Francischini fecha acordo com Moro na CCJ

Sérgio Lima/Poder360 -
Sérgio Lima/Poder360 –

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), disse nesta sexta-feira (20) que pretende resgatar pontos do pacote anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) rejeitados por questões formais pelo grupo de trabalho formado pelos deputados que analisam o assunto.

Segundo Francischini, um desses itens é o que trata da prisão após condenação em segunda instância.

O tema constava do projeto de lei que está em discussão no grupo de trabalho, mas foi retirado do texto porque a maioria dos integrantes entendeu que o instrumento legislativo adotado pelo governo era incorreto.

Na avaliação dos deputados, a questão deveria constar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e não de um projeto de lei, como foi enviado por Moro ao parlamento.

“Tentarei marcar na semana que vem uma reunião com os membros do grupo de trabalho para que a gente possa ver o que a Comissão de Constituição e Justiça pode fazer para complementar alguns pontos do projeto anticrime que saíram durante os estudos do grupo de trabalho por vício formal. Um desses casos, por exemplo, é a questão da prisão em segunda instância”, afirmou.

Ele lembrou que já tramita na comissão uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema. “O que for vício formal nós tentaremos salvar na Comissão de Constituição e Justiça”, afirmou.

Desde 2016, o Supremo Tribunal Federal entende que a prisão após condenação em segunda instância é possível.

Com isso, aqueles condenados por tribunais de segundo grau, como os tribunais regionais federais, os TRFs podem ser presos (caso, por exemplo, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva).

No entanto, ações na Suprema Corte questionam esse entendimento sob o argumento de que o artigo 283 do Código de Processo Penal estabelece que as prisões só podem ser executadas após o trânsito em julgado, ou seja, quando não cabem mais recursos no processo.

Outro argumento apresentado pelos críticos à prisão em segunda instância é o de que a Constituição Federal é clara ao dizer que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado.

Tramitação

O pacote anticrime foi enviado ao Congresso desmembrado em três textos.

Além do projeto que é debatido pelo grupo de trabalho, há outro que trata da criminalização do caixa dois e um terceiro que prevê que crimes comuns em conexão com crimes eleitorais sejam de competência da Justiça Comum e não da Justiça Eleitoral.

Este último tramita na CCJ e, de acordo com Francischini, será pautado na semana que vem.

Relatora da matéria, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) apresentou parecer favorável à tramitação.

De G1

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“Não vou apontar o dedo a nenhum chefe de Estado”, diz Bolsonaro

 Jorge William / Agência O Globo
Jorge William / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro disse que terá encontro privado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na viagem a Nova York. Segundo Bolsonaro, ele vai jantar com o americano.

O presidente afirmou ainda que o discurso que fará na abertura dos Debates Gerais na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima terça-feira, já está pronto e precisa apenas dos “polimentos finais”. Ele contou que o pronunciamento tratará da soberania e do que mudou no Brasil e que não vai ” apontar o dedo ” para nenhum chefe de Estado.

— Temos que falar do nosso patriotismo, da questão da soberania, do que o Brasil representa e sempre foi para o mundo. É um país que o povo é bem recebido em qualquer lugar. Aqui também a formação é de gente do mundo todo. Não vamos fulanizar, apontar o dedo para nenhum chefe de Estado. A ideia é fazer um pronunciamento falando de quem nós somos, nossas potencialidades, o que mudou no Brasil. Não tem mais aquela questão ideológica e estamos nos aproximando do mundo todo — declarou, em conversa com jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada, depois de deixar o Palácio do Planalto.

Bolsonaro relatou que assistiu a pronunciamentos anteriores de presidentes brasileiros, sem citar nomes, e comentou que, no passado, tinha gente que “falava, falava e não dizia nada”.

Questionado se mandaria um recado aos 230 fundos de investimento, que juntos administram cerca de R$ 65 trilhões e pediram ao Brasil que proteja a Floresta Amazônica,  disse que não vai entrar neste detalhe, mas criticou a iniciativa

— Geralmente um grupo tão grande, pelo que parece o recado, é feito por uma minoria “xiita”. Não sabem os dados reais do que acontece no Brasil. Nós somos muito abaixo da média dos últimos 15 anos — defendeu o presidente.

