Mídia Ninja, na Paulista: Milhares contra Temer em SP


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Publicação de: Viomundo

Decreto de Temer é um absurdo jurídico e inconstitucional, diz jurista Dalmo Dallari


Repressão

Professor emérito da USP comenta decreto publicado por Michel Temer que prevê uso das Forças Armadas no Distrito Federal

Dayane Santos |
Tropas do Exército chegaram a cercar a Esplanada dos Ministérios Mídia Ninja

“Li o decreto e estou convencido de que é um absurdo e inconstitucional”, afirmou o professor emérito da USP, o jurista Dalmo Dallari, ao comentar o decreto publicado por Michel Temer, nesta quarta-feira (24), que prevê uso das Forças Armadas no Distrito Federal por uma semana.

“Primeiro, porque ele [Temer] faz a invocação de dois incisos da Constituição que não dão fundamento para determinar o uso das Forças Armadas como polícia”, explica Dallari, que é um dos mais renomados constitucionalistas brasileiros.

De acordo com o jurista, o decreto publicado menciona o artigo 84º da Constituição e os incisos IV e XIII, que prevê que compete exclusivamente ao Presidente da República publicar decretos e “exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos”, respectivamente.

“Nenhum desses incisos tem a ver com o uso das Forças Armadas como polícia, ou seja, não há fundamento constitucional. A fundamentação que consta no decreto é absolutamente falsa”, denuncia Dallari.

Segundo o jurista, pelo conteúdo do decreto, “há uma deturpação evidente dos objetivos das Forças Armadas, pois existe forças policiais – nacionais e locais – que estão preparadas para cuidar e manter a ordem interna e são a essas instituições que se deve recorrer”. “As Forças Armadas têm objetivos específicos estabelecidos pela Constituição e não substituem a polícia”, reforça.

“Outro absurdo que não tem justificativa é o fato de estabelecer um período de 24 a 31 de maio. É absolutamente arbitrário”, destaca em tom de indignação. “Realmente, o decreto é um absurdo jurídico e deve ser declarado inconstitucional”, completa.

Ele conclui: “Para a democracia é negativo, mas o decreto em si não tem força para eliminar a Constituição. E essa é a nossa garantia fundamental. Mas, por outro lado, ele torna duradoura uma situação confusa. Não está sendo tomada nenhuma atitude para que se estabeleça uma ordem pacífica e democrática”. 

Diez campesinos fueron asesinados en Pará, norte de Brasil


Violencia

Movimientos de la región afirman que el campamento estaba siendo objeto de reintegración de posesión

Lilian Campelo |
Informaciones preliminares dan cuenta de que hay 14 personas heridas durante la acción policial Marcelo Casal Jr. / Agencia Brasil

Este miércoles (24) nueve hombres y una mujer fueron asesinados en una ocupación en la hacienda Santa Lúcia, localizada en el municipio de Pau D’Arco, ubicado a cerca de 60 km de Redenção, sudeste del estado de Pará, en el norte de Brasil. Las muertes ocurrieron durante una acción de las Policías Civil y Militar. De acuerdo con Andreia Silveiro, abogada de la Comisión Pastoral de la Tierra (CPT), en la ciudad de Marabá (PA), las informaciones todavía son pocas, pero ella apunta que la acción policial contra los trabajadores rurales ocurrió durante el proceso de reintegración de posesión de la hacienda.

“Nosotros solamente sabemos que la circunstancia en que se dieron las muertes fue una reintegración de posesión, en la que al contrario de las orientaciones del Tribunal de Justicia y de la Defensoría Agraria Nacional -que dicen que quien debe cumplir estos procesos es el comando de la Policía Militar del batallón especial (que queda en la capital del estado, Belém)-, el juez determinó que la policía local cumpliese la orden”. 

De acuerdo con el integrante de la Liga de los Campesinos Pobres (LCP-PA) Paulo Oliveira, entre los muertos está la presidenta de la Asociación de los Trabajadores y Trabajadoras Rurales de Pau D’Arco, además de que otras 14 personas fueron baleadas. Destaca además que la hacienda Santa Lucía fue apropiada ilegalmente por quienes se reivindican sus dueños, la familia Babinsk.

