP iria gerar uma “economia” de R$ 7 bilhões.

Economizar em cima da remuneração dos servidores públicos, inclusive dos aposentados, não faz nenhum sentido diante dos sucessivos perdões de bilhões de reais de dívidas em impostos e contribuições previdenciárias que o governo Temer concede ao agronegócio, aos banqueiros e grandes empresários.

A não votação da MP 805/17, do arrocho do servidor e a retirada de pauta da PEC 287/16, da reforma da Previdência, sem dúvida representam importantes vitórias e não apenas para os servidores públicos.

Caso fosse aprovada, a reforma da Previdência endureceria bastante as condições de aposentadoria dos servidores públicos.

Entretanto, enquanto durar a intervenção federal no Rio de Janeiro qualquer emenda à Constituição estará impossibilitada.

Por mais que o ilusionismo midiático tente justificar essa política de terra arrasada de um governo ilegítimo, saído de um impeachment sem crime de responsabilidade, a sociedade já começa a perceber claramente o que está sendo feito e contra quem: as vítimas são os trabalhadores assalariados, os servidores públicos e o povo em geral.

A ideologia neoliberal procura disfarçar sua perversidade social por trás da falácia do “Estado mínimo” e da suposta “eficiência do mercado”.

O que se vê, no entanto, é um Estado mínimo, para o povo, mas um Estado máximo para grandes empresários. Temer está viabilizando com rapidez a captura do Estado pelo chamado mercado.

Por isso a cabeça do servidor público é oferecida pelo governo na bandeja do neoliberalismo, como símbolo da “moralização” do Estado.

Certamente eles farão novas tentativas para aprovar os projetos encomendados pelo mercado, mas a resistência contra eles se torna mais forte e consistente.

A MP 805/17 fazia parte da mesma família de medidas antipopulares, como as que atingem toda a população que trabalha por salário ou no mercado informal.

*Benedita da Silva é deputada federal (PT-RJ).

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Publicação de: Viomundo

MST serve comida da fazenda, sem agrotóxicos, na Feira da Reforma Agrária


Gastronomia

Do campo para a cidade, o espaço Culinária da Terra funcionará durante todo o evento, entre os dias 3 a 6 de Maio

Letícia Fialho |
A Feira da Reforma Agrária contará com uma diversidade de alimentos saudáveis do MST MST

A 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), ocorre entre 3 e 6 de maio, no Parque da Água Branca, em São Paulo, e emprestará à maior cidade da América Latina, conhecida pelas avenidas e arranha-céus, as cores e sabores aconchegantes do campo.

Os visitantes poderão levar para casa produtos direto da roça, orgânicos e sem agrotóxicos, oriundos de 23 estados, e também provar pratos regionais típicos da culinária brasileira.

A influência das culturas africana, indígena e portuguesa marcam o gosto da culinária regional da Bahia, cuja diversidade estará representada na feira. Entre as opções de moqueca, será possível experimentar de tucunaré com camarão, de suburi, de dourado e de vermelho com camarão.

Iguaria típica da região amazônica, o tacacá, originário dos povos indígenas paraenses e muito popular nos estados do Acre, Pará, Rondônia, Amapá e Amazonas, também poderá ser degustado durante a Feira.

Com um número maior de cozinhas, espaço ampliado e com a participação de mais de 250 pessoas, o espaço Culinária da Terra tenta repetir o sucesso da edição anterior, na qual foram servidas cerca de 10 mil refeições.

“O espaço culinária vai trazer para feira os nossos sabores, os nossos gostos e o nosso jeito de fazer comida. A nossa relação não só com a produção, mas também de preparar. Vamos aproximar as duas realidades, a realidade de produção de produto pra feira e a realidade da transformação desse produto na comida” diz Antonia Ivoneide, da direção nacional do MST.

Agende-se:

3ª Feira Nacional da Reforma Agrária

Local: Parque da Água Branca

Endereço: avenida Francisco Matarazzo, 455, São Paulo (SP), CEP 01156-000

Horários: Das 8h às 20h

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

UNE Volante chega ao Recife para debater política, educação e cultura na universidade


ITINERANTE

Atividade integra a campanha “Universidade não se vende, se defende”, encabeçada pela União Nacional dos Estudantes

Vinícius Sobreira |
A atividade vai circular por 13 universidades em 11 estados brasileiros; Em Pernambuco, o tema escolhido é a cultura Divulgação/UNE

Na próxima sexta-feira (27), o Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebe a UNE Volante, promovendo atividades de arte e cultura gratuitamente para estudantes tanto da própria instituição como de outras universidades que estejam interessados em participar. A UNE Volante é parte da campanha “Universidade não se vende, se defende”, encabeçada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade representativa dos estudantes universitários do Brasil. A atividade vai circular por 13 universidades em 11 estados brasileiros. Pernambuco é o terceiro estado do percurso.