De OGlobo

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PT quer depoimentos de Frota e Carlos Bolsonaro na CPI das Fake News

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O Partido dos Trabalhadores (PT) vai convidar o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) para prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News. O vereador Carlos Bolsonaro, o ‘Carluxo’, também será convocado para dar explicações na CPMI, segundo informou o senador Angelo Coronel (PSDB-BA), presidente da comissão.

A deputada Luizianne Lins(PT-CE) argumenta que Frota “obteve destaque no ativismo digital político em nosso país nos últimos anos”.

Segundo O Globo, no requerimento, a parlamentar petista afirmou:“Polêmico, passou a debater inclusive sobre as condutas dos atores políticos nacionais nas redes sociais. O parlamentar demonstra-se conhecedor dos bastidores da produção de informações políticas para a internet, inclusive daquelas que poderiam ajudar nos trabalhos desta CPMI, de forma que entendemos ser importante a sua vinda para colaborar com o processo investigativo.”

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Frota, ex-bolsonarista radical, atualmente é um crítico e opositor do presidente Jair Bolsonaro e de seu clã familiar. Já Carlos Bolsonaro é o operador principal das contas pessoais do pai nas redes sociais.

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Encontro Nacional da Campanha Lula Livre neste sábado em São Paulo

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Neste sábado (21), acontece em São Paulo a Plenária Nacional da Campanha Lula Livre, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. A plenária tem como objetivo reunir membros dos comitês, entidades e movimentos sociais para fazer uma avaliação e traçar perspectivas sobre a campanha pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diferente da última plenária realizada em março deste ano, a reunião conta com critérios de indicação de representantes das organizações e comitês da campanha.

“Esse será um momento de balanço das atividades da campanha e elaboração das perspectivas e propostas para o próximo momento. Para que o debate possa fluir com maior dinamicidade, a participação acontecerá por meio de critérios de delegação”, aponta o documento de convocação do encontro.

Para João Pedro Stédile, do MST e um dos coordenadores da campanha, “é um momento de escuta dos militantes que estão na campanha para verificar o que está dando certo e o que precisa ser melhorado.”

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Programação

Das 9h às 9h30 – Credenciamento

Das 9h45 às 10h – Abertura e Intervenção artística

Na parte da manhã haverá um debate sobre o cenário político com a participação de Gleisi Hoffmann (PT), Juliano Medeiros (PSOL)* e Luciana Santos (PCdoB)*

Na parte da tarde, a plenária se dividirá em grupos temáticos sobre organização, finanças, mobilização, comunicação, cultura e juventude.

Após a realização dos grupos, o público volta ao plenário para encerrar os trabalhos.

Local: Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

Palácio do Trabalhador – Rua Galvão Bueno, 782

Inscrição: Via link http://bit.ly/2kjuyAY

*Com informações do Instituto Lula

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Publicação de: Blog do Esmael

Miliciano ligado aos Bolsonaro tramou assassinato de Marielle, diz Curicica

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O miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, apontou o major da Polícia Militar do Rio,Ronald Paulo Alves Pereira, da milícia “Escritório do Crime” e condecorado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro, como um dos organizadores do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

As informações estão em depoimento prestado por Curicica à Polícia Federal e a procuradores da República, no presídio federal de Mossoró (RN).

Além dos dois, teriam participado da trama o subtenente da PM Antonio João Vieira Lázaro, assessor do então deputado estadual Domingos Brazão, e e Hélio Paulo Ferreira, conhecido como o “Senhor das Armas”.

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No encontro que discutiu o trama, Ronald teria dito que eles “teriam que resolver um problema para o amigo do Tribunal de Contas”, em referência a Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

Curicica disse que a ação contra a vereadora seria uma “espécie de recado” a Marcelo Freixo, que era deputado entadual. Por acharem que “não poderiam mexer nele”, os milicianos decidiram armar uma emboscada para Marielle, melhor amiga e ex-assessora de Freixo.