“Son tierras públicas que ellos (Babinsk) se apropiaron de forma ilegal. Las familias entraron y fueron desalojadas de forma violenta, ahora intentaron volver, pero tenían un mandato de desalojo de nuevo, y ocurrió este episodio”, afirma.
Integrantes de la CPT se están dirigiendo a la ciudad donde acontecieron las muertes para acompañar el caso.

Otra versión

En nota, la Secretaría de Estado de Seguridad Pública y Defensa Social (Segup, en su sigla en portugués) afirmó que la acción de la policía no se trataba de una reintegración de posesión, sino del “cumplimiento de 16 mandatos judiciales (prisión preventiva, temporaria, búsquedas, e incautaciones)”.

Según el texto, policías del Comando de Misiones Especiales de la Policía Militar, y policías civiles de Belém se están dirigiendo a Redenção. La Corregidora de las Policías Civil y Militar también están en camino, “para intensificar las investigaciones y reforzar la seguridad”.

La Segup afirma que serán divulgados los nombres de las víctimas. Los cuerpos serán analizados por el Centro de Pericias Renato Chaves, que “está auxiliando en la identificación de los cuerpos y encaminando los procedimientos de necropsia para la liberación posterior a los familiares”.

Masacre en el campo

El año 2017 ha sido de masacre en el campo brasileño. Antes de la matanza de este miércoles, la CPT ya había mapeado 26 asesinatos provenientes de conflictos. En 2016 la violencia en el campo batió record: fueron 61 asesinatos, 22% más en relación al año anterior, y el mayor número desde 2003, cuando se registraron 73 homicidios.

También según los datos de la CPT, el año anterior fueron registradas seis muertes en el Estado de Pará. Con la masacre de Pau D´Arco, el número de muertes en el estado llega a 17.

Patrick Mariano diz que Temer, na prática, decretou estado de sítio; senadores querem anular medida; polícia atirou em manifestantes

Quarta-feira, 24 de maio de 2017

Temer cometeu crime de responsabilidade ao acionar Exército contra protesto, apontam juristas

do Justificando

Art. 15. O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na participação em operações de paz, é de responsabilidade do Presidente da República, que determinará ao Ministro de Estado da Defesa a ativação de órgãos operacionais, observada a seguinte forma de subordinação:

§ 2º A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal.

§ 3º A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal. § 3o Consideram-se esgotados os instrumentos relacionados no art. 144 da Constituição Federal quando, em determinado momento, forem eles formalmente reconhecidos pelo respectivo Chefe do Poder Executivo Federal ou Estadual como indisponíveis, inexistentes ou insuficientes ao desempenho regular de sua missão constitucional.

– Lei Complementar nº 97/1999

“Medida autoritária, inconstitucional e ilegal. Uma afronta às liberdades públicas, claro crime de responsabilidade”.

Assim definiu a coordenadora do curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas Eloísa Machado sobre o decreto de Garantia de Lei e da Ordem (GLO) acionado por Michel Temer para repressão do protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

O Presidente determinou o Emprego das Forças Armadas no país até dia 31 de maio deste mês, valendo-se de uma lei que prevê a situação em caso de policiamento insuficiente.

Para ela, bem como para grande parte da comunidade jurídica, Temer cometeu crime de responsabilidade, passível de impeachment.

Dentre tantas violações do governo Temer, causou espanto o uso das Forças Armadas para manter a plataforma do governo sustentada por falta de legitimidade popular e imposição de medidas inconstitucionais e draconianas para a população, como as Reformas Trabalhista e da Previdência.

Esse decreto já foi utilizado outras vezes, como, por exemplo, na ocupação da Maré no Rio de Janeiro pelo Governo Dilma e na “crise” penitenciária em Manaus, já com o governo de Michel Temer.

Ambos casos despertaram inúmeras críticas.

No caso atual, Temer é protagonista do escândalo das recentes divulgações de áudio entre ele e o empresário da JBS Joesley Batista; sua base governista no Congresso está esvaziada e pressionando pela renúncia; e, ainda, o presidente lida com a histórica resistência popular que pelo processo de impeachment contestado, bem como pela falta de legitimidade política para impor as reformas.