Em cada estado, a UNE Volante traz uma temática diferente para ser debatida e praticada através de oficinas. O tema escolhido para Pernambuco é a cultura, pensando o papel da universidade como espaço de produção cultural e de elaboração de políticas públicas para a cultura. A principal atividade do dia 27 ocorre no auditório do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), a partir das 9h da manhã: uma mesa de debate com a presença da presidenta e vice-presidenta da UNE, além de artistas pernambucanos e pensadores da cultura do estado.

A tarde será de oficinas de produção de cultura, teatro, literatura, música, dança e turbante, além de uma homenagem ao Movimento de Cultura Popular (MCP), encabeçado pelo pedagogo pernambucano Paulo Freire entre os anos 1950 e 1964, centrado em alfabetizar as camadas mais pobres através da arte e cultura populares. Ao fim do dia, haverá uma noite cultural com shows gratuitos dentro da universidade.

A estudante de teatro Rosa Amorim destaca o papel da arte nesse momento histórico do Brasil. “Nesta conjuntura política, o diálogo entre os estudantes se faz extremamente necessário, porque precisamos debater o projeto de universidade que queremos para nós e para as próximas gerações. Mas como fazer o debate político chegar ao máximo de estudantes? Através da arte e da cultura. E isso tem tudo a ver com o que é a UNE Volante”, pontua.

Inquietações

À frente da construção dessa passagem da UNE por Pernambuco está a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), entidade estadual de representação dos estudantes universitários. A presidenta da UEP, Manuella Mirella, vê a passagem da UNE Volante no estado como algo histórico. “Em tempos de repressão, retirada de direitos e ataques à democracia, nós trazemos o debate político para dentro da universidade e mostramos que somos filhos deste momento histórico, uma época que pede política. É colocar a política no centro do debate”, diz Manuella. “Precisamos politizar a universidade. Este é o nosso maior desafio e será o nosso maior ganho”, completa a estudante, que fez questão de lembrar da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 395, de 2014, que propõe o pagamento de mensalidades nas universidades públicas.

Ela destaca ainda que, no contexto da UNE Volante, algumas universidades do estado também sediam o Festival Inquietações. “O festival dialoga muito com a temática escolhida pela UNE para Pernambuco, porque apontamos a ausência de espaços de cultura nas universidades. Outras têm esses espaços, mas os estudantes não podem utilizá-los. É algo que precisa ser regulamentado, porque, no momento, muitas universidades não permitem atividades culturais”, diz Manuella. “E no nosso estado isso é fundamental, porque temos uma relação muito forte com o que já foi chamado de ‘folclore’, mas que hoje é reconhecido como cultura popular. Essa cultura é um caminho para debatermos nossa história e a política”, completa.

Para ambas entrevistadas, construir na UFPE a passagem da principal entidade de representação estudantil do país é um desafio extra, porque a UFPE, apesar de sua importância, não tem um histórico recente positivo em relação à representatividade estudantil. “A UFPE é uma universidade que está há mais de 7 anos sem Diretório Central de Estudantes (DCE). E esta universidade receber a UNE Volante neste momento é dizer para os estudantes que este é o momento de nos organizarmos, de escutarmos uns dos outros as principais questões que envolvem a nossa vida na universidade”, diz Rosa. “Precisamos fazer o debate político através da arte e cultura enquanto despertamos o sonho de uma nova sociedade”, avalia Amorim, que também é militante do Levante Popular da Juventude.

Para ela, já passou da hora de os estudantes se organizarem para enfrentar os desafios. “O momento do Brasil é de extremo ataque a esse projeto de educação que busca incluir as camadas mais pobres na universidade. Então precisamos retomar o movimento estudantil, porque precisamos impedir a retirada de direitos na educação. Não podemos ficar parados assistindo isso acontecer”, reclama Amorim. “Marcar esse espaço na UFPE mostra que queremos construir um DCE também aqui. Através de um Diretório Central é muito mais fácil dialogar com os estudantes”, completa Manuella, que milita na União da Juventude Socialista (UJS).