“Os responsáveis pelo crime não imaginavam toda a repercussão que teria a morte da vereadora”, disse ele.

Com informações da Revista Fórum.

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Publicação de: Blog do Esmael

Gilmar Mendes diz que Lava Jato era jogo de promiscuidade e corrupção; assista

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, compartilhou um trecho de uma entrevista sua à TV Folha em que ele fala das maracutaias de Deltan Dallagnol e da Lava Jato como um todo.

Ele fala sobre a “monetização” da Lava Jato, e diz que “esse crime tem nome, se chama corrupção”.

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Gilmar lembra de Lula está sendo incriminado por ganhar dinheiro com palestras, enquanto Dallagnol “monetizava” as próprias palestras.

O ministro lembrou ainda que a Corregedoria do Ministério Público sabia dos desvios na conduta de Deltan e outros procuradores, mas nada fez. Confira:

Só nos resta aguardar que o Supremo Tribunal Federal aja rápido para corrigir os mal feitos da “República de Curitiba”.

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Publicação de: Blog do Esmael

Greve Global pelo Clima mobiliza milhões de pessoas em 150 países


MEIO AMBIENTE

Protestos exigem ações imediatas contra mudanças climáticas; cerca de 5 mil manifestações devem ocorrer até o fim do dia

Lu Sudré |
Manifestantes reivindicam medidas concretas para combater o aquecimento global e para frear as emissões de CO2 Foto: Christof Stache/AFP

Multidões se reuniram nos quatro cantos do mundo nesta sexta-feira (20) para exigir ações contra as mudanças climáticas e o colapso ambiental em curso. As manifestações reivindicam medidas concretas para combater o aquecimento global e frear as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Apesar de não haver dados oficiais, a imprensa internacional já noticia que as ações mobilizaram milhões de pessoas ao redor do globo.
A Greve pelo Clima é inspirada no movimento Fridays For Future (Sextas-feiras Pelo Futuro, em português), criado por Greta Thunberg, adolescente sueca de 16 anos. Desde o ano passado, ela falta às aulas todas as sextas-feiras para protestar diante do parlamento da Suécia pelo clima. A ação ganhou comoção popular e passou a ser reproduzida por estudantes de outros países.

Com ampla participação de crianças e jovens em defesa de seu futuro, os atos globais reforçam a urgência de políticas governamentais voltadas para que a temperatura média global, que cresce a cada ano, mantenha a curva de crescimento abaixo de 1,5 ºC até o fim do século. 

Assim como em outros países, ato na Suíça contou com a participação de muitas crianças (Foto: Jonathan Nackstrand/AFP)

Especialistas consideram ainda, que o ano que vem é o período limite para a adoção de medidas efetivas que possam reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 45% até 2030.

Ao longo desta sexta-feira, foram registrados atos em cidades da África do Sul, Nigéria, Uganda, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, França, Holanda, Paquistão, Polônia, Croácia, Austrália, Índia, Bolívia, Estados Unidos, Japão e Tailândia. Um total de cinco mil protestos são esperados até o fim do dia. 

Manifestação no Paquistão (Foto: Arif Ali/AFP) 

A expectativa é que as atenções globais se voltem para um gigante protesto marcado em Nova York, onde ocorrerá a Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima semana.

Já no Brasil, mobilizações acontecem em municípios de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Brasília, Bahia, entre outros. Em São Paulo, no fim do dia, ocorre um protesto na Avenida Paulista, na altura do Museu de Artes de São Paulo (Masp). 

Gritos pela Amazônia

A Greve pelo Clima, cujas mobilizações também estão marcadas para o período entre 20 e 27 de setembro, ocorre em um momento em que a atenção mundial está voltada para o Brasil, devido às queimadas no território amazônico e as respostas do governo brasileiro frente a tal cenário. Somente no mês de agosto, a região foi devastada por 30.901 focos ativos de fogo, um aumento de 196% em relação a julho.

No mesmo período, foram mais de 51 mil focos de incêndio em todo o país, um aumento de 128% em relação a agosto de 2018. Conforme análise disponibilizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), perseguido por Bolsonaro, estes são os maiores números registrados desde 2010.