No último domingo, 21, ele fez um pronunciamento em rede nacional contrariando opositores e situacionistas no sentido de que não renunciaria. O protesto por sua queda era esperado e inevitável.

Para o Professor de Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Rubens Glezer, no caso específico do decreto para reprimir manifestação popular não era cabível tal atitude sequer em tese – “A atuação das Forças Armadas é disciplinada no na lei em hipóteses que o policiamento ostensivo não é suficiente, o que claramente não é o caso. Além disso, houve evidente abuso na decretação do período que compreende 24 de maio a 31 de maio, um período injustificável que coincide com a agenda do governo. Flerte perigosíssimo com o estado policialesco sem limites”.

Para o advogado da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares e Colunista do Justificando Patrick Mariano, Temer, na prática, decretou estado de sítio

— “É estarrecedor que no dia em que a Corte Interamericana de Direitos Humanos julga o caso do Vladimir Herzog e 10 trabalhadores rurais são assassinados pela polícia em uma ação de despejo, Rodrigo Maia e Temer baixam um decreto para que as forças armadas sejam usadas contra as manifestações até o dia 31 de maio. O decreto deixa nas mãos do ministro da defesa a forma como se dará o uso das forças armadas, ou seja, estamos, na prática, vivendo um Estado de sítio decretado por um governo ilegítimo”.

Mariano também entende que o decreto consolidou a prática de crime de responsabilidade pelo Presidente da República

— “Ou seja, o governo Temer caiu e hoje só se sustenta pelo uso das forças armadas. Espero que os comandantes militares não se prestem à defesa de um governo corrupto, ilegítimo e irresponsável e que o STF processe por crime de responsabilidade Michel Temer”

No campo das instituições, o decreto de Temer já é contestado. Em sessão no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou durante seu voto: “Presidente [do STF, Cármen Lúcia], voto um pouco preocupado com o contexto e espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do poder Executivo [Temer] teria editado um decreto autorizando o uso das Forças Armadas no Distrito Federal, no período de 24 a 31 de maio“

Márcio Sotelo Felippe, colunista no Justificando e Procurador do Estado, resume as intenções de Temer ao editar o decreto

— “Desmoralizado, sem condições éticas e políticas de exercer a presidência, Temer quer intimidar pela força. Incidentes em protestos não são novidades e a democracia convive com isso em qualquer lugar do mundo”.

“A medida é abusiva e mostra o quanto está sendo nocivo para o país esse governo, ultrapassando limites perigosos. Temer fora já” — concluiu.

PS do Viomundo: Da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-Amazonas): “Protocolamos, junto com os senadores Randolfe Rodrigues, Regina Souza, Lídice da Matta e Gleisi Hoffmann, um Projeto de Decreto Legislativo nº 108 que susta o decreto do Governo Federal sobre o uso das Forças Armadas nas ruas de Brasília”. Randolfe entrou com mandado de segurança no STF para anular a convocação do Exército.

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Publicação de: Viomundo

Dez agricultores são assassinados em chacina no Pará


Conflitos no campo

Número de mortos em conflitos no campo chega a 36 em todo o país, segundo a CPT

Da redação |
Desde o início do ano, sete pessoas já foram assassinadas por conflitos no campo, apenas no Pará Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (24) pelo menos nove homens e uma mulher foram assassinados durante ação de despejo realizada por policiais no município de Pau D’Arco, Sudeste do Pará, a 860 quilômetros de Belém. 

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a operação visava a reintegração de posse e envolveu as Polícias Civil e Militar. Informações preliminares da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Segup) alegam ter havido conflito, porém não há confirmação de feridos entre os agentes policiais. 

Massacre no campo

O ano de 2017 tem sido de massacre no campo brasileiro. Antes da chacina desta quarta-feira, a CPT já havia mapeado 26 assassinatos decorrentes de conflitos. Em 2016 a violência no campo já bateu recorde: forma 61 assassinatos, 22% no comparativo com o ano anterior e o maior número desde 2003, quando foram registrados 73 homicídios. 