De acordo com as entrevistadas, durante a semana haverá atividades de mobilização de estudantes para participarem do evento na sexta-feira (27). E a mobilização não se restringe à UFPE. Na vizinha UFRPE já foi realizado, na última quinta-feira (19), o Festival Inquietações. Segundo a presidenta da UEP, também está confirmada a chegada de um ônibus saindo de Caruaru e trazendo estudantes da região Agreste para participar do evento.

UEP Itinerante reproduzirá modelo

A UNE Volante surgiu na década de 1960, durante o governo popular de João Goulart, já no contexto de polarização e tensão pré-golpe militar. Naquele momento a UNE circulou o Brasil debatendo a reforma universitária e, na opinião de Rosa Amorim, “praticamente fundando o movimento estudantil em vários centros de ensino”, já que teve centralidade em estimular a fundação de centros acadêmicos (CAs), diretórios acadêmicos (DAs) e diretórios centrais de estudantes (DCEs). Como a atividade deste ano está inserida no contexto da campanha em defesa de universidades públicas, gratuitas e de qualidade, os locais escolhidos para sediar a UNE Volante são as universidades públicas.

Manuella Mirela pontuou ainda que a entidade estadual deve circular todas as regiões de Pernambuco realizando festivais culturais e trazendo debates políticos urgentes para os estudantes. “Sabemos as dificuldades da UNE para circular todas as universidades do país. Então também cabe a nós fazer com que o debate alcance os estudantes que não poderão participar da UNE Volante”, diz a estudante. O lançamento da UEP Itinerante ocorre no dia de atividades da UNE Volante, passando posteriormente noutras cidades. De acordo com a entrevistada, o roteiro ainda não está fechado, mas o plano é passar em pelo menos uma universidade de cada região.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Mulher que pediu volta da ditadura apanha da PM

Ela foi uma entre os manifestantes que ocuparam o Congresso Nacional em 2016 para pedir a volta da ditadura militar e exaltar o juiz Sergio Moro.

Ao passar por um corredor do Congresso que tinha bandeiras, a mulher ‘lamentou’ uma ‘cena nojenta’: a bandeira do Brasil tinha um pedaço em vermelho e ela achou que “os comunistas” estavam querendo mudar a bandeira do Brasil.

“Reparem na nossa bandeira com o símbolo vermelho comunista. Essa será a nova bandeira do Brasil”, diz no vídeo que gravou. Ela só não percebeu que, na verdade, estava em frente ao painel em comemoração ao centenário da imigração japonesa ao Brasil.

O ‘símbolo comunista’ era apenas a inofensiva bandeira do Japão

A mesma mulher, agora com os cabelos loiros, gravou um vídeo em que, podem rir, reclamou de ter sido alvo de “violência policial” durante manifestação pró-ditadura. E o pior:  pediu providências ao “capitão Bolsonaro”, sem refletir que o seu “capitão” é favorável não só à violência policial, mas, também, à tortura…

Pensando bem, ela teve até sorte. Confira o vídeo dessa cena de ironia poética

 

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Publicação de: Blog da Cidadania

Processo de Azeredo já dura 5 vezes mais que o de Lula. Sem conclusão

Em 22 de novembro de 2007, o então presidente do PSDB Eduardo Azeredo foi denunciado formalmente pelo procurador Antônio Fernando de Souza junto ao Supremo Tribunal Federal como um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema chamado “mensalão tucano”.

Segundo o Ministério Público, o mensalão tucano foi um esquema de caixa dois organizado com vistas à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Em 14 de setembro de 2016, o Ministério Público denunciou por crime de corrupção o ex-presidente  Lula e a sua esposa, Marisa Letícia, morta no começo do ano passado devido a problemas emocionais relativos à perseguição sofrida pelo marido.

Em dois anos e sete meses após denúncia do MP,  o caso do “triplex” atribuído a Lula já está praticamente terminado ao menos para o réu, que está preso. Já o caso Azeredo foi denunciado há DEZ ANOS e cinco meses e não produziu efeito nenhum até hoje.

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Azeredo e Aécio integram direção do PSDB

É difícil para o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se afastar, como quer, do peso que representam para sua candidatura ao Palácio do Planalto o senador Aécio Neves (MG) e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

Aécio é réu por negociar propina com Joesley Batista, do grupo J&F, e Azeredo, condenado em segunda instância pelo chamado mensalão mineiro.

Ambos fazem parte da executiva nacional do PSDB, órgão máximo de comando da legenda por onde passam todas as decisões partidárias.

No PSDB, todos os ex-presidentes são membros da executiva. Então, mesmo que Aécio desista de disputar eleição, ele continuará a influenciar nos rumos do partido, a exemplo de Azeredo.

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