A origem das chamas se deram devido à ação predatória de ruralistas em regiões fronteiriças à Amazônia. Estimulados por Bolsonaro, os produtores organizaram o Dia do Fogo, em 10 de agosto, em busca de expansão das áreas de pastagem ou para plantações de soja. 

Protesto em defesa do clima na Nigéria (Foto: Kula Sulaimon)

Descompromisso ambiental 

Ao lado de críticas e políticas destrutivas da agenda ambiental, declarações polêmicas do presidente sobre as queimadas deixam o Brasil em posição de desprestígio internacional. Até o momento, a Cúpula do Clima da ONU não incluiu o país entre aqueles que terão direito a discursar durante o encontro.

Isso porque o objetivo dos discursos é dar destaque aos países que constroem ações inspiradoras de combate à crise ambiental. O Brasil, por sua vez, segue na contramão deste objetivo.

De acordo com dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), por exemplo, em 2017 a nação emitiu cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2, o que o tornou o sétimo maior emissor de gases do efeito estufa.

Quase metade (46%) dessa quantidade foi emitida pelo setores do desmatamento, seguidos por 24% de emissões das atividades agropecuárias e 21% do setor de energia e transporte.

Além de Bolsonaro, Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, também tem sido amplamente criticado por “declarações negacionistas” relacionadas às mudanças climáticas.

Confira imagens dos milhares de atos da Greve pelo Clima:

Paris, França (Foto: Damien Mayer/AFP)

Uganda (Foto: Isaac Kasamani)

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Despejo destrói comunidade de 54 famílias acampadas em Laranjal, Paraná


Luta pela terra

A terra estava ocupada desde de que o Governo Federal a declarou como de interesse social para fins de Reforma Agrária

Redação |
Cerca de 50 viaturas da Polícia Militar chegaram à comunidade para executar o despejo das famílias. Leandro Taques

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, publicou por volta das 20h desta quinta-feira (19) a decisão que destrói a comunidade José Rodrigues, localizada em Laranjal, região Centro do Paraná. Ao negar o pedido da prefeitura do município para suspensão de uma ordem de despejo, o Desembargador confirmou a expulsão de mais de 160 pessoas que vivem, produzem e reproduzem a vida na área desde 2016.

A terra estava ocupada pelas famílias desde de que o Governo Federal a declarou como de interesse social para fins de Reforma Agrária, com base na avaliação de improdutividade feita pelo INCRA, em 2010. Além de improdutivo, o imóvel rural Fazenda Prudentina, de 852,9 hectares, não tinha nenhum morador. 

Com a decisão do Desembargador, a área volta às mãos da família Camargo Pimentel, que carrega dois nomes tradicionais da elite paranaense. Já as 54 famílias, que antes viviam da produção na terra, agora serão abrigadas em espaços públicos municipais, sem perspectivas de voltarem a ter um local permanente de moradia e produção.

“O poder público local manifestou e apresentou dados a importância da comunidade para a economia local. O comércio da cidade tem relação direta com as famílias e também tem se posicionado contra o despejo. O Ministério Público emitiu parecer favorável ao pedido de suspensão. Estranhamos essa pressa da Polícia Militar, de forma institucional, se oferecer ao Poder Judiciário para despejar uma área sobre a qual ainda havia outras soluções a serem construídas”, diz Roberto Baggio, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Baggio reforma ainda a necessidade de que a Superintendência de Diálogo e Interação Social (Sudis) e a Comissão de Mediação de Conflito do Estado passem a cumprir o papel institucional para a qual foram criadas, “para evitar uma escalada de violência e de destruição de comunidade construídas com muito trabalho, que progresso regional, riqueza e para o Paraná e dignidade para tantas famílias”.

Retrospectiva de um dia de angústia

Por volta das 7h da manhã desta quinta-feira (19), cerca de 50 viaturas da Polícia Militar chegaram à comunidade para executar o despejo das famílias. Antes mesmo da chegada da PM, autoridades locais e estaduais estavam na área em apoio às famílias Sem Terra. Entre eles estavam o prefeito de Laranjal, Josmar Moreira Pereira; o deputado estadual Professor Lemos; Eli Machado, o assessor do deputado estadual Tadeu Veneri; o vereador de Laranjal Agenor Ferreira; além de advogados da comunidade.