Ainda de acordo com os dados da CPT, no ano anterior foram registradas seis mortes no Pará. Com o massacre de Pau D’arco, o número de mortes no estado chega a 17. 

AOS VENTOS DO FUTURO

Novos tempos, atores e novos materiais estão chegando. O índio ouve e vê que a hora é agora, cabe a ele ocupar seu espaço, reafirmar seu lugar nas coisas e sua presença na história viva desse momento. Lideranças como Ailton Krenak, Álvaro Tukano e Sônia Guajajara devem ser conduzidas aos palácios que na esplanada se erguem, o parlamento há de ser indígena também.

Mario Juruna era índio Xavante e foi o único parlamentar indígena no Brasil nesses últimos 517 anos. Líder indígena tinha em sua posse pequeno gravador de fita cassete como arma poderosa, além de seu caráter ilibado.

Conheci Ailton Krenak no século passado. Era faculdade e lá estávamos. Eram também tempos de  Constituinte, e Krenak se foi no mundo.

O cineasta Hermano Penna.

No século 21 o reencontrei, nós já pais, mais homens e maduros. Lembro-me que era 2012 e Ailton mencionou um fogo que invadiu sua casa certa noite em Minas, daqueles que tudo levam às cinzas, e que uma película do filme Aos Ventos o Futuro, do cineasta Hermano Penna, fora extinto nas chamas. Prova única do documentário em brasas, buscamos notícias. Localizei o cineasta Hermano Penna na rede, homem nobre, e soube que de tal película só duas cópias existiam, a de Krenak e uma cópia depositada na Cinemateca de São Paulo.

Com apoio e empenho do Projeto Xingu, programa de extensão universitária da Escola Paulista de Medicina/ Unisfesp, recuperamos e digitalizamos o precioso registro. Apesar do fogo, que recicla e renova, com todo apreço aos agentes envolvidos, o Jornalistas Livres compartilha em primeira mão o oportuno e auspicioso registro.

Curioso notar que a projeção de 39 minutos inicia e finaliza com imagem da escultura de Alfredo Ceschiatti, símbolo da Justiça nacional em sua suprema imparcialidade, livre. É de Ailton Krenak o depoimento final de AOS VENTOS DO FUTURO:

“Essa insistência do Estado, do governo brasileiro em não acatar as propostas que o movimento indígena tem encaminhado de criar um órgão, modernizar o órgão de política indigenista, tem feito com que o movimento procure outras formas de representação, de articulação. Uma dessas reivindicações hoje é a representação indígena dentro da assembléia constituinte, que se daria de forma direta, sem concorrer por partidos.

A base dessa nossa força é no sentido de que os povos indígenas precisam estar representados através de mecanismos que sejam permanentes, de garantia dos territórios indígenas, de garantia das condições para que essas pequenas sociedades se estabeleçam na relação com a sociedade nacional.

A política que o governo tem feito, na velha república e na nova república, é um desrespeito sistemático às formas de se organizar, às formas de se representar dos povos indígenas. Nós achamos que, na verdade, o Estado brasileiro tem muito a ganhar com a participação da população indígena no sentido que é ampliar os espaços democráticos do Estado, garantir a pluralidade, garantir que esses povos sejam representados dentro do conjunto das relações do Estado com a sociedade brasileira, e a confirmação também de que os povos indígenas, somos, os aliados do futuro dessa Nação.

Nós devemos estar presentes numa perspectiva de futuro no sentido que vamos continuar tendo terra, de que vamos continuar tendo floresta, que vamos continuar tendo condições de vida nesse país. E isso na verdade é a reafirmação de um princípio nosso, de que se existe um futuro nós somos aliados desse futuro e temos que estar obrigatoriamente nesse projeto. “

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Publicação de: Jornalistas Livres

Fuerzas Armadas cercan Planalto; ministro de Defensa anuncia la llegada de más tropas


INTERVENCIÓN

En pronunciamiento en el Palacio de Planalto, ministro de Defensa anuncia “acción de garantía de la ley y el orden”

Redacción |
El anuncio fue hecho alrededor de las 16:30, directo desde el Palacio de Planalto Reproducción NBR

El ministro de Defensa, Raul Jungmann, realizó un pronunciamiento en el que afirmó que está siendo realizada una “acción de garantía de la ley y el orden” en Brasilia (DF), en la tarde de este miércoles (24). El ministro afirmó que tropas federales se encuentran en los palacios de Planalto e Itamaraty, y que otras tropas estarán llegando para asegurar que los predios de los ministerios se mantengan intactos.