A negociação com o comandante da operação, Major Cubas, resultou na suspensão do despejo até 9h. Nessas menos de duas horas, o Tribunal de Justiça do Paraná deveria decidir sobre o pedido de suspensão da liminar de reintegração de posse.

Sem decisão do TJ, às 9h a força policial ordenou o início do despejo. As famílias já desmontavam barracos e carregaram seus pertences quando,  às 11h, a ação foi suspensa por decisão direta do governador do Estado, Ratinho Júnior (PSD). A ordem era aguardar a decisão do Tribunal até 14h.

Por volta das 15h, a Coordenadoria de Recursos Cíveis do Ministério Público Estadual emitiu um parecer favorável ao pedido feito pela prefeitura, concordando com a necessidade de suspensão do despejo. Como principal argumento, o MP apontou a falta de estrutura do município, que “não dispõe das mínimas condições, nem estrutural e muito menos financeira, para promover o abrigamento de tantas famílias ao mesmo tempo, sem que disso possa resultar gravíssimos danos à ordem e à economia públicas, em detrimento, inclusive, de outras políticas públicas, igualmente relevantes a cargo do Município de Laranjal”.

Sem decisão do TJ, o comando da Polícia Militar ordenou a retomada do despejo às 17h. A decisão definitiva veio perto das 20h, com a publicação da manifestação do Tribunal. O despejo foi retomado na manhã desta sexta-feira.

Governo estadual descumpre acordos

Este é o sexto despejo de famílias sem-terra executado no Paraná desde o início da gestão de Ratinho Junior à frente do Governo do Estado e de Jair Bolsonaro na Presidência da República. A destruição da comunidade José Rodrigues ocorreu poucos dias após uma reunião entre o governador e uma comissão de sete bispos e representantes da CNBB do Paraná, em que foram pactuados compromissos do Estado com relação às inúmeras ameaças de reintegração de posse.

A audiência resultou em um compromisso do governo em rever as ações de despejo, fortalecer a Comissão Estadual de Mediação de Conflitos Fundiários (Decreto estadual 10438/2018) e criar a Vara da Justiça para Mediações de Conflitos Agrários, prevista no artigo 126 da Constituição Federal.

O novo despejo começou a ocorrer no dia que a Comissão se reuniria, portanto, sem que o organismo pudesse cumprir o papel real de esgotar todos os recursos e evitar as reintegrações de posse. É um nítido descumprimento do pacto firmado.

Também é um contrassenso ao projeto proposto pelo governo estadual, que prometeu avançar no desenvolvimento regional dos pequenos municípios do Paraná. A situação torna-se ainda mais grave quando considerado o Índice de Desenvolvimento Humanos da cidade. Conforme o último Censo do IBGE, Laranjal tem um dos piores índice do estado, com 0,585, ocupando o 394º lugar – do total de 399 municípios.

Produção e comunidade destruídas

O pedido de suspensão do despejo feito pela Prefeitura de Laranjal considerou o impacto relevante da comunidade para a economia local do município de cerca de 8 mil habitantes, e também pela falta de condições dignas de realocar ou acolher as pessoas desabrigadas.

O levantamento feito pela própria prefeitura de Laranjal em junho deste ano mostra resultados expressivos na produção rural. São produzidos 1.200 litros de leite por dia, comercializados para um laticínio da cidade de Palmital. Ao todo são 65 cabeças de gado de corte e para produção de leite, além de 120 suínos e 650 aves.

No primeiro semestre de 2019 foram colhidas 7.500 sacas de milho. Em 2018 foram 1.936 sacos de feijão. Os agricultores e agricultoras também produzem mandioca e hortaliças para consumo próprio e comercialização direta com a área urbana de Laranjal.

Com o trabalho no campo, as famílias acampadas garantem uma renda mensal de cerca de R$ 1.300,00, o que significa qualidade de vida gerada a partir do trabalho coletivo e do acesso à terra. Além da conquista de qualidade de vida para cada uma das famílias, a comunidade passou a fomentar a economia local. Segundo o estudo realizado pela prefeitura, a comunidade contribui com R$ 1.782.430 no produto interno bruto do município.

Dos mais de 160 moradores da área, 51 são crianças e adolescentes, estudantes da Escola Municipal Felipe dos Santos e do Colégio Estadual de Pinhal Grandes, com transporte viabilizado pela Prefeitura Municipal de Laranjal. Com o despejo, a continuidade dos estudos nos locais fica ameaçado, assim como a conclusão do ano letivo.

O Incra chegou a realizar o Plano de Desenvolvimento de Assentamento (PDA), com processo inicial de seleção de futuros assentados, gerando grande expectativa nas famílias acampadas. No entanto, o processo de criação do assentamento está travado por problemas orçamentários do Incra, diretamente relacionados ao contingenciamento de gastos aplicado pelo governo federal. 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Morte de Marielle foi recado para Freixo, diz miliciano

gustavo cunha
gustavo cunha

O miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, afirmou ter participado de um encontro no Rio em que um dos chefes do “Escritório do Crime” e um policial militar que trabalhou como assessor do político Domingos Inácio Brazão, discutiram, no entendimento dele, o assassinato da vereadora Marielle Franco.

As informações constam nosoró (RN). A PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) consideram Brazão o principal suspeito de ordenar o atentado que resultou na morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

“Domingos Inácio Brazão é, efetivamente, por outros dados e informações que dispomos, o principal suspeito de ser o autor intelectual dos crimes contra Marielle e Anderson”, lê-se no relatório da PF sobre o caso.

O encontro descrito por Curicica ocorreu no ano de 2017, no Mirante do Roncador, ponto turístico da zona oeste do Rio.

Além dele, estavam presentes o mas depoimentos prestados por Curicica à Polícia Federal e a procuradores da República, no presídio federal de Mosjor da PM Ronald Paulo Alves Pereira, preso em janeiro por ser um dos chefes de uma milícia cujo braço armado é conhecido como Escritório do Crime; o subtenente da PM Antonio João Vieira Lázaro, que trabalhou como assessor de Brazão, quando este foi deputado estadual; e Hélio Paulo Ferreira, conhecido como o “Senhor das Armas”.

Na reunião, o major Ronald afirmou que “teriam que resolver um problema para o amigo do Tribunal de Contas”. Brazão é conselheiro afastado, por suspeita de corrupção, do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

Curicica disse aos investigadores que, naquele momento, ele não teria entendido do que se tratava, “porém tempos depois associou que a fala poderia ser referente à morte da vereadora Marielle Franco”.

Ao ser preso em janeiro, o major Ronald ficou em silêncio quando ouviu a seguinte pergunta de uma das promotoras do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Rio de Janeiro: “O que você tem a dizer sobre o assassinato de Marielle?”.

Em depoimento à PF, o PM Antonio João Oliveira Lázaro negou que tivesse participado do encontro relatado por Curicica. Ele trabalhou como assessor de Brazão na função de motorista na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e fez seguranças para políticos da família durante campanhas.

Major Ronald e Domingos Brazão são defendidos pelo mesmo advogado: o criminalista Ubiratan Guedes. O UOL ligou e mandou email para o defensor para que ele comentasse as declarações de Curicica, mas até a publicação do texto não obteve resposta. Assim que enviada, ela será publicada.

O outro chefe do Escritório do Crime, ao lado de Major Ronald, é o ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano. Ele está foragido desde janeiro. Os dois foram homenageados pelo então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) com honrarias na Alerj.

Curicica chegou a ser apontado como um dos mandantes do crime por um falso testemunho de um membro de sua própria quadrilha, o PM Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha.

Em seus depoimentos, Curicica disse acreditar que o assassinato de Marielle Franco seria uma “espécie de recado” ao atual deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Marielle era melhor amiga e foi assessora de Freixo, antes de ser eleita vereadora pelo Rio.