El anuncio ocurre en medio de las protestas del “Ocupa Brasilia”, que piden la salida del presidente golpista Michel Temer, elecciones directas para la Presidencia de la República y la retirada de las reformas del trabajo y la previsión social de la pauta del Congreso.

Una confusión en el plenario de la Cámara de los Diputados suspendió la sesión, luego del anuncio del ministro. Según Jungmann, el pedido de acción de las Fuerzas Armadas habría partido del presidente de la Cámara, el diputado Rodrigo Maia (DEM) al presidente de la República, Michel Temer (PMDB). Cuestionado por diputados de la oposición, Maia, que estaba ausente del plenario, pero que retornó luego de la confusión, negó que haya hecho esa solicitud. “Yo quiero dejar claro que mi pedido al gobierno fue de apoyo de la Fuerza Nacional”, afirmó, colocando la responsabilidad en Temer: “La decisión tomada por el gobierno tiene que ver con aquello que entendió relevante para garantir la seguridad”.

Antes de la declaración del ministro, la Policía Militar (PM) reprimió con violencia el acto de Ocupa Brasilia, que reúne 150 mil personas en la capital federal. Los policías intentaron dispersar a los manifestantes que marchaban en dirección al Congreso Nacional. Desde el estrado, los organizadores de la protesta afirmaron que un señor que se manifestaba recibió un tiro de arma letal. Todavía no hay información oficial sobre el caso.

En entrevista a Brasil de Fato, el abogado y miembro de la Consulta Popular Ricardo Gebrim analizó que “en esta situación política, Temer puede querer mantener el empleo de las Fuerzas Armadas para impedir nuevas manifestaciones” y que esta jugada del Ejecutivo “es una pésima señal, que representa una medida represiva para tratar manifestaciones sociales”.

El abogado, agrega que el gobierno busca “aprovecharse de una situación específica para retomar medidas represivas que pueden expandirse a otras ciudades, lo que es muy peligroso”. El hecho específico mencionado por Gebrim es el incendio frente al Ministerio de Agricultura.

“Tenemos que observar el uso de las Fuerzas Armadas, lo que eso significa, si apenas un área será cercada o si va a quedar de forma permanente”, dijo, en relación a lo que se viene.

Una edición extraordinaria del Diario Oficial de la Unión fue divulgada autorizando el empleo de las Fuerzas Armadas.

Lea el discurso completo del ministro de Defensa, Raul Jungmann:

“Atendiendo la solicitud del presidente de la Cámara de Diputados, Rodrigo Maia, pero también, teniendo en cuenta, fundamentalmente, que una manifestación que estaba prevista para ser pacífica, se convirtió en violencia, en vandalismo, en falta de respeto, en agresión al patrimonio público y a las personas, muchas de ellas servidores que se encuentran aterrorizados y que nosotros estamos, en este momento, garantizando su evacuación, el Sr. presidente de la República decretó, repito, por solicitud del Sr. Presidente de la Cámara, una acción de garantía de la ley y el orden. En este momento, tropas federales se encuentran en este palacio, en el Palacio de Itamaraty, y más tarde estarán llegando nuevas tropas para asegurar que los predios de los ministerios se mantengan incólumes. El Sr. Presidente de la República resalta que es inaceptable el desorden, el descontrol, y que él no permitirá que actos como ese vengan a perturbar un proceso que se desarrolla de forma democrática y con respeto a las instituciones”.

A maior repressão da história de Brasília

Enquanto escrevo, no dia do maior ato organizado por movimentos sociais na Esplanada dos Ministérios, o que se vê nas proximidades do acesso ao Congresso Nacional é o uso descontrolado do aparato policial. Uma brutal repressão. Desde a noite de ontem, milhares de pessoas se encontraram na capital federal, para pedir o afastamento imediato do presidente Michel Temer e lutar contra o desmonte da Previdência e das leis trabalhistas.