Freixo ganhou notoriedade ao chefiar em 2008 a CPI das Milícias na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), quando 224 pessoas foram indiciadas. Desde então, recebe ameaças de morte e é protegido por uma escolta armada. Domingos Brazão foi um dos políticos citados por envolvimento com milicianos.

Para Curicica, que é chefe de um grupo paramilitar, Freixo seria o verdadeiro alvo, porém, como os assassinos achavam que “não poderiam mexer nele”, optaram por matar Marielle para enfraquecê-lo.

Os responsáveis pelo crime não imaginavam toda a repercussão que teria a morte da vereadora.

Em dezembro do ano passado, nove meses depois das mortes de Marielle e Anderson, a Polícia Civil do Rio interceptou um plano para matar o deputado federal, durante um encontro com sindicalistas em Campo Grande, na zona oeste carioca, região historicamente dominada por milicianos.

Deputado estadual no terceiro mandato, Domingos Brazão foi eleito para uma vaga no TCE-RJ no fim de abril de 2015.

Ao tomar posse do cargo, por exigência da lei, ele deixou o MDB, partido ao qual era filiado. A indicação foi apadrinhada pelo então presidente da Casa legislativa, Jorge Picciani (MDB). O único partido a se posicionar contra foi o PSOL, sigla de Marcelo Freixo e Marielle Franco.

Na época, Freixo ingressou com uma ação na Justiça do Rio para evitar, sem sucesso, a nomeação de Brazão.

Em novembro de 2017, outro membro da cúpula do MDB no Rio, o deputado estadual Edson Albertassi, estava prestes a ser nomeado para outra vaga no TCE-RJ. Freixo ingressou com outra ação e, dessa vez, a Justiça impediu a nomeação de Albertassi. Dias depois, ele seria preso no âmbito da Operação Cadeia Velha. Picciani e o deputado Paulo Melo também foram detidos.

Em junho passado, Freixo participou de uma reunião, a pedido de dois delegados da Polícia Civil do Rio, com integrantes do Ministério Público Federal para tratar de uma possível conexão de deputados do MDB com a morte de Marielle. O encontro foi revelado pela revista Veja.

Apontado como responsável pelos disparos que vitimaram Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, o PM aposentado Ronnie Lessa foi filiado ao MDB. Ele nega participação no crime.

Na terça-feira (17), em seu último dia à frente da PGR, Raquel Dodge denunciou Brazão e outras quatro pessoas ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) por atrapalharem as investigações sobre a morte de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes.

De UOL

 

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André Sampaio: Vizinho quer tomar a casa de Trump alegando baixo comparecimento nas eleições

Fotos André Sampaio

O vizinho de Trump quer ser presidente dos Estados Unidos

por André Sampaio, de Washington, especial para o Viomundo

Desde julho de 2018 Daniel Kingery é o mais novo vizinho de Donald Trump.

O norte-americano de 59 anos de idade resolveu se instalar em uma barraca em frente à Casa Branca com um único objetivo: falar com Trump.

Bem à vontade, comendo uma asa de frango, ele recebeu a reportagem para uma conversa sem qualquer cerimônia.

A única foi guardar o resto da asa de frango num saco zip lock para desfrutá-la na hora do jantar.

Sem formação superior, Kingery serviu ao Exército de 1979 até 1983 e trabalhava nos helicópteros que transportavam autoridades do alto escalão do governo estadunidense.

Levava uma vida bem pacata tentando a sorte em pequenos negócios.

Separou-se da mulher, com quem não teve filhos, e começou a pingar em diferentes regiões do Arizona, seu estado de origem, conseguindo sustento no trabalho braçal.

Ao mesmo tempo se interessou por política e mergulhou na Constituição Americana para “realmente ter conhecimento” de quais eram os seus direitos.

“Quanto mais eu lia artigos e livros de diferentes autores, mais confuso eu ficava. Foi então que resolvi ler nossa Constituição”, conta.

Nas eleições presidenciais de 2008, Kingery resolveu se candidatar à Presidência em uma campanha independente, com o orçamento de U$ 16 mil tirados do próprio bolso.

Em uma van, rodou 35 estados da federação divulgando sua campanha.