O dia começou com uma longa e pacífica caminhada em direção ã Esplanada. Dentro do Congresso, a UNE e o Centro Acadêmico “11 de agosto” entregaram um abaixo assinado ao presidente Rodrigo Maia com mais de 800 mil assinaturas, colhidas em menos de uma semana pedindo a saída de Temer. Por volta das 14h, o clima começou a mudar. Um festival de balas de borracha, bombas, borrachadas e muita intimidação.

Milhares de soldados da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança, Forças Armadas, avançaram sobre os manifestantes, provocando pânico, correria, e deixando dezenas de feridos pelo caminho. Alguns já estão sendo atendidos no Hospital de Base. Ao meu lado, puder ver um jovem que teve o olho atingido e um morador de rua, teve a barriga perfurada por um tiro a queima roupa de bala de borracha. Os policiais, novamente, não seguiram os próprios protocolos de segurança em manifestações.

Joelmo Jesus de Oliveira, morador de Brasília, relatou, entre tantas outras agressões, uma praticada pela polícia do exército.

“Eles estavam dentro do Prédio, que tem vidros espelhados, saíram de repente e agrediram uma jovem com chutes na cara e murros”.

Um senhor que filmava o ato teve seu celular destruído, uma enxurrada de gás de pimenta nos olhos e ainda borrachas para que se afastasse.

“Se isso não é estado de exceção, não sei o que é.

Nunca vi tamanha violência” Mas o que justifica tamanha repressão? Não houve movimento no Palácio do Planalto durante todo o dia. Temer está absolutamente isolado e sua base no Congresso desmoralizada para levar a cabo outras reformas. A saída por renúncia foi descartada pelo presidente, o que faz com que lhe reste apenas a força repressora. Mesmo com a forte repressão os movimentos seguem firme na capital do País. Resta aos movimentos resistir em Brasília e em todo Brasil.

Serão dias duros e decisivos para barrar o desmonte e derrotar o golpe.

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Temer declara guerra ao povo

O governo Temer escancarou sua face. Com um decreto assinado há pouco, convocou as Forças Armadas para reprimir manifestações.  Além de uma máquina de corrupção, o usurpador do Planalto mostrou dirigir uma máquina de guerra contra o povo.

Mais de cem mil pessoas reuniram-se pacificamente em Brasília pedindo a renúncia do fantoche, eleições diretas e dando um sonoro não às reformas liquidadoras da aposentadoria e dos direitos trabalhistas. O que encontraram? Soldados armados até os dentes e dispostos a atacar uma manifestação democrática.
Há dezenas de feridos. Um deles, pelo menos, foi atingido por uma bala e está no hospital. Bombas de gás e de efeito (i)moral são disparadas incessantemente contra trabalhadoras, trabalhadores e jovens desarmados. Um cenário típico dos tempos de ditadura militar.

Temer e sua quadrilha não tem qualquer condição de continuar no poder. Sua ofensiva contra a manifestação de hoje não deixa dúvidas. Mais e mais, o governo golpista só pode recorrer à repressão. Não há argumento capaz, numa democracia, de defender por mais nem um dia um mandatário enlameado dos pés à cabeça pela corrupção explícita e tingido de sangue de manifestantes.
A permanência no Planalto do fantoche a serviço de interesses reacionários é uma verdadeira provocação ao povo brasileiro. Os números não mentem: 14 milhões de desempregados, milhões de famílias em desespero, milhares de empresas fechando, inadimplência se alastrando. Agora, repressão covarde em larga escala. Tudo isso obra de uma administração ilegítima e desmoralizada até mesmo entre muitos que embarcaram na aventura golpista.
A tragédia vista hoje em Brasília é um novo sinal de que a mobilização popular é o verdadeiro inimigo dos poderosos. Os conchavos para impor um presidente eleito indiretamente por este Congresso de paus mandados nem de longe representa uma saída para o país. Mais do que nunca, é hora de sair às ruas e gritar: Fora Temer. Diretas Já.