“Eu parava nas cidades e conversava. Era o único instrumento que eu tinha para divulgar minhas ideias. Até hoje não sei quantos votos consegui, pelo menos o meu voto eu tive”.

Para o ex-candidato, os norte-americanos escolhem o postulante que tem mais chances de ganhar — e não aquele no qual realmente acreditam.

“Se eu for votar em alguém vou perder meu tempo, por isso coloco meu próprio nome na cédula. Pelo menos eu vou ter um voto e não fui obrigado a abrir mão dos meus valores por uma pessoa qualquer”.

Há mais de dois anos Kingery busca conversar com Donald Trump e desde julho do ano passado está em Washington DC.

Durante o dia divide uma pequena barraca a 50 metros do jardim central da Casa Branca com um amigo.

Ali, conversa com transeuntes e divulga seu site, espaço no qual publica propostas e pede contribuições.

O domínio da página expira em abril do ano que vem.

Kingery já é conhecido na região.

Além de passar boa parte do dia na frente da casa de Trump, tem um visual que chama atenção.

Sempre com uma touca na cabeça e uma longa barba branca, da qual cuida para não deixar resíduo da refeição mais recente, Kingery guarda todos os bens em uma espécie de carrinho de supermercado.

Fica sentado na barraca com um olhar sempre tranquilo, à espera de um papo.

Difícil não associar sua imagem à do “bom velhinho”.

Não é a primeira vez que o barbudo mora nas ruas.

Já está acostumado à rotina.

Para dormir, fica entre a barraca, os bancos do parque em frente à Casa Branca e o terraço de alguns dos cafés da região, a depender das condições climáticas.

Kingery dedica metade do dia à atualização de seu site, usando a internet dos cafés, e outra parte ao debate político nas ruas.

“Acordo às 6h30 da manhã, fico aqui na frente até umas 9h, depois vou a algum café para atualizar meu site e no fim da tarde estou de volta. Durmo entre três e quarto horas por noite”.

No site é possível encontrar as principais bandeiras do candidato, mas um recado fica em destaque:

“Faça o download, copie e cole, imprima ou pirateie se você quiser manter ou passar essa informação para outras pessoas depois que este site expirar (…) Espalhe a palavra! Mas se você achar o conteúdo deste site útil, por favor, sinta-se à vontade para encontrar uma maneira de pagar por mais um ano ou até mesmo atualizar o site para disponibilizar mais recursos”.

Depois do pedido de dinheiro, Kingery destaca que 58% dos norte-americanos aptos a votar não se sentem representados pelos políticos e que é necessária uma reforma geral do sistema.

Ele não explicita as bases do cálculo.

Em 2016, quando Donald Trump se elegeu, a taxa de não comparecimento às urnas nos Estados Unidos foi de 44,3%.

O voto no país não é obrigatório.

A taxa de comparecimento é mesmo muito baixa, se comparada à de outros países do mesmo nível de desenvolvimento, de acordo com a Statista:

Segundo Kingery, os políticos não representam a expectativa da maioria e devem ser substituídos.

Por isso ele defende o voto nulo, “uma forma de seu voto ser contado como negativo contra todos e tudo o que estiver nas urnas”.

Kingery acredita que a Constituição dos Estados Unidos já deveria ter sido reescrita, usando os erros do passado para aprendizagem.

Ele cita a crise da Venezuela como exemplo: “Na Venezuela estamos indeferindo o resultado da eleição de outro país. E nós não deveríamos fazer isso. Não podemos manipular o processo eleitoral, colocar alguém lá dentro para violar o direito dos cidadãos e assim nos trazer benefícios. É isso que fazemos o tempo todo”.

Com a onda de pré-candidaturas para as eleições de 2020, Kingery aproveitou a entrevista para anunciar nova corrida ao presidencial.

“Vou remover toda administração e seguir a Constituição, sem usá-la como um instrumento de corrupção”.

Assim sendo, nada de voto nulo em 2020

Enquanto as eleições não chegam, Kingery continuará diante de sua “futura casa”, disseminando ideias e admirando o jardim.

Publicação de: Viomundo

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