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En protesta contra el gobierno, #OcupaBrasília reúne más de 150 mil personas


DIRECTAS YA

Pidiendo la salida de Temer y elecciones directas, marcha es atacada con violencia por la policía militar

Cristiane Sampaio y Rafael Tatemoto |
Militantes de todo Brasil participan del #OcupaBrasilia en la mañana de este miércoles (24) PT Divulgación

Más de 150 mil personas se concentraron en el comienzo de la tarde de este miércoles (24) alrededor del estadio Mané Garrincha, en la capital federal, Brasília, capital federal, según datos de la Policía Militar y de los organizadores. Después, marcharon hasta el Congreso Nacional, en la protesta que es llamada de #OcupaBrasilia. En el medio del trayecto, hombres de la Policía Militar empezaron a tirar bombas de gas lacrimógeno y balas de goma en los manifestantes. Aún no hay datos oficiales de heridos.

Los militantes llegaron en cerca de mil ómnibus, de distintos puntos del país, y están participando de una marcha unificada, pidiendo la salida de Michel Temer (PMDB) y la realización de elecciones directas para presidente.

“Seguro que es una de la movilizaciones más grande que ocurrieron en Brasília, y estaba muy bonita. Pero es impresionante la represión de la Polícia Militar, tirando muchas bombas, que impide la llegada de la gente al Congreso Nacional. Va a ser un día de mucha batalla en Brasília, pero sin condiciones de hacer un cierre del acto político”, informó, desde la capital federal, el coordinador nacional del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST), João Paulo Rodrigues.

Haga click aquí y acompañe minuto a minuto la movilización.

La acción es organizada por las centrales sindicales y por las frentes Brasil Popular (FBP) y Pueblo sin miedo. En el comienzo de la tarde, los manifestantes iniciarán una marcha por la Explanada de los Ministerios, rumbo al Congreso Nacional.

“Hoy es un día decisivo para la clase trabajadora. Nuestros derechos están amenazados por los golpistas, y no existe el menor respeto a nuestra dignidad. Estamos siendo asaltados”, dice Roberto Sousa y Silva, profesor de la red pública de Río Grande del Norte, que vino en caravana para participar de la protesta.

La lucha popular es impulsada por el agravamiento de la crisis que rodea la figura de Michel Temer (PMDB), involucrado en escándalos de corrupción relacionados a la empresa frigorífica JBS, investigada en el marco de la operación Lava Jato, de la Policía Federal. Con las denuncias reveladas la semana pasada por los hermanos Batista, propietarios del grupo, los sectores populares creen que es posible derrocar al gobierno y promueven el “Ocupa Brasilia”, con la expectativa de evitar el trámite de las reformas.

“El gobierno Temer ya acabó, al punto de que la propia prensa golpista lo tiró a la basura, pero ahora está intentando dar el golpe dentro del golpe, lo que es más peligroso todavía, porque profundizará la retirada de derechos de la clase trabajadora (…) Él no tiene moral ninguna para aprobar ninguna ley”, considera Alexandre Conceição, dirigente del Movimiento de los Trabajadores Rurales sin Tierra (MST), uno de los movimientos que integran el FBP.

Directas ya

Frente a la crisis política, el “Fuera Temer” no es la única bandera de los opositores, que se movilizan para evitar a cualquier costo una eventual elección indirecta, que podría ocurrir luego del cargo de presidente quedar vacante, ya sea por renuncia o por deposición. +

Por eso, el “Ocupa Brasilia” refuerza el grito de “Directas ya”. Para los movimientos, la salida para la crisis política pasa esencialmente por la elección del pueblo.

“Elecciones indirectas ahora no resuelven el problema de la crisis, de la población, las reformas que ese gobierno está queriendo llevar adelante. El Congreso que haría la elección es el más reaccionario de la historia de Brasil, ligado a los intereses de los grandes grupos económicos. Por eso, queremos elecciones directas ya”, dice el militante de Levante Popular de la Juventud, Caio Picareli, que vino desde Porto Alegre, en el sur del país, para participar del acto.

Además de tener Brasilia como punto central de la manifestación, los movimientos realizan actos también en otras partes del país este miércoles (24), en la tentativa de extender más el movimiento por la caída de Temer y la realización de elecciones directas.

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